Cuidados – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog Guias, artigos, dicas e posts para pais e mães Tue, 24 Dec 2024 00:25:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.11 https://eyc7xs8f99a.exactdn.com/blog/wp-content/uploads/cropped-blog_favicon.png?strip=all&lossy=1&resize=32%2C32&ssl=1 Cuidados – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog 32 32 Qual é a melhor fralda descartável hoje? Veja a lista https://otomodospais.com.br/blog/melhor-fralda-descartavel/ https://otomodospais.com.br/blog/melhor-fralda-descartavel/#respond Sat, 15 Jun 2024 12:15:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4814 Está esperando um bebê ou tem um filho recém-nascido e não sabe qual fralda escolher? Já começou a comprar as fraldas, mas não sabe se ela é a melhor?

Essa escolha é difícil mesmo. Tem várias opções no mercado e nem sempre é fácil saber a diferença entre elas, especialmente para os papais e mamães de primeira viagem.

Neste post você conhecerá os detalhes sobre as fraldas descartáveis mais vendidas do Brasil. Veja quais são as marcas preferidas e os modelos mais indicados para dias de brincadeira e noites de sono tranquilas.

Qual é a melhor marca de fralda?

Essa escolha é bastante pessoal, então não tem como responder com certeza. As preferidas dos pais são com toda certeza Pampers, Huggies e Turma da Mônica. Depois vem marcas como Cremer e Babysec.

De modo geral, todas são de boa qualidade, mas apresentam características e diferenciais específicos. Por exemplo, a Babysec tem um bom custo-benefício, enquanto a Cremer é famosa por um modelo específico para uso noturno.

Pampers

A Pampers é a marca de fraldas mais vendida do mundo. Elas têm tecnologias avançadas para alta absorção, o que mantém seu filho limpo e sequinho dia e noite.

Além disso, a empresa tem uma linha de higiene completa para bebês.

Huggies

Os produtos Huggies oferecem um toque macio, que não agride a pele e protege por longos períodos de tempo. Há modelos com tecnologia antivazamento, e com camadas mais respiráveis, que mantêm a pele do bebê sempre sequinha.

A fralda mais popular do Brasil é da Huggies! 👀 Continue lendo para ver os detalhes.

Turma da Mônica

As fraldas da Turma da Mônica estão entre as mais famosas do Brasil há mais de três décadas! A fabricante é a Ontex Brasil, mas elas são só chamadas de “fralda da Mônica” mesmo.

Uma das principais vantagens é que elas têm uma tecnologia de distribuição do xixi, que não deixa a fralda ficar tão pesada mesmo quando está cheia. Isso oferece mais conforto entre o momento da troca.

Babysec

A Babysec é uma marca de fraldas conhecida pelo custo-benefício. Tem muitas avaliações de pais relatando que a qualidade é muito acima das expectativas!

Também tem diversos modelos com adaptações para diferentes cenários. Por exemplo, tem fraldas hipoalergênicas, modelos premium que mantêm o bebê sequinho durante várias horas, e opções mais simples para uso diurno.

Cremer

A Cremer é uma empresa com vários produtos para higiene infantil, inclusive fraldas. Tem vários modelos descartáveis com camadas de alta absorção e antivazamento, e fraldas de pano.

Um detalhe que a tornou popular foram os modelos específicos para uso noturno. Essa é uma preocupação comum para mães, porque certos modelos perdem capacidade de absorção quando usadas por muitas horas.

Quais são as fraldas mais usadas no Brasil?

As fraldas Huggies Supreme Care são as mais vendidas do Brasil. 👑

Elas são as opções preferidas para os tamanhos XG e XXG. Tem a versão comum e a versão “roupinha”, que veste mais fácil. É a famosa “Huggies vermelha”.

Veja abaixo o ranking das fraldas mais populares. Elaboramos essa lista com base nas mais vendidas da Amazon, por se tratar de um dos e-commerces mais populares do Brasil.

Huggies Supreme Care

Começando pela mais popular, a fralda Huggies Supreme Care é a escolha certa para busca praticidade e conforto. Ela tem uma camada chamada MaxiSec, que promete deixar a pele três vezes mais seca. Também tem fechos ajustáveis, o que facilita as trocas.

É a mais vendida da Amazon e a versão roupinha também é super popular. Ela veste mais fácil e tem vários mecanismos que a adaptam ao corpo do bebê.

fralda-huggies-supreme-care

Pampers Premium Care

A fralda Pampers Premium Care tem toque macio como o de algodão, perfeito para a pele sensível dos recém-nascidos. É uma opção segura para os pais e mães de primeira viagem, por manter o bebê sequinho e ter um indicador que avisa a hora da troca.

Ela está disponível em vários tamanhos. Na versão Pants, é a mais vendida no tamanho XG, para crianças de 11 a 15 quilos. Ela tem a mesma tecnologia, mas é um formato de “roupinha”, mais fácil de vestir e que se adapta ao corpo do bebê.

fralda pampers premium care

Turma da Mônica Baby Premium

A fralda Premium da Turma da Mônica tem toque macio e suave, que garante conforto ao bebê por bastante tempo. Ela se ajusta fácil ao corpo e tem barreiras que não deixam o xixi e o cocô vazarem. É ideal para usar durante a noite, pois oferece proteção por até 12 horas.

Pampers Splashers

A fralda Pampers Splashers tem um diferencial que a torna muito popular: ela foi feita para usar na água. Ela não incha ao entrar na piscina e mantém o bebê confortável mesmo que ele esteja molhado. Também tem uma barreira de dupla proteção, para oferecer conforto e evitar acidentes na hora de natação.

fralda pampers splashers para nadar

Huggies Natural Care

A Huggies Natural Care está disponível em diversos tamanhos. Ela é feita com fibras naturais que garantem máxima respirabilidade. Isso causa sensação de suavidade no bebê e o deixa mais confortável usando a fralda. Sua composição não tem plásticos considerados tóxicos, nem fragrâncias.

Um detalhe interessante é que na versão para recém-nascidos, a fralda oferece absorção especial para cocô líquido, através de uma camada extra no tecido.

fralda huggies natural care

Turma da Mônica Baby Jumbo

Essa fralda tem um corte umbilical para ajustar melhor no corpo, e fechos macios. Em termos de proteção, tem camadas extras contra líquido e uma barreira antivazamento. Ela também tem o sistema de distribuição de líquidos, que mantém a fralda levinha durante o uso.

fralda-monica-baby-jumbo

Qual fralda aguenta mais xixi?

Essas são fraldas que têm diferentes sistemas e camadas de absorção mais robustas. São consideradas as mais “poderosas” para deixar o bebê sempre sequinho. Normalmente, duram cerca de 12 horas.

Algumas fraldas na lista das mais vendidas também têm essa característica. Então, caso você tenha começado a ler direto por essa parte, recomendo ver toda a lista do post. 😉

MamyPoko Fralda-Calça Dia&Noite

A MamyPoko não está na lista das marcas mais conhecidas pelos papais e mamães, mas vale mencionar este modelo, pois é um dos preferidos na categoria para uso noturno. Além disso, aos poucos a marca está ficando mais conhecida. 🔥

Ela absorve o equivalente a quatro copos e tem uma dupla barreira de proteção para manter o bebê sequinho por até 12 horas. A fralda também tem uma fita de descarte, que facilita a hora da troca.

fralda-calça mamypoko

Babysec Ultrasec

Esta também está entre as preferidas da categoria. A Ultrasec oferece proteção por 12 horas com uma tecnologia chamada “ultra sequinha”. É basicamente um gel absorvente e uma barreira impermeável para fazer a proteção se estender por todo o dia ou noite.

fralda babysec ultrasec

Pampers Fraldas Supersec

A proposta da Pampers Supersec é manter seu bebê sequinho por longos períodos. Ela tem uma camada extra de absorção, que impede que o xixi entre em contato direto com a pele. A fralda também tem um recurso chamado Magic Gel para reter a umidade.

Turma da Mônica Qu4troSec

A fralda Turma da Mônica Qu4troSec tem um sistema especial de distribuição. O xixi é distribuído por um canal rapidamente, o que deixa a fralda mais leve durante o uso. Esse modelo também tem uma barreira que impede vazamentos, e uma camada extra de tecido. A proposta é deixar o seu filho sequinho por até 12 horas.

fralda-turma-da-monica-quatro-sec

Huggies Fralda Tripla Proteção

A fralda Huggies Tripla Proteção tem três sistemas diferentes para manter seu filho sequinho e protegido por até 12 horas. Tem um canal que absorve rapidamente o xixi, uma barreira dupla antivazamento, e um centro reforçado.

fralda huggies tripla proteção

Huggies Proteção Dia

Essa fralda tem uma tecnologia chamada Xtra-Protect. Ela tem um gel superabsorvente e uma camada extra que garantem proteção adicional contra vazamentos.

Um detalhe é que ela foca bastante no custo-benefício. Tem algumas avaliações de pais são de que ela não dura por muito tempo, então precisa ficar de olho, caso você queira comprar.

Talvez por isso o marketing de “ideal durante o dia”, porque se usar à noite, vaza. 🤔

fralda huggies proteção dia

Qual fralda não vaza à noite?

Diversas opções das listas acima são seguras para usar durante a noite. Em geral, você deve sempre buscar a indicação “uso noturno”, o desenho de uma lua, ou a informação de que protege por 12 horas.

Se tiver esses elementos na embalagem, então ela segura bem durante toda a noite. 👍

Veja abaixo mais algumas opções com boas avaliações dos pais e mães. 👇

Pampers Confort Sec

A fralda Pampers Confort Sec tem um chamado “gel mágico”, que absorve e retém a umidade. Também tem uma camada com alto poder de absorção, e faixas extras que se adaptam ao corpo para garantir um soninho mais confortável.  

pampers confort sec

Cremer Magic Care

A fralda Cremer Magic Care tem um sistema antivazamento com barreiras altas e camada superabsorvente. Assim como outras fraldas par auso noturno, também se ajusta facilmente ao corpo. Ela tem fragrância, então vale a pena ver se o seu bebê se acostuma bem.

cremer magic care

Pom Pom Derma Protek

A Pom Pom não está na lista de marcas mais populares, mas a Protek é um modelo bem popular para usar à noite. 👀

Ela tem orelhas elásticas para encaixar melhor no corpo e um canal de distribuição do xixi, o que também contribui para uma noite de sono tranquila.

Um detalhe bem diferente é que ela tem um extrato hidratante em uma das camadas, que fica em contato com a pele do bebê.

fralda pom pom protek

Como economizar comprando as melhores fraldas?

Agora que você já viu as opções mais populares, é só testá-las até encontrar a preferida dos seus filhos!

Normalmente, o caminho para encontrar o preço mais baixo é ir a vários supermercados ou farmácias para pesquisar o preço, depois voltar na que está mais em conta.

Ou se você quiser comprar pela internet, abrir várias abas de lojas e ir comparando até achar o menor preço.

Espero que estas dicas te ajudem a escolher a melhor opção. 😁

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Tipos de choro do bebê: quais são e o que significam https://otomodospais.com.br/blog/tipos-de-choro-do-bebe/ https://otomodospais.com.br/blog/tipos-de-choro-do-bebe/#respond Thu, 29 Feb 2024 17:25:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4528

O choro é a primeira forma de comunicação do bebê. Ninguém gosta de ver o filho chorar, mas às vezes é natural, e faz parte do desenvolvimento. 

Se você está com dificuldades em interpretar o choro do seu filho ou filha, estas são as principais informações que você precisa saber:

  • Os tipos de choro do bebê podem indicar fome, desconforto, dor, necessidade de aconchego, ou excesso de estímulos.
  • Os passos para acalmar são: ver se as necessidades básicas do bebê estão atendidas, e então acalentá-lo com sons e movimentos bem suaves.
  • Lembre-se de manter a calma. O choro só indica problemas sérios se vier acompanhado de outros sintomas, como febre, ou se é muito intenso e não diminui de jeito algum.

Neste post você aprenderá os tipos de choro do bebê e como identificá-los.

Como acalmar um bebê em crise de choro?

Vamos começar por esse tópico porque provavelmente você não conseguirá prestar atenção no restante se tiver uma criança chorando em casa. 😅

O primeiro passo é identificar a causa. Comece pelo óbvio, verificando se o bebê está com fome, com a fralda suja, com frio ou calor, cansado de ficar no colo (ou querendo voltar para o colo), etc.

Depois de atender a necessidade do bebê, tente o seguinte para consolar:

  • Ofereça contato: o contato pele a pele pode ajudar a acalmar o bebê. Encostar na mãe ou no pai ajuda a reduzir o estresse, fortalece vínculo, e proporciona segurança emocional.
  • Faça uma massagem no bebê: massagens são uma ótima forma de oferecer contato. Também ajuda nas cólicas, causa comum de choro.
  • Movimentos suaves: balance o bebê bem lentamente, ou caminhe devagarinho com ele no colo pela casa. Os movimentos suaves também ajudam a relaxar. 
  • Ruído branco: são sons suaves e constantes, como barulhinho de ventilador ou secadora. Eles lembram o ambiente do útero e ajudam a acalmar. Você pode colocar ruído branco com apps ou máquinas específicas para isso. Não funciona com todos, mas vale a pena tentar. 
  • Faça sons calmantes: se não tiver como reproduzir ruído branco, faça sons bem baixinhos, como “sh, sh sh” enquanto consola o bebê.
  • Deixe o bebê enroladinho: enrole o bebê com uma mantinha, para ele se sentir protegido. Mas não aperte demais, cuidado ao fazer o charutinho de bebê, pois pode fazer mal. 
  • Deixe o ambiente bem tranquilo: reduza estímulos visuais e sonoros. Abaixe as luzes, diminua o volume da televisão, e deixe o ambiente bem tranquilo para incentivá-lo a relaxar.

O vídeo abaixo também tem boas dicas e explicações sobre o choro do bebê. 👇

YouTube Video

No começo você precisa testar várias técnicas até descobrir o que funciona com o seu bebê. Nem sempre o que funciona com um tem efeito em outro.

O que significa o choro do bebê?

Quando você aprende o significado do choro do bebê, fica mais fácil manter a calma na hora de acalmá-lo. Chorar faz parte do desenvolvimento. É uma das primeiras formas da criança interagir com o mundo e se comunicar com os pais.

Chorar é uma forma de expressar necessidades básicas, como fome, sono, ou desconforto. Conforme crescem, os bebês desenvolvem padrões específicos de choro. São formas específicas de chorar, de acordo com o que estão sentindo no momento. As lágrimas são acompanhadas por gestos ou movimentos específicos com o corpo.

Conforme aprendem a falar, as crianças substituem o choro por pedidos mais claros, pedindo “mamá”, ou dizendo que estão com sono. E assim vão evoluindo e aprendendo novas formas de se expressar.

Ou seja: chorar é normal. Na verdade, é tão normal, que com o tempo os pais e mães aprendem a identificar cada tipo de choro, e diferenciar cada um.

Precisa de tempo e de observação para isso, então não se cobre caso ainda não consiga. Para te ajudar a chegar lá, abaixo tem uma lista dos principais tipos de choro de bebê e suas características. 👇

Quais são os tipos de choro do bebê? Como diferenciar?

  • Fome ou sede: costuma ser mais ritmado, insistente, e aumenta gradualmente. Acompanha gestos como levar as mãos à boca, ou ficar inquieto. 
  • Sono: é mais irritado e intermitente. O bebê frequentemente esfrega os olhos ou tenta mexer nas orelhas. 
  • Desconforto: pode ser fralda suja, calor, frio, ou outra situação do tipo. O bebê costuma ficar inquieto e dar sinais claros de que algo está fora do normal. O tipo exato de sinal depende do tipo de desconforto. Se for frio, fica com os dedos gelados; se for calor, começa a suar; se for fralda suja, ele se retorce. Observando geralmente dá para perceber.
  • Dor ou mal-estar: choro agudo, que pode ser contínuo. Normalmente o bebê tenta indicar onde dói. Por exemplo, quando o dente nasce, tenta colocar objetos na boca. Quando é no ouvido, tenta apontar para as orelhas, e assim por diante. 
  • Necessidade de aconchego: é um choro suave, que parece manhoso e para quando você dá carinho ou pega no colo.
  • Excesso de estímulos: é um choro irritado ou cansado, que para quando o ambiente fica mais calmo. As expressões do bebê aparentam irritação.

Todas as causas de choro, mesmo as mais específicas, se encaixam nas categorias acima. Por exemplo, cólica, ficar muito tempo na mesma posição, ou ter algo incomodando no berço. Quando você aprende a identificar o tipo de choro do bebê, é mais fácil descobrir exatamente a causa do incômodo.

bebê chorando deitado no berço

Como aprender a identificar o tipo de choro do bebê?

Nos primeiros meses é normal ficar perdida quando o bebê chora. Se você está nessa fase, faça o seguinte:

  • Lembre as principais causas, ou anote: fome ou sede, sono, desconforto, dor, necessidade de aconchego, ou excesso de estímulos.
  • Quando o bebê começar a chorar, passe por cada ponto. Faz tempo que ele mamou? Faz tempo desde a última soneca? O quarto está muito claro? Faça essas e outras perguntas para testar as possibilidades.
  • Observe atentamente a voz e os movimentos do bebê enquanto isso. É o que te ajudará a diferenciar os tipos de choro.

Se preferir, salve esse post nos favoritos e use como um checklist para a hora do choro.

👇 Estas são algumas dicas para para desenvolver a habilidade de identificar o tipo de choro, trabalhe os seguintes pontos:

  • Analise padrões: tente entender se tem horários que o bebê costuma chorar mais. E, se nesses horários, tem alguma técnica que funciona melhor para acalmar.
  • Concentre-se no som: ouvir choro de bebê é cansativo, mas essa é a principal deixa para identificar o tipo. Veja se é mais estridente, se tem pausas, se é contínuo, irritado, etc.
  • Observe nos movimentos do bebê: além do choro, o bebê comunica que algo está errado através dos gestos. Veja se os gestos mudam ou se repetem.
  • Analise o tempo de choro: se o bebê parar de chorar rápido, deve ser algo simples. Se for muito duradouro, ou você não conseguir acalmar, indica desconfortos maiores.

Estas são orientações gerais, mas infelizmente apenas a experiência prepara para identificar o choro e acalmar o bebê.

Quando você deve se preocupar?

Como você viu, na maioria das vezes o choro é normal e faz parte do desenvolvimento. Você deve levar ao médico apenas em situações específicas.

Estes são sinais que indicam que o choro pode ser algo sério:

  • Choro incessante: não para de jeito nenhum, parece até incontrolável.
  • Febre: febre com o choro normalmente indica uma condição médica que precisa de avaliação.
  • Dificuldade de respirar: se o bebê tosse, mostra dificuldades ou pausas na respiração, busque apoio médico imediatamente.
  • Recusa de alimentação: recusa várias mamadas consecutivas. 
  • Vômito ou diarreia: vale investigar choro acompanhado destes sintomas.
  • Mudanças de comportamento: dificuldade maior do que o normal em acordar o bebê ou acalmá-lo, por exemplo.
  • Rigidez ou flacidez do corpo: também não são consideradas situações normais.
  • Alterações na pele: feridas ou inchaços que acompanham o choro devem ser avaliadas por um médico.

O processo é: se o seu filho está chorando, tente acalmar normalmente. Se perceber os sintomas assim ou nenhum método funcionar para acalmar, leve ao médico. Procure ajuda médica também se houver alguma situação claramente fora do normal, como dificuldade para respirar ou inchaços na pele.

Tenha atenção redobrada se o bebê tiver menos de 3 anos. Nesta fase da vida o corpo é mais sensível, então mesmo situações “leves” em adultos, como febre baixa, precisam de atendimento médico. 

Por hoje é isto! Espero que as dicas deste post te ajudem a entender melhor o choro do seu bebê.

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Charutinho no bebê: riscos e como fazer [guia completo] https://otomodospais.com.br/blog/charutinho-no-bebe-riscos-como-fazer/ https://otomodospais.com.br/blog/charutinho-no-bebe-riscos-como-fazer/#respond Tue, 27 Feb 2024 13:51:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3476

O charutinho no bebê, casulo ou swaddle, é uma técnica muito conhecida para enrolar recém-nascidos. Ela acalma e ajuda a dormir melhor, o que é justamente o que muitos pais e mães precisam nessa fase da vida. 

No entanto, essa técnica tem muitos riscos. Pode ocasionar problemas de respiração e ortopédicos, como displasia do quadril.

Neste texto você entenderá exatamente quais riscos são esses, se pode fazer, como fazer de forma segura, e se existe alguma alternativa para o charutinho de bebê. 

O que é o charutinho no bebê? É bom para dormir?

O charutinho para bebê é uma técnica para acalmar recém-nascidos durante o sono. Consiste em envolver o bebê em uma manta para conter o bebê e deixá-lo paradinho.

Quando feito corretamente, o charutinho imita a sensação de quando o bebê estava no útero. Por isso ele fica calmo, pega no sono mais rápido, e não se agita tanto quando dorme.

Muitos pais recorrem a ela porque é uma técnica relativamente simples e muito tradicional. Mas, antes de fazer o charutinho, você precisa saber dos riscos envolvidos com essa técnica. 

Quais são os riscos do charutinho de bebê?

Um estudo de 2016 da Universidade de Bristol, no Reino Unido, identificou que a técnica de charutinho para bebê tem alguns riscos. Entre as principais questões, estão:

  • Dificulta o movimento, o que é um problema caso algo obstrua nariz ou boca do bebê.
  • Aumenta o risco de hipertermia, que é quando a temperatura do corpo aumenta demais.
  • Aumenta o risco de infecções respiratórias.
  • Pode aumentar o risco de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI), que é a morte de crianças de menos de 1 anos sem razão aparente.

Segundo a pesquisa, os problemas são mais frequentes em crianças com 6 meses ou mais.

De acordo com a Sociedade Internacional de Displasia de Quadril, quando o charutinho de bebê é mal feito, aumenta o risco de problemas de desenvolvimento das articulações do quadril.

Sabendo disso, o mais importante é: 

  • Pedir orientação ao pediatra antes de fazer.
  • Fazer o charutinho no bebê apenas enquanto ele for recém-nascido.
  • Não fazer sempre e nem depender dessa técnica para fazer o bebê dormir.
  • Não apertar demais o charutinho, para não restringir totalmente os movimentos do bebê.

Como fazer o charutinho de bebê da maneira correta?

As principais recomendações são:

  • Deitar o bebê de barriga para cima para fazer.
  • Usar panos leves e respiráveis.
  • Não deixar cobertores soltos no berço, para não ter risco de obstruir nariz ou boca do bebê.
  • O pano não pode ficar muito frouxo e nem firme demais. Você precisa conseguir passar a mão entre o tecido e o tórax do bebê. Se ficar muito solto, o bebê pode se desenrolar e sufocar, e se ficar muito firme, prejudica movimentos de pernas e quadris.
  • Não cubra a cabeça do bebê. 
  • Monitore o bebê constantemente enquanto ele está no charutinho.
  • Quando a criança começar a rolar, pare de fazer o charutinho.

👇 O vídeo abaixo mostra o passo a passo:

Lembrando que estas são orientações gerais. O ideal é sempre conversar com o pediatra que está acompanhando a sua família caso tenha dúvidas ou queira saber se está fazendo certo.

Pode fazer o charutinho de bebê no calor?

O charutinho pode ser feito no calor, mas precisa de alguns ajustes para a temperatura do bebê não subir demais. Estas são algumas orientações:

  • Escolha mantas ou cueiros leves e respiráveis. Essa é uma dica geral, mas ainda mais importante no verão.
  • Observe a temperatura ambiente e mantenha o local em que o bebê dorme fresco e bem ventilado. 
  • Não adicione camadas extras por cima do charutinho.
  • Monitore o bebê constantemente e atente-se para sinais de desconforto, como suor, ou pele vermelha e irritada.

A recomendação de conversar com o pediatra antes de fazer permanece!

Quanto tempo o bebê pode ficar no charutinho?

O tempo que pode ficar no charutinho varia de acordo com idade, desenvolvimento, e preferências da criança.

Em geral, é indicado para recém-nascidos. A partir de 2 ou 3 meses de vida o bebê pode dar sinais de que prefere mais espaço para se mover durante o sono. 

Quando tirar o bebê do charutinho?

Quando o bebê começa a rolar de forma consistente é hora de parar com o charutinho. Isso pode acontecer por volta dos 3, 4 ou 6 meses de idade. 

Se o bebê ficar rolando no berço, pode ocorrer uma série de complicações, como risco de sufocamento ou de Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI). 

Assim que seu filho ou filha chegar nessa fase da vida, o ideal é que o bebê durma em uma superfície firme e segura, e de barriga para cima, sem mantas ou outros objetos que possam causar obstrução.

Existem alternativas ao charutinho?

O sling é uma alternativa ao charutinho para bebês, especialmente quando eles estão um pouco mais velhos, ou quando não se adaptam bem a dormir cobertos.

O sling é um tipo de carregador de pano para bebês. Ele permite que a criança fique bem perto da mãe, o que proporciona sensação de aconchego e semelhança, parecido com o charutinho. O sling também deixa as mãos do pai ou da mãe livres para fazer outras tarefas enquanto o bebê está seguro e próximo. 

mãe carregando um bebê com um sling em um bosque

Outro ponto positivo é que o bebê fica em uma posição ergonômica e mais natural. Segundo a Sociedade Internacional de Displasia do Quadril, isso favorece o desenvolvimento do corpo.

Mas, assim como o charutinho, também tem algumas boas práticas de segurança:

  • Posicionar corretamente o bebê, com a coluna e quadris bem apoiados.
  • Verificar constantemente se o bebê está na posição correta, com a cabeça bem segura.
  • Não cobrir o rosto do bebê.
  • Não fazer atividades que possam causar impacto ao bebê enquanto ele estiver no sling.
  • Respeitar o limite de peso do equipamento.
  • Amarrar corretamente para oferecer apoio correto.

Já é a terceira vez que vou falar 😂 mas é importante: caso tenha dúvidas sobre como usar o sling da maneira correta, ou qual modelo comprar, converse com seu pediatra e peça uma indicação.

E, se estiver com problemas para fazer o filho ou filha dormir com mais tranquilidade, leia o guia sobre sono do bebê do Tomo dos Pais. Tem várias técnicas, estratégias e rotinas para você colocar em prática!

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O guia definitivo sobre os desafios da maternidade [para 2025] https://otomodospais.com.br/blog/guia-desafios-da-maternidade/ https://otomodospais.com.br/blog/guia-desafios-da-maternidade/#respond Tue, 20 Feb 2024 13:53:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2041

Ser mãe não é fácil. É encantador, mas educar uma criança é uma tarefa árdua, cheia de sacrifícios e de desafios.

É comum ver fotos e vídeos nas redes sociais que mostram relações perfeitas entre mães e filhos. Mas o que ninguém te fala sobre a maternidade é que na maior parte do tempo não é assim. Existem momentos de desânimo, culpa, cansaço, e noites mal dormidas.

E esses desafios da maternidade dificilmente aparecem nas redes sociais. Por isso, muitas mães têm dúvidas sobre qual é a parte mais difícil e como superar os obstáculos.

E para ajudar essas mães foi que escrevemos este guia completo sobre os desafios da maternidade, com dicas e indicações de leitura para os principais. 💪

Qual é o maior desafio de uma mãe?

A maternidade é diferente para cada pessoa, então não tem resposta certa. Experiências de vida, idade, relacionamento, apoio familiar, e muito mais influenciam nos desafios da maternidade.

Abaixo listo os principais desafios, com base em algumas pesquisas sobre maternidade.

De acordo com um estudo da Universidade de Antioquia (Colômbia), nos 6 primeiros meses estas são as principais preocupações:

  • Recuperação no pós-parto: desconforto e problemas de autoimagem.
  • Cuidado com o bebê: amamentação, higiene e cuidado, entender o ritmo da criança, cólicas e alimentação.
  • Relacionamento: dividir as tarefas domésticas.

Algumas pesquisas publicadas aqui no Brasil apontam também desafios relacionados ao mercado de trabalho. Por exemplo, equilibrar trabalho e família, equilibrar trabalho e afazeres domésticos, preconceito na busca por emprego.

Por fim, tem os pontos que pouca gente fala sobre a maternidade:

  • O nascimento dos dentes dói.
  • Precisa aprender a lidar com ataques de raiva.
  • Ser paciente é um exercício constante.
  • O desfralde é complexo.

É bastante coisa, né? 😱

Mas ao ganhar experiência, você começa a tirar de letra! Principalmente com as dicas deste post! 😉

Se você é uma mamãe de primeira viagem (ou conheça alguma), abra o texto abaixo em outra aba e leia assim que terminar este:

Como superar os desafios da maternidade?

As dicas abaixo ajudam a superar a maioria dos desafios. Elas são pontos básicos para lidar com a maternidade.

Tenha uma rede de apoio

A rede de apoio são as pessoas que ajudam você a passar pela gravidez com mais tranquilidade. São seus amigos, seu parceiro ou parceira, e suas famílias.

Eles estarão lá para ensinar a trocar a primeira fralda, para olhar o bebê enquanto você tira um cochilo, ou para fazer as tarefas nos primeiros dias depois do nascimento.

Ter uma rede de apoio diminui o cansaço, o estresse, e dá segurança emocional. É imprescindível enquanto seu filho for bebê, criança e adolescente.

Não se culpe

A mãe perfeita não existe. Mães erram, pedem desculpas, e aprendem para melhorar.

Como diz o ditado, tem momentos em que o filho chora e a mãe não vê. Também fica doente, cai do balanço, ou vai mal na escola.

Não se culpe quando essas situações acontecerem. Lembre-se de que você está fazendo o seu melhor e encare estes momentos como oportunidades de crescer junto com o seu filho. 💪

Não se compare

A comparação com as outras mães é o combustível para a insegurança. 

Tem crianças que recebem presentes mais caros e outras mães que passam mais tempo com as crianças.

Se você não puder fazer isso, está tudo bem. Dê o seu melhor e seus filhos serão os mais felizes do mundo! 🥰

Cuide de você

Muitas mães ficam tão atarefadas que esquecem de cuidar de si mesmas. Não tiram tempo para se exercitar, sair sozinhas ou com as amigas, ou para tomar um banho bem relaxante.

É difícil mesmo incluir essas atividades na rotina (principalmente durante os primeiros meses do bebê). Mas você precisa tentar!

Quando a vida fica resumida à maternidade, podem surgir alguns problemas, como a baixa autoestima.

Tente reservar um tempo da agenda para fazer algo que te dê prazer, sempre que conseguir. Nem que sejam alguns minutos por noite para fazer um skin care.

Agora que você sabe o básico, vamos ver dicas específicas para os maiores desafios da maternidade.

Como superar os desafios do pós-parto?

Durante a internação:

  • Estimule a amamentação e faça contato pele a pele com o bebê. Isso fortalece os vínculos.
  • Caminhe no quarto assim que o médico liberar, para evitar risco de trombose.
  • Se fizer cesárea, lave a cicatriz todos os dias e seque bem.
  • Tire todas as dúvidas sobre a amamentação com a equipe médica.
  • Pergunte tudo sobre o repouso nos primeiros dias: quais atividades pode fazer, se sentirá dores ou desconforto, etc.

Em casa:

  • Beba muita água.
  • Tenha uma dieta balanceada.
  • Fique em repouso.
  • Converse bastante com seu parceiro e familiares sobre como está se sentindo. 
  • Aguarde liberação médica para retorno de atividades físicas e de relações sexuais.

Durante os primeiros 15 dias após o nascimento, as mães podem sentir tristeza e desânimo. Se acontecerem muitas variações de humor e crises de choro, entre em contato com o obstetra. É o famoso “baby blue”:

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Como lidar com a baixa autoestima?

Caso sinta-se triste consigo mesma depois da gravidez, siga estas dicas de autocuidado:

  • Tente tirar 1 hora por dia só para si. Peça ajuda para sua rede de apoio!
  • Faça pequenas pausas de 5 minutos para se cuidar – passar um creme, pentear os cabelos, vestir uma roupa bonita etc.
  • Coloque músicas que você gosta para tocar (baixinho para não acordar o bebê hein 🤭).
  • Converse com suas amigas e família, principalmente as que já foram mães.
  • Conte ao seu parceiro como você se sente.
  • Caso não tenha, compre um diário e escreva sobre os seus sentimentos.
  • Se não melhorar, converse com um obstetra.

Como superar os desafios para cuidar dos filhos?

Cada fase da vida das crianças requer cuidados específicos. O corpo deles se desenvolve aos poucos, então são mais frágeis no início da vida.

Eles são mais sensíveis nos 3 primeiros meses. Nesta fase da vida, os principais cuidados são estes:

  • Mantenha o quarto sempre limpo e arejado.
  • Vista-o com roupas confortáveis, de preferência de algodão.
  • Nos dias frios, a lã é um bom material para os casaquinhos.
  • Dê banho com água e sabão neutro em uma banheira com água morna.
  • Alimente-o apenas com leite materno. Isso deve ser feito até os 6 meses.
  • Leve o bebê ao médico em qualquer caso de problema de saúde, como quedas, cólicas ou resfriados. 
  • Qualquer sinal de febre também deve ser investigado por um pediatra.
  • Tenha o contato do pediatra salvo no celular para tirar dúvidas pontuais.

👇 Estas dicas também são muito importantes para cuidar do bebê:

mãe segurando termômetro marcando 27 graus. ao fundo, desfocado, bebê deitado de barriga para cima e chorando

Como saber por que o bebê está chorando?

Estas são as principais causas e tipos de choro:

Causa Como identificar O que fazer
Fome Antes de chorar, fica abrindo e fechando as mãos ou chupando o dedo.  Alimente o bebê. Até os 6 meses apenas com leite materno, a partir dos 6 meses com água e alimentos saudáveis.
Medo ou tédio Choro manhoso que acalma quando fala com o bebê ou pega no colo. Pegue no colo, faça carinho e brinque com ele.
Dor Choro agudo e muito alto. Fica com a face vermelha e mãos fechadas. Verifique a temperatura, veja se o corpo do bebê tem algum hematoma e, se persistir, leve ao médico.
Cansaço Choro alto e nervoso, tipicamente acontece no final do dia. O bebê franze as sobrancelhas e a testa. Abaixe as luzes e nine o bebê. Pode demorar um pouco para ele pegar no sono e parar de chorar. Pode tentar usar apps de ruído branco pra ajudar.

No início pode ser difícil distinguir, mas com o tempo você desenvolve essa habilidade. 😉

Outro ponto muito importante: nem sempre o bebê chora por manha. Na verdade, o choro é uma das primeiras formas de comunicação.

O bebê só aprende que consegue as coisas mais fácil se chorar a partir dos 6 meses a 1 ano. Escrevemos um post que explica isso:

Quais são os principais problemas de saúde dos bebês?

Para algumas mães, o maior desafio da maternidade é não se desesperar nessa hora. Respire fundo e lembre que você precisa acalmar o bebê e atendê-lo.

Mas o fato é que bebês e crianças ficam doentes com muita frequência.

Além disso, problemas que são super simples em humanos podem ser sérios para eles. É o caso da gripe, por exemplo.

Abaixo estão algumas doenças frequentes. Basta clicar nos nomes para ler um guia completo sobre elas:

Como manter meu filho seguro?

Os cuidados variam de acordo com a fase da vida.

Um dos grandes desafios da maternidade começa na infância: proteger sem privar seu filho de viver momentos incríveis. 

É importante aceitar que as crianças se machucam, caem no chão, ralam os joelhos e tudo o mais. 

O importante é aprender a lidar com cada um destes desafios da maternidade. As dicas abaixo te ajudarão. 😉

Dicas de segurança para bebês

  • Verificar a temperatura da água e dos alimentos antes de dar banho.
  • Deitar o bebê sempre de barriga pra cima.
  • Quando andar de carro, levar sempre o bebê na cadeirinha.
  • Colocar protetores nas tomadas.
  • Não deixar o berço perto da janela.
  • Usar protetores de quina.
  • Estar atenta aos movimentos e sinais de desconforto do bebê.

Dicas de segurança para crianças

  • Guardar objetos cortantes e produtos de limpeza em armários altos na cozinha.
  • Deixar remédios, isqueiros, fósforos e acendedores fora do alcance das crianças.
  • Manter protetores nas tomadas.
  • Manter o piso do banheiro sempre seco.
  • Evitar móveis com rodinhas (se tiver, deixe bem longe das janelas).
  • Caso seja uma criança mais nova, evitar televisão ou videogame no quarto.
  • Limitar o uso de aparelhos eletrônicos de acordo com o tempo de tela por idade.
  • Deixar o portão de casa sempre fechado.
  • Se morar em apartamento, colocar grades nas janelas e sacadas.
  • Na hora de praticar esportes, insistir no uso dos equipamentos de segurança. 

Como superar os desafios no relacionamento?

A comunicação com o seu parceiro e rede de apoio é fundamental.

É importante exercitar a confiança entre vocês desde a gravidez. Assim você não se sente sozinha ou isolada, como se os desafios da maternidade fossem exclusivamente seus.

É complicado dar dicas muito específicas porque depende muito da relação de vocês. Mas tenha sempre em mente que a sinceridade é o melhor caminho. 

Caso não esteja gostando de algo, fale diretamente, mas mantendo a educação. Explique o que você não gosta, o porquê, e debatam juntos maneiras de melhorar.

Esta é uma situação comum, mas que pouca gente fala: a mudança na relação com o marido depois do nascimento do primeiro filho.

Muitas mães passam por isso, mas o assunto ainda é um tabu. A comunicação ajuda a solucionar o problema. 

Outra situação frequente é a divisão das tarefas domésticas. Ter uma conversa franca e aberta é a melhor maneira de resolver. 

Falo em detalhes sobre estes dois desafios da maternidade no texto abaixo:

Como superar os desafios da maternidade no mercado de trabalho?

Existem três tipos de desafios principais relacionados ao mercado de trabalho.

O primeiro deles é o preconceito. Infelizmente ainda existe a ideia de que mães não são produtivas.

Muitas mulheres relatam situações desagradáveis em entrevistas de emprego, como as perguntas clássicas: “É casada? Tem filhos? Mas o seu marido te ajuda?”.

Outra situação frequente é a mudança no comportamento do recrutador depois que o assunto maternidade vem à tona. Já aconteceu com você? 🤦

Não existe solução rápida para o problema, já que ele é bem complexo. Mas trocar experiências com outras mães ajuda bastante. Tanto para lidar com a questão emocional, como para receber indicações de vagas mais inclusivas.

Caso não tenha, crie um perfil no LinkedIn e conecte-se com outras mães da mesma área que você. Esta carta aberta de uma mãe é um bom exemplo do tipo de conteúdo disponível na plataforma.

O segundo desafio da maternidade é o equilíbrio entre o trabalho e os afazeres domésticos. A solução passa por estes pontos:

  1. Conversar abertamente com o parceiro e pedir ajuda.
  2. Elaborar uma lista de tarefas para dividir entre vocês.
  3. Não precisa ser 50% para cada. Dividam de acordo com a rotina e troquem de tarefas de vez em quando para não enjoar.

Vale reforçar também que não importa se o marido quer ou não ajudar. É obrigação dividir as tarefas domésticas.

O terceiro desafio é equilibrar família e trabalho. Tem um guia completo sobre o tema aqui no blog do Tomo dos Pais! Para acessar é só clicar na imagem abaixo. 😊

O que ninguém te falou sobre a maternidade?

Além desses desafios da maternidade, existem algumas situações específicas. Poucas pessoas falam sobre elas mas certamente aparecerão na sua rotina em algum momento.

Para saber o que fazer em cada caso, é só clicar em cada item da lista. Você será levada a um post completo sobre o assunto aqui no blog do Tomo dos pais. 

O que é mais difícil na maternidade?

Reforço a mensagem do início do texto: não existe resposta certa porque a experiência de cada mãe é única. 

Para algumas mães, o maior desafio da maternidade é o desfralde. Para outras, é colocar o neném para dormir. Varia bastante (e esses dois são realmente bem complexos!)

Mas uma coisa é certa: muitos desafios estão relacionados com as transformações emocionais, físicas e de hábitos da maternidade.

Nem sempre as mães se sentem preparadas e pensam que não são boas o suficiente.

Esse pensamento é normal, mas lembre-se: você está fazendo o seu melhor e a sua família sabe disso. 🏅

Se precisar de mais algum apoio, conte com conosco do Tomo dos Pais! Ele surgiu para tornar a vida das mães mais fácil e a das crianças mais divertidas.

É uma assinatura no formato de newsletter com recomendações personalizadas para seus filhos. São dicas de passeios, educação, filmes, peças de teatro e muito mais!

A cada semana você recebe uma lista de conteúdos que te ajudarão a superar os desafios da maternidade.

E se tiver passando por algum desafio que não citamos aqui, comente aqui no post.

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Bebê no carro: como transportar com segurança https://otomodospais.com.br/blog/bebe-transportar-carro/ https://otomodospais.com.br/blog/bebe-transportar-carro/#respond Sat, 21 May 2022 18:52:46 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=1028

Andar de carro é muito prático, mas os pais precisam estar atentos às medidas de segurança! Seja na hora de fazer uma viagem, seja nos trajetos curtos, se tiver bebê no carro ou crianças no banco de trás, ambos devem estar com os equipamentos de segurança adequados.

O que deve ser usado de acordo com a idade é:

  • Para bebês com menos de 1 ano: bebê conforto. 
  • De 1 a 4 anos: cadeirinha. 
  • E dos 4 aos 7 e meio: assento elevado. 

Seguindo estas recomendações básicas e conferindo as nossas dicas, você pode transportar seu bebê no carro com toda a tranquilidade! 

 👇 Use o sumário abaixo para navegar de acordo com a idade das crianças e boa leitura!

Como transportar o bebê no carro

As medidas de segurança mudam de acordo com a idade das crianças, já que dependendo do tamanho, elas interagem de forma diferente com o carro. 

Por isso existem cadeirinhas com diferentes tamanhos, diferentes posições para colocar no carro, e cintos de segurança adequados ao tamanho delas. 

Antes de explicar todas essas variáveis, vamos dar algumas dicas gerais para viagens tranquilas do bebê no carro:

  • O lugar mais seguro para a criança ou bebê no carro é o banco de trás.
  • Trave as portas traseiras, para a criança não poder abrir por dentro.
  • Quando for abrir os vidros de trás, abra só o suficiente para ventilar. 
  • Nunca transporte crianças no colo.
  • Nunca coloque duas crianças no mesmo cinto de segurança.
  • Não comece a dirigir até estar todo mundo sentado e na cadeirinha, usando cinto.
  • Só retire as crianças das cadeirinhas e assentos quando o carro estiver parado e desligado.
  • Antes de sair, verifique se a cadeirinha está bem presa ao cinto de segurança.
  • Leia com atenção o manual do equipamento de segurança antes de instalar no seu carro. Os “detalhes” importam muito nesse caso!
  • Só use equipamentos certificados pelo Inmetro.
  • Evite deixar bebê sozinho no banco de trás do carro com tablet, celular ou afins na mão. O objeto pode cair e ele tentar tirar o cinto para pegar. 
  • Use espelhinhos para poder ver o bebê pelo retrovisor. 

Season 3 Baby GIF by The Simpsons
Só a cadeirinha já seria o suficiente, mas todo cuidado é pouco! =P

Na hora de colocar uma criança ou bebê sozinho no banco de trás, não se trata apenas de ficar confortável, mas muito bem presa e imune aos movimentos, tanto o balanço natural na hora de fazer uma curva, quanto uma freada brusca.

Pode usar só o cinto de segurança?

Não! Especialmente no caso dos menores, apenas o cinto de segurança não basta.

Isso acontece porque eles são projetados para pessoas com no mínimo 1,45m de altura. 

Ou seja, para os bebês e crianças, ele não protege adequadamente, já que não seguram bem e pressionam partes sensíveis do corpo, como rosto, pescoço e abdome.

Além de não proteger bem, pode incomodar e a criança tirar o cinto no meio da viagem sem você perceber.

O ideal é que haja um dedo de folga entre o cinto e a roupa. Assim a criança fica confortável e protegida ao mesmo tempo. 

Normalmente apenas por volta dos 10 anos é liberado sentar sozinho no banco de trás com o cinto de adulto.

Pode viajar com bebê no colo?

❌ Não pode andar de carro com bebê no colo. ❌

Jamais considere essa hipótese, ela é simplesmente muito arriscada. Em caso de colisão, é impossível segurar e proteger o bebê no carro.

Por isso, mesmo com impactos mais leves, as chances da criança sofrer alguma lesão são muito grandes.

Não viaje com o bebê no colo nem nos trajetos mais curtos. Lembre-se de que você pode sofrer um acidente saindo da garagem, ou até mesmo dentro dela!

Especialmente se tratando dos bebês menores, todo cuidado é pouco, já que o corpinho deles é bem sensível aos impactos. 

“Mas aconteceu um imprevisto e tenho que andar com o meu bebê no carro que não tem os equipamentos certos para a idade dele. E agora? 😯”

Nessas circunstâncias é melhor não fazer a viagem do que levar no colo ou colocar só com o cinto no banco de trás.

A principal causa de morte infantil no país são os acidentes de trânsito e cerca de 40% das crianças estão dentro dos veículos. Não corra riscos desnecessários!

Bebê no carro sentado na cadeirinha

Quando o bebê pode ir sozinho no banco de trás?

Todas as crianças com menos de 10 anos devem andar no banco de trás e os assentos especiais são obrigatórios até 7 anos e meio.

☝ Estas são as indicações do Código Brasileiro de Trânsito, no Art. 64. 

A exceção são as picapes que não tem assentos traseiros, ou quando todos já estiverem ocupados.

Mas a sua preferência deve ser sempre colocar o bebê no carro no banco de trás.

Como dirigir sozinha com bebê?

Essa é uma questão delicada que pode causar insegurança em algumas mães. Não existe receita para ficar mais tranquila, já que cada pessoa reage de um jeito.

Uma solução frequente, mas não recomendada, é instalar a cadeirinha ou bebê conforto no banco da frente. Mas ele não é o lugar mais seguro para uma criança no carro. 

Uma alternativa mais eficiente é instalar espelhos retrovisores para ver o bebê no carro.

No caso do bebê conforto, são instalados na parte de trás. Como o bebê fica de costas para o movimento, você consegue olhar para ele através do espelho retrovisor normal do carro. 

Se as crianças já estiverem nas cadeirinhas, você pode instalar um retrovisor no painel do carro, ou no próprio vidro da frente mesmo, apontado diretamente para elas.

Existem vários modelos disponíveis no mercado, com diferentes preços, formatos e tamanhos.

Mas, fique tranquila: se você instalar os equipamentos de segurança antes de viajar e testar se eles estão bem fixos, não tem problema.

Com os equipamentos adequados, é até possível transportar recém-nascidos com segurança. Abaixo, vamos explicar as melhores maneiras de fazer.

Como viajar de forma segura em cada idade

  • 0 a 1 ano: com bebê conforto ou cadeirinha virada para trás.
  • 1 a 4 anos: com cadeirinha virada para a frente do carro.
  • 4 a 7 anos: com banco auxiliar ou assento de elevação.

Só depois que a criança atingir 1,45m de altura ela poderá usar o cinto de segurança normal, que os adultos usam.

Detalhe importante: os equipamentos de segurança devem estar fixados por cintos de 3 pontos ou sistema Isofix. Caso não haja, você precisa instalar no carro para só depois colocar a cadeirinha.

Levar bebê no carro antes de 1 ano de idade requer que ele esteja totalmente preso, já que até o simples balanço natural do carro pode ser prejudicial durante uma viagem.

Agora, vamos falar sobre cada um dos tipos de equipamentos. Listarei inclusive links do Google Shopping, para você poder ter uma ideia de preços e modelos de cada um. 

Evite comprar equipamentos usados, já que é difícil saber quais são as reais condições de uso. 

Quando achar um modelo legal, tente procurar o nome dele no Google para ver se existem vídeos de testes de impacto, ou recomendações dos pais, antes de finalizar a compra.

Além disso, dê preferência para comprar em lojas físicas ou em lojas online que tenham sistemas de troca, já que pode acontecer da cadeirinha não encaixar tão bem no seu carro. 

Como usar corretamente o bebê conforto

Bebê conforto é esse tipo de equipamento em formato de concha e preso pelo cinto de segurança. Ele deve ser usado para transportar recém-nascidos e bebês com até 1 ano. 

O bebê conforto deve estar instalado de costas para o movimento do carro e com ângulo de 45 graus de inclinação. Isso serve para proteger o pescoço do bebê no carro, já que a criança ainda não tem sustentação o suficiente para a cabeça nessa idade.

Essa posição para o bebê no carro deve continuar até que as pernas possam ficar esticadas. Normalmente isso acontece com 1 ano, mas dependendo do tamanho da criança, ela pode ficar por mais tempo nessa posição.

Isso não é ruim, já que é o modo mais seguro de viajar de carro. 😉

Siga as instruções do fabricante para instalar. No manual também está descrita a faixa de peso que o equipamento suporta. Esteja atento a essa informação.

Dica para fazer antes de comprar: leve o carro em que ele vai ser instalado até a loja e faça um teste. E antes de fazer as primeiras viagens, certifique-se de que você sabe tirar e colocar o bebê conforto do carro corretamente. 

Como usar corretamente a cadeirinha de segurança

A “cadeirinha” deve ser usada por crianças e bebês no carro na faixa de 1 a 4 anos de idade. 

A principal diferença é que agora o ângulo de inclinação é diferente e ela não precisa ser instalada de costas, já que nessa idade o pescoço já oferece sustentação o suficiente para a cabeça. 

Alguns modelos têm tiras com regulagem de altura que acompanham o crescimento da criança.

Para instalar, é igual ao bebê conforto: siga as instruções do fabricante, instale em um cinto de três pontos, e verifique se está firme e bem ajustado no banco.

Como usar corretamente o assento de elevação

O assento de elevação também é conhecido como booster ou banco auxiliar. Ele é usado para transportar crianças no carro quando elas têm entre 4 a 10 anos de idade, para que elas fiquem mais elevadas e possam usar o cinto de segurança de adultos. 

É importante que quadril, centro do peito e meio do ombro estejam protegidos, porque no caso de uma colisão, o cinto vai protegê-las dos principais impactos. 

A instalação também é feita com um cinto de três pontos, prendendo simultaneamente o assento ao banco do carro, e a criança ao assento.

Ficou confuso? Então veja este vídeo gravado pela Polícia Rodoviária Federal, mostra como instalar corretamente.

YouTube Video

Equipamentos com ou sem Isofix?

O Isofix é um sistema que permite instalar mais facilmente as cadeiras e assentos elevados.

Eles são compartimentos para encaixar as peças e prender com um cinto de segurança especial. Normalmente estão nos bancos de trás, perto das portas. 

Se o seu carro tiver essa tecnologia, não precisa usar o cinto de três pontos que mencionamos para instalar. Se tiver, dê preferência a usá-lo.

Por isso é importante levar o carro para testar as cadeirinhas quando for comprar. Nem todos os modelos encaixam no Isofix.

Caso você use equipamentos sem Isofix, instale a cadeirinha no banco do meio, assim a criança fica mais protegida em caso de colisões laterais. 

Se você quiser entender melhor qual a diferença de prender as cadeirinhas no cinto ou com Isofix, esta reportagem do AutoEsporte pode esclarecer.

Legislação para transportar crianças

Deixamos esse tópico por último para passar uma mensagem importante: se preocupe primeiro com a segurança, depois com a lei.

É comum as pessoas se preocuparem em fazer apenas o mínimo escrito na lei, e não o que é necessário para segurança do bebê no carro. Principalmente se o assunto forem viagens de curta duração.

Agora vamos à lei, pois ela mudou em abril de 2021.

Agora, a especificação de qual dispositivo de segurança deve ser usado em cada idade está descrita no Código Brasileiro de Trânsito. 

Este texto já foi escrito com base nessa mudança, por isso se você seguir nossas indicações, não precisa se preocupar com multas e pontos na carteira de motorista. 😉

Quem não cumprir as recomendações de uso de bebê conforto e cadeirinha, ou transportar crianças menores de 10 anos no banco da frente comete infração gravíssima, paga multa de R$ 293,47, sofre remoção do veículo e 7 pontos na CNH.

Além de estar sujeito a lesões sérias em caso de acidente de carro. 

criança de máscara sentada no sozinha no banco de trás do carro com as mãos para cima

Esperamos que tenha gostado das explicações e se sinta mais seguro na hora de levar o bebê para passear no carro! 🚗👶

Se quiser mais indicações como essa, assine o Tomo dos Pais! É um serviço de assinatura onde semanalmente enviamos dicas e sugestões para entender melhor e desenvolver todo o potencial dos seus filhos. 100% personalizadas para sua família!

São sugestões de atividades, dicas para resolver problemas do cotidiano, indicações de leitura e filmes e muito mais! Faça o teste e, se não gostar, devolvemos seu dinheiro depois do primeiro mês. 🧙‍♂️

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Entenda a evolução da visão do bebê e como muda mês a mês https://otomodospais.com.br/blog/evolucao-visao-do-bebe-mes-a-mes/ https://otomodospais.com.br/blog/evolucao-visao-do-bebe-mes-a-mes/#comments Thu, 07 Oct 2021 12:38:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=1237

Os bebês enxergam o mundo de um jeito único! 👶 Literalmente, a visão do bebê é muito diferente dos adultos, ela evolui aos poucos. No início, eles não conseguem enxergar detalhes.

Conforme os meses vão passando, surgem as habilidades mais avançadas: focalizar de longe, percepção espacial, entre outras. 

Neste texto, vamos explicar tudo sobre esse processo. Conheça os principais marcos da visão do bebê, saiba se a evolução dos olhos do seu filho ou filha está ok e confira dicas de como estimular esse sentido! 

Evolução da visão do bebê mês a mês

A visão do bebê se desenvolve gradualmente – e só fica completa por volta dos 6 a 8 anos.

Nos primeiros meses de vida, eles enxergam apenas o que está bem perto. Depois, vão passando a identificar cores, detalhes dos objetos, e os olhos conseguirão enxergar cada vez mais longe. 

O bom é que eles conseguem ver as coisas mais importantes desde cedo: o papai e a mamãe, quando são pegos no colo. 🥰

Os principais marcos desse desenvolvimento são:

  • Diferenciação básica de cores, por volta de 3 a 4 meses.
  • Percepção de profundidade, por volta dos 4 a 6 meses.
  • Visão de detalhes próximos, por volta de 1 ano.

A Clinic Compare, em parceria com o Hospital de Olhos Moorfields, ambas do Reino Unido, desenvolveram este gif que mostra como ocorre essa evolução da visão do bebê:

Visão do bebê recém nascido

O recém-nascido consegue ver apenas o que está muito próximo dele. No geral, eles têm as vistas embaçadas e enxergam em preto e branco.

Com o passar do tempo, começam a enxergar padrões, mas ainda não conseguem identificar cores. 

Visão do bebê de 1 mês

Durante o primeiro mês de vida, começam a enxergar objetos com alto contraste, mas de forma desfocada e ainda sem diferenciar cores.

Nesta fase, ele começa a olhar para o rosto da mãe durante a amamentação. 🥰 

Durante o primeiro mês, é comum eles prestarem atenção nos rostos e nas formas que estão bem perto dos olhos. 

Visão do bebê de 2 meses

A partir dos dois meses, os bebês começam a acompanhar objetos em movimento. A visão continua desfocada. Ele começa a ver as cores. 

Nesta fase, o movimento dos olhos ainda não é sincronizado, por isso é normal os bebês ficarem “vesguinhos” por algum tempo.

Normalmente isso se corrige com o tempo. Se passarem alguns meses e não voltar ao normal, fale com um pediatra.

Visão do bebê de 3 meses

Aqui, a visão do bebê já permite diferenciar algumas cores, especialmente vermelho e verde.

O contraste e a nitidez dos olhos também começa a ficar melhor. 

Agora o bebê consegue focar e acompanhar melhor objetos. Caso seu filho ainda não consiga, consulte o pediatra. 

Visão do bebê de 4 meses

A sincronia entre os dois olhos já está mais aprimorada e o bebê começa a desenvolver percepção de profundidade.

Com isso, consegue entender melhor as distâncias dos objetos em relação aos seus olhos.

Visão do bebê de 5 meses

A percepção de profundidade melhora e agora o bebê já sabe qual é a distância de um objeto. Com isso, ele passa a ser mais preciso na hora de alcançar algum brinquedo.

Ele já consegue identificar melhor as cores e os contrastes, mas ainda sem tanta nitidez.

Visão do bebê de 6 meses

A noção de profundidade fica ainda mais apurada e a visão se torna mais nítida. Com isto, os olhos do bebê não devem continuar cruzados. 

Em torno dos 6 meses, os bebês também são capazes de diferenciar o rosto dos pais, mesmo se eles estiverem um pouquinho longe.

Visão do bebê de 7 meses

Por volta desta idade, os bebês começam a enxergar mais longe. São capazes de identificar rostos e formas conhecidas do outro lado da sala, ou de olhar pela janela. 

Como outras partes do corpo e da mente também estão se desenvolvendo, ele já consegue associar alguns detalhes dos objetos, mesmo sem vê-los por inteiro. 

Visão do bebê de 8 meses

A coordenação dos olhos e dos movimentos fica muito mais apurada.

Este é o momento em que ele começa a engatinhar. Isso acaba treinando ainda mais a reação de seu corpinho ao que ele está vendo.

As cores e os contornos dos objetos também começam a ficar mais precisos para o bebê. 

Visão do bebê de 9 meses

A nitidez do mundo à volta do bebê continua ficando cada vez maior. 

Além disso, com cerca de 9 meses os olhos mudam de cor. Isso acontece por causa do contato com a luz e da produção de melanina.

A cor que aparecer aqui provavelmente vai permanecer pelo resto da vida, mas ainda pode haver pequenas variações nos próximos anos.

Visão do bebê de 10 meses

Nesta idade, seu bebê já virou um mestre das distâncias. 

Ele consegue coordenar olhos e mãos para agarrar objetos com maior precisão. 

Visão do bebê de 11 meses

O bebê já consegue reconhecer imagens e consegue se concentrar por bastante tempo em objetos.

Ele está muito perto de conseguir enxergar todos os detalhes dos ambientes. Também já visualiza e diferencia cores muito bem. 

Visão do bebê de 12 meses

Com 1 ano de vida, a visão do bebê já é próxima dos adultos nos quesitos de clareza e profundidade.

Conforme ele for aprendendo a andar, vai desenvolver ainda melhor a coordenação entre olho e mão e será capaz de arremessar objetos com certa precisão.

O que ainda falta é expandir o campo de visão, mas isso acontece com o passar dos anos. 

Depois do primeiro ano

Foco, rastreamento, percepção de cores e nitidez continuam se aperfeiçoando. Além disso, a criança aos poucos vai conseguindo enxergar cada vez mais longe.

Isso acontece gradativamente até cerca de 6 a 8 anos de idade. 

Bebê olhando para a câmera enquanto brinca com um bloco para fortalecer a visão

Como acompanhar a evolução da visão

Com base nas descrições acima, já deve ser possível identificar se o desenvolvimento dos olhos do bebê está dentro dos conformes.

Mas, caso ainda tenha dúvidas, o quadro abaixo também pode ajudar:

Ele foi retirado de um manual de saúde ocular na infância, do Ministério da Saúde. É um documento para profissionais de saúde que ajuda a identificar sinais de deficiências visuais nos primeiros meses de vida.

No entanto, também serve de guia para observar os hábitos diários dos filhos e filhas para ver se estão dentro do esperado. 

Lembre-se de que cada pessoa se desenvolve em um ritmo. Em geral, o padrão de evolução da visão é o mesmo, mas podem acontecer pequenas variações quanto aos meses em que ocorrem. 

Como sempre falamos aqui no blog do Tomo dos Pais: na dúvida, procure o médico. É sempre melhor ir e não ter nada, do que o contrário. 😉

Como cuidar da visão do bebê

Um dos principais pontos de atenção levantados pela Sociedade Brasileira de Pediatria é o uso de telas.

Assistir televisão ou brincar no celular antes dos 2 anos de idade faz muito mal para a visão dos bebês. O ideal é que isso não aconteça!

Tudo bem deixar o bebê assistindo um Baby Shark de vez em quando, o que não pode é se tornar hábito tão cedo. E muito menos fazer maratonas!

Aliás, mesmo depois dos dois anos, o ideal é que a criança passe o mínimo de tempo possível na frente de telas, seja de televisão, videogame ou celular. 

Nos primeiros estágios da vida, as crianças precisam de muitos estímulos diferentes. Ficar preso às telas atrapalha. Além disso, a luz azul também é prejudicial. 

Aqui no blog, temos um texto que fala qual é o melhor tempo de tela por idade, caso queira saber mais detalhes.

Fora isso, a Associação Norte-Americana de Optometria (AOA) faz as seguintes recomendações:

Nascimento até os 4 meses

  • Se possível, usar um dimmer para deixar o quarto mais escurinho à noite.
  • Mudar a posição do berço com certa frequência.
  • Deixar brinquedos e outros objetos que a criança pode querer pegar a cerca de 30 centímetros dela.

5 a 8 meses

  • Pendurar objetos no berço para o bebê pegar e puxar.
  • Deixar o bebê brincar livremente para explorar os ambientes. Inclusive temos um post que dá dicas de brincadeiras para berçário, vale a pena ler.
  • Incentivar o bebê a movimentar as mãos durante as brincadeiras (para estimular a relação olho-mão).

9 a 12 meses

  • Brincar de “cadê a mamãe”, escondendo o próprio rosto com as mãos. Além de divertir, ajuda o bebê a desenvolver memória visual.
  • Nomear o ambiente, objetos, animais, pessoas etc. quando conversa com o bebê. Assim, ele começa a criar associação das palavras e dos conceitos com o que seus olhinhos estão vendo.
  • Deixá-lo engatinhar pela casa. Isso fortalece a relação olho-mão.

1 a 2 anos

  • Movimentar objetos e brinquedos na frente do bebê para ele ir acompanhando com os olhinhos.
  • Dar brinquedos como bolas ou blocos de montar com diferentes tamanhos. Isso ajuda a melhorar as habilidades motoras finas.
  • Conte histórias para começar a trabalhar a imaginação. Isso também vai ajudar a criança a gostar de ler, no futuro. 

Como identificar problemas de visão

Segundo a Associação Norte-Americana de Optometria (AOA), estes são alguns dos sinais que podem indicar problemas de visão: 

  • Olho lacrimejando demais pode ser algum problema no canal lacrimal. 
  • Pálpebras avermelhadas podem ser sinal de infecção.
  • Olhos tremendo podem indicar problemas musculares. 
  • Sensibilidade extrema à luz pode indicar pressão ocular elevada.
  • Pupila branca em fotos com flash pode indicar presença de catarata ou de algum tumor. 

Além destas, outros comportamentos de bebês para os quais os pais devem estar atentos:

  • Franzir os olhos para enxergar pode ser dificuldade ao enxergar de perto.
  • Fechar um dos olhos para tentar enxergar melhor pode ser sinal de miopia.
  • Estrabismo (ficar vesgo) constante pode ser sinal de problema no músculo. Tenha atenção caso aconteça depois dos 4-6 meses de idade.
  • Incapacidade de focar objetos depois dos 4 meses de idade pode significar que a criança é estrábica. 

Neste momento, é importante ter atenção aos comportamentos da criança, já que ela ainda não pode se comunicar com você.

Durante a infância, os hábitos que merecem atenção são:

  • Queixas de dor de cabeça ou cansaço depois de ler.
  • Não conseguir ler sem passar o dedo para saber em qual linha está.
  • Assistir televisão muito de perto.
  • Coçar muito os olhos.
  • Reclamar de uma sensação de “areinha” nos olhos.
  • Receber notas mais baixas que o habitual na escola. Este é um dos sinais de que a criança pode ter dificuldades em enxergar a lousa.

Em todos os casos listados acima, consulte um oftalmologista, de preferência um oftalmopediatra, pois é ao mesmo tempo especialista em olhos e em crianças. 

Se preferir, também pode levar seu filho ou filha a um pediatra. Caso seja algo mais sério, ele fará o encaminhamento a um especialista em olhos. 

A boa notícia é que na infância os problemas de visão são raros, de acordo com a AOA. A maioria dos bebês desenvolve a visão com normalidade. 

bebê no colo da mãe olhando fixamente para a câmera enquanto morde um pano macio

Como são as consultas com oftalmo

Apesar de os problemas serem raros, o cuidado com a visão do bebê começa na verdade logo após parto, com o teste do olhinho.

Ele é um exame rápido que detecta possíveis obstruções no eixo visual. Basicamente, o médico observa o reflexo da luz emitida por uma lanterninha no olho do bebê. 

Se conseguir ver o reflexo, é sinal de que está tudo bem. Caso contrário, a criança já é encaminhada para uma observação mais detalhada para descobrir o que aconteceu. 

A AOA recomenda que a primeira consulta oftalmológica seja com 6 meses de vida. Antes disso só caso você identifique algum problema.

Depois, é interessante fazer uma visita de rotina todo ano, até os 4 anos. A partir daí, pode ir uma vez a cada 1 ou 2 anos só para confirmar se está tudo ok. 

Caso tenha um histórico familiar de doenças como catarata, glaucoma, ou estrabismo, é interessante fazer avaliações mais frequentes. Se for o caso, informe ao seu pediatra e peça aconselhamento.

Encerro por aqui este guia, espero que tenha gostado das dicas! 

Se gostou do conteúdo, salve em seus favoritos para ir acompanhando a evolução da visão do bebê passo a passo, e coloque um lembrete pra rever todo mês (dica: use o Google Calendar para isso).

Recomendo também que dê uma passadinha pelos outros artigos sobre saúde do bebê e da criança aqui no nosso blog. São uma série de textos que com certeza vão tornar sua jornada enquanto pai ou mãe mais fácil! 

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Com que idade a criança pode ver TV? https://otomodospais.com.br/blog/com-que-idade-crianca-pode-ver-tv/ https://otomodospais.com.br/blog/com-que-idade-crianca-pode-ver-tv/#comments Mon, 14 Jun 2021 13:33:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=716

As telas podem ser uma boa maneira de distrair seu filho, mas é importante estar atento aos excessos. Saber com que idade a criança pode ver TV é uma ótima maneira de garantir um desenvolvimento infantil de alta qualidade.

Além de saber com qual idade a criança ou bebê pode ver televisão, você também precisa saber por quanto tempo é seguro eles assistirem – e isso muda de acordo com a idade. 

Bebê pode assistir TV?

Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), a instrução básica é: a criança pode ver TV apenas depois dos 18 meses. Além disso, até os 2 anos, os pais devem estar muito atentos à qualidade dos programas.

Ou seja, com os bebês pequenos, nada de ligar em qualquer canal e sair pra tomar banho, certo? Aliás, a recomendação é que você assista junto com o seu filho o tempo todo. 

A recomendação anterior da instituição era nunca assistir TV antes dos dois anos de idade.  

Essa regra mudou porque eles descobriram que muitos bebês usam alguma tela antes dos dois anos, então mudaram a recomendação para se adequar à nova realidade em que as telas são cada vez mais frequentes.

Mesmo com a regra nova, tente evitar. Estimulando seus filhos a se divertirem sem televisão desde pequenos, você não cria o hábito.

Criança pode ver TV antes dos dois anos, mas quanto menos, melhor.

Essa é a mesma regra para qualquer tipo de eletrônico. Por exemplo, a idade certa para ter videogame segue as mesmas indicações.

Com quanto tempo o bebê começa a prestar atenção na TV?

O desenvolvimento infantil ocorre em etapas, eles começam a entender minimamente a TV por volta de 1 a 2 anos.

Se você colocar uma tela na frente de um bebê mais novo, ele vai se distrair por causa do estímulo visual ou sonoro, mas não vai compreender o que se passa.

Nessa idade ele precisa de outros estímulos também, principalmente a interação direta com os pais, por isso a presença excessiva da tela é tão problemática.

A TV nunca substituirá esse momento tão importante da relação com os filhos.

A capacidade de cognição dos bebês funciona assim:

  • Até os 3 meses: seu bebê compreende expressões e depende de vários estímulos para se comunicar.
  • Dos 3 aos 6 meses: começa a expressar melhor as emoções e a reconhecer melhor as vozes.
  • Dos 6 meses a 1 ano: desenvolve empatia e começa a querer se comunicar.
  • De 1 a 2 anos: já tem senso de humor e começa a se concentrar. 

Para acompanhar essa evolução, além de saber com que idade a criança pode ver TV, também é necessário limitar o tempo de tela de acordo. 

Recomendações de tempo de TV por idade

Segundo órgãos de pediatria, como a Academia Americana ou a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):

  1. Abaixo de 18 meses: não devem assistir nada.
  2. Entre 18 meses e 2 anos: ainda não é recomendado, mas se quiser começar, assista a uma programação de qualidade junto com seus filhos.
  3. Entre 2 e 5 anos: máximo de uma hora por dia. Os pais também devem assistir junto com a criança.
  4. Entre 6 e 10 anos: duas horas por dia.
  5. Entre 11 e 18 anos: até três horas. “Virar a noite” assistindo TV jamais.

Para a AAP, a partir dos seis anos o mais importante não é o tempo que a criança pode ver TV por idade, e sim cultivar hábitos saudáveis para estimular seu filho a assistir o mínimo possível.

Dicas para definir o tempo que a criança pode ver TV

Se você seguir essas recomendações, a tendência é que você não precise se preocupar com vício em TV. Dá trabalho, mas vale a pena pois os benefícios são múltiplos!

  • Incentive seu filho a brincar e realizar atividades físicas em ambientes abertos.
  • Estabeleça limites diários.
  • Evite televisão na hora do almoço ou das tarefas de casa.
  • Monitore os conteúdos que ela assiste.
  • Seja o exemplo, não fique assistindo TV por várias horas.

👇 A estratégia abaixo dá autonomia para a própria criança escolher. Vale a pena aprender para quando seu filho tiver idade para seguir!

Conheça os malefícios da TV na primeira infância

Você já sabe com qual idade a criança pode assistir TV, mas também precisa ter consciência dos problemas que podem acontecer por desrespeitar essas indicações.

Segundo um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, crianças que passam muitas horas na frente da TV são mais propensas a comportamentos antissociais e violentos.

De acordo com o Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington, nos EUA, o excesso de televisão também está relacionado com maiores níveis de gordura corporal, que pode se desenvolver em obesidade.

Em especial na primeira infância, outros riscos ao desenvolvimento infantil são:

  • Apatia.
  • Irritabilidade.
  • Alterações de humor.
  • Ansiedade.
  • Transtornos de sono e alimentação. 

Além disso, existem problemas relacionados diretamente com os olhos do bebê ou da criança.

A TV faz mal para os olhos do bebê?

A resposta é: sim, faz mal, e não apenas para os bebês!

Em todas as idades, o uso de aparelhos eletrônicos pode causar olho seco, dores de cabeça, fadiga visual ou até espasmo de acomodação.

Mas, no caso dos bebês, crianças e adolescentes, os olhos ainda estão em desenvolvimento. Ou seja, é importante deixá-los longe da televisão.

E aqui não é metáfora: é assistir de longe mesmo. Principalmente os mais novos, que podem chegar perto das telas atraídos pelas cores e sons.

Além da televisão em si, existem vários problemas relacionados com certas luzes emitidas por aparelhos eletrônicos. A luz azul, por exemplo, atrapalha muito o sono.

Por que criança não pode ver TV?

Na verdade, não é bem que não possa…

Mas em qualquer idade, quanto menos ver, melhor. Principalmente durante os primeiros anos de vida.

Se tem uma frase que as gerações mais novas não gostam muito de ouvir, é esta:

“No meu tempo, a gente saía pra brincar na rua e não ficava só aí, enfiado no computador o dia inteiro.” 

Você fala isso? 😁 Se sim, sua intenção está no lugar certo, mas existem abordagens melhores para estimular seu filho a passar menos tempo assistindo TV. 

Incentive as atividades e as brincadeiras ao ar livre! Divirta-se longe da televisão (se puder ser em algum espaço aberto, ótimo!), interaja e dê o exemplo para evitar desde cedo uma exposição que afetará seu desenvolvimento infantil.

Temos várias dicas bacanas aqui no nosso blog e um serviço totalmente dedicado a te ajudar a dar a melhor vida possível para o seu pequeno ou pequena. 😉

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Meu filho caiu de cabeça no chão. O que fazer? https://otomodospais.com.br/blog/meu-filho-caiu-de-cabeca-no-chao/ https://otomodospais.com.br/blog/meu-filho-caiu-de-cabeca-no-chao/#comments Sun, 30 May 2021 16:17:24 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=528

Lidar com a queda do filho requer muita calma. Normalmente, não precisa buscar ajuda médica imediatamente, só se tiver algum sinal visível de trauma, ou se ela ficar inconsciente.

Os passos básicos são os seguintes:

  • Fazer uma avaliação rápida: verifique respiração, se a criança está consciente, ou se tem algum ferimento sério na cabeça. Se parecer grave, chame uma ambulância.
  • Observe os sintomas: continue observando a criança depois da queda. Atente-se para sintomas como sonolência, dificuldade para respirar, vômito, ou alterações no comportamento.
  • Se não parecer grave: trate com gelo e pomada para hematomas. Na dúvida, lembre-se que o seguro morreu de velho. Ou seja, melhor levar ao médico e descobrir que estava tudo bem, do que não levar.

Fora isso, é recomendado levar ao médico direto se for um bebê com menos de 3 meses, e altamente indicado se for um bebê com menos de 2 anos.

👇 Continue lendo para descobrir o passo a passo detalhado. Veja como lidar com quedas de bebês, crianças e adolescentes, e o que fazer na hora do acidente e nos dias seguintes.

Meu filho caiu de cabeça no chão. O que eu faço?

Os procedimentos gerais para lidar com uma queda são os seguintes:

  1. Tente acalmar a criança, mantendo a fala tranquila.
  2. Observe a criança e a parte do corpo impactada pela queda por 24 horas.
  3. Preste atenção para comportamentos incomuns.
  4. Se atente para sintomas como vômito ou dificuldade para respirar.
  5. Se a criança ficou inconsciente, peça imediatamente uma ambulância e siga as orientações dos socorristas.
  6. Aplique uma compressa fria na região onde bateu, durante cerca de 20 minutos.
  7. No dia seguinte, aplique uma pomada para hematomas.

Filho chorando no colo da mãe, que abraça a criança para consolar

Logo que seu filho cair, você deve procurar por sinais imediatos de trauma, como vermelhidão, cortes, inchaços ou fraturas.

Caso perceba algum inchaço ou algum galo na cabeça, pode aplicar gelo durante 20 minutos e repetir depois de uma hora. Não aplique diretamente sobrea pele, para não queimar. Use uma compressa ou enrole o gelo em um pano.

Se perceber algum corte, limpe com um pano. Aliás, alguns locais sangram mais, como a boca. Por isso, sem desespero, ok?

A observação imediata e ao longo do dia seguinte são fundamentais para saber se o tombo foi grave.

Durante todo esse processo, não entre em pânico! Bebês e crianças caem o tempo todo. É provável que seu filho se recupere em um piscar de olhos. As situações realmente graves estão descritas abaixo. 👇

Como saber se a queda foi grave?

Observe com atenção o corpo e o comportamento da criança depois da queda e durante o dia seguinte.

Se estiver tudo ok, não foi nada demais. Continue tratando até sarar e pronto!

Se apresentar sinais como cansaço, tontura, ou enjoo, procure um médico. São sintomas clássicos de concussão, uma lesão causada por forte pancada na cabeça, e que limita temporariamente a atividade cognitiva.

Pela mesma razão, sensibilidade à luz e à ruídos, dificuldade de concentração e lapsos de memória também são sinais de alerta.

Fora isso, a idade da criança também influencia na gravidade da lesão. Se for um bebê de 3 meses, qualquer queda de cabeça requer visita ao médico. No caso de crianças de 4 ou 5 anos, só se tiver indício de algo grave.

Uma boa dica é ter o número do pediatra salvo no celular. Assim, você pode ligar ou enviar mensagem na hora do aperto.

Quando procurar um médico

A maioria das quedas de cabeça no chão não requer atendimento emergencial.

A exceção são bebês com menos de dois anos de idade, especialmente os que ainda não completaram 3 meses. Eles ainda têm os ossos mais “molinhos” e precisam de cuidados redobrados para não bater a cabeça.

Os ossos dos recém-nascidos são mais maleáveis mesmo, então demora um tempo para a moleira ficar mais durinha e resistente.

Os cenários em que é indispensável ir ao médico são os seguintes:

  • Queda de altura maior do que 1 metro para bebês.
  • Queda de altura maior do que 1 metro e meio para crianças.
  • Acidente sem capacete. 
  • Acidente de automóvel.
  • Acidente com perda de consciência.
  • Acidente que deixa grande inchaço.
  • Queda de escada com mais de 4 degraus.
  • Presença de hematomas.
  • Galo em menores de dois anos.
  • Sangramento no ouvido ou nariz.
  • Convulsão.
  • Sonolência excessiva.
  • Bebê ou criança não responde.
  • Dificuldade para andar ou falar.
  • Ausência de movimento depois da queda.
  • Episódios frequentes de vômito.

Por fim, não ignore seu instinto de pai ou de mãe. Mesmo que não pareça grave de início, se você achar que é melhor ir ao médico, ligue para o 193 ou procure um Pronto Socorro imediatamente.

Foto preta e branca de criança com roupa social chorando, com as mãos para a frente

O que fazer de acordo com cada idade

Agora que você já domina os passos básicos, veja os detalhes de casos específicos.

Recomendo até salvar esse post nos favoritos para consultar conforme seu filho for crescendo.

Menores de três meses

Precisa levar ao hospital em qualquer situação. Sem choro, nem vela. Não pode arriscar e tentar resolver em casa.

Três meses a dois anos

  • Leve ao médico em caso de quedas de mais de 1 metro de altura, mais de quatro degraus de escadas, ou se ficar um galo na cabeça.
  • Caso contrário, acalme o bebê, examine o corpo inteiro e utilize compressas frias e pomadas.
  • Considere entrar em contato com o pediatra para orientações mais específicas. 

Mais de dois anos, infância e adolescência

  • Leve ao médico em caso de quedas de mais de 1,5 metros de altura, ou mais de quatro degraus de escada.
  • Se ficar um galo na cabeça, coloque gelo e avise o pediatra.
  • Observe se a criança fica assustada, com dificuldades para dormir, sonolência ou irritação no próximo dia. 
  • Se for queda de bicicleta (ou similares) sem capacete, leve ao médico em qualquer situação.
  • Se foi passageiro em acidente de automóvel, leve ao médico imediatamente também.
  • Comunique o médico sobre alterações de comportamento.

🚨 Lembre-se que estas são apenas informações gerais. Avalie a situação e não hesite em pedir ajuda se julgar necessário.

Entendendo as lesões na cabeça

Parece cruel, mas acredite: seu filho vai cair de cabeça muitas vezes. Quando são bebês, os tombos fazem parte do aprendizados; e quando são mais velhos, faz parte das brincadeiras e dos esportes.

O nome técnico é traumatismo crânio-encefálico (TCE), que pode ser leve, moderado ou grave, dependendo de como foi a queda. O médico é quem faz essa avaliação. O nome parece assustador, mas é leve na maioria das quedas rotineiras.

Só fica grave se tiver alterações de estado mental, perda de consciência ou sangramentos excessivos. Lapsos de memória, confusão mental e comportamento irritado sem razão aparente são alguns exemplos.

Fora isso, as quedas podem ser tratadas em casa, mesmo que pareçam assustadoras. É o caso dos galos ou da boca sangrando. Veja abaixo o que fazer em cada situação – e já adiantamos que o gelo será o seu melhor amigo! 🧊

“Meu filho caiu de cabeça e fez um galo na testa”. O que fazer?

Aqui, não precisa se preocupar. O galo na cabeça não é sinal de alerta na maioria dos casos. O tamanho do galo também não tem relação com a gravidade da queda.

Apenas aplique uma compressa fria, ou gelo enrolado em uma toalha. Em alguns dias a testa do seu filho estará novinha em folha, e ele estará pronto para continuar brincando. 

Agora, se ele for menor de dois anos, leve-o a um pediatra para uma avaliação.

“Meu filho caiu de cabeça e machucou a gengiva”

Nervos de aço nessa hora: a boca é muito vascularizada, por isso qualquer corte sangra muito. Antes de mais nada, limpe o local e tente observar se o corte foi na gengiva, língua ou lábio, e se é profundo.

  • Se o corte for profundo, leve a um pronto socorro, pois pode ser necessário dar alguns pontos. 
  • Caso contrário, faça compressa de gelo para diminuir o inchaço e o sangramento. 
  • Se o dente quebrar ou mudar de cor, vá ao pronto socorro ou ao dentista. 

Essas situações são mais tranquilas, mas em alguns casos, pode ser mais complicado, casos da criança que bateu a cabeça e não respira, ou está vomitando. Nestes casos, procure ajuda médica imediatamente. Veja como proceder até lá:

“Meu bebê caiu e não respira”

Se o seu filho caiu e ficou inconsciente, procure ajuda. Se ele tiver parado de respirar, ou apresentar alguma dificuldade nas próximas horas, faça o mesmo.

Ligue para o 192 e informe o que aconteceu. Se tiver alguém com você, peça para a pessoa lidar, enquanto você se atenta aos sinais vitais da criança.

Siga as orientações do socorrista. Dependendo do caso, podem pedir para você fazer os procedimentos de primeiros socorros enquanto o socorro não chega. Os passos são estes:

  1. Deite a criança de barriga para cima, elevando o queixo para trás.
  2. Faça cinco respirações para a boca da criança.
  3. Inicie uma massagem cardíaca, fazendo compressão no centro do peito com a mão, ou com os polegares em casos de menores de 1 ano. Veja como fazer corretamente em bebês e em crianças.
  4. Alterne entre duas respirações na boca a cada 30 massagens cardíacas. 
  5. Faça isto até a ambulância chegar ou a criança voltar a respirar. 

Emergências nunca dão aviso, por isso é importante estar sempre em dia com os procedimentos básicos de primeiros socorros. Neste vídeo, você pode conferir uma lista de habilidades que podem salvar a vida de alguém.

“Meu bebê caiu e está vomitando”

Vômito após queda de cabeça é sinal de alerta para qualquer pessoa, não apenas bebês e crianças.

O vômito por si só é até normal depois de cair, e pode significar apenas um trauma leve. O problema é vomitar mais de uma vez nas primeiras 24 horas depois do acidente. Se estiver vomitando várias vezes em intervalos curtos, ligue o sinal de alerta.

Se tiver vômito e a presença de outros sintomas, como sonolência, irritabilidade ou dor excessiva, também vale a pena levar para consulta.

Vômito depois de cair é tão sério porque pode ser um sinal precoce de complicações, como fraturas, sangramento ou aumento de pressão intracraniana.

Meu filho caiu de cabeça no chão. Ele pode dormir?

Muita gente diz que o bebê não pode dormir quando cai, mas na verdade isso é um mito. Não existe um “prazo” para que a criança possa dormir, ou evidências médicas para que pais não deixem dormir depois de uma queda. 

Apenas a sonolência excessiva é um sinal de alerta de lesão grave na cabeça. Ou seja, se estiver dormindo demais, com muito sono, ou se tiver muita dificuldade em acordá-la. 

Dependendo da idade, você pode manter a criança acordada para perguntar se está tudo bem, para ela te contar o que aconteceu e por aí vai. Mas, depois disso, uma soneca está liberada (especialmente se ela chorou demais).

Na dúvida, acorde a criança em alguns intervalos, interaja com ela, e veja se está respondendo dentro da normalidade.

Criança sentada em poltrona chorando

Como evitar que seu filho caia

Você com certeza está se perguntando como evitar as quedas, né?

Dá pra prevenir, mas não evitar completamente. Seu filho vai cair. É normal e faz parte de ser criança. Não dá pra colocar capacete nele 24 horas por dia, nem querer mantê-lo numa bolha.

O que você pode fazer é prevenir as quedas, diminuir os riscos, e proporcionar o máximo de segurança para as brincadeiras.

👇 Estas são algumas formas de fazer:

  1. Cuidado ao segurar o bebê no colo!
  2. Ao trocar as fraldas, apoie o bebê com uma das mãos. 
  3. Coloque grades de proteção em berços, camas, janelas, sacadas e mezaninos.
  4. Invista em áreas de lazer com pisos emborrachados para o impacto não ser tão grande.
  5. Capacetes, cotoveleiras e joelheiras são muito importantes durante certas atividades esportivas!
  6. Supervisione bebês e crianças. 
  7. Antiderrapantes em tapetes podem ser úteis.
  8. Mantenha cadeiras e outros móveis “escaláveis” longe das janelas.
  9. Coloque grades de proteção em portas e janelas.
  10. Não brinque em escadas e nem deixe brinquedos jogados nos degraus.
  11. Mantenha móveis fixos e estáveis – incluindo a televisão, para que eles não caiam caso seu filho tente se apoiar neles. 

Recado final

Agora você já tem todas as informações para socorrer seu filho quando ele cair! De todo modo, vamos reforçar o principal, para você memorizar bem: 

  • Mantenha a calma e tranquilize seu filho.
  • Examine o corpo e observe durante 24 horas.
  • Gelo para inchaços, médico para situações atípicas.
  • Não adianta tentar colocar seu filho em uma bolha.

Que tal compartilhar essas informações com outros pais e mães? Afinal, todos vamos passar por isso e aprender a lidar com as quedas é uma parte importante do processo!

Aqui no blog do Tomo dos Pais temos materiais ricos sobre tudo o que envolve a criação dos seus filhos! Desde dicas de saúde e segurança, até materiais para ajudar a acalmá-lo depois de uma situação tensa, como uma queda de cabeça no chão.

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