Tecnologia – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog Guias, artigos, dicas e posts para pais e mães Wed, 06 Nov 2024 13:46:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.5 https://eyc7xs8f99a.exactdn.com/blog/wp-content/uploads/cropped-blog_favicon.png?strip=all&lossy=1&resize=32%2C32&ssl=1 Tecnologia – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog 32 32 Descubra quando monitorar o celular dos filhos (e quando NÃO fazer) https://otomodospais.com.br/blog/quando-monitorar-o-celular-dos-filhos/ https://otomodospais.com.br/blog/quando-monitorar-o-celular-dos-filhos/#respond Tue, 18 Jun 2024 13:40:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4922 Os smartphones atuais têm relatórios com registros de tempo de tela e de apps mais usados, além de aplicativos específicos para bloquear aplicativos ou conteúdos impróprios conforme a faixa etária, inclusive de forma remota.

Mas em quais situações devemos monitorar o celular dos filhos? 🤔

Você deve fazer sempre que encontrar riscos, mas com muito cuidado para não invadir a privacidade dele. E se precisar monitorar ou controlar o aparelho, seja o mais transparente possível com ele. Nada de fuçar escondido!

Veja abaixo os benefícios e perigos desse controle, em quais situações ele é necessário, e até onde deve ser feito, para evitar sérios problemas de confiança com seu filho. 💔

Quando monitorar o celular dos filhos? Em quais situações?

A internet é muito útil para aprendermos algo assistindo vídeos, jogar, interagir com os amigos e muito mais. Mas ao mesmo tempo, é um espaço que pode conter cyberbullying, conteúdos impróprios, assédio, exploração e outros crimes virtuais. 😱

Como lidar com um ambiente tão complexo? 🤔

Infelizmente não existe resposta definitiva. Depende bastante dos valores familiares, perfil de uso, e da idade dos seus filhos.

Os pais devem monitorar o celular dos seus filhos nestes cenários:

  • O celular atrapalha a rotina: se estiver atrapalhando as atividades do seu filho, como estudos, sono ou interações sociais, pode ser caso de vício em celular. Nesse caso, você pode monitorar para entender o que exatamente está viciando seu filho e desenvolver métodos para reduzir o tempo de uso.
  • Vício em jogos: se o seu filho joga muito, monitorar o uso é uma forma de ter informações para ajudá-lo a reduzir o uso. Você também pode descobrir com quem ele está interagindo nos jogos, se essa for uma preocupação sua.
  • Vício em redes sociais: vale a pena ficar de olho para saber quais tipos de conteúdo ele está consumindo e se está conversando com pessoas estranhas, que não conhece pessoalmente.
  • Passa muito tempo fora de casa: pode ser útil para acompanhar a rotina do seu filho, especialmente se a família viaja bastante, ou ele já está na fase de sair sozinho. Mais por questão de segurança, não para ficar vigiando o tempo todo.

É importante ter muita atenção para não invadir a privacidade dos seus filhos. Isso pode prejudicar muito a relação entre vocês, pois pode causar a impressão de que você é um pai ou mãe controlador.

Quando isso acontece, é muito difícil recuperar a relação, e também pode servir de incentivo para que ele comece a esconder o que faz de você.

Eu devo mesmo monitorar o celular dos meus filhos? 

Não tem resposta certa para essa questão, mas a idade dos seus filhos é um dos principais fatores.

Quando criança, seu filho está mais exposto a vários tipos de situações, desde pessoas mal intencionadas até publicidade abusiva em jogos online. Já quando ele é adolescente, precisa de espaço para se comunicar e explorar novos interesses.

A principal recomendação é:

  • Antes dos 7 anos: nesta idade o ideal é a criança nem ter celular próprio, pois não consegue discernir as situações de perigo. Se já tiver comprado um celular para ela, acompanhe de perto sempre que ela usar.
  • Entre 7 e 12 anos: pode monitorar o uso de forma mais próxima. Nesta fase você deve ensinar seu filho sobre uso responsável e fazer o possível para que ele não use muito o celular.
  • A partir de 12 anos: reduza o monitoramento aos poucos para dar mais privacidade. Reduza o controle conforme perceber um uso mais saudável por parte do seu filho.

Durante o processo você entende melhor os limites de até onde pode ir.

Por exemplo, se o seu filho dorme direitinho, tira nota boa na escola e faz atividades físicas regulares, não precisa monitorar tão de perto. Mas se ele está se expondo demais nas redes sociais ou conversando com pessoas muito mais velhas do que ele, aí precisa ficar em cima para entender o que está acontecendo.

Além disso, se for usar um aplicativo de monitoramento, converse com ele sobre os motivos.

Posso vigiar o celular do meu filho sem ele saber? 

Faça isso apenas se você achar realmente fundamental para a segurança dele.

Você quer proteger seu filho de conteúdos inapropriados? Ele está sofrendo cyberbullying? Suspeita que algum predador está o seguindo nas redes sociais? Então pode fazer sentido monitorar sem ele saber, mas ainda assim você poderia conversar com ele antes.

Ou você acha que seu filho está escondendo algo? Acha que ele usa o aparelho demais e não falou com ele antes? Tem medo de vício em celular? Quer saber o que ele conversa com os amigos no WhatsApp? Então não vale a pena.

Acompanhar a vida digital do seu filho sem ele saber é a receita para uma briga feia quando ele descobrir, principalmente se for adolescente, e pode quebrar a confiança que ele tem em você.

Tem várias razões para seu filho não querer compartilhar absolutamente tudo com você:

  • Seu filho pode sentir que você não confia nele (e, sinceramente, se você invade sua privacidade escondido, talvez ele tenha razão…).
  • Podem ter coisas que ele não quer que você saiba, não por maldade, mas talvez por não estar pronto para compartilhar ainda.
  • Tem temas que ele se sente mais à vontade para conversar com outros adolescentes ou parentes.
  • Ele está na fase de ser mais independente dos pais.

Na maioria das situações existem abordagens mais saudáveis para controlar o celular.

Comece conversando. Explique os perigos e diga que está preocupada com alguma situação específica. Cheguem juntos a um consenso sobre usar um aplicativo de monitoramento.

Vocês também precisam fazer um combinado para você não ver conteúdos privados dele, como as mensagens no WhatsApp ou no Instagram. Acompanhe apenas o que realmente faz sentido você saber, como conversas com pessoas estranhas ou tempo de uso de aplicativos.

irmãs usando o celular, sentadas em cima da cama, com iluminação baixa, representando a geração tiktok

Não controle o celular para castigá-lo ou para obrigá-lo a focar nos estudos, nem vigie escondido. Isso cria desconfiança e abala as relações.

Ao invés disso, use as ferramentas como base para conversar e se envolver na rotina dele. Assim você alcançará um equilíbrio mais saudável de uso de tecnologia, com as ferramentas de controle sendo apenas um meio para dar mais segurança e ele.

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Como tirar o vício em celular do meu filho? Dicas para crianças e adolescentes https://otomodospais.com.br/blog/vicio-em-celular/ https://otomodospais.com.br/blog/vicio-em-celular/#respond Fri, 14 Jun 2024 16:41:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4896

Seu filho passa muitas horas na frente do smartphone, a ponto de afetar a rotina e as relações sociais dele? Então provavelmente é caso de vício em celular.

Tem algumas pessoas que sentem até medo de ficar sem o aparelho. Isso se chama “nomofobia”, é caracterizado pela ansiedade ou temor de desligar o aparelho, e pela dificuldade em passar tempo longe da tela.

O vício é causado por uso excessivo, que cria dependência da dopamina, considerada o “hormônio do prazer”. O caminho para se livrar deste ciclo é:

  • Estabelecer metas de uso saudável.
  • Identificar a causa do uso excessivo.
  • Propor atividades divertidas alternativas.

Não é só mandar desligar 😒. Você precisará se esforçar para substituir o celular por outras formas de diversão.

Neste post você conhecerá os principais sintomas, causas e consequências do vício em telas para crianças e adolescentes. Essas dicas te ajudarão a evitar a exposição excessiva e como reverter a situação.

Quais os sinais de que seu filho está viciado no celular?

O principal indicativo é o celular atrapalhar as atividades cotidianas. Ou seja, a criança ter dificuldades na escola, problemas de relacionamento, irritabilidade, apresentar distúrbios de sono, entre outros.

Além disso, o tempo de tela também dá uma pista. Quem está viciado passa muitas horas na frente do celular todos os dias.

E o principal ponto: não conseguir desligar o aparelho. É se sentir incomodado e ansioso quando não pode usar o aparelho para jogar, conversar com os amigos, ou ver uma rede social.

Existem vários níveis de dependência e também tem pessoas que usam várias horas sem viciar. Para saber se é nomofobia de fato, é necessária avaliação profissional feita por um psicólogo.

Mas com ou sem diagnóstico, se está prejudicando a vida do seu filho, é algo que precisa ser resolvido! 💪

Como se comporta uma pessoa viciada em celular?

Alguns comportamentos são característicos quando alguém está usando as telas em excesso. Vale para celular e outros tipos de eletrônicos, como videogame ou computador.

Tenha atenção a estes sinais:

  • Dificuldade em se divertir fora das telas.
  • Dificuldades de relacionamento com outras pessoas.
  • Irritabilidade, estresse, ou tristeza quando não estão na frente das telas.
  • Queda de desempenho nos estudos.
  • Falta de sono, ou sono com má qualidade.

A partir de quantas horas de uso é considerado vício?

Não existe um “limite” de horas de uso para ser considerado vício.

O que você pode pensar é: quantas horas por dia é saudável usar o celular?

A resposta varia de acordo com diferentes institutos de pesquisa e instituições de pediatria. Mas, em média, recomenda-se usar no máximo de 2 a 4 horas por dia. Na prática é difícil chegar a esses números, mas a ideia é tentar se aproximar ao máximo.

Mais do que isso pode causar problemas de desenvolvimento e efeitos negativos, que podem levar ao vício em celular.

Recomenda-se adaptar o tempo de tela de acordo com a faixa etária da criança ou adolescente:

  • Menos de 2 anos: não deve ter nenhum contato com eletrônicos.
  • Entre 2 e 5 anos: usar 1 hora por dia.
  • Entre 6 e 10 anos: no máximo 2 horas por dia.
  • De 18 anos em diante: de 3 a 4 horas por dia.

Veja abaixo um guia completo sobre o tempo de tela por idade, segundo as principais organizações de saúde, atualizado para 2024.

Como descobrir se meu filho tem vício em telas?

Em geral, os sintomas do uso excessivo de eletrônicos são os mesmos para crianças e adolescentes.

Se o seu filho apresentar alguma mudança de comportamento parecida com as listadas abaixo, confira quanto tempo de tela ele consome diariamente. A partir daí, comece a investir mais a fundo os sinais de vício.

  • Sensação de dependência: dificuldade em desconectar, irritabilidade ao ficar sem, ou sensação de ansiedade por não estar usando os eletrônicos.
  • Dificuldades de interação: dificuldades excessivas com a interação presencial, especialmente se elas começaram depois de ele usar mais o celular.
  • Distúrbios de sono: acontece pela exposição à luz azul das telas. Pode interferir em padrões de sono, incluindo passar a noite acordado, ter sono com má qualidade, ficar sem energia durante o dia, ou acordar várias vezes durante a noite.
  • Fadiga na visão e postura: ficar sentado ou deitado na postura errada, e com as vistas cansadas por causa do excesso de tela.
  • Perda de foco: dificuldade em se concentrar por longos períodos de tempo, mesmo em atividades mais simples, como assistir a um filme com a família. Ou então problemas de concentração, dificuldade em manter o foco ao fazer uma tarefa, especialmente estudar. Atente-se também para a sensação de que o seu filho está “isolado” do resto do ambiente.

Caso você perceba estes sintomas, precisa ter uma conversa séria com seu filho. Se achar que o vício em telas já está afetando seriamente a rotina, considere buscar ajuda profissional também.

adolescente da geração tiktok usando o celular antes de dormir

Como curar o vício em celular?

Algumas mudanças de hábito podem ajudar na dependência. Veja abaixo as três principais ações para você começar a solucionar o problema.

Lembrando que nessa hora não adianta dar ordens de largar o celular, ou brigar com seu filho. Essa jornada é de longo prazo e precisa do envolvimento e compreensão dos pais. 🤝

Estabeleça metas

O primeiro passo é determinar horários limites de uso do telefone. Por exemplo, você pode estipular um prazo de não usar em casa depois das 21h, depois ir reduzindo o tempo.

Isso é importante porque cortar drasticamente não é uma tarefa fácil. E se for mesmo caso de vício, provavelmente será impossível.

Você também pode adaptar algumas regras, dependendo do caso. Por exemplo, liberar uma hora a mais no fim de semana, se o seu filho estiver indo bem na escola.

Vocês também podem tentar diferentes limites, até encontrarem um que funciona. Pode ser ficar um período do dia sem usar o celular, como a tarde ou noite.

Adotando as medidas aos poucos, o processo fica mais tranquilo e seu filho não faz birra.

Identifique as razões do vício em celular

Para que seu filho realmente mude os hábitos, você precisa descobrir porque essa mania de usar celular começou, para início de conversa.

Podem ser várias razões:

  • Aplicativos de mensagens, como WhatsApp, incentivam a conferir o telefone o tempo todo.
  • Redes sociais como o TikTok mostram sempre um vídeo diferente no feed.
  • Alguns jogos têm recompensas que só ficam disponíveis se você entrar todos os dias.

Depois que você descobrir o que o seu filho faz no celular, fica mais fácil encontrar estratégias para limitar o uso.

Se for WhatsApp para conversar com os amigos, que tal organizar um dia pra sair pra jogar bola ou passear? Se ele joga muito Free Fire, que tal brincar com pistolas de água no quintal? Se fica todo dia vendo dancinha no TikTok, que tal fazer aulas de dança também?

Além disso, você pode bloquear acesso a determinado aplicativos depois de um tempo. Isso ajuda a respeitar os limites enquanto ele ainda está se acostumando.

💡 Se o seu filho usa o celular para jogar, é ideal você conhecer como funciona esse mundo. Assim você consegue conversar “de igual para igual” para ajudá-lo a reduzir o tempo de tela. Veja abaixo um guia completo para te ajudar nessa missão:

Proponha outras atividades

Mostre ao seu filho que outras atividades podem ser tão interessantes quanto o celular. Muitas vezes a falta de opções faz seu filho se apegar ao mundo virtual.

Crie uma rotina com novas atividades, como cursos, esportes, atividades de arte, ou passeios em família. Aqui tem uma lista com 100 formas diferentes de tirar seu filho da frente das telas!

Aqui, depende muito do que o seu filho mais gosta. Você precisa entender os interesses dele e oferecer atividades relacionadas.

Imagine só: você obriga seu filho a ficar sem celular, mas não dá nenhuma outra atividade pra ele fazer. Ele ficará entediado muito rápido. Ele não entenderá a importância de ficar sem o celular, porque vai associar o tempo sem a algo extremamente negativo.

Aí, no longo prazo, fica difícil tirar o vício.

Quando possível, faça essas atividades em família. Se estiver sem ideias, combine um horário todos os dias ou semanas para reunir a família e jogar alguma coisa ou dar um passeio.

Pode tirar o celular do filho como castigo?

Tirar o celular do seu filho para castigá-lo pelo vício no telefone não é legal. O indicado é desconectar aos poucos. Privar ele da tela pode criar problemas de relacionamento.

É aquela história: falar que o videogame estraga a TV não impediu a minha geração de passar várias horas jogando. 😅

Mas é importante estabelecer limites. Siga as dicas acima, estabeleça limites, regule horários, e envolva toda a família no processo.  

Como ajudar uma criança com vício em celular?

Um ponto pra você refletir agora: você deu atenção suficiente aos seus filhos? Às vezes a relação ruim com o celular aparece porque ela “compensa” a falta de outros estímulos.

É aquela situação de dar o tablet na mão do filho pra ele se acalmar…

Deixar várias horas por dia na frente da televisão, porque aí ele não te atrapalha enquanto você faz suas coisas…

É deixar usar o celular pra jogar porque é mais fácil do que levar ele ou permitir brincar na rua…

Se você fez isso, não sinta culpa. Ser pai ou mãe é complicado! E, só por você estar lendo esse texto, sei que você é uma pessoa muito esforçada e que só quer o melhor para o seu filho. 🏅

mãe abraçando sua filha no meio da rua, ilustrando o conceito de como criar bem sua filha

Mas isso pode estar influenciando o tempo de tela. Nesse caso, vale a pena pensar em estratégias para trocar o tempo de tela por momentos de acolhimento, fazendo algo junto com a família, conversando, ou fazendo alguma atividade lá fora em conjunto.

Fora isso, também vale a pena incentivar pausas regulares. Crie demandas que façam seu filho descansar do smartphone por alguns minutos. Pode ser ir buscar algo na padaria, te ajudar com alguma coisa em casa, brincar com o cachorro, e por aí vai.

E se o seu filho tiver menos de 5 anos, evite ao máximo os dispositivos eletrônicos. Prefira as brincadeiras mais tradicionais. Se não tiver como evitar, deixe seu filho usar o mínimo possível.

Como ajudar um adolescente com vício em celular?

No caso dos adolescentes, estabeleça um diálogo aberto. Explique as suas preocupações e tente entender porque ele usa tanto o celular.

Observe o comportamento dele nos momentos com e sem o aparelho, e defina limites de uso a partir daí.

Decidam em conjunto, para não impactar a rotina. Lembre-se que nesta fase os adolescentes estão procurando o seu grupo. O celular é uma forma de se conectar com outras pessoas, e tirar isso dele pode ser prejudicial.

Aqui, o importante é encontrar um equilíbrio saudável.

Um ponto legal para adolescentes é conversar sobre as notificações. É possível desativá-las, para diminuir a sensação de urgência. Assim, não fica aparecendo o tempo inteiro que tem mensagem nova no celular, ou post novo no Instagram.

Além disso, defina horários de uso de smartphone e ofereça alternativas legais de diversão, como atividades em família ou aulas de algo que seu filho goste, como música ou esportes.

Quais ferramentas ajudam a reduzir o tempo de tela?

Além das dicas acima, você pode ativar alguns recursos dos próprios aparelhos, que ajudam a controlar o tempo de uso.

O ideal mesmo é deixar o celular longe do alcance, mas quando não for possível, use as ferramentas abaixo:

  • Modo silencioso: combine com seu filho de deixar o celular no silencioso antes de fazer qualquer coisa que exige foco. Vale principalmente para momentos de estudo, refeições, quando estiver dormindo, ou fazendo alguma atividade em família.
  • Modo Noturno: na hora de dormir, ensine a ativar o Modo Noturno. Dependendo do aparelho, essa função pode ser chamada de Modo Dormir ou Não Perturbe. Ela silencia o aparelho e desativa as notificações. Em alguns casos, tira as cores da tela também. Assim, não atrapalha o descanso e nem cansa os olhos.
  • Apps de gerenciamento de tempo: hoje os principais smartphones têm recursos que analisam o tempo de tela gasto em cada app. Também é possível definir um limite de uso para cada aplicativo. No Android, é o “Bem-estar Digital” e no iPhone é o “Tempo de Uso”. É interessante para conferir os apps mais usados, limitar acesso a eles, e acompanhar o progresso do seu filho.
  • Bloqueio de Notificações: excelente para eliminar as distrações causadas por tantas notificações. A ideia é gerenciar as permissões de cada aplicativo. No Android, o caminho é “Configurações > Notificações > Notificações de Aplicativo”. No iPhone é “Ajuste > Notificações”. Selecione quais apps devem ser bloqueados e quais serão permitidos. Mantenha o mínimo de notificações possíveis.

Espero que as dicas tenham ajudado! 😁

Tirar o vício em telas é complicado, mas com dedicação, é possível. Lembre-se que crianças e adolescentes aprendem com o exemplo, e não fique com receio de buscar ajuda especializada, se você achar que pode te ajudar.

Além disso, fique à vontade para compartilhar as suas experiências na caixa de comentários abaixo! 😊

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O que é a geração TikTok? A rede social tem riscos? https://otomodospais.com.br/blog/geracao-tiktok/ https://otomodospais.com.br/blog/geracao-tiktok/#respond Tue, 11 Jun 2024 14:57:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4480

Geração TikTok é um termo que descreve jovens cada vez mais imersos nessa rede social. É um grupo de pessoas que têm novas formas de consumir conteúdo, de se expressar, e de se conectar com os outros.

O problema é que nem sempre o impacto do TikTok é positivo. A plataforma é viciante e atrapalha a concentração, se usar demais.

Por isso, se você é pai ou mãe de criança ou adolescente, talvez seu filho já seja da Geração TikTok. É É importante aprender sobre essa tendência, seus impactos, e como limitar o uso, porque a rede social veio pra ficar. Este post te dá as ferramentas para isso!

O que é a geração TikTok?

As pessoas costumam falar de “geração TikTok” para se referir aos jovens que usam muito a rede social É uma faixa demográfica que é muito ativa na rede.

Para essas pessoas, o TikTok é um espaço de expressão criativa. Tem entretenimento, tendências, e até conteúdo de educação e ativismo político. Tudo isso de forma rápida e fácil de assistir.

O principal ponto sobre essa geração é que ela transformou as formas de interagir com a tecnologia, as mídia social, e com a informação de forma geral. É isso que os diferencia de gerações que não cresceram com o TikTok. 

Algumas características são:

  • São nativos digitais”: a geração TikTok cresceu imersa em tecnologia. Sabem usar smartphones, tablets, e apps com facilidade, desde pequenos.
  • Preferem conteúdos rápidos: o formato preferido de consumir informação e de se entreter são vídeos curtos, altamente impactantes e compartilháveis.
  • Valorizam a criatividade: se interessam por aquilo que consideram genuíno e original.
  • Se importam com influenciadores: muitas pessoas também produzem vídeos, ao invés de apenas assistir. Ou então tomam decisões de compra com base na opinião de influenciadores digitais. 
  • Adoram memes: um dos formatos preferidos de conteúdo são os memes, justamente por serem fáceis de compartilhar. Esses memes têm linguagens e significados próprios, que muitas pessoas de outras gerações não entendem direito. 
  • Adaptação rápida: a geração TikTok se adapta rápido a tendências, tecnologias e novas plataformas. 

logo do tiktok em um celular, com um visual de palmeiras ao fundo

Geração TikTok, geração alfa, e geração Z são a mesma coisa?

Muita gente pensa que é igual, mas não é bem por aí.

  • Geração Z são as pessoas que nasceram entre 1996 e 2010.
  • Geração alfa é quem nasceu a partir de 2010.
  • Geração TikTok é quem usa muito o aplicativo, independente de quando nasceu.

Cada geração tem as suas próprias características. Por exemplo, a geração alfa é hiperconectada, curiosa e questionadora. A geração Z é multicultural e foca bastante na carreira. 

Ou seja, as definições de geração vão muito além do uso de rede social. A confusão existe porque tem um público grande de jovens no TikTok. Então, para algumas pessoas, “geração TikTok” é sinônimo de adolescente que não sai do celular.

Por que os jovens gostam tanto de TikTok?

O TikTok é popular por várias razões:

  • É uma rede altamente interativa.
  • O algoritmo recomenda vários vídeos sobre temas que você gosta.
  • Para quem quer produzir conteúdo, é mais fácil ganhar visibilidade lá do que em outras redes, como o Instagram.
  • É legal para explorar a criatividade, com danças, dublagens, montagens, etc. 

Também tem outro detalhe: O TikTok é viciante por natureza.

Segundo um estudo de 2021 da Universidade de Zhejiang, na China, os vídeos curtos ativam áreas do cérebro relacionadas à sensação de prazer. Isso acontece de forma praticamente imediata, e se repete enquanto a pessoa usa o aplicativo.

Quanto mais a pessoa assiste os vídeos, mais tempo ela quer passar no TikTok. Essa busca excessiva pela sensação de prazer e recompensa pode causar impactos negativos no cérebro.

Qual é o impacto do TikTok nos jovens?

A plataforma impacta várias áreas, desde comportamento, educação, saúde mental, cultura. Hoje em dia ser TikToker é até profissão!

Quando as pessoas falam em geração TikTok, na maioria das vezes é em tom depreciativo. No sentido de “olha lá, essa juventude que só fica na frente da tela e não consegue aproveitar a vida lá fora. Na minha época sim era bom!”

Mas não é bem por aí. Os impactos da rede social podem ser positivos ou negativos, tudo depende de como as pessoas usam.

Quem abre a rede social só de vez em quando pra passar o tempo normalmente vê impactos positivos. Quando chega ao ponto de passar várias horas por dia, qualquer vantagem se perde, e aparecem problemas de concentração. 

Os principais pontos positivos que o TikTok proporciona são:

  • Ter muito conteúdo sobre os seus hobbies, talentos, paixões ou interesses.
  • Trabalhar habilidades como edição de vídeo e storytelling (quando você posta vídeos)
  • Aprender sobre vários assuntos, como ciência ou história, mesmo que seja em um vídeo curto de curiosidades sobre o assunto.
  • Criar ou encontrar comunidades de pessoas com interesses similares aos seus.

Os impactos negativos, que normalmente aparecem com uso excessivo, são:

  • Problemas de autoimagem, por ver influenciadores com vidas aparentemente perfeitas o tempo inteiro. 
  • Pressão e comparação, já que a plataforma mede o sucesso por cliques, seguidores e visualizações.
  • Exposição à desinformação, já que qualquer pessoa pode produzir conteúdo na rede.
  • Distração e dificuldade nos estudos e para dormir, especialmente quando chega no ponto de vício na rede.

adolescente da geração tiktok usando o celular antes de dormir

O TikTok atrapalha a concentração?

Usar demais o TikTok diminui o tempo de atenção das pessoas. Funciona assim:

  • A pessoa assiste muitos vídeos curtos.
  • Sempre que quiser, ela tem algo diferente para assistir. Passa horas no app e nem vê.
  • Essa repetição torna difícil se concentrar por períodos prolongados.

Fica mais difícil ler um livro longo ou assistir a um filme. São atividades simples, mas a pessoa sente dificuldade em ficar com o foco em uma coisa só por muito tempo.

Alguns efeitos práticos disso, que você provavelmente já viu ou ouviu falar:

Isso tem impactos severos na produtividade e no desenvolvimento cognitivo, social, emocional e acadêmico. 

👇 Os vídeos abaixo apresentam essa visão, caso você queira ver em detalhes.

YouTube Video

YouTube Video

YouTube Video

Procurando no YouTube, tem vários outros vídeos no mesmo estilo. 

Como acabar com vício em TikTok?

Lidar com o vício em redes sociais, inclusive TikTok, é bem desafiador. O principal é fazer um detox. Parar de usar e focar a atenção em outras atividades e interesses. 

O primeiro passo é entender se é vício mesmo. Este post ensina como fazer – o assunto é videogame, mas a lógica é a mesma para o TikTok.

Precisa ter sensibilidade para lidar com um jovem nessa situação. Os passos são:

  1. Seja realista: é difícil largar as redes sociais de uma vez. Só diminuir o uso já é ótimo!
  2. Entenda a causa do vício: saber como o TikTok funciona, porque vicia, e o que atrai o jovem a usar a rede tantas horas por dia. Use as informações do post como base, mas pergunte para o seu filho porque ele gosta tanto.
  3. Mantenha o diálogo: evite julgamentos, tente entendê-lo, apresente os pontos negativos, e veja se ele consegue perceber o impacto.  
  4. Limite o tempo de tela: defina regras claras sobre quanto e por quanto tempo pode usar o celular. 
  5. Incentive a vida offline: incentive participação em atividades que não envolvem celular. Dê várias opções, de acordo com os interesses do jovem. Podem ser aulas de natação, música, leitura, sair pra passear, etc. 
  6. Pare de usar celular em casa: crie regras de não usar celular quando a família estiver reunida na sala, ou durante as refeições. 
  7. Faça combinados sobre quando usar: explique que pode usar TikTok, só não pode usar demais. Comece com horários específicos para largar a rede, como na hora de fazer a lição de casa, quando estiver na escola, ou junto com a família. 
  8. Dê o exemplo: evite ficar pendurado no celular o tempo inteiro (mesmo se você não estiver no TikTok). Mostre aos seus filhos que tem outras formas de se distrair. 
  9. Tenha certeza que não há um problema maior: o uso excessivo de rede social pode ser reflexo de ansiedade, dificuldade em se enturmar na escola. entre outras situações. Descubra se tem algo do tipo acontecendo.
  10. Comece um detox: quando seu filho concordar que está usando TikTok demais, veja o que podem fazer para diminuir a tentação de usar. Por exemplo, apagar o aplicativo do celular, ou deixar o aparelho trancado na gaveta enquanto estiver fazendo alguma tarefa importante.
  11. Ative as configurações de tempo de tela do TikTok: são configurações dentro do app para limitar o uso. Configure lembretes para quando seu filho usar por muitas horas, ou quando chegar a hora de dormir.

adolescente usando celular enquanto se deita para descansar no sofá

É árduo, mas muito importante percorrer estes passos.

É clichê, mas às vezes os jovens ficam tão imersos nas telas que não percebem o quanto a vida é maravilhosa lá fora.

Nessa hora, não adianta usar abordagens agressivas, como proibir de usar o celular, ou forçar a excluir a conta no TikTok.

Isso é igual aquela velha história de falar que a televisão estraga o videogame, ou de puxar a tomada no meio da jogatina. Muita mãe tem essas ideias, mas isso nunca fez ninguém realmente parar de jogar. 😁

E aí, seu filho faz parte da geração TikTok? Comente aqui embaixo como está sendo lidar com essa fase – e, se você precisa de ajuda para tornar a vida do seu filho mais completa e especial, assine o Tomo dos Pais e receba indicações semanais de como fazer isso. 🧙‍♂️

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Transtorno de tela: o que é e como combatê-lo? https://otomodospais.com.br/blog/transtorno-de-tela/ https://otomodospais.com.br/blog/transtorno-de-tela/#respond Mon, 10 Jun 2024 16:16:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4731

Algumas pessoas consideram o transtorno de tela a “doença do século XXI”. Ela é a dependência da tecnologia, aquela vontade de ficar no computador ou no celular o dia inteiro, sem conseguir ficar desconectado por muito tempo.

Nem precisa dizer que isso é péssimo para a saúde, né? Gera estresse, ansiedade, dificuldades de relacionamento, insônia, e vários problemas decorrentes de sedentarismo.

Acontece isso na sua casa? Se você sente que as crianças passam tempo demais na frente das telas, fazem birra na hora de sair, e não conseguem se divertir sem os eletrônicos, precisa fazer um “detox” das telas.

É difícil, ainda mais em um mundo em que crianças e adolescentes usam tablets até na escola, mas quando afeta a saúde, você precisa intervir e substituir as telas por atividades mais saudáveis. Não adianta proibir – tem que educar, diminuir o uso de telas e apresentar várias opções para a criança.

É cansativo, mas o resultado vale muito a pena: é uma infância mais alegre, completa e saudável. 🥰 

O que é transtorno de tela?

Transtorno de tela é o uso excessivo de dispositivos eletrônicos, que resulta em efeitos negativos na saúde. É uma compulsão em usar as telas, que não passa mesmo quando a pessoa percebe as consequências. A pessoa simplesmente não consegue parar!

Pode ser vício em qualquer tipo de tela, como celular, tablet, televisão, computador ou videogame. Ou até em aplicativos específicos, como redes sociais ou jogos online.

Os efeitos negativos do transtorno de tela variam muito, mas afetam várias áreas da vida. São prejuízos à saúde física, mental, afeta a vida social, o desempenho acadêmico e pode prejudicar até a carreira.

Agora, um detalhe importante: só é considerado transtorno de tela se realmente houver consequências negativas. Tem pessoas que usam telas várias horas ao dia sem viciar.

O ideal é não correr o risco de deixar uma criança e adolescente usando eletrônicos por muito tempo. Mas, se o seu filho já usa e não demonstra problemas que podem estar relacionados, dificilmente ele tem o transtorno. Na verdade, ele acontece com a minoria das pessoas.

Pare para pensar: existem muitos adultos que passam o dia usando computadores no trabalho. Quando termina, eles conseguem desligar e curtir a vida normalmente, mesmo ficando várias horas grudado na tela. Com as crianças e adolescentes é parecido – mas os impactos negativos das telas são maiores para eles, pois ainda estão em formação.

Criança se divertindo jogando no celular, com computador gamer ligado no fundo

O que o excesso de tela pode causar nas crianças?

O transtorno de tela é problemático porque as crianças precisam de diversos estímulos diferentes. As telas, aplicativos e jogos não podem oferecer todos (e oferecem alguns TIPOS em excesso).

Alguns problemas comuns relacionados ao uso excessivo de telas incluem:

  • Problemas em habilidades como atenção, memória e pensamento crítico.
  • Reduz tempo de outras atividades, como leitura ou exploração do mundo (através de brincadeiras, experiências científicas, entre outros).
  • Promove um estilo de vida sedentário, o que pode contribuir para obesidade infantil, distúrbios do sono e dores no corpo.
  • Fadiga visual e dores nas costas e pescoço.

Nem toda criança que usa muito as telas sofrerá estas consequências. Além disso, algumas são mais relacionadas a certos tipos de tecnologia. Por exemplo, jogos online podem causar estresse por causa da interação com outros jogadores.

O transtorno de tela não é como um resfriado, que tem sintomas específicos e fáceis de identificar. Você precisa acompanhar a rotina dos filhos para descobrir se as telas estão causando problemas, e quais são.

Se você precisa de um apoio nisso, o Tomo dos Pais pode te ajudar. É uma newsletter com diversas opções de conteúdo para crianças e adolescentes: dicas de passeios, atividades ao ar livre, experiências, e muito mais! Tudo isso te ajudará a oferecer melhores opções de lazer para seus filhos.

Por que as telas viciam?

Seu filho não passa tanto tempo na frente das telas por ser preguiçoso. Na verdade, os conteúdos que ele consome foram feitos para viciar.

Além disso, sempre tem algo novo acontecendo. Uma fase nova do jogo, um comentário novo em um post no Instagram, outro vídeo engraçado no Tiktok…

E, acredite: SEMPRE tem algo novo para a criança ou o adolescente ver. Na minha época, jogos eram só em fitas ou comprando CD pirata. Tinha que assistir os filmes que passavam na Sessão da Tarde, e só conversava com os amigos pessoalmente ou por telefone.

Agora é o contrário! Isso tudo toma tempo até dos adultos, imagine das crianças, que se deixam levar mais facilmente pelos estímulos.

tempo de tela na infância: criança usando celular para jogar

👇 Estes são alguns dos mecanismos que tornam as telas tão viciantes:

  • Satisfação instantânea: tudo é projetado para oferecer gratificação na hora. Receber uma notificação nova, alguém curtir sua foto, deixar um comentário, ou você ganhar uma partida. A satisfação é instantânea e imediata, que estimula a repetir o comportamento.
  • Excesso de estímulos: as telas oferecem vários estímulos visuais e sonoros que chamam a atenção e tornam a experiência mais imersiva, especialmente para as crianças.
  • Recompensa variável: alguns bônus dependem do engajamento do jogador. Por exemplo, receber itens se tiver uma partida todos os dias.
  • Conexão social: essa vale principalmente para redes sociais. Elas permitem interações sociais constantes, com os amigos e com pessoas que não fazem do círculo social, como um primo que mora em outra cidade ou um amigo de outro estado.
  • Alívio: as telas são uma fuga da pressão da vida real, em especial para adolescentes. Alguns adultos podem achar bobo, mas adolescentes passam por muita pressão! Precisam escolher uma carreira, estudar para provas muito difíceis, encontrar a própria identidade, e por aí vai. O ambiente online é mais “controlado” nesse sentido.

De certa forma, tudo isso está relacionado com o excesso. Tudo nos eletrônicos é excessivo, como o tempo de tela, ou a quantidade de estímulos e informação.

Isso desregula a dopamina do cérebro. A dopamina é um mensageiro que causa sensação de felicidade e satisfação. Usar as telas libera muita dopamina de forma praticamente imediata. O cérebro vicia na sensação e sempre quer mais. Por isso as telas causam vício e fica tão difícil sair da frente delas.

O vídeo abaixo, da BBC, explica como funciona 👇

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Como é o tratamento de transtorno de tela?

O tratamento trabalha diferentes maneiras de reduzir o tempo de tela. Não basta proibir o videogame, esconder o celular, ou qualquer coisa do tipo.

Se você fizer isso, seu filho ficará igual no vídeo abaixo: sem usar telas, mas sem ir com a sua cara também. 😅 

E provavelmente usando o celular ou computador quando você não estiver vendo.

As melhores abordagens são:

  • Conscientizar: conversar com seu filho sobre o problema e pensar em estratégias conjuntas. Existem até formas dele próprio diminuir o tempo de tela, sabia?
  • Estabelecer limites: definir juntos quantas horas podem usar no dia e de qual maneira usar. Definir castigos se passar o tempo, ou recompensas se houver avanços.
  • Terapia comportamental: se chegar ao ponto de transtorno de tela, é interessante conversar com um psicólogo para entender a fundo quais são as causas, medir os impactos da exposição às telas e desenvolver estratégias para reduzir o uso.
  • Promover outras atividades: não adianta nada mandar seu filho desligar o videogame e “ir brincar lá fora”. Tem que dar opções divertidas para ele! Pode ser jogar bola, sair para passear, aprender a fazer mágica, treinar uma manobra de bicicleta, qualquer coisa. Ajude-o a descobrir atividades prazerosas.
  • Suporte da família: é complicado tratar transtorno de tela se a família inteira usa celular toda hora, né? Crie espaços e horários sem uso de eletrônicos para toda a família.
  • Retirada total das telas: só em últimos casos e sempre com acompanhamento. Deixe um tempo sem e depois vá reintroduzindo aos poucos.

Como fazer o “desmame de telas”?

Desmame ou detox de tela é um processo gradativo para reduzir o uso de eletrônicos. Você vai aos poucos reduzindo o tempo até a criança ficar confortável para equilibrar a rotina offline e online.

Depende de vários fatores para dar certo e não existe forma única de fazer. Veja abaixo uma das estratégias:

  1. Converse com seu filho sobre o que ele faz online e descubra o que toma mais tempo.
  2. Estabeleça uma meta de tempo de tela ideal para uso dos dispositivos, junto com o seu filho.
  3. Comece a reduzir diariamente o tempo até chegar a essa meta. Pode ser 30 minutos ou 1 hora por dia, a cada 3 dias. 
  4. Substitua esse tempo que ele estaria na frente da tela por alguma atividade prazerosa. Pode ser esportes, passear ou aprender alguma nova habilidade. Teste várias opções até descobrirem do que ele gosta mais.
  5. Faça regras para usar as telas em casa. Por exemplo, não usar quando almoça ou janta com a família, nem na hora de fazer as atividades da escola.
  6. Estabeleçam as consequências de quebrar estas regras. Pode ser um castigo como ajudar em uma tarefa de casa a mais ou passar menos tempo na frente do computador.
  7. Acolha nos momentos difíceis. Vai ter birra, vai ter choro, mas não ceda. Explique que sair das telas bem, aprenda a lidar com a raiva, e mantenha-se firme nos limites que vocês definiram juntos.
  8. Faça ajustes regularmente, de acordo com o avanço do seu filho. Pode ser liberar um pouquinho a mais de tela se ele for bem na escola, ou deixar jogar online de madrugada nos finais de semana. Só faça isso quando estiver realmente sob controle.

E, assim como muitas coisas na criação dos filhos: tenha paciência! 

Se quiser aprender mais sobre o assunto e mais estratégias para tirar seu filho da frente das telas, escrevemos um e-book focado nisso:

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https://otomodospais.com.br/blog/transtorno-de-tela/feed/ 0
O glossário definitivo dos games: dicionário sobre videogame para pais [+100 termos] https://otomodospais.com.br/blog/glossario-games/ https://otomodospais.com.br/blog/glossario-games/#respond Thu, 30 May 2024 22:17:31 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4789

Estes são os principais termos e expressões do mundo dos games. São as frases e palavras que o seu filho tem na ponta da língua e usa com os amigos sempre que joga no videogame, computador, ou celular. 

Se você é pai ou mãe de um gamer, precisa conhecer esse universo. Isso te ajudará a criar uma relação mais próxima com a criança, promover hábitos saudáveis, e limitar o tempo de tela com propriedade. 

Este dicionário é indicado para quem:

  • Tem uma criança ou adolescente que adora games em casa;
  • Não sabe nada sobre games, mas quer se conectar com seus filhos; 
  • Sabe o básico, mas quer interagir melhor com a criança;
  • Já viu uma gíria de gamer, como ggwp, mas não entendeu nada 🤣;
  • Tenta acompanhar o filho jogando, mas não entende nada.
  • Ainda acredita em mitos comuns sobre videogame, como “todos os jogos são violentos”.

Achievement

Achievement são “troféus virtuais” que são obtidos ao cumprir certos desafios ou critérios nos games. Pode ser algo mais simples, como passar de todas as fases ou desbloquear todos os personagens, ou algo mais complexo, como terminar a história em poucas horas, ou sem usar certas habilidades.

Os jogos mais modernos têm vários achievements. Em alguns casos, eles ficam expostos em um perfil público do jogador, em plataformas como a Steam

O que os pais precisam saber: liberar todos os achievements pode levar bastante tempo. Isso significa muito tempo jogando, frustração para desbloquear os mais difíceis, e uma felicidade incrível ao finalmente conseguir!

Isso requer que seu filho tenha bastante dedicação e foco em atingir um objetivo maior. Ótimas e raras habilidades nos dias de hoje, principalmente entre as crianças.

Você precisa ajudar o seu filho a navegar por todas essas emoções de forma saudável (e com paciência).

Aimbot

🎯 É um programa que faz o jogador nunca errar o alvo. Usar um programa desses é trapacear!

Programas aimbot são usados em jogos que dependem de pontaria, como os de tiro em primeira pessoa. Os aimbots conseguem determinar a posição de qualquer jogador no mapa, acompanhar o movimento deles e ajustar a mira, algumas vezes em uma velocidade humanamente impossível! 

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O que os pais precisam saber: é extremamente frustrante lidar com aimbot nas partidas. Se o seu filho encontrar um, provavelmente vai ficar irritado, porque é difícil ganhar. Ajude-o a lidar com essas emoções de forma saudável. Respirando fundo e desligando o videogame por algumas horas. 

Instrua seu filho a nunca usar aimbot também! É legal ganhar todos os jogos, mas não vale a pena se for de forma desonesta e prejudicando os outros

AFK

Quer dizer que o jogador está longe do teclado. Ou seja, está ausente da partida. O termo é utilizado nos chats e vem da abreviação em inglês “away from keyboard”.

O que os pais precisam saber: quando seu filho precisar sair da frente do computador, ele vai deixar uma mensagem para os amigos avisando que está “afk”.

AOE

São magias que funcionam em área. Ao invés de atingir um jogador específico, elas afetam áreas inteiras do mapa.

O que os pais precisam saber: é um efeito usado para atingir múltiplos inimigos de uma só vez, especialmente em RPGs ou jogos como League of Legends. Geralmente requer uma habilidade maior do jogador para acertar o alvo.

Auto Save

Recurso que salva o jogo automaticamente. Diferente do recurso de salvar, o auto save não precisa ser acionado para funcionar. Mas ele não grava o game o tempo todo, apenas em pontos chave da partida, como antes da batalha contra um chefão.

O que os pais precisam saber: quando seu filho estiver jogando, pergunte a ele se tem auto save. Se sim, combine que a hora de parar é quando o jogo salvar.

Battle Royale

É um gênero de jogo de competição, em que apenas um jogador (ou uma dupla/trio) sobrevive no final.

A partida inicia em um grande mapa, com até 100 jogadores. Conforme o jogo avança, o campo de batalha vai diminuindo de tamanho e os competidores precisam coletar recursos que ajudem a eliminar os rivais. No final, sobra apenas um participante.

Um dos jogos mais famosos de Battle Royale é o Fortnite.

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O que os pais precisam saber: os jogos battle royale duram cerca de meia hora e não é possível pausar ou sair da partida antes de encerrar o tempo, pelo menos não sem que ele tenha perdido tempo a toa, ou sem frustrar outras pessoas jogando com ele. Espere seu filho terminar a partida para desligar o videogame.

Bot

🤖 Bots são automações configuradas para jogar um jogo. Eles são usados para fazer tarefas repetitivas, como derrotar certo tipo de monstro, encontrar itens, ou adquirir equipamentos. Todas essas tarefas são cansativas e demoram muito pois devem ser feitas dezenas ou centenas de vezes.

O bot muitas vezes é uma trapaça que dá uma vantagem desonesta, porque a pessoa configura (ou compra) um robô e vai viver a vida, enquanto o robô coleta todos os recursos por ele. Já outros jogadores têm que conquistar tudo na raça, jogando mesmo.

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O que os pais precisam saber: se o seu filho quiser montar um bot, significa que ele tem algum interesse por programação. Incentive-o a desenvolver essa habilidade de formas mais construtivas, criando um programinha simples de computador ao invés de usar essa habilidade para manipular um jogo.

Exceção: se o jogo não for competitivo, não tem problema usar esse tipo de bot, pois ele não está obtendo uma vantagem injusta, está apenas otimizando seu tempo.

Balanceamento

Um jogo é chamado de “balanceado” quando a maioria dos personagens, habilidades e níveis são equilibrados. Ou seja, ganha quem tem mais habilidade, não quem está com o personagem mais “roubado”.

Normalmente é a desenvolvedora do jogo quem faz o balanceamento, dando buffs (vantagens) ou nerfs (desvantagens). Em geral o balanceamento de um jogo muda a cada poucas semanas ou meses.

O que os pais precisam saber: jogar um jogo desbalanceado pode ser bem irritante. Fique atento ao humor do seu filho enquanto joga e, se ele estiver estressado, tente entender o porquê. Se for problema de balanceamento, sugira algum jogo novo no mesmo estilo do que ele está jogando no momento.

BRB

Significa “be right back”, ou “volto logo”. É usado nos chats para avisar aos outros jogadores que a pessoa precisa sair por alguns instantes da conversa ou partida mas que não demorará para voltar.

O que os pais precisam saber: quando você chamar seu filho para uma tarefa rápida, ele vai escrever “brb” para avisar aos outros jogadores que ele está ausente de forma mais ágil.

Buff

💪 É quando os desenvolvedores melhoram as habilidades de um personagem. Pode acontecer em alguns cenários diferentes:

  • Um personagem que estava muito fraco ganha melhorias nas habilidades.
  • Uma habilidade específica passa a ser mais forte do que antes.

Os buffs acontecem para manter o jogo balanceado, com um nível de força parecido para todas as habilidades ou personagens.

Esse termo também é utilizado para magias que aumentam temporariamente alguma habilidade de um personagem, deixando um personagem mais forte por alguns minutos por exemplo.

O que os pais precisam saber: os buffs não influenciam tanto o comportamento dos personagens em frente às telas. Mas é legal conhecer o termo para conversar com seu filho.

Carry

É o jogador que “carrega” o time para as vitórias. O carry é o principal responsável por causar dano aos adversários e, frequentemente, outros jogadores dão suporte a ele. O termo pode se referir a personagens com essa característica, ou a jogadores que têm esse estilo de jogo.

O que os pais precisam saber: é muito divertido ser o carry da equipe. Gera bastante adrenalina e sensação de que o destino está nas suas mãos! 

Mas lembre seu filho que isso não é motivo para ser egoísta e que os suportes também têm muito valor, afinal, é um jogo de equipe, ninguém vence sozinho. Não dê sermão sobre isso, mas quando estiver falando com ele sobre os games, lembre desse ponto de vista de forma sutil.

Campar

É ficar parado no mapa esperando alguém passar despercebido para abater. É uma técnica específica de jogos de tiro em primeira pessoa. Normalmente as partidas são disputadas em mapas e os jogadores andam por ele trocando tiros.

O “camper” não faz isso: ele fica quietinho e dá os tiros na “covardia”. 

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O que os pais precisam saber: lidar com alguém que “fica campando” costuma causar frustração nos jogadores. É uma oportunidade legal para explicar ao seu filho que sempre existirão pessoas com hábitos que ele não gosta, mas precisa aprender a lidar e manter uma distância emocional segura.

Não precisa falar especificamente sobre isso, mas se ver o seu filho irritado enquanto joga, talvez seja por causa de alguém “camperando”. 

Cash

É uma gíria para dinheiro virtual comprado a partir de dinheiro real. Alguns jogos têm moedas próprias usadas para adquirir itens exclusivos. Essas moedas devem ser compradas com dinheiro de verdade, com cartão de crédito, Pix ou boleto. “Cash” é o apelido dessas moedas próprias.

O que os pais precisam saber: existem jogos com estratégias abusivas de cash. Os itens comprados com dinheiro real podem ser muito mais fortes – em alguns casos praticamente necessários para conseguir jogar certos estágios mais difíceis do game.

Isso gera uma sensação de urgência para comprar dinheiro e tornar o personagem mais forte, ou as partidas mais fáceis.

Tem jogos que usam o cash de forma mais saudável, apenas para comprar itens visuais que não influenciam na jogabilidade.

Se o seu filho pedir cash ou algo do tipo, tente entender como é o jogo, quanto ele precisa e para o que é usado. A partir daí, decida se vale a pena comprar ou não: se for um jogo que estimula o cash, provavelmente seu filho pedirá várias vezes. Se for um jogo mais suave nessa questão, não precisa ficar comprando sempre.

Cheat

É uma trapaça para obter vantagens no jogo. Esse tipo de benefício pode ser obtido ao utilizar algum código especial ou uma brecha dentro do game. O cheat pode resultar em moedas infinitas, superpoderes, ou itens que não seriam possiveis de conquistar de maneira comum.

Por exemplo, em um jogo de tiro, existem cheats que permitem que você veja através das paredes, ou que nunca erre um tiro (como usando o aimbot). Ou em um como o Super Mario, permite que você tenha vidas infinitas.

O que os pais precisam saber: não incentive seu filho a utilizar esse tipo de recurso. Os jogos são criados para o jogador evoluir conforme desenvolvem suas habilidades, então habilitar um código de trapaça tira toda a experiência das partidas, e também o prazer de conquistar a vitória merecidamente.

É especialmente pior em jogos online, porque isso prejudica outros jogadores, que não usam cheats.

Classe de personagem

É uma divisão de personagens com base em suas características de combate. Alguns jogos oferecem várias possibilidades de customização, que mudam o jeito como as partidas são jogadas. Em um jogo de RPG, por exemplo, os jogadores podem ser espadachins, arqueiros, magos, etc. Cada classe tem suas vantagens e desvantagens específicas. 

Um dos exemplos mais clássicos para entender é aquele desenho antigo, Caverna do Dragão. Cada personagem tem uma classe diferente.

O que os pais precisam saber: escolher a classe do personagem é um passo importante em vários estilos de jogos, especialmente RPGs. É uma oportunidade legal de trabalhar a imaginação das crianças, de entender melhor como o jogo funciona, e de entender que em uma equipe, cada pessoa tem o seu papel a desempenhar.

Checkpoint

É um “ponto seguro” onde o jogo fica salvo. Vários jogos possuem esse tipo de mecanismo ao longo do gameplay. O checkpoint é uma maneira de guardar o progresso do jogo até aquele momento. Caso seu filho desligue o videogame, ou ele perca para algum inimigo, é no checkpoint que ele retornará.

O que os pais precisam saber: é possível que seu filho queira parar de jogar só depois de passar por um checkpoint específico, para garantir que o progresso seja salvo. Ou seja: se você puxar o videogame da tomada ou algo assim, ele perderá o que conquistou desde o checkpoint anterior.

Por isso, o ideal é avisar ao filho que ele precisará parar de jogar uns 30 minutos antes, para que ele se prepare adequadamente, evitando frustração nele, e que você repita o mesmo pedido 10 vezes.

Chefão

O chefão, chefe, ou boss é o principal inimigo que deve ser derrotado! Ele é mais forte do que os adversários comuns e normalmente está no final de uma fase, ou em um ponto decisivo do jogo. É comum ter um último chefe antes de acabar o jogo, chamado de “último chefão” ou algo do tipo.

O que os pais precisam saber: enfrentar o chefão é um dos momentos mais emocionantes. Um chefão difícil gera frustração, mas uma felicidade muito grande depois de derrotá-lo! Essa é uma boa oportunidade de se conectar com seu filho por meio dos games:

  • Ajudando na preparação para enfrentá-lo (conferindo se está com todos os itens ou lendo algum guia com estratégias, por exemplo);
  • Fazendo uma comidinha diferente para comemorar a vitória sobre um chefão muito difícil;
  • Ensinando a navegar pelos sentimentos de frustração, incentiva-lo a treinar e tentar de novo, e celebrar a felicidade quando a vitória for alcançada!

Se o seu filho estiver prestes a enfrentar um chefão, provavelmente vai querer enfrentá-lo antes de desligar o videogame. Se você estiver fazendo algum plano de diminuir o tempo de tela, leve isso em consideração. 

Combo

A execução de uma combinação de ataques. Resulta em um superpoder ou em conquistas bônus dentro do jogo. Para obter um combo, é necessário ter muita habilidade ao realizar os comandos corretamente e de forma rápida.

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Esse tipo de habilidade é comum em jogos de luta. Ao aplicar uma sequência de golpes específica, seu filho pode executar um golpe tão forte que é capaz de nocautear o adversário, ou de tirar grande parte da vida do oponente de uma só vez.

O que os pais precisam saber: completar os comandos para executar um combo requer habilidade, timing, muita prática e destreza! Vale reconhecer o esforço quando seu filho aplicá-lo em uma partida de videogame.

Co-op

São os jogos com foco na cooperação entre dois ou mais jogadores. Para alcançar os objetivos do game é preciso unir forças e dividir as tarefas, ao invés de competir. Cada jogador fica responsável por algumas funções, utilizando suas habilidades para o sucesso da missão.

O que os pais precisam saber: jogos cooperativos são ótimos para você se divertir com seu filho! Juntos, vocês podem coletar recursos e construir grandes projetos, ou desvendar enigmas para passar ao próximo nível da partida. 

Craft

É uma mecânica onde você coleta itens para criar diversos objetos. O jogador deve explorar o mapa e coletar recursos para construir ferramentas, objetos, casas, entre outros, dependendo do jogo.

O Minecraft é um dos jogos mais populares nesse estilo. No game seu filho vai encontrar uma série de projetos para construir com tudo o que ele encontrar explorando o mundo virtual.

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O que os pais precisam saber: jogos com essa mecânica estimulam a criatividade do seu filho, incentivando a pensar as melhores maneiras de construir um projeto. Mas é importante saber que o crafting pode ser demorado, por isso aguarde seu filho terminar a criação do item, ou estar em um checkpoint, para desligar o jogo.

Cutscene

São cenas semelhantes aos filmes e acontecem ao longo do jogo. Esse tipo de recurso auxilia os desenvolvedores a contarem a história do game e são comuns em jogos com modo história.

É uma chance de apresentar narrativas com maior profundidade ao jogador, igual acontece no cinema.

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O que os pais precisam saber: as cutscenes podem durar alguns segundos ou muitos minutos, impactando o tempo que seu filho vai passar jogando. O jogador não “controla” o jogo enquanto acontece a cutscene, apenas fica assistindo.

Geralmente, as cutscenes são momentos emocionantes e importantes da história do jogo! Por isso seu filho irá prestar bastante atenção nelas. Se ele disser que está numa cutscene, espere terminar para falar com ele.

Detonado

É um tipo de guia que ajuda os jogadores a completar as missões do jogo. Também chamado de “walkthrough”, o detonado é um passo à passo para mostrar as jogadas que o jogador precisa realizar para para avançar entre as fases até finalizar o game.

Essas dicas de jogabilidade são facilmente encontradas em vídeos no YouTube, ou em sites de guias sobre jogos.

O que os pais precisam saber: se o seu filho estiver com dificuldades em um ponto do jogo, veja se ele precisa da sua ajuda e consulte um detonado para encontrar a solução. Mas fique atento, muitos gamers não gostam de usar esse tipo de material pois “tira a graça de descobrir sozinho a solução”.

Caso seu filho seja um deles, mas esteja muito frustrado com o jogo, você pode consultar o detonado, sem ele saber, e propor a solução de forma espontânea e disfarçada, ajudando-o a fazer a grande descoberta.

Developer

É a empresa ou profissional responsável por desenvolver o jogo. O estúdio ou dev, como também é chamado o profissional que desenvolve games, é responsável pelo conceito, programação e produção artística do jogo. 

O que os pais precisam saber: procure saber qual é o developer do game preferido do seu filho, já que algumas têm estilos bem definidos. Por exemplo, a Riot Games produz jogos online e competitivos, como League of Legends e Valorant. Já a Rockstar Games faz jogos adultos e de mundo aberto, como GTA e Red Dead Redemption.

Discord

É a principal plataforma de comunicação entre gamers. É um app de conversa usado para falar através de mensagem de texto ou voz, usado principalmente durante as partidas. As interações podem ser em conversas privadas ou em servidores, com várias pessoas de uma só vez.

O que os pais precisam saber: o Discord pode ser uma ferramenta interessante para formar grupo de amigos e socializar, mas é importante ficar atento no conteúdo e nas pessoas com quem seu filho conversa, para evitar que ele seja exposto a conteúdos impróprios.

DLC

É um conteúdo adicional para o jogo. A sigla vem do termo em inglês “downloadable content” e define todo conteúdo extra de um game disponibilizado após o seu lançamento. A DLC pode incluir novos personagens, fases, ou modos de jogo diferentes.

O que os pais precisam saber: muitas vezes é preciso pagar para baixar esse conteúdo adicional do game. Fique atento para guiar as comprar e evitar gastos elevados do seu filho com jogos. 

End Game

Essa expressão pode significar duas coisas:

  • A fase decisiva para o jogador terminar o jogo. Nessa etapa, seu filho já tem todos os itens e habilidades necessárias para derrotar o inimigo mais poderoso e vencer a partida.
  • O jogador já passou por todas as fases principais do jogo e agora está fazendo uma otimização para conquistar os desafios extras ou melhorar cada vez mais seus personagens e habilidades.

O que os pais precisam saber: mesmo com os recursos necessários para finalizar o game, essa é uma fase que seu filho precisa de muita atenção para vencer os desafios encontrados.

Se ele estiver a ponto de vencer o game, veja se precisa ajustar o tempo de tela durante alguns dias específicos e o parabenize quando ele alcançar o objetivo final.

Esportes

Gênero de jogos que simula esportes reais. Existem diversos jogos de esporte, entre os mais conhecidos estão os de futebol e de basquete.

O que os pais precisam saber: se o seu filho gosta deste estilo de jogo, você está a um passo de incentivá-lo a fazer atividades físicas regularmente. 😁

E-sports

São jogos de videogame que possuem jogadores e campeonatos profissionais, muitas vezes até times com uma infraestrura completa.

Os campeonatos são como se fosse de futebol ou basquete, mas para jogos eletrônicos como Valorant, League of Legends ou Counter-Strike. As partidas acontecem ao vivo, podendo encher pequenos estádios, e geralmente tem transmissão em plataformas como YouTube ou Twitch.

O que os pais precisam saber: muitas pessoas gostam de assistir os campeonatos de e-sports, e é possível que seu filho seja uma delas. Acompanhar esses campeonatos com ele é um ótimo passatempo!

Também é uma oportunidade de carreira que seu filho talvez goste para o futuro. Quem é realmente bom nos jogos consegue trabalhar apenas jogando profissionalmente ou fazendo lives, e recebendo bons salários por isso.

Mas além de jogador, existem diversos outros profissionais que trabalham com e-sports, desde nutricionistas a publicitários.

Experiência

XP ou EXP é um recurso para adquirir mais habilidades ao longo de um jogo. Conforme o jogador avança, ele acumula experiência ao realizar missões ou enfrentar inimigos. Quanto mais experiência, mais poderoso o personagem fica. Esse tipo de mecânica é comum em jogos de RPG.

O que os pais precisam saber: essa é uma excelente metáfora para a vida. Assim como precisa de XP para passar de nível, precisa de XP para tirar nota boa na prova, precisa de XP para marcar mais gols no futebol, precisa de XP para aprender uma música mais difícil no violão…

Graças a esse tipo de mecânica, seu filho gamer já sabe que pra ficar muito bom em algo, precisa praticar e treinar bastante!

Emulador

É um programa que permite replicar videogames. Através de um emulador é possível jogar games de diversos consoles direto do celular ou computador. É uma ferramenta bastante utilizada para emular jogos de videogames mais antigos, como Super Nintendo, Mega Drive, GameBoy e PlayStation 1.

O que os pais precisam saber: com o emulador você pode apresentar ao seu filho jogos do seu tempo de criança, como Super Mario World.

Mas para fazer o programa funcionar sem problemas, é preciso ter um conhecimento básico de como ele funciona para configurar corretamente. Uma boa ideia é você e seu filho apreenderem juntos como usar um emulador.

Atenção que alguns desses emuladores são considerados como ilegais, pois você estará jogando jogos que não foram comprados, jogos “piratas”.

Farmar

É uma ação para conseguir um item ou tesouro especial. Essas atividades geralmente envolvem executar muitas vezes a mesma tarefa, como derrotar inimigos, coletar itens ou completar missões, com o objetivo de acumular os recursos necessários para avançar no jogo. 

O termo “farmar” vem da ideia de cultivar ou colher, do inglês to farm, já que os jogadores estão “cultivando” recursos dentro do jogo para fortalecer seus personagens.

O que os pais precisam saber: vale elogiar seu filho depois que ele conseguir farmar um item, afinal, é um processo que pode levar tempo e é necessário ter dedicação. 

Fase

São as etapas ao longo do jogo. Elas podem apresentar uma variação de jogabilidade ou estilo visual, além de avançar no nível de dificuldade do game. As fases também podem servir como um recurso para contar a história do jogo, semelhante ao capitulo de um livro.

Um exemplo são os jogos do Mario, onde cada mudança de mapa representa uma fase – gelo, fogo, areia, entre outras.

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O que os pais precisam saber: assista seu filho progredindo no game ao passar pelas fases difíceis e o encourage a finalizar o jogo!

FPS (Frames per Second)

Representa a quantidade de “quadros” por segundo na tela. O termo vem do inglês frames per second e é mais utilizado pelos gamers que jogam no computador. Quanto mais frames na tela, mais fluidez o jogo tem e os gráficos melhoram. 

Grande parte dos games de console tem em média 30 ou 60 FPS, mas no computador esse valor pode ser bem maior dependendo do equipamento.

O que os pais precisam saber: seu filho pode ficar frustrado se o FPS estiver baixo, isso pode prejudicar a jogabilidade em alguns games que exigem agilidade, reflexos rápidos, e precisão. Também é importante não confundir FPS com um gênero de game, o first-person shooter.

FPS (First-Person Shooter)

Jogo de tiro em primeira pessoa. Nesse gênero, você não vê o personagem, apenas os braços segurando a arma. É um estilo de jogo muito popular para jogar online. Overwatch, Counter-Strike e Valorant são os exemplos mais famosos.

O que os pais precisam saber: jogos FPS exigem reflexos rápidos, agilidade, e muita concentração. Quando seu filho estiver jogando algo nesse estilo, evite distrai-lo com outras coisas, chamar para te ajudar a lavar a louça, ou essas coisas. Façam um combinado para não passar horas demais jogando mas enquanto eles estiver jogando, deixe-o focar no jogo.

Um ponto de atenção é que os jogos de tiro são violentos, pela própria natureza do jogo. Mas se o seu filho gosta, não quer dizer que é um jovem agressivo ou que está propenso a cometer atos de violência. Mas vale acompanhar os tipos de conteúdos que ele consome, para que não fique só nesse tipo de jogo.

Free to Play

É o jogo que não precisa pagar para jogar. Esses games geralmente obtém receita através de microtransações – ou seja, através de compras feitas dentro do jogo, usando dinheiro real.

Existe uma infinidade de jogos free to play. Entre eles, os mais populares são League of Legends, Valorant, Fortnite e Free Fire.

O que os pais precisam saber: esse tipo de jogo pode ser interessante para não ter grandes despesas, porém é bom ficar de olho para conferir se seu filho não está comprando muitos itens dentro do game. Evite que ele cadastre cartões de crédito no jogo.

Além disso, assista-o jogar para entender como o jogo gera dinheiro. Alguns jogos fazem muita propaganda para compra de itens com dinheiro real, então talvez você precise ajudar seu filho a resistir ao impulso.

Gameplay

É o estilo de jogabilidade do game. A gameplay engloba uma série de coisas: se o jogo é fluido, quais são os mecânicas, os objetivos que o jogador deve cumprir, entre outros elementos.

O que os pais precisam saber: vale conferir quais tipos de gameplay seu filho curte jogar para indicar outros, ou criar um laço com ele.

Gacha

Jogo onde é preciso sorte para conseguir personagens e itens novos. É um gênero muito popular em jogos de celular. Você habilita os personagens, skins e outros na sorte ao comprar os itens na loja do game.

Muitas vezes é preciso usar dinheiro de verdade para adquirir os melhores itens, e mesmo assim o jogador não sabe qual item vai receber. O objetivo disso é incentivar novas compras.

O que os pais precisam saber: é bom ficar atento se o seu filho joga gacha. Tem muito incentivo para gastar dinheiro, e uma criança pode ter dificuldade em se controlar.

Gank

É quando vários oponentes armam uma emboscada. O gank visa deixar o inimigo sem capacidade de reação aos múltiplos ataques.

Essa estratégia é muito utilizada em jogos competitivos e multiplayer online, como League of Legends e DOTA. Esse tipo de estratégia requer uma ótima comunicação e trabalho em equipe dentro do time.

O que os pais precisam saber: sofrer esse tipo de ataque costuma ser muito frustrante, especialmente se levar vários ganks na mesma partida. Se você ver seu filho sendo neutralizado por um gank, lembre que ele precisa ficar calmo, prestar atenção na partida como um todo, não apenas no que está fazendo mas também no que o outro time está fazendo.

Geração

É o termo que determina a evolução dos modelos de videogame. Esse termo ajuda a diferenciar as diferentes épocas e tecnologias dos consoles de videogame.

A primeira geração mais famosa foram os consoles de 8 bits, com o Nintendinho e Master System. Depois vieram os 16 bits, 32bits, 64, e assim vai. A geração atual é a do PlayStation 5 e do Xbos Series S. Hoje, os jogos são super realistas e complexos.

O que os pais precisam saber: a evolução das gerações de videogame é um assunto interessante para conversar com seu filho. É uma forma muito legal de conversar com ele sobre história, tecnologia, informática, e a evolução da programação. Se o seu filho se interessa por esses temas, vai gostar de fazer essa viagem no tempo com você.

GG

Expressão que significa Good Game, ou “bom jogo”. Esse termo é utilizado nas conversas entre os jogadores para reconhecer o desempenho da equipe ou do adversário.

O que os pais precisam saber: utilizar “gg” na conversa é um sinal de reconhecimento esportivo, mas lembre seu filho de não usar essa expressão quando ganhar de lavada, pois o oponente pode interpretar como chacota.

GLHF

Expressão que significa “boa sorte, divirta-se“, ou “good luck, have fun” em inglês. É uma mensagem de boa sorte enviada no início da partida.

O que os pais precisam saber: incentive seu filho a usar essa expressão, porque é uma forma de incentivar o espírito de equipe, gerando uma vibe positiva, focada na diversão, e pode até ser o começo de uma amizade com outro jogador!

Expressões como essa também são uma boa forma de seu filho dar os primeiros passos no inglês.

Grind

Tem o mesmo significado de farmar. O jogador executa a mesma tarefa repetidamente, derrotando inimigos, coletando itens ou completando missões para obter os recursos necessários para avançar no jogo. 

O que os pais precisam saber: vale elogiar seu filho depois que ele conquistar um item ou um nível alto no jogo. Afinal, é um processo que pode levar tempo e é necessário muita persistência. Se o grind for muito demorado, combine um tempo de tela diferente com ele.

Griefer

É alguém que morre de propósito em jogos online para atrapalhar os colegas de equipe. Esse tipo de jogador busca incomodar as outras pessoas durante toda a jogatina para conseguir frustrá-los.

O que os pais precisam saber: esse é um comportamento que atrapalha o jogo dos outros. Ensine seu filho a reportar os griefers e a nunca repetir esse ato, não importa o quanto ele esteja frustrado.

Headshot

Quando você acerta a cabeça do adversário em jogos de tiro em primeira pessoa. Se você atingir o alvo nessa região você dá um dano maior! O próprio jogo avisa quando acontece um headshot, alguns até tem achievements para quem consegue muitos.

O que os pais precisam saber: é difícil fazer um headshot, então reconheça se o seu filho tem uma mira precisa. 

HP

Barra de vida do personagem no jogo. No início da partida os “hit points” ficam no máximo e vão diminuindo conforme você é atingido pelos inimigos. Se a barra chegar a zero, seu personagem morre, e você perde. 

O que os pais precisam saber: se o seu filho estiver em um momento de batalha no jogo, não o distraia. Isso pode fazer com que ele perca HP e depois a partida, se frustrando.

Indie Game

Jogos alternativos desenvolvidos por pequenas produtoras. São grupos menores de desenvolvedores, que não têm o aportes milionários. Em geral, são bem diferentes de jogos de grande estúdios, como Riot Games ou Rockstar.

Um exemplo é o Stardew Valley, um jogo independente desenvolvido por apenas uma pessoa e que se tornou sucesso mundial. Nele, o jogador gerencia uma pequena fazenda que era de seu avô e descobre as histórias de moradores da vila.

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O que os pais precisam saber: esse tipo de jogo costuma ser vendido por preços mais acessíveis (às vezes cerca de R$ 5) e possuem recursos muito diferentes de jogabilidade. É legal explorar esses jogos indies com seu filho! Quem sabe ele não se interessa em aprender programação para criar o próprio game?

Inventário

Espaço com os itens adquiridos pelo personagem. É um estoque de armas, poções, armaduras, alimentos, e entre outros. Esses itens podem ser coletados, adquiridos, ou conquistados ao longo da partida. 

O que os pais precisam saber: um inventário cheio ou com itens raros é sinal de que o seu filho está fazendo progresso no game.

KDA

Relação entre kills, deaths e assists. Essa estatística é famosa em jogos MOBA, ela apresenta o desempenho do jogador na partida. Se ele morrer mais do que ajudou sua equipe, terá pontuação negativa. Se auxiliar nas jogadas e eliminar os adversários, o KDA será positivo.

O que os pais precisam saber: elogie quando seu filho encerrar a partida com bons KDAs, é difícil de conseguir. Mas lembre-o também que esse número não é o mais importante, existem várias outras formas de ajudar o tipo que não incluem matar os inimigos.

KS

É quando outro jogador rouba o mérito de uma eliminação. Se você está prestes a abater um adversário ou inimigo e alguém passa na sua frente para finalizar a tarefa, isso é um “kill steal”.

O que os pais precisam saber: incentive seu filho a não dar KS, não é algo bem visto entre os jogadores. Normalmente, quando você abate outro jogador, ganha alguma recompensa. Ou seja, dar KS é ganhar o mérito, as vezes ganhando a recompensa no lugar do seu companheiro de time, e sem nenhum esforço. Não é legal!

Lag

É quando a conexão de internet está lenta e causa travamentos no jogo. Além de uma internet fraca, esse efeito pode acontecer em computadores com capacidade inferior ao exigido pelo jogo. As consequências vão desde o congelamento da tela até o atraso nos comandos. 

O que os pais precisam saber: o lag causa frustração e irrita bastante. Ajude seu filho a controlar as emoções negativas e respirar fundo. Mas também tente identificar e evitar o problema: será que o roteador da internet está com problema? Será que o problema está na rede wi-fi? Será que o computador precisa ser formatado?

Loot Box

São caixas com recompensas ao longo do jogo. Esses itens são distribuídos para o jogador conforme ele avança no game e atinge determinados objetivos. Dentro de uma loot box é possível encontrar ferramentas, moedas, acessórios, entre outros prêmios que podem ajudar na gameplay.

O que os pais precisam saber: geralmente também é possível comprar as caixas com dinheiro de verdade. Por isso, se o jogo que seu filho joga tem loot boxes, tenha atenção. Evite deixar seu filho cadastrar o cartão de crédito no jogo, para não ter surpresas desagradáveis na data de virada da fatura. 💸

Luta

Jogo de combate, geralmente 1×1. Nesse gênero a partida acontece em um cenário com dois oponentes lutando com golpes físicos e habilidades especiais, em múltiplos rounds. Um dos jogos mais populares nesse estilo é Street Fighter.

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O que os pais precisam saber: jogos de luta costumam ter muitos combos e seu filho precisa de bastante habilidade para jogar bem. Reconheça o esforço!

Se o seu filho se interessa por esse time de jogo, vale perguntar se ele gostaria de praticar alguma luta. Tem várias que são indicadas para jovens, como o judô, que além do combate trabalha muitos conceitos de disciplina e respeito.

MB

É um pedido de desculpas quando o jogador comete algum erro. É uma abreviação do inglês “my bad”.

O que os pais precisam saber: é sempre bom pedir desculpas depois de cometer algum erro! É uma boa metáfora para levar para a vida também.

Minigame

São pequenos “passatempos” dentro de um jogo. Os minigames não se relacionam com a história principal, mas são divertidos de fazer para distrair um pouco das missões principais. Muitas vezes recompensam o jogador com alguns itens também.

O que os pais precisam saber: normalmente um minigame não influencia no gameplay principal, então é uma chance legal de ajudar seu filho a avançar no jogo, se ele quiser.

MMO

Game online com múltiplos jogadores. Os “Massively Multiplayer Online” suportam uma quantidade enorme de pessoas conectadas ao mesmo tempo. Esse gênero tem vários estilos de jogo diferentes, desde RPG até jogo de tiro. 

São jogos onde acontecem interação em tempo real com outros jogadores. Eles podem fazer missões colaborativas, como parte de um clã (uma equipe), ou competirem.

O que os pais precisam saber: acompanhe o seu filho jogando para ver como ele se relaciona com outras pessoas no game. É uma ótima forma de fazer amigos, ensinar sobre os perigos de se expor demais na internet, e de mostrar como ser uma pessoa educada, mesmo em momentos de frustração.

MMORPG

É um tipo de MMO, no estilo RPG. A jogabilidade é focada em aventuras em grupo, com os personagens subindo de nível conforme adquirem experiência ao fazer missões ou enfrentar inimigos. O jogo mais famoso do gênero é World of Warcraft.

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É um gênero de jogo online que tem muita interação social entre os jogadores, já que muitos chefões são poderosos demais para enfrentar sozinho, precisando as vezes da colaboração de dezenas de jogadores ao mesmo tempo.

O que os pais precisam saber: observe como seu filho interage com outros jogadores e aproveite a oportunidade para explorar outros interesses do seu filho.

Por exemplo, ele joga um RPG medieval? Ótima oportunidade para conversar sobre história e recomendar livros de fantasia medieval. É um jogo de naves? Bacana para falar sobre ficção científica, e recomendar filmes desse gênero.  

Mob

É um monstro que nasce em determinada área de um jogo. Quando você mata um mob em um RPG, consegue itens, dinheiro virtual, ou experiência. Esse tipo de inimigo é usado para farmar ou grindar recursos.

O que os pais precisam saber: eliminar um mob pode ser difícil no início do jogo, mas com o tempo fica fácil. Mostre ao seu filho a importância da paciência e dedicação!

MOBA

É a sigla para “Multiplayer Online Battle Arena”. É um jogo multiplayer com equipes de 5 jogadores em cada lado. O objetivo é avançar pelo mapa conquistando experiência, ouro, abatendo os adversários e abatendo torres. Ganha quem destruir primeiro a base do adversário!

Os jogos mais populares nesse estilo são DOTA e League of Legends.

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O que os pais precisam saber: pode demorar um pouco para o seu filho pegar o jeito desse tipo de jogo. Pode ser bem frustrante enfrentar um jogador mais experiente no início, ou lidar com quatro pessoas que ele não conhece no time.

Acompanhe os jogos para ensiná-lo a enfrentar a frustração e não se abalar. Esse tipo de jogo também costuma ser bem viciante.

Mobile (Jogo Mobile)

São os jogos para celular. Existem vários estilos de games para smartphone, desde os mais simples, como caça palavras ou Candy Crush, até os que você também encontra nos videogames, como Horizon Chase. Um dos mais populares é o Free Fire!

O que os pais precisam saber: se o seu filho gosta de jogos mobile, é bom conferir quais games ele tem no celular. Tem muitos jogos de baixa qualidade, feitos só para tentar tirar dinheiro de crianças. Eles têm anúncios difíceis de evitar, ou políticas muito abusivas na compra de itens.

Também existem jogos de alta qualidade. Ajude seu filho a encontrá-los! Leia as recomendações e reviews do jogo na loja de aplicativos antes de baixar. 

Monetizar

São os meios de tornar um jogo rentável. Para ter lucro e recuperar o dinheiro investido na produção, os desenvolvedores criam uma série de mecanismos para que o jogador invista dinheiro no game.

Existem várias formas de monetização. As mais comuns são:

  • Vender o jogo, ao invés de liberar acesso gratuito.
  • Vender cópias físicas em edições especiais ou de colecionadores.
  • Habilitar transações dentro do jogo, para compra de itens, novos visuais ou loot boxes.
  • Vender DLCs.

O que os pais precisam saber: procure entender como o jogo favorito do seu filho é monetizado. Converse com ele sobre a importância de não gastar dinheiro por impulso e oriente-o a sempre falar com você antes de fazer uma compra. Assim fica mais fácil avaliar se o jogo é predatório nesse sentido, ou se o seu filho está passando dos limites.

Multiplataforma

São jogos disponíveis em diferentes videogames. Ou seja, é quando um jogo pode ser jogado no computador, Xbox, e no Nintendo Switch, por exemplo.

O que os pais precisam saber: é bom ficar atento em quais jogos tem para cada videogame, antes de comprar um novo. Assim você evita do seu filho ficar chateado por não poder jogar algo que ele quer muito. Geralmente os maiores títulos são multiplataforma, mas tem alguns exclusivos para um ou outro console.

Multiplayer

Estilo de jogo com partidas entre dois ou mais jogadores jogando a mesma partida. Essa modalidade é comum em jogos online, mas pode acontecer localmente, como 2 amigos jogando no mesmo Playstation, cada um com um controle.

Os jogadores se reúnem em equipes para disputar partidas variadas, desde futebol até jogos de tiro. Alguns exemplos de jogos famosos com modo multiplayer são League of Legends, Fortnite, Mario Kart e EA FC (antigo Fifa). 

O que os pais precisam saber: partidas multiplayers são ótimas para fortalecer amizades! Quando são online, é uma oportunidade de conhecer pessoas diferentes. E quando é local, é um tempo de qualidade com os amigos.

Que tal convidar os amigos do seu filho para dormirem na sua casa, jogando videogames? Prepare um lanche especial, supervisione, e quem sabe jogue também! 😉

Mundo aberto

É quando o jogador pode explorar o mapa do jogo livremente. Ao contrário de muitos games, em um mundo aberto não existe um caminho específico que deve ser percorrido. O jogador pode escolher por onde ir e quais missões completar (além da principal).

O que os pais precisam saber: ótimos jogos para explorar junto com seus filhos. Faça perguntas sobre os objetivos, mapas, e personagens que ele encontrar pelo caminho.

MVP

É o jogador com melhor desempenho na partida. É uma abreviação de “Most Valuable Player” e em tradução livre quer dizer “o jogador mais importante”.

É um status concedido para o jogador que foi fundamental na partida. Tem base no número de eliminações, estratégia, e desempenho geral.

O que os pais precisam saber: se o seu filho for MVP em algum game, significa que ele mandou bem! Reconheça essa habilidade e dê os parabéns sempre que isso acontecer. Porém, também explique que os outros membros do time ajudaram ele a fazer tão bem o trabalho dele, afinal, é um trabalho em equipe.

Nerf

É quando um personagem, habilidade, ou item é enfraquecido. Quando um personagem está desbalanceado, ou seja, muito forte, ele toma nerf dos desenvolvedores para ficar mais equilibrado.

O que os pais precisam saber: é legal conhecer o termo para puxar papo com o seu filho, caso ele reclame que o personagem que ele gosta está fraco, o personagem foi nerfado.

Nível

Representa a força do personagem. Diversos jogos usam esse sistema para mostrar ao jogador a evolução do seu personagem conforme ele ganha novas habilidades e enfrenta inimigos. É um marcador comum em jogos de RPG. Muitos jogos não traduzem e o termo usado permanece o inglês, “level”.

O que os pais precisam saber: se o nível do personagem do seu filho é alto, significa que ele já fez muita coisa no jogo, e é super forte. Se você começar a jogar agora, vai demorar para alcançá-lo! 

Noob (ou Newbie)

É alguém iniciante no jogo. Esse tipo de jogador costuma ser ruim, afinal, ele não tem experiência jogando esse jogo, erra comandos comandos básicos, e tem muita dificuldade para vencer as partidas.

Também é uma expressão para incomodar o adversário, chamando de noob quando ele erra uma jogada simples. É equivalente a chamar de “perna de pau” no futebol.

O que os pais precisam saber: quando seu filho começar um jogo novo, talvez ele seja noob. Não deixe isso chateá-lo! Incentive-o até ele a treinar, lembre que todos são noobs no início.

E, se ele já for experiente, incentive-o a não chamar ninguém de noob, porque tem gente que fica ofendido. Melhor ainda se ele guiar os novatos e ajudá-los a melhorar! 

OMW

Termo para avisar a equipe que o jogador está chegando. É uma abreviação de “on my way” utilizada no chat da partida para comunicar os companheiro que está perto de um objetivo que precisa ser feito.

O que os pais precisam saber: as expressões abreviadas tornam a conversa mais rápida e facilitam as estratégias durante a jogatina com os amigos.

OP

Personagem com poder acima do normal. É uma abreviação de “overpowered”. Quando um personagem está muito forte, é o principal alvo de nerfs dos desenvolvedores.

O que os pais precisam saber: um personagem OP pode estragar a diversão, já que é muito difícil derrotá-lo. Se acontecer, incentive a desligar um pouquinho o videogame, fazer algo lá fora e voltar depois, com a cabeça fresca.

Patch

São atualizações para corrigir algo no jogo. Os patches são liberados pelos desenvolvedores para solucionar erros ou balancear personagens. Se um game recebe diversos patches, significa que a equipe de desenvolvimento oferece um bom suporte.

O que os pais precisam saber: caso tenha algum jogo que seu filho deixe de lado por que tem muitas falhas, os patches podem consertar isso. 

Party

É um grupo de pessoas jogando um jogo juntas. A maioria dos jogos usam esse termo pra mostrar que alguns jogadores formaram uma equipe para uma partida, formaram um party.

O que os pais precisam saber: pergunte se as parties do jogo que ele está jogando são aleatórias, ou se ele costuma jogar sempre com os mesmos amigos, e tente conhecer mais sobre esses amigos.

Pause

É literalmente parar a jogatina. O jogador pode parar o game para sair da frente do jogo por um tempo maior e fazer outra coisa, ou parar por 1 minutinho para acessar recursos de menu, como configurações, mapa ou inventário de itens.

O que os pais precisam saber: em muitos jogos não é possível pausar, especialmente nos multiplayer. E largar a partida no meio é uma das situações que mais incomodam quem está jogando, principalmente for frustrar as outras pessoas que estão jogando com ele, e podem acabar perdendo a partida por causa disso.

Se puder, espere ele terminar a partida para chamar. Ou então fale algo como “quando terminar essa, vem aqui na cozinha falar comigo”.

Pay To Win

Alguns jogos são apelidados dessa forma porque usar dinheiro de verdade traz maiores vantagens dentro do jogo. É um tipo de monetização frequente em jogos de celular. Nesse tipo de game você pode comprar itens que levaria muito tempo para conquistar, subindo de nível rapidamente, e ficando mais forte que os oponentes. 

O que os pais precisam saber: é recomendado evitar jogos com esse tipo de monetização. Se o seu filho não comprar nada, vai ficar para trás, ficando frustrado. E se comprar, receberá incentivos para gastar cada vez mais.

Plataforma

Gênero de jogo onde é preciso ultrapassar os desafios do percurso para chegar no final. O game é dividido em fases e para avançar até a próxima você precisa pular, escalar, eliminar inimigos, entre outras tarefas. Alguns jogos de plataforma clássicos são Super Mario, Sonic e Rayman.

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O que os pais precisam saber: existem vários jogos de plataforma para jogar em dupla, um deles é Rayman! É interessante jogar com seu filho e resolver os desafios mais complexos junto com ele. Mesmo se for para um jogador só, vocês podem revezar e mudar de jogador depois de passar uma fase ou perder uma vida.

Platinar

É quando o jogador conquista todos os troféus do jogo. Esses achievements são recebidos ao completar missões do jogo, ou ao realizar alguma tarefa específica. 

O que os pais precisam saber: conquistar a platina é algo que poucos jogadores conseguem. Se o seu filho for um deles, dê os parabéns pela conquista e dedicação! Precisa de muita paciência, dedicação, e habilidade.

Power Up

É um poder que deixa o personagem mais forte. Esse item é o mesmo que buff. Um exemplo é a estrela do Super Mario, que você ganha ao longo das fases e te deixa invencível por alguns segundos.

O que os pais precisam saber: conquistar um power up nem sempre é fácil, as vezes depende de sorte, as vezes de habilidade, mas seu filho vai ficar muito feliz quando conseguir. No mais, é um termo para conhecer um pouquinho mais o mundo dos games e mostrar que você se interessa pelos hobbies dele.

Primeira Pessoa

Estilo de jogo onde você “vê” o mundo como se fosse o personagem. A câmera fica posicionada como se fosse nos olhos do personagem, o que proporciona maior imersão.

O que os pais precisam saber: esse estilo de câmera é comum em jogos FPS e survivor, como Counter-Strike ou Minecraft. Alguns games permitem alternar entre primeira e terceira pessoa, veja qual modo seu filho curte mais.

Publisher

É quem distribui o jogo nas lojas. Além disso, a publisher é responsável pela divulgação do produto e monetização dos games. Uma das mais conhecidas é a Devolver Digital.

O que os pais precisam saber: procure saber quais são as maiores publishers e o estilo de jogo que elas distribuem. É uma boa forma de encontrar bons títulos para jogar com seu filho e evitar jogos com monetização excessiva, como os gachas.

Puzzle

Jogos de quebra-cabeças ou desafios lógicos. Além de ser o nome de um gênero de jogo, o puzzle pode ser uma das mecânicas de um jogo. O game mais famoso é o Tetris, onde o jogador precisa encaixar as peças que ficam caindo para formar fileiras. 

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O que os pais precisam saber: esse estilo de jogo é muito bom para desenvolver raciocínio lógico do seu filho. Você pode até jogar com ele! Portal é uma ótima escolha para vocês resolverem os desafios juntos. 

PvE

É uma sigla que vem do inglês “Player Versus Environment”. Ou seja, é quando o jogador enfrenta desafios comandados pelo computador, não outros jogadores. São missões, inimigos ou obstáculos controlados pelo próprio jogo, não controlados por humanos.

O que os pais precisam saber: enfrentar o computador geralmente é mais fácil, mas em alguns tipos de jogos pode ser muito difícil! Incentive seu filho a não desistir, e pause a jogatina se ele começar a se irritar demais.

PvP

É uma sigla que vem do inglês “Player Versus Player”. É quando os adversários são outras pessoas jogando online. Podem ser partidas entre jogadores individuais ou entre equipes.

O que os pais precisam saber: jogos PvP são uma oportunidade para ensinar seu filho sobre espírito de equipe, a não dar bola para quem só quer ofender, aprender a trabalhar em equipe, e a ser aberto a novas amizades.

Rage Quit

Quando o jogador abandona a partida antes do fim por irritação. Essa situação acontece por algum estresse causado durante a jogatina. A pessoa fica tão irritada com o lag, uma jogada que deu errado, gank, entre outros, que desiste de tentar finalizar a missão.

O que os pais precisam saber: ensine seu filho a não dar rage quit, pois coloca o time dele em desvantagem. Saber perder é importante! Se ele ficar muito estressado, converse com ele e sugira outras formas de passar o tempo.

Reportar

Quando você denuncia um jogador para os desenvolvedores do jogo. Esse recurso está disponível em games online e é utilizado para avisar quando alguém tem condutas desonestas, ou impróprias.

O que os pais precisam saber: incentive seu filho a reportar sempre quem presenciar um jogador trapaceando, ou xingando alguém.

Respawn

É quando o jogador renasce após morrer. Alguns jogos usam esse tipo de mecânica quando o jogador é abatido. Ele “renasce” em um ponto específico do mapa para tentar de novo. As vezes ele é renascido em um checkpoint.

É usado frequentemente em jogos multiplayer ou de RPG. Um exemplo é o jogo The Legend of Zelda, onde o jogador renasce sem os itens adquiridos, tendo que voltar até onde morreu para recuperá-los, e retomar o progresso.

O que os pais precisam saber: seu filho pode ficar irritado ao morrer e renascer em um lugar diferente, sem seus itens. Mostre como funciona o respawn e que a persistência é o segredo para melhorar.

RPG

Jogo onde você interpreta aventuras épicas. Nesse game o jogador interpreta personagens e vive as suas aventuras. Ele fica mais forte conforme o jogo avança. Recursos comuns nesses jogos são níveis, experiência e a compra de itens melhores com o passar do tempo.

O que os pais precisam saber: os RPG são jogos longos e com histórias complexas. É legal trocar uma ideia com o filho sobre as missões e os personagens e combinar um tempo diário para jogar. Se tentar terminar tudo de uma vez só, tem que fazer uma verdadeira maratona!

Outro ponto interessante é que os RPGs nasceram como um jogo “físico”, que não era eletrônico, e só depois foi adaptado para as telas. Se o seu filho gosta de RPGs eletrônicos, provavelmente também gostará de jogar com papel e caneta. É uma ótima oportunidade de trabalhar comunicação, criatividade, redação, teatro e muito mais.

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RNG

É uma expressão para falar da sorte no jogo. O termo significa “random number generator” e representa a aleatoriedade dentro do jogo. É um número aleatório que define as chances de receber um item, ou de dar mais dano em um ataque.

O que os pais precisam saber: lidar com o RNG em um game pode ser algo frustrante, mas também é uma boa chance de ensinar sobre probabilidade e matemática de um jeito divertido.

Sandbox

É um jogo com maior liberdade para o jogador decidir o que fazer. O jogo dá o cenário e as ferramentas, mas você escolhe o que fazer.

Recebe esse nome por ser como brincar com uma caixa de areia: você decide se quer fazer um castelo pequeno, um castelo grande, se quer fazer montinhos, ou se prefere derrubar tudo logo depois.

Em um sandbox, é possível criar os próximos objetivos, ou realizar as missões já existentes no ritmo que você quiser. O exemplo mais famoso é o modo de criação do Minecraft.

O que os pais precisam saber: jogos sandbox são uma ótima opção para estimular a criatividade do seu filho. No Minecraft ele pode criar grandes histórias, planejar construções, e muito mais. Veja o que o seu filho está construindo para entender mais sobre os interesses dele, dê ideias, pergunte o que é possível construir.

Salvar

É quando você guarda o histórico do jogo para continuar depois. Seja um game de curta ou longa duração, a função “salvar” é importante para não perder o progresso conquistado na partida.

É igual quando você está editando uma planilha no Excel e “salva” no fim do expediente, para continuar trabalhando no outro dia.

O que os pais precisam saber: desligar o videogame antes de salvar irritará muito a criança. Do mesmo modo, o momento ideal de desligar é logo depois de salvar. Alguns jogos permitem salvar a qualquer momento, em outros precisa chegar em um ponto específico, chamado checkpoint.

Simulação

São jogos que simulam algum aspecto da realidade. Existem simuladores da vida real, de fazenda e até de técnico de futebol. Alguns exemplos são The Sims, Harvest Moon e o Football Manager.

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O que os pais precisam saber: se o seu filho joga algum tipo de simulador, também está a um passo de desenvolver hobbies fora das telas. Veja o tipo de simulador que ele gosta e ofereça atividades relacionadas para fazer fora das telas.

Por exemplo, se gosta muito de The Sims, que tal passear pela cidade prestando atenção nas casas e prédios com as arquiteturas mais diferentonas? É um passeio simples e divertido, que afasta um pouco a criança dos eletrônicos.

Steam

É uma loja onde é possível comprar jogos de computador. A Steam é a plataforma mais conhecida para adquirir novos jogos de computador. De vez em quando tem grandes promoções, onde é possível comprar vários bons jogos por cerca de R$ 5-10 cada.

O que os pais precisam saber: é legal acompanhar a Steam do seu filho, para ver quais jogos ele está comprando e quanto está gastando. Ensine a sempre falar com você antes de fazer alguma compra.

Sub

É o recurso para se inscrever em um canal da Twitch. Quando você dá um sub para um canal, repassa um valor em dinheiro para a Twitch e para o streamer, o dono do canal.

O que os pais precisam saber: ser inscrito por vários meses pode dar recompensas para o seu filho no canal do streamer favorito dele. Se tiver dinheiro sobrando, veja se tem alguém que ele assiste todo dia e quer apoiar. Mas ensine seu filho a não sair dando sub, porque é um gasto mensal que pode virar uma bola de neve facilmente.

Survivor

É o nome do gênero dos jogos de sobrevivência. O jogador precisa andar pelo mapa para coletar recursos para montar uma base, escapar dos inimigos, sobreviver, e prosperar. O game mais popular do gênero é Minecraft.

O que os pais precisam saber: jogos de sobrevivência podem ser úteis para ensinar que nem tudo é fácil, e que precisa de sabedoria para usar os recursos. É uma forma legal de ensinar sobre economia e os básicos de economia pessoal também: precisa acumular e gerenciar os recursos com sabedoria, para não faltar.

Temporada

São eventos temporários dentro do jogo. Alguns games tem personagens, mapas, recursos ou modos de jogo específicos por temporada. Ela é temática e dura geralmente entre 1 e 3 meses.

O que os pais precisam saber: converse com seu filho para saber o que está acontecendo na temporada atual do jogo favorito dele. Importante: alguns itens da temporada são liberados somente com pagamento em dinheiro real, gerando um sentimento de que o jogador precisa comprar ou nunca mais terá aquela oportunidade.

Terceira Pessoa

Jogos onde você enxerga o personagem que está usando. A câmera fica atrás dele, assim dá para visualizar todas as ações que ele faz durante o jogo.

O que os pais precisam saber: alguns games permitem alternar entre primeira e terceira pessoa, veja qual modo seu filho curte mais.

Toxicidade

Ser tóxico significa ser mal educado ou agressivo durante o jogo. São comportamentos de quem não respeita, xinga e atrapalha os outros. Alguns comportamentos tóxicos podem envolver até falas racistas ou homofóbicas durante as partidas.

O que os pais precisam saber: repreenda seu filho se perceber que ele tem comportamento tóxico. Se a comunidade do jogo que ele está for tóxica, explique que a atitude não é legal e sugira outros jogos, onde as pessoas têm comportamentos melhores.

Troll

É quem se diverte atrapalhando o jogo dos outros. O objetivo desse tipo de jogador é causar bagunça na partida. Ele não segue as regras ou as boas práticas, e ainda por cima provoca os players como piadas ou atitudes duvidosas.

O que os pais precisam saber: encontrar um troll no jogo não é divertido e pode irritar o seu filho. Os trolls gostam da atenção, então se o seu filho encontrar um, ensine a ignorar e reportar o jogador.

Twitch.tv

É o principal site de streaming de jogos. É uma plataforma parecida com o YouTube, mas focada em lives de pessoas jogando. Tem vários recursos para criar comunidades, como chat ao vivo, mensagens por voz e emojis exclusivos para assinantes.

É super normal as crianças gostarem de assistir pessoas jogando seus games preferidos. As vezes o streamer joga de uma forma diferente, ou é muito bom no jogo, por exemplo.

O que os pais precisam saber: a Twitch permite várias formas de dar dinheiro ao streamer, como virar inscrito no canal ou mandar recadinhos pagando com dinheiro real. Fique de olho nos gastos do seu filho e especialmente no tipo de conteúdo que seu filho assiste. Algumas lives são mais adultas, com palavrões ou conteúdos sugestivos.

Recomendo assistir junto com ele, para entender quem são os criadores de conteúdo que ele mais gosta.

Quest

São as missões para fazer e avançar no jogo. Esse é um termo muito utilizado em jogos de RPG, cada quest é uma pequena história com objetivos que devem ser completados.

Quando a quest é fundamental para terminar o jogo, é chamada de “main quest”, ou quest principal. Se for uma subhistória opcional, é chamada de “side quest”.

O que os pais precisam saber: se o seu filho gosta muito de um jogo cheio de quests, vale a pena ajudá-lo a fazer todas para finalizar o game. Você pode consultar um detonado para guiá-lo, se necessário.

Streamer

São influencers que fazem live enquanto jogam videogame. Essas pessoas transmitem ao vivo na internet as partidas que estão jogando. A principal plataforma onde essas transmissões acontecem é a Twitch, onde os streamers criam verdadeiras comunidades de fãs.

Além dos amadores, que fazem isso por hobby, alguns ganham muito dinheiro trabalhando com isso, outros são jogadores profissionais em um time de e-sports. Alguns dos mais famosos no Brasil são o Alanzoka, Cellbit e Gabepeixe.

O que os pais precisam saber: as crianças adoram assistir os streamers jogando, mas nem todos são indicados para os pequenos. Assista junto com seu filho para conferir qual o streamer favorito dele e verifique se é adequado para a idade.

WP

Usado para elogiar uma jogada feita por algum companheiro. Significa “well played”, em inglês. Frequentemente é usado junto com “gg” no fim da partida, para elogiar o esforço do outro time.

O que os pais precisam saber: seu filho usará no chat durante uma partida online. É um bom primeiro passo para começar a aprender inglês.

Zerar

É quando você termina o jogo. Significa que você derrotou o último chefão e não tem mais missões para concluir.

Antigamente, isso significava que o jogo literalmente acabava. Por exemplo, no Mario, quando você salva a princesa, não tem mais o que fazer, só começar de novo do zero.

Os jogos mais recentes tem várias missões adicionais liberadas depois de terminar o jogo pela primeira vez. 

O que os pais precisam saber: se o seu filho zerar um jogo muito difícil, vale preparar uma comemoração especial, com uma comidinha diferente por exemplo.

Conclusão

Espero que tenha gostado do guia! Agora você já tem tudo o que precisa para conversar com seu filho quando o tema for videogame. 😁

Se gostou de ter aprendido essa forma de se conectar melhor com seu filho, e quer receber mais excelentes dicas de forma totalmente personalizada para sua família, assine o Tomo dos Pais. É uma newsletter com recomendações semanais para a sua família, com plano gratuito e versão premium.

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Como lidar com a birra ao desligar a televisão ou videogame? https://otomodospais.com.br/blog/birra-ao-desligar-a-televisao/ https://otomodospais.com.br/blog/birra-ao-desligar-a-televisao/#respond Tue, 28 May 2024 12:32:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4745

Seu filho já passou tempo o suficiente na frente das telas e você quer que ele pare. Pede, pede e pede, mas ele faz birra. Aí, você acaba cedendo e deixa ele mais um pouquinho.

Se identificou com essa situação? Então você precisa urgentemente aprender como lidar com a birra na hora de sair da frente dos eletrônicos.

O processo é relativamente simples (o que não significa que seja fácil 😅):

  • Entender porque as telas viciam tanto.
  • Fazer combinados com a criança, estabelecer limites e segui-los com firmeza.
  • Descobrir quais técnicas funcionam mesmo e quais são mitos, como aquela famosa de “avisar uns cinco minutinhos antes de desligar”.

Hoje você aprenderá ideias práticas para aplicar imediatamente. Elas funcionam para tirar filho da televisão, celular, computador, videogame ou qualquer eletrônico

Por que as crianças fazem birra ao desligar a televisão?

O primeiro passo é entender esse comportamento. Ele não acontece porque o seu filho é mal educado, preguiçoso, está viciado, nem nada do tipo. Às vezes é o caso, mas na maioria das vezes não.

A causa vai bem além disso: as telas são projetadas para gerar sensação de satisfação. Elas têm vários elementos que incentivam os jovens a ficar horas em frente. Eles sentem prazer durante todo o tempo e o cérebro passa a desejar mais dessa sensação.

E, como é difícil ter os mesmos tipos de estímulos com outras atividades, o resultado tende a ser birra na hora de desligar, ou mal humor logo depois.

Veja abaixo o que torna as telas tão atraentes, especialmente para os jovens. 👇

Excesso de estímulos

A criança fica simplesmente muito vidrada no que está acontecendo. As telas são sempre coloridas, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, e efeitos visuais chamativos. 

Em certas atividades, também há estímulos para engajamento, como vencer um chefão muito difícil em um jogo de videogame.  

Desconhecimento sobre os riscos

As crianças dificilmente percebem que as telas fazem mal. É difícil entender como algo tão divertido pode ter riscos. E é ainda pior porque os problemas acontecem no longo prazo, nunca imediatamente.

É pior ainda com as crianças mais novas. Para elas, é igual você pedir para ela parar de brincar: difícil entender o porquê, e complicado parar de fazer algo tão legal.

Na verdade, muitos adultos também não sabem as consequências do uso excessivo de tela. O vídeo abaixo aborda esse ponto:

YouTube Video

Dificuldade em deixar algo pela metade

Tem uma frase muito famosa entre os gamers, que é: “jogo online não dá pra pausar, mãe!”. 🤣

Ela ficou icônica porque gerações cresceram irritadas por terem que largar jogos online no meio porque a mãe pediu algo na hora. Em um jogo online, isso é praticamente o mesmo que perder a partida.

As crianças frequentemente se sentem assim. Mesmo que ela já tenha acabado a partida, ainda tem outra coisa pra fazer no jogo. E mesmo se já tiver terminado a série, ainda tem um novo episódio ou nova temporada pela frente.

É difícil fazer outra atividade

As telas são tão intensas que permanecem estimulando a criança mesmo depois de desligar. Por exemplo, se estava vendo um desenho de fantasia, pode ficar imaginando os personagens e sentir dificuldade em se concentrar na lição de casa.

Se perdeu uma partida online, pode ficar de mal humor – e essa dificuldade em lidar com a derrota permanece mesmo depois de desligar a tela.

Problemas gerais de frustração

Além das causas acima, diretamente ligadas com as telas, também há questões da própria personalidade das crianças, que podem se relacionar com a birra ao desligar a televisão.

Por exemplo:

  • Não saber perder.
  • Não se alimentar corretamente e por isso não ter tanta energia para brincar lá fora;
  • Não fazer exercícios físicos, o que gera sensação geral de mal humor;
  • Não ter outros hobbies ou interesses que possam substituir as telas e gerar satisfação.

Ou seja, nem sempre a birra é uma resistência a desligar a televisão. Às vezes é um reflexo de problemas maiores, que se intensificam justamente pelo excesso de tempo de tela. Aí, a família entra em um ciclo: quanto mais usam as telas, piores ficam os comportamentos, e mais difícil parar de usar as telas.

Como lidar com o mal humor na hora de desligar as telas?

O primeiro passo é óbvio: diminuir o tempo de tela. Quanto menos contato a criança tem com os eletrônicos, mais fácil é administrar a hora de parar.

A assinatura gratuita do Tomo dos Pais pode te ajudar! Ele envia semanalmente dicas de atividades para fazer com seus filhos. São várias ideias para ajudá-lo a descobrir novos interesses e diminuir o tempo de uso de eletrônicos.

Aqui no blog do Tomo dos Pais também temos vários posts com dicas de como fazer:

Faça combinados com seu filho

Explique que ficar muito tempo na frente das telas faz mal. Mostre que existem várias atividades divertidas, mas se ele só fica na frente da televisão, não sobra tempo para fazer.

Combine um limite de tempo diário para assistir televisão, ou ficar no celular. Encontrem um “meio de caminho” que funcione para os dois: tempo o suficiente para ele se divertir, mas não para prejudicar outras atividades da vida dele.

Tente seguir as recomendações de tempo de tela por idade, mas não precisa se limitar exatamente a elas. Às vezes, é simplesmente impossível encaixar um tempo tão restrito na rotina. Encontre o tempo ideal junto com seu filho.

Seja firme sobre os limites

Comunique claramente ao seu filho o que você espera dele. Diga qual é o tempo combinado e o que acontece se ele ultrapassar esse tempo. Pode ser ficar sem usar no outro dia, ajudar com alguma tarefa de casa, ou não sair com os amigos no fim de semana.

Do mesmo modo, recompense os sucessos. Quando ele conseguir sair da tela sem ficar irritado, elogie o comportamento ou pense em alguma recompensa pequena, como uma sobremesa diferente depois do jantar. 

Provavelmente seu filho tentará negociar um tempo de tela maior “só pra hoje”, mas é importante ser firme. Lembre-o do combinado, explica a importância de cumprir com a palavra e desligue a tela. Só abra exceções depois que o comportamento tiver melhorado muito.

Ajuste os horários

Observe atentamente o uso de tela do seu filho e adapte o tempo de acordo. 

Por exemplo, se vocês combinarem passar 30 minutos de TV de cada vez, mas os episódios da série preferida tele têm 40 minutos… É evidente que ele vai fazer birra para desligar. 

Mantenha comunicação constante com seu filho e faça mudanças de rota sempre que for necessário – mas sempre pensando no objetivo final, nunca para atender algum capricho.

👉 Conheça mais sobre o mundo dos games para auxiliar seu filho nessa transição

Comece devagar

Não espere que seu filho entenda e execute o plano de primeira. Também não espere diminuir o uso de tela de 6 horas diárias para 1 hora, de uma vez só. 

Se você for gradualmente reduzindo as telas, a tendência é que o mal humor também diminua. Se for de uma vez só, ele sentirá dificuldades para fazer a transição.

Comece aos poucos, entenda o ritmo do seu filho e acompanhe, mas sem mimar. É difícil, mas com o tempo você pega a prática. 

Outra boa dica para fazer essa passagem é substituir os conteúdos que ele consome. Deixe ele assistir a série preferida, mas mostre outros tipos de conteúdo também. Por exemplo, desenhos educativos, filmes de outros países, e assim vai.

Assim, você faz uma passagem bem tranquila, de consumir sempre o mesmo conteúdo na tela, para criar repertório cultural enquanto aprende a ficar menos dependente dos eletrônicos. 

Ofereça atividades pós-tela

Quando chegar a hora de desligar as telas, faça algo divertido com seu filho. 

Se você pedir para ele desligar a televisão e te ajudar a lavar louça, ele vai ficar muito mal humorado, especialmente nos primeiros dias. Assim ele vai associar o tempo sem tela com algo negativo!

Mas se você desligar as telas e pedir para ele te ajudar a fazer uma sobremesa, a coisa melhora de figura. Ou se falar para ele desligar o videogame e ir jogar bola no quintal. 

Teste vários tipos de atividade diferentes até descobrir algo que realmente faça os olhos do seu filho brilharem. O post abaixo tem várias sugestões:

Se quiser um guia mais completo e detalhado, escrevemos um e-book para ajudar pais e mães a tirarem seus filhos da frente das telas:

Como avisar que é a hora de desligar a televisão?

Decidi abordar esse tópico separadamente porque ele gera muita confusão. 

Tem gente que acha melhor avisar: “filho, faltam 5 minutos para o tempo que combinamos, hein? Lembra do que nós conversamos“.

Na verdade, fazer isso piora a transição para o tempo sem telas. Os dados são de uma pesquisa da Universidade de Washington, feita com crianças de até 5 anos. 

Entre as principais descobertas dos pesquisadores está o fato de que as crianças não se preparam para desligar o videogame ou a televisão quando recebem esse aviso. Na verdade, elas se preparam para argumentar: falar que acabou de começar o próximo episódio, que é só mais uma partida, que só quer ver mais um vídeo…

E quando o argumento não dá certo, você já sabe o que acontece, né? 😅

Os pesquisadores descobriram outros detalhes interessantes também:

  • Deu certo fingir que a bateria acabou, ou que o celular estava com problema. 🤣 As crianças aceitaram e não fizeram birra. Mas só funciona com as mais novinhas, as mais velhas na maioria das vezes conseguem conferir por conta própria.
  • As crianças raramente pediram para ligar a televisão. Mas se elas chegam na sala e já está ligada, elas ficam de mal humor quando desligam no meio de um programa.
  • Tem uma boa notícia: 80% das tentativas de desligar as telas deram certo. No meio do estudo houve até crianças desligando os eletrônicos por conta própria!

Viu só como tem jeito? Basta criar um ambiente propício para o uso saudável de telas em casa. Com as dicas desse post, você conseguirá fazer isso.

No fim do dia, a lição é essa: se você se envolve com a rotina dos seus filhos e dá as ferramentas certas para eles largarem as telas, é possível reduzir o uso (e as birras relacionadas). Não é fácil, mas tenho certeza que você consegue! 💪

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Como ensinar seu filho a controlar o próprio tempo de TV? https://otomodospais.com.br/blog/como-ensinar-filho-controlar-tempo-de-tv/ https://otomodospais.com.br/blog/como-ensinar-filho-controlar-tempo-de-tv/#respond Fri, 10 Nov 2023 18:06:39 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3629

Se o seu filho passa o dia na frente da TV, proibir não é a solução. O segredo é controlar o tempo – e ele próprio pode fazer isso! 🤯

E vale para todas as telas, viu? Televisão, celular, computador, videogame, e outros tipos de eletrônicos.

Parece bom demais pra ser verdade, né? Mas existe um método validado para isso. Neste texto você verá o relato de mães que ensinaram os filhos a vigiarem o tempo na frente dos eletrônicos. Não é garantido, mas vale a pena testar! 

Como fazer meu filho controlar o tempo de TV?

O segredo desse método é não proibir o seu filho de usar eletrônicos.

Parece contraditório, mas a real é que se você simplesmente proibir, seu filho ficará ressentido e provavelmente tentará assistir escondido, ou na casa dos colegas. 

A melhor abordagem é fazer a criança entender que TV em excesso faz mal. Esta estratégia fala justamente sobre isso.

Ela foi postada pela autora do perfil de Instagram Big Life Journal. O filho dela tinha 6 anos e estava insistindo para ter mais tempo de celular ou tablet. 

O primeiro passo foi explicar que tem poucas horas para se divertir no dia. Ficar na frente da TV rouba o tempo de fazer várias outras coisas legais.

Eles fizeram uma lista de todas as coisas que ele ama fazer. Isso fez a criança perceber que não sobra tempo pra nada se ficar na frente da tela o tempo todo.

Depois, ela explicou como os sites e apps funcionam. Que eles são feitos para prender as pessoas o maior tempo possível em frente às telas, sem se importar se isso é saudável ou não.

Se você não sabe como isso funciona, recomendo assistir o vídeo abaixo. Ele explica como as empresas faturam a partir da atenção das pessoas em conteúdos.

YouTube Video

As redes sociais são um bom exemplo: elas usam várias técnicas para fazer você ficar passando o feed, e quando perceber as horas voaram!

E quanto tempo pode assistir?

O próximo passo da estratégia é perguntar para a criança: “quanto tempo por dia você acha que seria bom ficar na frente da tela”.

A mãe pensou que o filho ia responder “o dia todo”, mas a resposta foi: 2 episódios de série. Concordaram em deixar 1h por dia para usar os eletrônicos.

Depois, ela perguntou: “como você vai saber que não passou desse tempo?”. O filho sugeriu usar um timer, daqueles que tem no celular mesmo. 

Eles concordaram, e terminaram o papo assim:

“Se percebermos que você não está cumprindo a promessa que fez, vamos ter que rever nosso combinado”

💡 Veja o tempo recomendado por especialistas para fazer uma escolha saudável, ou pelo menos chegar em um meio-termo:

E funciona mesmo?

Segundo a autora do Big Life Journal, esse modelo funcionou muito bem! Quando o timer acaba, o filho percebe sozinho que o tempo de tela acabou e vai fazer outra coisa 

Esse formato não vai funcionar para toda criança, mas vale a pena tentar, pois trabalha autonomia, comprometimento, gerenciamento de tempo e autocontrole

Se a criança for muito jovem, ela pode não entender alguns conceitos, como “não tenho horas suficientes no dia”, ou ache que vale mais a pena largar outros hobbies pra ver TV mesmo.

👇 Veja os depoimentos de duas mães que tentaram aplicar esse método:

Recentemente tivemos essa discussão com nossos filhos. Eles decidiram 30 minutos de manhã, 30 de tarde, com 30 minutos extras no final de semana. Tem funcionado muito bem!

Tentamos tudo isso e não funcionou. Meu filho diz que entendeu cada ponto, mas quando ele está na frente da TV, simplesmente não quer sair. Então, nada de TV pro meu filho.

Este método foi postado originalmente no perfil do Big Life Journal no Instagram. Clique aqui para ver, junto com mais comentários de outros pais e mães (tudo em inglês).

Caso esse método não funcione pra você, teste as dicas do texto abaixo:

Ele fala sobre videogames, mas os passos funcionam para telas em geral.

Depois comenta aqui embaixo qual delas funcionou na sua casa! 😁

Se o caso do seu filho for vício em telas em geral, escrevemos um e-book para te ajudar a tirar esse vício dele:

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Por que Free Fire vicia? https://otomodospais.com.br/blog/por-que-free-fire-vicia-depressao-ansiedade/ https://otomodospais.com.br/blog/por-que-free-fire-vicia-depressao-ansiedade/#respond Thu, 11 Aug 2022 12:58:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2466

Free Fire vicia principalmente porque é um jogo com partidas rápidas, competitivo, e que não exige um celular super moderno. Ele roda em vários aparelhos, tem uma comunidade enorme de jogadores, e sempre tem novos conteúdos.

Tudo isso incentiva os jogadores a passarem cada vez mais tempo na frente das telas. 

Na verdade, todos os jogos têm esse potencial de viciar. Existem várias mecânicas que desafiam e incentivam as pessoas a continuarem jogando. Desde o ato de passar de fase até ganhar de um amigo pra poder ficar zoando depois.

No entanto, jogar muito não é sinônimo de vício. Neste texto você entenderá de verdade como funciona o vício em videogames e aprenderá como identificar se está acontecendo aí na sua casa.

Quais são os perigos do jogo Free Fire?

Os principais perigos são:

  • A falta de limites na hora de jogar.
  • Ausência de outras formas de lazer.
  • Os loot boxes, uma mecânica altamente viciante.

Quem joga muito pode sofrer uma série de problemas relacionados aos videogames. Por exemplo: dor nas costas, problemas de postura, vistas cansadas e sedentarismo.

Por isso, se os jogos forem a única forma de lazer do seu filho, você precisa intervir. Apresente e incentive outras opções de lazer, como passeios, atividades físicas, ou esportes. No começo talvez ele não queira, mas você precisa insistir.

Essa resistência em largar os jogos acontece porque eles são criados para serem altamente viciantes. Isso também acontece com as redes sociais, como o Instagram e TikTok, e até com os serviços de streaming como a Netflix.

Já reparou que quando você termina de assistir a um vídeo no Facebook, outro já começa a tocar em sequência? Ou que não precisa apertar nenhum botão para ver o próximo episódio da série na Netflix? 😉

O Free Fire vicia porque também é assim: sempre tem algo para fazer. Uma nova vitória para conquistar, um novo personagem sendo lançado, ou uma nova arma super legal.

Estes são alguns dos gatilhos que tornam jogos de videogame viciantes:

  • Pontuação: tentar bater o próprio recorde (ou de outros jogadores) pode manter alguém distraído por horas.
  • Competitividade: mostrar que é melhor do que outros jogadores, incluindo os amigos. 
  • Amizade: se sentir parte de uma comunidade, ou compartilhar um mesmo hobby com outras pessoas.
  • Descoberta: conhecer pessoas novas, testar outras formas de jogar, ou comprar novos itens para usar com o personagem. 

Quando você vive essas situações, seu cérebro libera dopamina. Isso faz com que você se sinta recompensado e queira repetir a experiência.

Esses gatilhos também estão no Free Fire. Além deles, o jogo tem a vantagem de ser fácil de jogar. Os comandos são simples e não precisa ter um celular de última geração para jogar. 

imagem do castelo com a bandeira no final das fases do mario para NES
Se você já jogou Super Mario, já fez de tudo para pular lá no alto do mastro, né? A lógica do vício no Free Fire é parecida!

E também tem os loot boxes, uma mecânica que merece uma explicação mais detalhada.

O que são loot boxes e por que são perigosos?

Loot boxes são “caixas que tem recompensas aleatórias dentro delas”, que o jogador pode comprar com moeda do jogo ou dinheiro de verdade.

São centenas ou milhares de itens diferentes que o jogador pode ganhar nessas caixas mas a cada caixa ele só ganha alguns poucos, muitas vezes repetidos. E os melhores equipamentos são raros, o que faz o jogador ficar tentando abrir dezenas de caixas pra conseguir o item que deseja.

E a moeda do jogo geralmente tem uma limitação, para obrigar o jogador a ter que gastar dinheiro de verdade pra continuar tentando conseguir adquirir o item que tanto quer.

Essa mecânica é perigosa por várias razões, principalmente por ser altamente viciante, como uma loteria, ou jogos de azar.

Inclusive, o Conselho Federal de Psicologia pediu a proibição das loot boxes em 2021. E vários outros países também estão criando leis para limitar essa prática, como a Bélgica, Espanha e Reino Unido.

Os profissionais alegam que, se adultos não podem participar de jogos que envolvem sorte e dinheiro, crianças e adolescentes muito menos. Como o universo dos games online é relativamente novo, ainda não existem regras específicas sobre as loot boxes.

Normalmente os próprios jogadores detestam as loot boxes, porque não acham justo gastar dinheiro para apenas ter a chance de ganhar um item muito bom. 

O que acontece com quem é viciado em Free Fire?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é isto o que acontece com quem é viciado em videogames:

  1. Deixa de conversar com outras pessoas, ou de fazer atividades básicas do dia a dia para poder jogar mais algumas horas ou minutos. 
  2. Querer jogar durante todo o tempo livre, sem conseguir se controlar.
  3. Não conseguir parar, mesmo depois de notar que o jogo está causando problemas em sua vida. 

Além disso tem os problemas de saúde que já comentei aqui no post, como as vistas cansadas e o sedentarismo.

Ou seja, quem é viciado em Free Fire (ou em qualquer outro jogo) deixa de aproveitar várias coisas super legais da vida. A companhia dos amigos, uma conversa legal com os pais, conhecer lugares diferentes, aprender novas habilidades, e várias outras coisas.

Se o seu filho joga Free Fire e tem equilíbrio entre o jogo, vida pessoal, atividades da escola e afins, então ele não está viciado.

Se você acha que seu filho está viciado não só em Free Fire, mas em telas no geral, e quiser um guia mais completo e detalhado, escrevemos um e-book para ajudar pais e mães a tirarem seus filhos da frente das telas:

Free Fire causa depressão ou ansiedade?

Não é um problema do Free Fire em si, mas, segundo alguns estudos, jogar muito videogame pode ocasionar mudanças comportamentais. 

A ansiedade é uma delas, junto com o estresse e com os problemas de sono.

Ou seja: o obstáculo real não é se Free Fire vicia ou não, e sim a falta de limites na hora de jogar. Se jogar outros jogos por muitas horas todos os dias, também será possível desenvolver esses problemas.

Se quiser entender mais sobre o assunto, escrevemos um post justamente para explicar a relação entre Free Fire e ansiedade ou depressão.

Curiosamente, se jogar de forma controlada, os games podem ajudar na saúde mental.

👉 Clique aqui para saber os benefícios do Free Fire e conhecer mais sobre o jogo. 

Free Fire é bom ou ruim?

Em conclusão, Free Fire pode sim viciar e ser uma fonte de problemas. Mas, se jogar com limites e supervisão, pode ter um efeito positivo, trazendo benefícios.

Portanto, não precisa proibir o Free Fire, mas você deve incentivar seu filho a praticar esportes, e brincar longe das telas também.

Pode ser desafiador, mas se você mantiver uma comunicação aberta com seu filho e participar da sua rotina, é possível jogar de forma saudável.

Se quiser dicas de como fazer isso sem se estressar e de maneira efetiva, leia o post que escrevemos justamente sobre isso: o que fazer para meu filho parar de jogar videogame?

Mas se quiser uma ajuda personalizada pra você pro seu filho(a), conheça o serviço de assinatura do Tomo dos Pais. Semanalmente você receberá várias sugestões de jogos, brincadeiras, conteúdos, espetáculos e muito mais.

Facilitando bastante o dia-a-dia e ajudando você a criar seu filho da melhor maneira possível! 🧙‍♂️

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Jogar Free Fire faz bem ou devo tirar do meu filho? https://otomodospais.com.br/blog/jogar-free-fire-faz-bem/ https://otomodospais.com.br/blog/jogar-free-fire-faz-bem/#respond Sun, 10 Jul 2022 19:26:54 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2320

Jogar videogame tem uma série de benefícios. Porém, tudo depende da forma como se joga: ficar muito tempo na frente da tela do celular faz mal, assim como jogar antes da idade recomendada. Na verdade, é assim com qualquer jogo eletrônico.

Normalmente, quando a criança começa a ter problemas sociais, de sedentarismo ou irritabilidade, é hora de conversar e procurar outros passatempos.

Neste texto, você aprenderá tudo sobre um dos jogos mais famosos do mundo. Você entenderá porque Free Fire faz bem, se não tiver excessos. E entenderá porque tantos jovens não conseguem desgrudar das telas.

Você descobrirá também se ele realmente deixa os jovens violentos, ou se isso não passa de um mito. 👀

Por que Free Fire faz tanto sucesso?

Segundo a Pesquisa Game Brasil de 2021, Free Fire é o jogo mais popular do Brasil. Isso tem algumas explicações, segundo jornalistas que acompanham o mercado dos games:

  • O jogo é leve e roda na maioria dos celulares, ou seja, é acessível para a grande maioria da população.
  • É simples e fácil de aprender.
  • As partidas são curtas e dinâmicas, com duração de cerca de 10 minutos.
  • Tem atualizações frequentes em que são adicionados novos conteúdos. 
  • Tem várias referências ao Brasil. Por exemplo, recentemente a Anitta virou personagem jogável.

O vídeo abaixo é da Loud, uma equipe de esportes eletrônicos profissionais. Ele é ótimo para entender o apelo e a comunidade que existem em torno do jogo:

YouTube Video

Qual é o perigo de jogar Free Fire?

O perigo é a falta de limites. Assim como tudo na vida, precisa de equilíbrio. Isso vale para o Free Fire mas também para qualquer outro jogo também. 

Videogame tem benefícios importantes, como apoio no desenvolvimento motor, raciocínio lógico, e sociabilidade. Mas jogar demais pode causar problemas de saúde e até dependência (sim, pode viciar).

Não existe um padrão absoluto de quantas horas por dia ou semana pode jogar. Depende da idade e do próprio jovem. Alguns podem jogar mais sem sentir efeitos negativos.

Para entender melhor, veja abaixo os benefícios e riscos do Free Fire. Isso te ajudará a entender se o seu filho está mostrando comportamentos positivos ou negativos relacionados ao jogo.

Quais os benefícios do Free Fire?

Em geral, jogar Free Fire faz bem nos seguintes aspectos:

  • Sociabilidade: jogar Free Fire é uma excelente oportunidade de fazer parte de um grupo e socializar.
  • Planejamento: para jogar em alto nível, não basta apenas sair atirando. Precisa estudar as melhores estratégias, treinar bastante, e se adaptar rapidamente em cada round.
  • Desenvolvimento motor e da mente: o jogo trabalha bastante a coordenação das mãos e o raciocínio rápido.
  • Oportunidade de ganhar dinheiro: quem joga muito bem pode se tornar jogador profissional de e-sports. 

Quais as desvantagens de jogar Free Fire?

Jogar demais pode desencadear os seguintes efeitos negativos:

  • Irritabilidade: principalmente ao perder alguma partida, ou quando não puder jogar. 
  • Perda de dinheiro: alguns itens do jogo são comprados com dinheiro real. Quem joga demais fica mais propenso a gastar mais tentando conseguir os melhores ou mais estilosos.
  • Problemas de saúde: jogar muito está associado com sedentarismo, problemas de postura e de visão.
  • Vício em videogame: acontece quando a criança ou adolescente deixa de socializar para jogar, não consegue controlar a frequência, e continua jogando mesmo depois de perceber que faz mal. Inclusive escrevemos um post justamente sobre isso:

Free Fire deixa os jovens violentos?

Jogar videogame não está associado com aumento da violência, mesmo no caso dos jogos de tiro, como o Free Fire. Esse é um mito que preocupa muitos pais.

Na verdade, existe até quem defenda que jovens deveriam estar mais expostos a jogos ou brincadeiras com algum grau de violência ou combate. 

É o caso do padre Paulo Ricardo, que é a favor dos jogos com armas na educação:

YouTube Video

Já tinha ouvido esse ponto de vista? Comente aqui embaixo o que achou! 👀

De qualquer modo, se o seu filho joga Free Fire, não precisa se preocupar: isso não quer dizer que ele quer sair atirando por aí. 😉

Especialmente se vocês têm uma boa relação, conversam bastante e você supervisiona quando ele usa tecnologia, não precisa ter medo do vício.

Qual a idade recomendada para jogar Free Fire?

A idade indicada é 13 anos ou mais. Ou seja, o jogo tem temas que não são indicados ou facilmente entendidos por crianças mais novas.

Essa classificação indicativa é parecida com a dos filmes. Elas não são absolutas, mas são um guia importante para os pais.

Se o seu filho é muito mais jovem, jogar Free Fire não faz bem a ele. Existem outros jogos mais adequados à idade dele.

Quantas horas por dia pode jogar Free Fire?

A melhor maneira de limitar é seguindo o tempo de tela por idade. É a medida que cada idade pode usar eletrônicos sem sofrer efeitos negativos.

Esse tempo varia de acordo com a idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, para jovens de 11 a 18 anos, é recomendado no máximo 3 horas por dia.

É importante lembrar: esse é o tempo de uso total dos eletrônicos, não apenas do Free Fire. Por exemplo, se o seu filho quer assistir 2 horas de Netflix, sobra 1 hora para jogar. 

Para saber ao certo quanto tempo pode deixar, acompanhe a rotina do seu filho com atenção. Talvez você perceba que 3 horas por dia é muito tempo na frente dos eletrônicos, ou então que pode deixar um pouco a mais todos os dias.

O tempo de tela é uma recomendação geral, mas você pode adaptar de acordo com a sua família.

Se quiser entender melhor qual o tempo de tela ideal pro seu filho e como tirar ele de frente das telas, leia nosso guia completo de tempo de tela por idade.

Agora uma curiosidade: você sabia que alguns países proíbem os jovens de jogar por muitas horas seguidas? 😯 É o caso do Free Fire na China: 

O Brasil não têm essas leis, então se o seu filho joga demais, você precisa criar alguns mecanismos para tirá-lo da frente do celular.

Existem várias formas de fazer isso, mas o principal é mostrar que existe vida fora das telas. Leve-o para um passeio legal fora de casa, convide para jogar bola, ou faça um combinado com ele para diminuir o tempo de jogo.

Se quiser dicas de como fazer isso sem se estressar e de maneira efetiva, leia o post que escrevemos justamente sobre isso: o que fazer para meu filho parar de jogar videogame?

Ou se quiser um guia mais completo e detalhado para lhe ajudar a tirar o vício de telas (TV, videogame, celular, etc) do seu filho, escrevemos um e-book para ajudar pais e mães a tirarem seus filhos da frente das telas.

Ou, se quiser ensinar outro hábito para substituir o jogo, que tal leitura? Este post ensina como fazer uma criança gostar de ler. Mais saudável, né? 😁

Agora que você sabe que o Free Fire faz bem, se jogar com limites, que tal entrar em uma partida com seu filho? Ou perguntar como foram as últimas. Os videogames são uma ótima forma de estreitar os laços com as crianças e adolescentes!

E ao fazer isso, você provavelmente se tornará o pai ou a mãe mais legal dentre todos os pais dos amigos do seu filho ou filha! 🥇

Espero que tenha gostado deste post! Se ele te ajudou, compartilhe com um pai ou mãe que você conhece e se preocupa com o filho jogando Free Fire. 🎮

Perguntas frequentes sobre Free Fire

Estas são as principais perguntas de pais e mães sobre o Free Fire. Se você ainda tem alguma dúvida, recomendo muito a leitura! Essas questões te ajudarão a conhecer mais jogo – assim você consegue conversar com seu filho e controlar melhor o tempo que ele passa jogando. 😉

Quem criou o Free Fire?

O jogo foi criado por um estúdio do Vietnã, chamado 111dots, e é publicado pela Garena.

Agora, uma curiosidade: o criador da Garena, Forrest Li, também criou a Shopee. Talvez você tenha mais em comum com o seu filho do que parece, né? 😅 As criações desse empresário fazem parte do cotidiano de muitas famílias aqui no Braisil.

Qual o estilo do jogo Free Fire?

O estilo do Free Fire se chama battle royale.

Jogos desse estilo combinam vários elementos diferentes. Os jogadores exploram um mapa coletando armas e equipamentos, depois combatem os adversários. O objetivo é ser o último a sobreviver no mapa!

Qual o significado da palavra Booyah?

A palavra “booyah” aparece na tela quando o jogador vence uma partida. Acabou virando uma expressão para comemorar ou demonstrar entusiasmo. Se as crianças falam isso em casa, é por isso. 😁

Como tratar vício em Free Fire?

Quando a criança fica viciada em eletrônicos ou em um jogo, normalmente é indicado levar a um psicólogo. Acompanhamento profissional é importante para diagnosticar corretamente e indicar os melhores caminhos para lidar com a dependência.

Mas é importante lembrar que jogar muitas horas por dia não é o mesmo que vício. Se considera vício quando o jogo começa a atrapalhar o desenvolvimento e a rotina da criança. Se você perceber problemas de saúde, sedentarismo, ganho de peso, dificuldade para dormir ou notas piores na escola, aí sim vale a pena buscar ajuda.

Se a criança fica muito tempo jogando, mas tem uma rotina equilibrada e sabe a hora de parar, não precisa se preocupar tanto.

Como liberar Free Fire para meu filho?

Você não precisa proibir o Free Fire, tirar o celular do seu filho, ou bloquear o aplicativo.

O importante é o seu filho ver o jogo como uma das formas de entretenimento, nunca a única forma de entretenimento. Percebe a diferença?

Faça isso oferecendo várias atividades diferentes para o seu filho. Sugira brincadeiras e passeios que tirem ele da rotina e estimulem a curiosidade. O melhor são atividades físicas e passeios ao ar livre, de preferência em contato com a natureza.

Quando o seu filho vive todas essas experiências, jogar Free Fire uma ou duas horinhas por dia não tem problema. 😁

Se você não tem ideia de quais atividades sugerir, recomendamos assinar o Tomo dos Pais. Você receberá toda semana várias recomendações para agitar a vida do seu filho. E o melhor: pode começar grátis!🔮

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Quantas horas meu filho pode jogar videogame? https://otomodospais.com.br/blog/quantas-horas-filho-pode-jogar-videogame/ https://otomodospais.com.br/blog/quantas-horas-filho-pode-jogar-videogame/#respond Sat, 19 Mar 2022 17:54:22 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=1868

Essa é uma pergunta complicada. Depende de vários fatores, principalmente se ele está na idade certa para ter videogame, mas em média, jogar de 2 a 3 horas por dia é saudável, segundo especialistas.

Saber o tempo ideal para videogame depende de várias questões. Uma criança deve jogar menos do que um adolescente, por exemplo.

Mais do que se perguntar “quantas horas meu filho pode jogar videogame”, você precisa entender que celular, tablet e computador em excesso também tem efeitos negativos.

Se o seu filho usa muito, deve jogar menos videogame por dia. Ou seja, a solução não é proibir o videogame, mas mostrar que apesar de muito legais, as telas não são a única diversão!

Quantas horas pode jogar videogame por dia?

Depende da idade da criança. Dos 2 aos até os 5 anos, pode 1 hora por dia. Dos 6 aos 10, pode por 2 horas. Depois disso, por 3 horas. Mais do que isso não é recomendado para adolescentes.

Mas essas restrições servem para qualquer tipo de eletrônico. Por exemplo: se o seu filho tem 5 anos e quiser assistir meia hora de desenho animado, só pode jogar meia hora de videogame. 

Se o adolescente ficar 1h30 no celular, pode jogar no máximo 1h30 de videogame naquele dia.

Esse conceito tem o nome de tempo de tela. Ele é definido por várias organizações de saúde, como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Cumprindo os tempos de tela de cada idade, é possível prevenir vários males. Sedentarismo, problemas de postura, ansiedade, e dificuldade para dormir são alguns deles.

Geralmente, as pessoas pensam que o videogame causa tudo isso. Mas na verdade a culpa é da dependência de tecnologia.

Não basta saber quantas horas pode jogar videogame. Também precisa estimular ativamente uma vida fora das telas de celular, tablet e computador.

Quantas horas pode jogar videogame no final de semana?

No mundo ideal, fazer maratonas de videogame ou virar a noite jogando não pode de jeito nenhum. Mas sabemos que nem sempre dá para viver a utopia, né?

Eu mesmo já fiz isso diversas vezes na adolescência e na vida adulta. 🤷‍♂️

Se for só de vez em quando, não tem problema. Do mesmo modo, no final de semana pode liberar um pouco mais de tempo de tela.

O importante é ter bom senso. Não existem estudos definitivos sobre o assunto. Então é uma decisão que muda de família para família, e que você precisa tomar por conta própria.

Se você sentir que não tem problema seu filho jogar mais, pode deixar. Mas se achar que pode prejudicar a escola ou o sono, é melhor nem abrir a exceção.

Mas é preciso acompanhar de perto a rotina dele antes de decidir. Para você conseguir se certificar que o tempo a mais não está causando problemas.

Ah: se decidir liberar mais horas de eletrônicos no final de semana, equilibre com um aumento nas atividades ao ar livre também. 😉

O que acontece se jogar muito videogame?

Assim como tudo na vida, videogame em excesso faz mal. Mas você sabia que jogar dentro dos limites saudáveis traz diversos benefícios?

Jogar videogame com frequência melhora habilidades cognitivas, agilidade mental e velocidade de processamento do cérebro. Os dados são de uma pesquisa de 2018, publicada na revista Frontiers in Psychology.

Além disso, jogar videogame também trabalha a persistência, raciocínio lógico, contato com idiomas e muito mais. Inclusive, eu mesmo joguei várias horas por semana na infância e adolescência sem viciar. 🤓

E ainda jogo diariamente até hoje, equilibrando com trabalho, atividade física e todo o resto.

👉 “Videogame só faz mal” é um mito. Neste post tem a explicação, junto com outros mitos e verdades sobre os games

Se jogar demais, o principal problema pras crianças e adolescentes são as mudanças comportamentais. Segundo alguns estudos, jogar em excesso causa irritabilidade, ansiedade e prejudica a interação com os outros.

Em raros casos, jogar demais se torna um vício. Segundo um estudo da Universidade de São Paulo, jogar se torna um transtorno quando interfere em outras esferas da vida. Por exemplo, o jovem usa o videogame para fugir da realidade. Ou então perde interesse na escol ou no trabalho.

Outros sinais de vício são a pessoa recusar outros tipos de interação social para continuar jogando. Ou jogar mesmo quando sente os problemas de excesso de tela, como aumento de peso, vista cansada, ou perda de sono. 

De acordo com a pesquisa da USP, 3 em cada 10 jovens se enquadra nessa situação. 🤯

Como conversar com meu filho sobre jogar menos videogame?

O segredo está nas atividades fora das telas. Não basta definir quantas horas pode jogar videogame, precisa oferecer alternativas tão divertidas quanto os jogos.

De preferência, toda a família deve participar. Além de ser mais legal com todo mundo junto, isso também fortalece os laços. Uma alternativa é simplesmente remover as telas mas mantendo o jogo, com jogos de tabuleiro:

Também é importante os pais participarem juntos para dar o exemplo. Assim o argumento de “você não pode jogar tanto” ganha mais força. 🧠

Pode ser qualquer atividade, desde um passeio no parque, brincadeiras ao ar livre, andar de bicicleta, ou praticar algum esporte.

Pai arrumando bebê na cadeirinha da bicicleta e menina andando de bike ao lado dele

O seu filho precisa ver esse momento como lazer, não obrigação. Por isso vale a pena experimentar diferentes atividades até encontrar algo que realmente faça os olhos do seu filho brilharem. 🤩

Aqui no blog tem um post com várias dicas do que fazer para o seu filho jogar menos videogame. Recomendo muito a leitura das dicas de atividades fora de casa. 

👉 Também temos um dicionário com os principais termos sobre videogame. Assim você entende mais sobre esse universo e suas tentativas de tirá-lo de frente das telas ganham força.

Outra estratégia é ensinar o próprio filho a limitar o tempo de jogo. Parece impossível, mas tem como. É só clicar na imagem abaixo para descobrir a técnica. Fala sobre TV, mas a lógica é a mesma para os games. 😉

Infelizmente nem sempre é um processo fácil e rápido. Às vezes não dá para acompanhar as crianças em tudo, e tem vezes que vai precisar arrastá-las para fora mesmo, pelo menos no início.

Mas continue tentando! O objetivo dessa dinâmica é fazer seu filho entender que tudo tem limites. Pode demorar, mas aos poucos ele perceberá que há um mundo lindo e divertido lá fora também.

Quanto antes você começar essas dinâmicas, mais fácil será limitar quantas horas seu filho joga videogame. 

É mais fácil estimular os hábitos saudáveis em uma criança mais jovem, do que convencer um adolescente sedentário a ir para a rua. Se este for o seu caso, tente não perder a paciência.

Converse bastante com o filho e vá sugerindo pequenas mudanças na rotina. Convide para ajudar em alguma tarefa de casa, diga que precisa da ajuda dele nas compras do mercado, saim para dar uma volta…

E, aos poucos, proponha atividades cada vez mais intensas. 💪

Gostou das dicas? Se quiser um guia mais completo e detalhado, escrevemos um e-book para ajudar pais e mães a tirarem seus filhos da frente das telas:

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