Comportamento – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog Guias, artigos, dicas e posts para pais e mães Thu, 21 Nov 2024 13:25:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://eyc7xs8f99a.exactdn.com/blog/wp-content/uploads/cropped-blog_favicon.png?strip=all&lossy=1&resize=32%2C32&ssl=1 Comportamento – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog 32 32 Como seu filho pode ajudar em casa? Veja a lista de tarefas para cada idade https://otomodospais.com.br/blog/como-seu-filho-pode-ajudar-em-casa/ https://otomodospais.com.br/blog/como-seu-filho-pode-ajudar-em-casa/#respond Fri, 11 Oct 2024 17:53:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4470 Quando seu filho ajuda em casa, ele aprende sobre responsabilidade, trabalho em equipe, e autonomia. O problema é que eles não querem né. 😅

Para convencer uma criança ou adolescente você precisa de:

  • Tarefas adequadas à idade dele.
  • Começar cedo, fazer junto, e ser exemplo.
  • Talvez dar uma recompensa. 💰👀

Muita gente não tem ideia de como fazer o filho ajudar com as tarefas domésticas, mas com as estratégias deste post, fica mais simples. 😁

Como seu filho pode ajudar nas tarefas domésticas?

O primeiro passo é escolher as tarefas. Tem que ser algo que ele consiga fazer com autonomia. Se você quer iniciar esse hábito, também é ideal que não seja nada muito chato e demorado. 

Por exemplo, um adolescente de 17 anos consegue limpar a casa. Mas, se você pedir e insistir, ele provavelmente vai fazer cara feia e fazer mal feito só pra acabar logo. Tem que começar aos poucos para construir o hábito.

Também vale levar os interesses do seu filho em conta. Por exemplo, se ele gosta das plantas, comece pelas tarefas de cuidar do quintal. Se ele gosta de carros, peça ajuda para lavar. A partir daí, vá avançando para as tarefas mais chatinhas, como lavar louça. 

👇 Veja abaixo listas de tarefas domésticas apropriadas para cada faixa de idade. Elas são uma boa linha para seguir.

Como crianças de 3 a 5 anos podem ajudar em casa?

  • Guardar os brinquedos após brincar.
  • Colocar roupas sujas no cesto de lavanderia.
  • Ajudar a alimentar animais de estimação (sob supervisão).
  • Limpar pequenos derramamentos com um pano.
  • Ajudar a arrumar a mesa do jantar.
  • Ajudar a limpar o pó de móveis.
  • Colocar os livros e revistas em seus lugares.
  • Ajudar a escolher as frutas e legumes na feira ou supermercado.

💡 Levar seu filho para comprar comida junto com você também é ótimo para ensiná-lo a não comer tanta besteira

Como crianças de 6 a 8 anos podem ajudar em casa?

  • Arrumar a cama ao acordar.
  • Organizar os sapatos.
  • Dar apoio em tarefas simples na hora de cozinhar.
  • Pegar a correspondência na caixa de correio. 
  • Ajudar a preparar a mesa para as refeições com mais autonomia.
  • Tirar o lixo (com supervisão).
  • Ajudar a fazer a lista de compras para o mercado.
  • Organizar a mochila da escola (com supervisão).
  • Ajudar a regar as plantas ou cuidar de canteiros simples.

💡 Cozinhar com o seu filho é uma das melhores tarefas. Além de ajudar, também é uma habilidade valiosa, que ele usará por toda a vida. Quanto antes começar, melhor! 

Como crianças de 9 a 11 anos podem ajudar em casa?

  • Preparar lanches simples para si ou para os irmãos.
  • Ajudar em pequenos eventos, como encher balões para aniversários.
  • Lavar e enxugar a louça.
  • Ajudar a varrer ou passar pano na casa.
  • Dobrar roupas.
  • Cuidar de irmãos mais novos (com supervisão). 
  • Ajudar a guardar as compras do supermercado. 

Como adolescentes de 12 a 14 anos podem ajudar em casa?

  • Preparar refeições mais complexas.
  • Ajudar a planejar o cardápio da semana e a fazer as compras.
  • Acompanhar os irmãos mais novos em atividades extracurriculares, como passeios ou idas ao parque (com supervisão, dependendo do caso).
  • Dar apoio para montar móveis simples ou prateleiras.
  • Ajudar a lavar o carro.
  • Dar banho nos pets (com supervisão).
  • Organizar e limpar áreas comuns da casa, como sala de estar ou cozinha. 
  • Colocar as roupas na máquina de lavar, separadas por cor.

Como adolescentes de 15 anos ou mais podem ajudar em casa?

  • Ajudar os irmãos mais velhos com lição de casa ou trabalhos da escola.
  • Limpar as janelas.
  • Aspirar a casa.
  • Fazer trabalhos no jardim, como varrer a calçada, ou cuidar de plantas maiores.
  • Ser responsável por limpar o próprio quarto. 
  • Ter mais autonomia para fazer compras. No caso de pagamentos online, sempre com supervisão.

Como convencer seu filho a ajudar em casa?

Precisa de muita paciência e de uma série de estratégias. Em geral, a abordagem é a mesma independente da idade. Veja as principais ações. 👇

  • Seja realista. Não espere que seu filho fique mega animado ou seja solícito para fazer as tarefas de casa, se ele não tem este hábito. Precisa pedir e insistir.
  • Comece cedo. Quanto antes você começar, mais fácil criar o hábito. 
  • Dê o exemplo. Crianças aprendem por imitação, então faça as tarefas, de preferência sem reclamar.
  • Crie uma rotina. Inclua tarefas domésticas na rotina diária ou semanal dos seus filhos.
  • Escolha as tarefas certas. As tarefas devem ser desafiadoras, mas alcançáveis para a criança. Se for muito fácil, básico, ou chato, tira a vontade de fazer. Se for muito complexo também.
  • Trabalhem juntos. Acelera o processo, cria vínculo, e mostra que lavar um prato não é o fim do mundo.
  • Elogie o trabalho. Reconheça o esforço mesmo quando o resultado não for perfeito.
  • Dê escolhas. Ao invés de falar “lave a louça”, diga que precisa de ajuda e pergunte se a criança prefere “lavar a louça” ou “limpar o balcão”. A sensação de controle dá mais motivação.
  • Crie um sistema de recompensas. Pode ser uma mesada quando completar as tarefas, ou dar pontos a cada tarefa, que a criança pode trocar por alguma recompensa como mais tempo de tela, ou escolher o jantar do próximo dia. 
  • Seja flexível. Tem dias em que seu filho está cansado, ou com um trabalho difícil pra entregar na escola. Mostre compreensão nessas horas, ao invés de cobrar que ele faça a tarefa na hora. Veja outra forma dele ajudar, em outro momento. 

Se você tiver bastante paciência e tempo livre, uma ideia super legal é transformar as tarefas domésticas em jogos.

👇 O exemplo abaixo transformou as tarefas em missões de RPG! Por exemplo, a primeira diz: “Os duendes invadiram os aposentos da Rainha e da Princesa, causando danos incalculáveis. Restaure a paz e seja recompensado! (limpe a sala de estar)”.

lista com tarefas de casa transformadas em aventuras

O que fazer quando os filhos não ajudam em casa?

E, se você já pediu, foi flexível, paciente, e ainda assim, nada de receber ajuda? 🤔 Tente as estratégias abaixo:

  • Comunicação aberta. Explique que ajudar em casa é importante e que todo mundo precisa colaborar.
  • Reavalie as tarefas. Veja se está tudo de acordo com a idade, ou se tem outras tarefas que eles podem fazer.
  • Foco na rotina. Crie um cronograma, com dia e horário para cada tarefa. Não tenha medo de cobrar.
  • Incentive e cobre. Crie um sistema de recompensas. Se fizer, ganha pontos, se não fizer, perde tempo de videogame.
  • Resolvam o problema juntos. Pergunte porque ele não quer ajudar. É preguiça? Seu filho sente que tem pouco tempo livre? Ou é algo além?
  • Dê ajuda. Oriente e faça as tarefas juntos, pelo menos nas primeiras vezes, ou se a tarefa for mais complexa.
  • Seja consistente. Não desista se as crianças mostrarem resistência! 
mãe acalma criança que está chorando em frente à máquina de lavar roupa, representando o conceito de criança que não gosta de ajudar em casa

É obrigação do filho ajudar em casa?

Os seus filhos DEVEM ajudar em casa. Não é questão de querer, é questão de precisar. Mas, na hora de falar isso com ele, use a seguinte linha de raciocínio. 👇

É mais produtivo pensar e falar das tarefas como uma parte da vida em família. Todo mundo precisa ajudar, mas não é sobre encarar como obrigação. É sobre assumir um compromisso para tornar a vida dos outros mais fácil.

De certa forma, é igual fazer um trabalho em grupo no colégio. Ninguém gosta de fazer tudo sozinho, e deixar as outras pessoas assinarem, sem terem colaborado, né?

É uma questão de responsabilidade: se todo mundo faz uma parte das tarefas, ninguém fica cansado. Todo mundo precisa ajudar, porque todo mundo mora na casa. Simples assim!

Ou seja: também pode mandar esse post pro maridão também, se ele não estiver colaborando.🤣

pai, mãe e filha ajudando nas tarefas domésticas, limpando o balcão da cozinha

Brincadeiras à parte, o discurso certo é: se cada um fizer a sua parte, ninguém fica sobrecarregado. Todo mundo precisa ajudar porque é o certo a se fazer, não porque é obrigação. 😉

Espero que as dicas te ajudem! Comente aqui quais estratégias deram certo aí na sua casa.

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Minha mãe invade a minha privacidade. Como fazer para ter mais liberdade? https://otomodospais.com.br/blog/minha-mae-invade-a-minha-privacidade/ https://otomodospais.com.br/blog/minha-mae-invade-a-minha-privacidade/#respond Thu, 03 Oct 2024 14:17:54 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3264

É natural crianças mais velhas e adolescentes quererem privacidade e mais liberdade. Mas também é natural para os pais monitorar os filhos.

Quando não há confiança mútua, vira uma verdadeira queda de braço. 🤦

De um lado, a acusação de “minha mãe invade a minha privacidade”. Do outro, a reclamação de “meus filhos escondem as coisas de mim”.

Este texto te ensinará como lidar com essa situação difícil sem perder a paciência. Aprenda a identificar se a sua mãe está passando dos limites, entenda por que ela faz isso e aprenda como ter mais privacidade em casa.

Pode uma mãe ou pai invadir a privacidade dos filhos?

Pais que não respeitam a privacidade dos filhos estão errados. Mas pais que não monitoram nada também! O segredo é encontrar um equilíbrio que seja confortável para todo mundo.

Privacidade é um direito. Você não precisa dar satisfação sobre tudo na sua vida pessoal, e querer privacidade não significa que você está escondendo algo.

Adolescentes precisam de tempo sozinhos para explorar novas ideias, emoções, e interesses sociais. Esse é um período importante para formar a própria identidade e descobrir qual tipo de pessoa você quer ser.

Mas também é uma época em que a gente pensa pouco nas consequências. Por isso os pais precisam monitorar: para garantir que você não vai tomar decisões absurdas sem se dar conta.

Não é que você seja um mau filho ou algo assim. É que ser adolescente significa lidar com muita coisa ao mesmo tempo, então algumas pessoas se perdem no caminho.

Nessa hora os pais precisam estar por perto para colocar o filho nos trilhos de novo. O problema é quando passam da conta, e esse monitoramento se transforma em controle!

O que é normal e o que não é?

Essas são algumas formas saudáveis de monitorar os filhos:

✅ Bater na porta e esperar você abrir antes de entrar no quarto.

✅ Perguntar antes de colocar ou tirar algo da sua mochila.

✅ Dar espaço para você falar com os seus amigos, mas fazer perguntas mais abertas sobre a sua rotina.

✅ Perguntar se você quer companhia durante a consulta com o médico.

✅ Conversar com professores sobre o seu rendimento em sala de aula.

✅ Limitar tempo de tela se as suas notas na escola baixarem ou você tiver um trabalho complicado pra fazer na escola.

Essas são formas não-saudáveis de controle e invasão de privacidade:

❌ Ficar espiando as suas conversas no telefone.

❌ Ficar fuçando nas gavetas ou armários do seu quarto.

❌ Entrar no seu quarto sem bater na porta.

❌ Ler o seu diário, e-mails, ou mensagens no celular.

❌ Mandar mensagens pros seus amigos em redes sociais.

❌ Ficar toda hora perguntando onde você está, com quem está, ou o que está fazendo.

😱 Tem pais que chegam até a arrancar a porta do quarto dos filhos! 

close de mão de um homem abrindo a porta sem bater
Uma das formas mais clássicas de invadir privacidade: entrar no quarto sem bater na porta

Se você assina o Star+, tem um episódio dos Simpsons que explica bem essa dinâmica. É o episódio 2 da 20ª temporada, em que a Marge instala um GPS no celular do Bart para vigiar cada passo dele.

Com quantos anos pode ter privacidade?

Privacidade é um direito de todo ser humano! Nem o governo pode monitorar o que você faz, nem os seus pais podem ficar no seu pé pra descobrir tudo sobre a sua vida. 

Então não é algo que você adquire com o tempo; a privacidade deve existir sempre. O que muda são as definições para as famílias, dependendo da idade e do perfil dos filhos.

Por exemplo…

  • Existem alguns tipos de jovens que precisam de mais supervisão do que outros – para seguir o exemplo anterior, pense no Bart e na Lisa Simpson.
  • Aos 11 anos é aceitável os pais olharem com quem os filhos estão conversando no WhatsApp, ou terem a senha do Instagram. Isso é necessário para proteção (até porque a idade mínima do Instagram é 13 anos).
  • Aos 13 anos, faz sentido perguntar com quem os filhos vão sair, que horas voltam, se vai ter algum adulto por perto, e essas coisas assim. 
  • A partir dos 17 anos, vigiar o celular e ficar lendo todas as mensagens é inaceitável. 

Se a sua mãe invade a sua privacidade, provavelmente é aqui que ela está errando. Muitos pais fazem isso.

Por que tem pais que não respeitam a privacidade dos filhos?

Em alguns casos é porque eles são tóxicos ou superprotetores. Em outros, é porque eles se preocupam com você e não percebem que estão passando da linha.

Quando a relação é tóxica, invasão de privacidade é só um de uma série de outros comportamentos horríveis. Os textos abaixo te ajudarão a descobrir se é o caso:

Este vídeo dá uma descrição da mãe tóxica. Também te ajudará a entender se é por isso que ela invade a sua privacidade.

YouTube Video

Se a sua mãe invade a sua privacidade, mas ela não é tóxica, abusiva, ou controladora, provavelmente ela quer te proteger.

Enquanto pesquisava para escrever esse texto, uma frase me marcou muito:

Ser pai é difícil. Você quer que os seus filhos sejam independentes, mas dá muito medo permitir isso.

Esse é um cenário mais comum do que você imagina, viu? Pais também têm defeitos, e nem sempre é fácil encarar que o filho está crescendo.

Também tem os pais que acham que a privacidade precisa ser adquirida através da confiança. Eles invadem a privacidade dos filhos porque sentem que precisam guiá-lo de perto para não aprontarem ou fazerem besteira.

Quando o filho demonstra que não tem nada a esconder e que não faz nada de errado, eles costumam dar mais liberdade.

Como faço para ter mais privacidade?

Só é possível tendo uma relação de confiança com seus pais. Ou seja: é difícil e leva tempo. 👀

Se você tem pais controladores ou tóxicos, tente o seguinte:

  • Fale que quer privacidade. Não será fácil e provavelmente não resolverá, mas é um passo importante.
  • Discuta limites para eles te vigiarem e explique em quais partes da sua vida você quer mais privacidade.
  • Crie espaços em que você terá controle total – como o seu quarto.
  • Se puder, deixe a porta trancada (mas não o dia inteiro, senão é capaz deles te deixarem sem porta mesmo).
  • Escreva um diário, com papel e caneta mesmo, para te ajudar a se expressar. Mantenha escondido em algum canto de casa, porque se uma mãe tóxica descobre, ela vai te encher o saco até conseguir ler.
  • Converse com adultos em quem você confia e peça a opinião deles. Pode ser um primo, um tio, ou professor.
  • Se você tiver amigos na mesma situação, converse com eles e peça a opinião deles também.
  • Passe tempo fora de casa em atividades extracurriculares. Faça algum hobby, pratique esportes, e por aí vai. Faz muito bem pra saúde mental!
  • Aprenda sobre meditação, yoga, ou exercícios de respiração. Essas são atividades que ajudam a manter a calma – e você precisará disso até chegar na idade de sair de casa. 

💡 Mas, lembre-se: Se você tem uma mãe tóxica, não espere que ela pare totalmente de invadir a sua privacidade, ainda mais se você for jovem.

Se a sua mãe não é tóxica, mas invade a sua privacidade, tente esses passos:

  • Converse com eles e diga que quer privacidade. Explique que você entende a necessidade de te acompanharem, mas eles estão passando da conta.
  • Definam juntos onde é o limite que eles podem ir. Por exemplo, nunca entrar no quarto sem bater.
  • Conte sobre a sua vida para os seus pais. Como estão as aulas, os amigos, as fofoquinhas do colégio, essas coisas. Mostre que você não tem nada a esconder, e que você quer eles presentes na sua vida (mas quer tempo sozinho também).
  • Pergunte o que você pode fazer para demonstrar que é maduro, confiável, e merece mais privacidade. Talvez seja melhorar as notas da escola, ou ajudar com tarefas em casa.
  • Façam negociações. Por exemplo, pode sair com os amigos sem incomodação se avisar pros pais onde vai e quem estará lá antes de sair. Ou pode ir dormir na casa de um amigo se passar o telefone dos pais dele.
  • Compartilhe seus planos para o futuro com seus pais e peça a opinião deles.
  • Passe tempo com os seus pais – por iniciativa própria, sem eles precisarem te arrastar pra fora do quarto. 

💡 Quando os pais não são tóxicos, normalmente a mãe para de invadir a privacidade quando você demonstra que só quer tempo para si, e não que quer esconder algo deles. Comunicação aberta é o segredo!

Cada família tem uma dinâmica única, então é importante adaptar essas dicas para a realidade da sua casa. Espero que elas te ajudem! 🙏 

Se sentir que tem liberdade para mostrar esse artigo aos seus pais, mande o link a eles. Vai ajudá-los a entender o seu ponto de vista sobre privacidade. 😉

O Tomo dos Pais nasceu para ajudar pais e mães a conhecerem seus filhos melhor. Acredito que essa é a base das boas relações: conversar e trocar interesses. Se sentir liberdade para isso, sugira a assinatura do serviço para a sua mãe. Todos os meses, ela receberá no e-mail dicas personalizadas de conteúdos, atividades de lazer, filmes, séries e mais para assistir com você. E, quanto mais ela confiar em você, menos ela vai invadir a sua privacidade.

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Quando aparece o primeiro sorriso do bebê? Como estimular? https://otomodospais.com.br/blog/quando-aparece-o-primeiro-sorriso-do-bebe-como-estimular/ https://otomodospais.com.br/blog/quando-aparece-o-primeiro-sorriso-do-bebe-como-estimular/#respond Fri, 30 Aug 2024 18:20:15 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4566

O primeiro sorriso do bebê nem sempre é consciente, mas sempre é mágico! Ele acontece nas primeiras semanas de vida e marca o início da comunicação com os pais.

Sorrir é um marco de desenvolvimento. É uma das primeiras formas de interação social e de se comunicar com os pais, junto com o choro. No início, é só um reflexo, depois vira um gesto de felicidade e conforto.

Mas, não basta saber quando acontece o primeiro sorriso. É bom aprender a importância e significado deste gesto para estimular cada vez mais risadinhas do seu pequeno ou pequena. 😍 

Continue lendo para aprender tudo sobre o assunto!

Quando acontece o primeiro sorriso do bebê?

O sorriso do bebê tem diferentes estágios, cada uma com seu próprio tempo.

Nos primeiros dias de vida o sorriso é apenas um reflexo involuntário. Acontece sem razão nenhuma, em alguns casos até mesmo durante o sono do bebê.

O primeiro sorriso “de verdade”, aquela risada que derrete o coração do papai e da mamãe, surge entre o segundo e terceiro mês. É um sorriso que realmente indica que o bebê está interagindo com o mundo exterior, e está se sentindo confortável.

Esses tipos de sorriso demonstram que o bebê está crescendo, fortalecendo os vínculos com os pais, e aprendendo novas habilidades. 

👇 Veja abaixo os detalhes sobre os dois tipos de sorriso do bebê.

Sorriso reflexo

O sorriso reflexo aparece desde os primeiros dias de vida. Pais e mães de primeira viagem podem até achar que é sinal de felicidade, na verdade, é um sorriso inconsciente. Até por isso recebe o nome de reflexo.

Esse sorriso acontece durante o sono, ou quando o bebê está satisfeito, mas ainda não consegue compreender ou responder ao ambiente em que está.

primeiro sorriso reflexo do bebê

Apesar de ser inconsciente, ainda é importante observá-lo. É o primeiro gostinho da expressão de felicidade do bebê, e um sinal de que sistemas cognitivos, nervosos e musculares estão funcionando.

Conforme o bebê cresce os sorrisos dão lugar a expressões faciais mais complexas. Ele passa a sorrir em resposta a estímulos, e a dar gargalhadas. 

Sorriso social

O sorriso social é AQUELE sorrisão gostoso! Acontece entre 6 a 8 semanas de vida. É uma resposta a estímulos externos, como ouvir a voz de alguém querido, ou ver o rosto do papai e da mamãe. Ele recebe esse nome porque é uma comunicação genuína do bebê com o mundo.

Quando ele dá esse sorriso, significa que realmente se sente seguro e ama quem está ao redor. Esse momento é marcante demais – e até escrever sobre ele já dá uma emocionada, de tão bonitinho que é. 🥰

sorriso social do bebê

Assim como o sorriso reflexo, o sorriso social é sinal de que o bebê está se desenvolvendo normalmente. Esta é uma das primeiras formas de empatia e o passo inicial para formar habilidades mais complexas no futuro.

Aos poucos, o sorriso acompanha as gargalhadas e outras formas de comunicação não verbal mais complexas, como os abraços, beijos, e brincadeiras.

E se o bebê não sorrir, o que fazer?

Se o primeiro sorriso do bebê estiver demorando, vale a pena conversar com um pediatra.

Nem sempre é sinal de um problema grave, mas pode ser um atraso de desenvolvimento. Por isso é importante conversar com um profissional para ter certeza de que está tudo bem.

YouTube Video

Como estimular o primeiro sorriso do bebê?

O sorriso do bebê depende dos estímulos que ele recebe. A interação com os pais é fundamental para arrancar os primeiros risos sinceros da criança.

👇 As dicas abaixo ajudam a incentivar esse momento especial:

  • Contato visual: olhe gentilmente para o bebê. Eles amam o rosto dos pais e isso proporciona sentimento de conexão, que pode ser respondido com um sorriso.
  • Sorria: sorria primeiro para o seu filho! Quem sabe ele não te imita e dá uma risadinha também?
  • Faça caretas: nada assustador, só uma expressão facial diferente, talvez fazendo algum som engraçado junto, para estimular a curiosidade ele. 
  • Converse e cante: fale em tom suave e carinhoso com ele, ou cante musiquinhas bem alegres. Isso acalma, diverte e desencadeia sorrisos, a partir do momento em que ele reconhece as vozes.
  • Use brinquedos coloridos e com som: existem vários brinquedos para bebê com cores vivas e sons estimulantes, que captam a atenção dos pequenos e pequenas e podem levar a um sorriso.
  • Brinque com ele: fazer brincadeiras gentis, como assoprar bem de levinho na barriga, ou fazer cócegas, também podem fazer o bebê rir.
  • Passar tempo com o bebê: passe tempo de qualidade com o bebê, mesmo que ele ainda não consiga interagir bem. Aos poucos ele passa a te reconhecer e a ficar confortável na sua companhia.  
  • Interaja face a face: aproveite as atividades do dia a dia para olhar o rosto do bebê, e deixar que ele olhe o seu. Pode ser na hora de trocar a fralda, antes de dormir, ou quando der comida.
  • Dê afeto: tem vezes que só o aconchegar o bebê no colo já é o suficiente para ele sorrir, por estar se sentindo protegido e confortável.
  • Mantenha o ambiente calmo: mantenha a casa tranquila, sem muitos estímulos de luz ou som. Assim o bebê se sente relaxado, seguro e tranquilo.
  • Responda o sorriso: quando o bebê sorrir, responda com entusiasmo! 😁

Teste vários métodos para descobrir quais funcionam melhor com o seu bebê. Não existe algo universal que faça todo bebê rir, apesar de existirem brincadeiras bem clássicas. 

Por exemplo, balançar bichinhos de pelúcia é um clássico. Funciona para fazer esse bebê do vídeo abaixo rir sem parar.

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Outra brincadeira famosa nessa faixa de idade, dos 6 a 12 meses, é aquela do “cadê o bebê? Achou!”.

YouTube Video

Com o tempo você descobre as melhores formas de fazer o seu filho sorrir. Independente de qual for, o importante é brincar muito e fazer com que ele se sinta amado.

Espero que tenha gostado das dicas! Se quiser receber mais orientações e sugestões como esta, mas totalmente personalizadas para os seus filhos, assine o Tomo dos Pais. É um serviço de assinatura que entrega os melhores conteúdos sobre criação dos filhos todas as semanas, direto no seu e-mail!

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Como ser amigo do seu filho (sem perder a autoridade) https://otomodospais.com.br/blog/como-ser-amigo-do-seu-filho/ https://otomodospais.com.br/blog/como-ser-amigo-do-seu-filho/#respond Fri, 02 Feb 2024 13:39:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4190

Para ser amigo do seu filho(a) e ganhar a confiança dele, você precisa entrar no mundo dele. As principais estratégias são: conhecer os interesses dele, fazer atividades junto e ouvir os desabafos sem julgar.

Nem sempre é fácil, especialmente para os pais que têm uma vida corrida, mas o resultado não tem preço: seu filho te verá como um parceiro ou parceira para a vida. Nunca esconderá nada de você e aceitará os seus conselhos.

Hoje você aprenderá como fazer na prática. São dicas que funcionam para pais e mães que querem fazer amizade com o filho, independente da idade dele.

E no final do post tenho uma dica que vai tornar todo o processo de criar um filho muito mais fácil! 🎁

Como fortalecer a amizade entre pais e filhos? 

Dividir paixões, estar sempre presente e dialogar bastante são as coisas fundamentais para você se tornar um grande amigo do seu filho. Estas são formas de fazer isso diariamente: 

  • Descubra o que ele gosta e quais são as suas principais motivações.
  • Respeite os hobbies e interesses deles, mesmo se você não concordar ou não entender muito bem. Esse é um dos segredos para criar filhos bem-sucedidos.
  • Deixe dias e horários fixos na agenda para fazer atividades com ele.
  • Faça atividades com toda a família junta, mas separe também momentos a dois com ele.
  • Dê várias ideias de atividades e deixe seu filho escolher o que gosta mais.
  • Desligue o celular quando estiver com seu filho, dedique sua atenção toda a ele nesses raros momentos.
  • Pergunte sobre a vida dele – escola, amigos, “namoradinhas” 🤣, etc. 
  • Seja um modelo positivo!
  • Mas deixe os limites claros. Você é amigo do seu filho, mas ainda é pai (ou mãe), ele ainda lhe deve respeito e obediência.
  • Crie tradições familiares, como o dia do filme, ou um dia de jogos.
  • Quando eles te contarem um problema, pergunte se eles querem só desabafar, ou se querem conselhos, não saia dando pitacos toda vez que ele falar algo.

Em resumo: mostre que você está lá por ele, nos momentos felizes e nos tristes. 

👇 Os posts abaixo tem dicas sobre como estar mais presente na vida do seu filho, mesmo se você acha que tem pouco tempo livre. Abra em outra aba e leia assim que terminar esse aqui.

O que fazer para se conectar aos filhos?

Estas são as melhores atividades para ser amigo do seu filho. Elas trabalham a cooperação e fortalecem os laços. Adapte de acordo com a idade e leve sempre em conta os interesses da criança ou adolescente na hora de escolher o que fazer. 

💡 Colocamos alguns links em alguns itens da lista, para caso você queira ler mais sobre a atividade.

  1. Ler junto.
  2. Jogar com o seu filho no videogame, celular ou computador. 
  3. Jogar jogos de tabuleiros ou de cartas.
  4. Cozinhar juntos.
  5. Praticar esportes, como natação, bicicleta ou futebol.
  6. Fazer caminhadas, piqueniques ou ir ao parque.
  7. Visitar museus.
  8. Fazer atividades manuais, como artesanato, pintura ou desenho.
  9. Assistir filmes, desenhos animados, ou animes juntos.
  10. Fazer uma viagem ou passeio mais longe.
  11. Construir uma cápsula do tempo.
  12. Recriar fotos antigas.
  13. Sair para acampar (ou fazer um acampamento no jardim mesmo, com barraca, fogueira, e assando marshmallows).
  14. Fazer um curso juntos de algo que vocês gostem.
  15. Montar quebra-cabeças
  16. Tocar algum instrumento juntos. Violão ou guitarra são ótimos, porque aí um faz a base e outro faz o solo.
  17. Sair juntos para ir ao cinema. Segunda-feira costuma ser mais barato e tem menos gente no shopping. 😉

Muitos pais têm receio com os videogames, mas eles são uma ótima ferramenta para se conectar com o seu filho.

👇 Os posts abaixo ensinam como o videogame pode ser construtivo para os jovens e dão dicas do que fazer para não viciar.

Como ser amigo do seu filho adolescente?

A questão de ser amigo do seu filho fica mais complexo a partir dos 12 ou 13 anos.

Adolescência é uma fase difícil, de muitas mudanças físicas, emocionais e sociais. É normal os jovens se afastarem dos pais nessa época. Eles estão na fase de formar a própria identidade.

Pratique o seguinte para ser amigo de um adolescente:

  1. Escute de forma ativa. Mostre interesse nas conversas, faça perguntas e tente descobrir o máximo sobre como está a vida dele.
  2. Respeite as opiniões dele e dê valor para as suas preocupações. Escolher a roupa pra festa no fim de semana pode ser trivial para você, mas pode ser muito importante pra ele.
  3. Estabeleça limites com conversa. Sempre que tiver decisões importantes, diga o que espera dele com clareza. Por exemplo, se sair fim de semana, não é pra beber. Se sair com os amigos, é pra voltar tal horário.
  4. Se precisar disciplinar, lembre-se: o castigo serve para ensinar, não para punir.
  5. Deixe seu filho opinar e argumentar. Se ele reclamar que “voltar às 20h é muito cedo”, peça pra ele explicar o motivo. Se ele tiver bons argumentos, tente encontrar um meio-termo que funcione para os dois. Se não convencer, explique, e mantenha sua posição.
  6. Lembre-se sempre: amizade não é fazer tudo o que o adolescente quer. É mostrar que você se preocupa com ele.
  7. Dê autonomia para o adolescente escolher as atividades e passeios que quer fazer com você.
  8. Respeite a privacidade do seu filho. Se ele estiver naquela fase de ter vergonha dos pais, deixe os momentos carinhosos para quando estiverem sozinhos. Ou quando der carona para a festa, não pare o carro literalmente na frente do lugar.
  9. Se ele te desagradar, evite reações impulsivas. Nunca grite, se acalme primeiro, depois chame para uma conversa franca.
  10. Não espere que toda conversa seja longa e profunda. Valorize as comunicações rápidas, como mensagens no WhatsApp.
  11. Seja honesto e transparente sempre. Se prometer algo a ele, se esforce para não quebrar, caso aconteça, peça desculpas.
  12. Mostre interesse na vida dele, mas não encha o saco para saber com quem ele está conversando, quem é a namoradinha, o que ele faz no quarto o dia inteiro, etc. Respeite sua privacidade.

Parece bastante coisa, né? Principalmente se o seu filho está passando pela fase do adolescente rebelde. Mas o esforço vale a pena, sério.

Se duvida, espere só o seu filho ter um problema na escola e vir te contar, ao invés de esconder. Você se sentirá a pessoa mais importante do mundo, sério. 😉

adolescente abraçando a mãe durante viagem, representando o conceito de ser amigo do seu filho

Como ganhar a confiança para se tornar a melhor amiga do meu filho?

Só por se esforçar e buscar mais informações você já está no caminho certo. 😉

O foco para ser amigo do seu filho o caminho é sempre sempre o seguinte 👇

  • Se comunique abertamente com seu filho, incluindo admitir os erros, e falar sobre suas dificuldades e problemas pessoais também (os que fizerem sentido compartilhar né).
  • Valorize os interesses e emoções dele.
  • Passe tempo de qualidade junto. Quanto mais, melhor.

Fazendo isso tenho que a amizade com o filho será para a vida toda!

E se estiver difícil fazer isso, aqui tem uma excelente dica: assinar a newsletter do Tomo dos Pais!

O Tomo dos Pais é um serviço de assinatura que te dá dicas para fortalecer a amizade com os filhos toda semana, direto no seu e-mail.

Você dá algumas informações básicas sobre a família, e nós selecionamos dicas personalizadas de atividades, passeios, brincadeiras, entre outros guias. Tudo personalizado para a idade do seu filho. 😁

Assim economiza o seu tempo de planejar a rotina e escolher as atividades. Você só abre o e-mail, escolhe o que gosta mais, se programa, e curte o filhão, sem estresse. 

Conheça mais e assine!

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15 dicas de como lidar com pais controladores e ter a liberdade que sempre sonhou https://otomodospais.com.br/blog/como-lidar-com-pais-controladores/ https://otomodospais.com.br/blog/como-lidar-com-pais-controladores/#respond Tue, 19 Dec 2023 14:34:46 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2327

Você precisa convencer seus pais de que eles podem confiar em você, sem perder a paciência com o excesso de rigidez deles.

Às vezes é difícil fazer isso na prática, né? Parece que os pais nunca ouvem, que querem te deixar sempre dentro de uma redoma e sem contato com seus amigos!

Mas eles não fazem isso por mal. Às vezes eles foram criados desse jeito e estão apenas repetindo o que aprenderam. Ou então têm medo do mal que o mundo pode fazer a você, ou até impedir que você cometa os mesmos erros que eles.

Mas usando as estratégias certas, você pode conversar com eles e demonstrar sua maturidade. Escrevemos este post pra te ajudar a mudar essa situação! 🤝

Como identificar pais controladores na adolescência?

Pais controladores querem que você se sinta sempre dependente. Não te dão autonomia para nada, tentam te impedir de aprender habilidades importantes, e querem sempre saber onde você está.

Normalmente fica pior na adolescência. Essa é uma fase em que filhos e pais discordam bastante, por isso os pais controladores ficam ainda mais rígidos porque sentem que a autoridade deles está sendo ameaçada.

Nem todo pai ou mãe muito exigente é controlador. Às vezes eles só foram criados com uma disciplina mais rígida mesmo, mas respeitam o seu espaço.

O primeiro passo é entender qual é o caso dos seus pais. Eles são considerados “controladores” se fazem o seguinte: 👇

  1. Invadem a sua privacidade: entram em bater na porta, ficam tentando ler as suas conversas, exigem que você dê a senha do celular.
  2. Querem gerenciar a sua vida: escolhem com quem você deve ou não sair, marcam atividades sem você pedir, dão palpites na sua agenda.
  3. Estimulam a dependência: não te ensinam habilidades como cozinhar, se cuidar bem ou cuidar da casa.
  4. Fazem chantagem psicológica: tentam te manipular durante as decisões e fazem você sentir culpa.
  5. Desrespeitam seus amigos: trata a todos como se fossem péssimas companhias, até mesmo seus namorados ou namoradas.
  6. Te criticam em excesso: criticam sua aparência, personalidade, roupas, e raramente elogiam.
  7. Não respeitam seus sentimentos: gritam com você, tratam seus problemas como “frescura” ou diminuem o que te deixa feliz. Este é um exemplo bem frequente.

Existem vários tipos de pais que limitam a liberdade dos filhos. As dicas abaixo te ensinarão como lidar com pais controladores, autoritários, conservadores e superprotetores. 

filha tapando os ouvidos para lidar com pais controladores, e mãe ao fundo gritando com ela

Tenho pais controladores, o que fazer?

O tempo é a chave de como lidar com pais controladores. Você provavelmente não conseguirá mudar o jeito deles de uma hora para outra. Pode até sentir que aturá-los é uma tarefa impossível.

Mas seguindo estas dicas, é possível melhorar a situação aos poucos. Algumas dicas são para evitar os confrontos, outras para ajudar você a se impor. Tem momento certo para ambas.

Em algumas situações, será melhor não contrariar. Em outras, você pode tentar o diálogo. Depende muito da sua relação com os pais e como eles estão tentando te controlar. Leia todas as estratégias e veja quais você se sente confortável para aplicar no seu caso.

Converse com eles

Fale com respeito e explique como está se sentindo. Não funciona com muitos pais, mas o primeiro passo é dizer a eles que quer ter mais liberdade.

Argumente porque eles deveriam confiar mais em você e te dar mais espaço. Além das palavras, comprove com atitudes: aumente as notas na escola, faça suas tarefas em casa e trate seus pais sempre com respeito e educação.

Este outro post tem ótimas dicas para esse tipo de conversa:

Identifique o comportamento controlador

Talvez você não consiga resolver conversando. Nesse caso, o melhor a fazer é evitar o confronto. 

Tente entender quais gatilhos ativam os comportamentos controladores para evitá-los e ter menos brigas.

Por exemplo, se os seus pais ficam tentando saber a todo custo com quem você fala no WhatsApp, use o celular na frente deles o mínimo possível.

Estabeleça limites

Quando seus pais tentarem tirar sua liberdade, mencione que eles foram longe demais e te magoaram. Depois diga o que você fará se acontecer de novo, encerrar a conversa na mesma hora por exemplo, pois não é te magoando que conseguirão o que querem.

Ou então explique até onde eles podem intervir na sua vida. Por exemplo, podem falar com você sobre a escola, mas não devem falar mal dos seus amigos, se mal os conhecem.

Seus pais te amam e querem o melhor pra você, mesmo quando são mais controladores do que você gostaria. Então a tendência é que vocês consigam encontrar um meio-termo, se eles perceberem que o comportamento deles te magoa.

Crie um distanciamento saudável

Quando seus pais ultrapassarem algum limite, ou você não estiver confortável com eles, afaste-se. Vá para o seu quarto, ou tente se distrair com outra atividade. Mas lembre-se de sempre manter o respeito.

Se sentir que seus pais estão ficando mais abertos ao diálogo, explique que não gosta quando eles são controladores. Mas não deixe de conversar com eles por períodos realmente longos. Se afaste enquanto estiver de cabeça quente para evitar problemas.

Confronte de forma respeitosa

Aprender como lidar com pais controladores depende muito de entender as próprias emoções. Não grite com eles, mesmo quando fizerem algo que para você não tem sentido ou parece ser apenas para te magoar.

Peça argumentos, explique porque você não concorda e tente chegar a um acordo.

Pais controladores não gostam quando filhos os tratam sem educação ou rebeldia. Especialmente se você ainda estiver no início da adolescência, é melhor não criar conflitos desnecessários. Afinal, você continuará lidando com eles por algum tempo.

Recuse determinadas conversas

Não sinta pressão para conversar com seus pais sobre tudo.

Quando tocarem em algum assunto delicado, como vida amorosa, diga que prefere não conversar sobre este assunto.

Lembre dos seus limites e de discordar com respeito.

Não tente agradar a todo custo

Também não sinta pressão para atender a todos os desejos dos seus pais controladores apenas para evitar brigas.

Se cortar o cabelo de um jeito diferente te faz feliz, faça, ou tente argumentar. E, se ainda assim não puder fazer, não pense que a culpa é sua.

Converse com outras pessoas

Se sentir que a situação está fora de controle, ou que seus pais são excessivamente controladores, converse com seus amigos, professores ou outros familiares. 

Faça isso especialmente se você sentir que a relação com seus pais é tóxica. Assista ao vídeo abaixo para entender se é o seu caso:

YouTube Video

Respeite o “não”

Se você quer fazer algo e seus pais dizem não, tente convencer. Se a conversa for ruim, não peça novamente. Infelizmente, lidar com pais controladores é saber que a insistência pode irritá-los e aumentar os conflitos.

O mesmo vale para desobedecer. Tecnicamente nada te impede de fazer o que quiser apesar da reprovação dos seus pais, mas você precisa se preparar para as consequências.

Provavelmente a relação vai ficar pior ainda quando eles descobrirem. Então não recomendo. 😅

Detalhe seus planos

Se você falar que quer sair, pais controladores perguntarão onde vai, quem estará lá, quem vai levar, quem vai buscar, se os pais do Fulano sabem, que horas você volta pra casa, se podem te ligar… 

Para lidar com pais superprotetores ou controladores, tenha a resposta para todas as perguntas na ponta da língua. Dê todos os detalhes possíveis e, de preferência, com antecedência.

Dialogue com seus pais

Uma das melhores dicas de como lidar com pais controladores é mostrar que você é uma pessoa capaz. 

Quando eles perguntarem sobre a escola, fale sobre suas tarefas recentes, os próximos trabalhos e provas. Assim você mostra responsabilidade. 

Dê detalhes e mostre que você não tem nada a esconder. Se vocês conversarem bastante, eles sentirão menos vontade de bisbilhotar.

Respeite as regras

Se os seus pais seguem aquele discurso do “enquanto você morar aqui, tem que fazer o que eu mandar”, respeite as regras o máximo possível.

Argumente de forma educada, mas entenda que em várias situações você vai ter que fazer o que eles disserem.

Demonstre responsabilidade

Para lidar com pais conservadores, lembre-se que a liberdade é conquistada. Tente ir bem na escola, peça ajuda quando sentir que está mal, e deixe seu quarto sempre limpo e organizado.

Seus pais perceberão seu esforço e podem ceder um pouco, mesmo que sejam superprotetores ou autoritários.

Tenha paciência

Lidar com pais muito rígidos é frustrante. 😥 Infelizmente é difícil, mas conforme o tempo passa a sua liberdade tende a aumentar.

Quando sentir que não aguenta mais, lembre-se que eles só querem o melhor pra você e acham que esse é o jeito certo de te educar.

Aliás, se você sentir liberdade o suficiente, pode até tentar entender por que eles são assim. Não pergunte diretamente, mas tente identificar se eles têm alguma insegurança, ou descobrir como eles foram criados pelos seus avós.

Dependendo, você pode encontrar novas formas de lidar com a situação. 🕵

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Este é um serviço de assinatura com dicas de conteúdos personalizados para pais que querem que a vida dos seus filhos seja incrível!

Acreditamos em uma educação com base no diálogo e companheirismo, então várias das nossas indicações podem ajudar seus pais a serem menos conservadores. 

Se sentir liberdade, sugira a assinatura para os seus pais. 😊 Se não souber como fazer, mostre algum post do blog e diga que tem conteúdos personalizados também. Clique aqui para conhecer e assinar.

E comente contando o que funcionou pra você aqui abaixo. Com certeza vai ajudar outras pessoas que estão na mesma situação! 🤝

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Após entrevista com 70 pais que criaram filhos bem-sucedidos, aprenda 4 coisas que pais JAMAIS devem fazer https://otomodospais.com.br/blog/4-coisas-que-pais-jamais-devem-fazer/ https://otomodospais.com.br/blog/4-coisas-que-pais-jamais-devem-fazer/#respond Mon, 11 Dec 2023 22:23:36 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4006

Pais e mães ouvem muito sobre o que fazer para educar seus filhos. Mas também é importante inverter e pensar no que você NÃO deve fazer. 

A escritora Margot Machol Bisnow tem boas dicas para isso. Afinal, ela entrevistou 70 pais de pessoas altamente bem-sucedidas para entender como eles ajudaram seus filhos a alcançar seus sonhos.

Apesar das diferenças culturais dessas famílias, tem 4 coisas que os pais dessas pessoas nunca fizeram com seus filhos. E eles cresceram como indivíduos inteligentes, determinados e empreendedores.

Será que você faz algo dessa lista? 👀

Nunca trate o o hobby de seus filhos como perda de tempo

Esportes, videogames, filosofia, música, observação de pássaros… Toda criança dessas famílias tinha uma paixão fora da sala de aula. Os pais nunca afastaram seus filhos do hobby porque sabiam que isso os mantinha mentalmente ativos.

Radha Agrawal é fundadora do Daybreaker, um movimento global de dança matinal com mais de 500.000 membros em 30 cidades ao redor do mundo. Anteriormente, foi CEO da Super Sprowtz, um movimento de entretenimento infantil focado em alimentação saudável.

Durante a infância, sua paixão era o futebol. Com o apoio de seus pais, ela e sua irmã gêmea Miki jogavam 3 horas por dia, desde os 5 anos. Depois, elas ficaram famosas jogando no time da Universidade de Cornell. 

Sua carreira hoje não tem nada a ver com futebol, mas Radha conta que desenvolveu determinação e resiliência no esporte. 

Você precisa de disciplina. Aprende organização, foco, a política do trabalho em equipe, e como liderar.

Radha Agrawal

Família com pai, mãe e duas crianças jogando futebol na praia

Aqui no Tomo dos Pais, temos alguns guias para ajudar seus filhos a desenvolverem o hábito de praticar alguns esportes:

👉 Guia completo sobre natação infantil

👉 Guia completo sobre bicicleta infantil

Nunca tome todas as decisões por seus filhos

É tentador tomar as decisões por seus filhos o tempo inteiro. Afinal, você é o adulto, né? Conhece seu filho melhor do que qualquer um, e não quer que ele sofra.

Pais bem-sucedidos resistem a essa tentação.

Ellen Gustafson co-fundou a FEED Projects, que fornece alimentos em escolas. Hoje, é uma personalidade influente e palestrante sobre inovação social.

Sua mãe, Maura, conta o seguinte sobre a criação da filha:

“A incentivamos a ser independente e a pensar por si mesma. Eu diria o seguinte: ‘Confie, mas verifique. Confira, certifique-se de que é verdade. Mas não faça nada só por fazer, só porque os outros estão fazendo também. Você quer que o seu filho cresça cauteloso, mas não medroso”.

“Como pai ou mãe, você pode até saber quais são as forças dos seus filhos”, continua ela. “Mas você deve deixá-los descobrir. A melhor maneira de fazer isso é perguntando: ‘Qual escolha você acha que seria mais útil para você no futuro?’”.

Pai e filho andando na chuva em uma escadaria
Não coloque seu filho em uma redoma, explore o mundo com ele!

Nunca valorize dinheiro ou diploma acima da felicidade

Não tem problema querer que o seu filho seja médico, ou siga a sua carreira, mas não force essa escolha. Você quer o bem dele, mas a prioridade é fazer seu filho feliz.

Um diploma pode ser um desperdício do tempo do seu filho (e do seu dinheiro), se não estiver conectado com os seus interesses. Será que vale a pena mesmo ir pra faculdade só para pegar um papel no final? Seu filho desempenhará bem a função se estiver sempre desmotivado e triste?

adolescente emburrada em frente a uma parede de tijolos brancos

Talvez o seu filho nem queira fazer faculdade… E, tudo bem, a faculdade não é o único caminho para ter sucesso. Ou pode ser que ele faça uma faculdade, e trilhe carreira em outra coisa nada a ver com o curso.

Existem várias formas de se aprimorar e construir uma carreira. 

Alguém que ama algo o suficiente e trabalha duro encontrará maneiras de transformar isso em profissão, mesmo sem um diploma naquele campo.

Nunca negligencie a educação financeira 

Uma última observação sobre dinheiro: os pais que a Margot entrevistou não incentivaram seus filhos a seguirem carreiras tradicionais e lucrativas, mas ensinaram seus filhos sobre dinheiro. 

Joel Holland vendeu metade de sua primeira empresa, a Storyblocks, por 10 milhões de dólares em 2012. Ele adquiriu uma forte ética de trabalho desde jovem – ele e sua irmã varriam a casa para ganhar uma mesada todo mês.

“O chão tinha que estar limpo o suficiente para poder comer em cima. Isso me ensinou sobre trabalho duro”, disse ele. “Na escola, todos tinham patins, mas meus pais não me compraram. Eles falaram: ‘se você quer, tem que economizar o seu dinheiro’. Isso me irritou na época, mas me fez apreciar o valor do dinheiro”.

Joel Holland

É parecido com aquele episódio de Todo Mundo Odeia o Chris, quando o Chris quer comprar uma jaqueta de couro. Se quer comprar, tem que ir atrás da grana. Você só não precisa agir igual o Julius! 😂

YouTube Video

No caso do Joel, os pais nem pagaram a faculdade. O jovem pediu empréstimos estudantis, e pagou o resto com o dinheiro que economizou quando era adolescente.  

“Paguei pela faculdade, então nunca faltei. Eu calculava o custo de cada aula em 500 dólares”, ele conta. “Se eu ficasse com vontade de faltar, sempre pensava que não tinha nada que eu pudesse fazer nessa hora que valesse mais do que 500 dólares”.

A história do Joel ilustra que dinheiro não é tudo, mas ainda assim você precisa aprender sobre o valor dele.  

Se você tem paixão por algo, se torna bom nisso e conhece por dentro e por fora, consegue descobrir problemas que as pessoas têm, e transformar isso em um negócio. Joel fez isso duas vezes!

Gostou das dicas? 😁 Comente aqui embaixo quais você já segue e quais vai seguir!

Estas dicas foram publicadas originalmente em inglês no site da CNBC. Clique aqui para ler o original em inglês.

Se quiser conhecer o assunto em detalhes, clique aqui para comprar o livro da Margot (em inglês), que fez as entrevistas com os pais.

Se quiser mais dicas de leitura e de conteúdo como essa, mas completamente personalizadas para a sua família, assine o Tomo dos Pais. É um serviço que envia semanalmente conteúdos, atividades, DIY e muito mais para tornar a vida dos seus filhos épica! 🧙‍♂️

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O que fazer com filho preguiçoso? Melhores dicas para crianças e adolescentes https://otomodospais.com.br/blog/o-que-fazer-com-filho-preguicoso/ https://otomodospais.com.br/blog/o-que-fazer-com-filho-preguicoso/#respond Wed, 27 Sep 2023 20:23:18 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2968

É frustrante tentar incentivar uma criança ou adolescente e ele ignorar, né? Ser pai ou mãe de um filho preguiçoso é um desafio e tanto. Mas, tem jeito de melhorar, especialmente se você entender melhor a preguiça.

A preguiça não é um traço permanente da personalidade do seu filho. Esse comportamento pode ser estresse, falta de motivação com a escola, dificuldade em descobrir uma paixão, ou até sintomas de doenças como depressão ou ansiedade.

Além disso, o que é preguiça pra você, pode ser normal para ele. 👀

Quando você descobrir o motivo real, pode aplicar diversas estratégias para estimular seu filho. Desde apresentar atividades que despertam o interesse, até criar recompensas por fazer as tarefas.

Neste texto, você aprenderá tudo sobre a preguiça das crianças e adolescentes. Entenderá os motivos e aprenderá várias técnicas práticas do que fazer com filho preguiçoso. 💪

O que significa ser preguiçoso?

Preguiça é a tendência de evitar esforço físico ou mental. É aquela falta de vontade de fazer uma tarefa, ou aquelas desculpinhas para adiar ao máximo uma atividade chata. São comportamentos muito comuns em crianças, adolescentes, e também em adultos ()como você certamente sabe 🤣).

Os pais precisam diferenciar preguiça de ócio. A preguiça é a falta de vontade constante, o ócio são os períodos de tempo específicos sem fazer nada, como esse momento depois da aula.

Vamos supor que seu filho chegou da escola e ficou umas duas horas de perna pra cima no sofá, vendo TV e mexendo no celular, antes de fazer a tarefa.

Se depois disso ele faz a lição de casa normalmente, então ele só estava ocioso e relaxando. Ele seria um filho preguiçoso se tivesse comportamentos repetitivos para fugir do esforço.

O ócio ajuda a oxigenar o cérebro, recuperar energia, e preparar o corpo para uma atividade cansativa. E não, não estamos defendendo os preguiçosos! 😂

Cientistas já comprovaram os benefícios do ócio estratégico. Inclusive, eles afirmam que não é saudável estar 100% do tempo ocupado. E que ter a agenda sempre cheia de atividades diferentes não é sinônimo de felicidade.

Um dos exemplos comuns é o ócio criativo. Significa ter momentos de se afastar dos trabalhos de criação durante alguns momentos para extrair ideias.

YouTube Video

Quando falamos de preguiça na infância, atente-se a comportamentos como estes, que se repetem:

  • Se recusar a praticar atividades físicas na escola.
  • Ter desinteresse em brincar ao ar livre.
  • Fazer birra na hora de fazer as tarefas da escola ou ajudar os pais em algo da casa.
  • Não querer se arrumar sozinha, apesar de saber como se faz.

Na adolescência, exemplos de preguiça são:

Mas apenas um dos exemplos acima também não caracteriza preguiça, pode ser apenas que seu filho não gosta de algo específico, evitando fazer isso.

O que causa preguiça? É preguiça ou doença?

A Psicologia ainda não tem certeza sobre o que causa a preguiça. Mas, existem algumas hipóteses sobre a procrastinação, que é aquela vontade de adiar as tarefas difíceis ou chatas. Cientistas acreditam que isso acontece por:

  1. Um mecanismo de defesa: algumas pessoas ficam ansiosas pensando em completar uma tarefa complexa, então preferem evitar os sentimentos negativos que aparecem diante da dificuldade.
  2. A idade: antes dos 20 anos, as pessoas têm maior tendência em se guiar pelas sensações agradáveis, por isso evitam o que não proporciona benefícios ou estímulos imediatos.
  3. Hábito: quando a procrastinação é frequente, o cérebro pode associar prazer com adiar tarefas. É difícil quebrar essa relação, então a pessoa fica preguiçosa.
  4. Ambiente: quando os pais, colegas de sala ou amigos são preguiçosos, é mais difícil se manter ativo e motivado.
  5. Energia e força de vontade: falta de energia ou problemas de sono também interferem na vontade de cumprir tarefas e obrigações.
  6. Personalidade: impulsividade, perfeccionismo, ou dificuldade em se planejar também explicam a preguiça como mecanismo de defesa.
  7. Distrações: notificações no celular, uso excessivo de computador, videogame e televisão, ou outros tipos de distração podem levar à preguiça e demora para cumprir as obrigações.

Criança assistindo vídeo no celular
As distrações podem ser uma das causas da preguiça

Tem outros motivos que podem tornar seu filho preguiçoso. Por exemplo:

  • Cansaço, estresse ou problemas de sono.
  • Dificuldade em entender o significado de certas tarefas.
  • Falta de habilidade ou de confiança para fazer algo.

Tudo isso torna mais difícil superar os desafios. Muitos pais associam isso com preguiça, ou falta de interesse no futuro.

Comportamentos considerados preguiçosos também podem estar relacionados com algumas doenças:

  1. Transtornos de aprendizado.
  2. Déficit de atenção.
  3. Distúrbios de sono.
  4. Depressão.
  5. Ansiedade

Para saber se a falta de vontade é um sintoma de alguma doença ou tem mais a ver com preguiça mesmo, atente-se a outros possíveis sintomas ou alterações no comportamento do seu filho. Na dúvida, converse com seu pediatra ou médico de família. 😉

Criança apoiada em cima de uma pilha de livros com expressão triste e desanimada no rosto

Por fim, a relação com os pais também pode causar uma falta de motivação que pode ser confundida com preguiça. Pais controladores, que não dão atenção suficiente aos filhos ou os maltratam incentivam a falta de interesse. Muitas vezes isso acontece sem eles perceberem!

Observe atentamente a rotina e o comportamento do seu filho para descobrir! Com base nisso, você pode escolher quais das estratégias abaixo irá utilizar para lidar com a situação.

Se envolver está difícil? Não consegue acompanhar a evolução do seu filho? Assine o Tomo dos Pais gratuitamente! É um serviço de assinaturas com dicas personalizadas de atividades para ajudar a sua família a criar o seu filho da melhor forma possível.

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Meu filho é preguiçoso. O que fazer?

Existem várias ações possíveis para lidar com a preguiça ou falta de interesse do seu filho. As dicas valem para crianças e adolescentes, mas dependendo da idade você precisará fazer pequenas adaptações.

Importante: essas ações também servem para prevenir a preguiça. 😉

  1. Crie uma rotina diária para seu filho.
  2. Adicione momentos de ócio na rotina diária do seu filho para ele não se sentir desgastado.
  3. Aprenda sobre as habilidades e interesses do seu filho e crie tarefas relacionadas a elas. Ele sentirá mais vontade de fazer tarefas relacionadas com o que gosta.
  4. Desenvolva projetos relacionados com os seus interesses em comum, para fazerem juntos. Pode ser desde montar quebra-cabeças até aprender pintura.
  5. Crie um programa de recompensas para seu filho. Por exemplo, sempre que ele lavar a louça, ganha mais meia hora de videogame por dia.
  6. Mantenha a firmeza. Se você combinar que seu filho precisa lavar a louça todo dia, tire privilégios quando ele não cumprir com o combinado.
  7. Ofereça ajuda quando necessário, mas não faça tudo pelo seu filho. Dê as ferramentas, mas deixe ele resolver os desafios. A sensação de recompensa e dever cumprido estimula o progresso.
  8. Estude sobre autodisciplina e autocontrole para ensinar ao seu filho.
  9. Crie metas alcançáveis. Por exemplo, se ele toca algum instrumento, crie um combinado para ele aprender a tocar determinada música em dois meses.
  10. Dê feedback construtivo. Elogie o esforço, mesmo se parecer pouco para você, e incentive-o a ir em frente. Quando tiver que criticar, não faça de qualquer jeito – pontue o que está bom e o que precisa melhorar.
  11. responsabilidades adequadas à idade do seu filho. Isso mostra que você confia nele, e estimula a autonomia.
  12. Seja consistente. Quebrar hábitos demora um tempo, então não dê moleza depois de uma ou duas semanas.
  13. Brinque ao ar livre. Deixe seu filho sair para a rua, se sujar, e tudo o mais. Isso estimula a criatividade e dá energia. Se possível, vá com ele de vez em quando.
  14. Repense o tempo de tela: diminua o tempo diário em frente a computador, celulares e tablets.
  15. Estimule seu filho a tomar decisões sozinho, mas esteja lá para cobrar que ele cumpra com as suas obrigações. Comemorem o sucesso juntos também!
  16. Pratique atividades físicas junto com seu filho. Comece com atividades leves e que duram pouco tempo, mas aumente aos poucos.
  17. Faça seu filho comer frutas e verduras. Se possível, evite alimentos industrializados também. Além disso, certifique-se de que seu filho está dormindo o suficiente.
  18. Converse com os professores para entender se o seu filho está ansioso, estressado ou parece cansado durante as aulas.
  19. Crie uma atmosfera positiva em casa. Não demonstre preguiça ou procrastine quando for fazer as próprias atividades, e afaste as distrações do seu filho na hora de cumprir alguma tarefa.
  20. Apresente grupos sociais para seu filho, como clubes de leitura, aulas extracurriculares ou afins. De preferência, relacione com os hobbies e paixões dele.
  21. Identifique as dificuldades do seu filho na escola e ajude nos estudos.
  22. Desenvolva a autoestima do seu filho.
  23. Apresente modelos positivos. Naruto e My Hero Academia são dois animes com ótimos exemplos de personagens que se tornam incríveis quando deixam a preguiça de lado. O ideal é você também ser um modelo de comportamento. Olha só esse exemplo: todo mundo falou que ele nunca seria um herói, mas ele não desistiu e conseguiu. 💪

YouTube Video

Se você não sabe por onde começar, faça o seguinte:

  1. Crie uma lista diária ou semanal de afazeres para o seu filho.
  2. Quando ele cumprir, dê um privilégio. Quando não cumprir, tire um privilégio. Como jogar videogame, sair com os amigos, etc.
  3. Quando puder, acompanhe o que seu filho está fazendo. Não dê brecha para ele fazer meia-boca, nem deixe passar caso ele esqueça algo, mesmo se for “só uma coisinha”. E quando perceber que algo não foi feito direito, faça ele parar o que estiver fazendo para ir consertar.

A partir dessa experiência, você acrescenta as outras técnicas que também estão aqui no post.

Além de manter a disciplina, você precisará ter paciência. A preguiça é um hábito, então a transformação demora para acontecer.

Viva aquela frase: “seja pelo menos 1% melhor todos os dias” e celebre as pequenas conquistas ao lado do seu filho. Esse reforço positivo vai motivá-lo a ir ainda mais longe! 🏆💪

Uma boa forma de estimular esse raciocínio são histórias sobre esporte, se o seu filho gostar do assunto. Tem várias que falam sobre a importância da motivação e do treino.

Por exemplo:

  • Os animes Haikyuu (sobre vôlei) e Slam Dunk (sobre basquete).
  • Cristiano Ronaldo teve uma carreira vitoriosa porque levava os treinos a sério.
  • Kobe Bryant, Michael Jordan e LeBron James, do basquete, são lendários porque se esforçaram muito, diariamente, para isso.

Essa entrevista com o Kobe é bem interessante para isso. Ele explica a importância de deixar seu filho falhar, e o quanto a vontade de vencer o fez ser um dos maiores nomes da história do basquete.

👇 Agora que você já sabe o essencial, veja técnicas para lidar com duas situações específicas e delicadas:

  • Filho que não se interessa por nada.
  • Filho que tem preguiça de estudar.

Meu filho não se interessa por nada. E agora?

O Kobe Bryant, que falei ali em cima, dizia que quando seu filho descobre uma paixão, você não precisa mandar ele fazê-la. Ele fará por conta própria, porque acha divertido e quer melhorar.

Seu filho já descobriu qual é a paixão dele? Ajude-o a encontrar! Esse é o primeiro passo para mudar o hábito do filho preguiçoso.

Depois dessa descoberta, você também precisa aplicar técnicas para motivá-lo a seguir se aprofundando nesses assuntos.

Imagine-se como um treinador ou treinadora. A sua missão é criar o novo Michael Jordan, ou o novo Kobe Bryant. 💪

Mas lembre-se que motivar é diferente de pressionar e obrigar.

  • Respeite o ritmo do seu filho e comece devagar.
  • Apresente suas próprias paixões e hobbys do seu filho.
  • Deixe seu filho fazer as próprias escolhas e encarar as consequências delas.
  • Pergunte sobre ou monte a rotina do seu filho para identificar o que o motiva.
  • Lembre-se que o comportamento do seu filho não é culpa sua.
  • Identifique o que você pode usar como recompensas ou incentivos.
  • Faça seu filho conquistar privilégios a partir de suas obrigações, como mais tempo de tela.
  • Converse sobre os planos do seu filho. Qual carro ele quer ter quando crescer? Qual profissão quer seguir? Onde quer passar as férias?
  • Não grite com ele, em hipótese alguma.
  • Dê liberdade para seu filho cometer erros. Esteja lá para ajudar a superá-los e fazer melhor na próxima oportunidade.
  • Ensine seu filho que as ações dele interferem na sua felicidade, porque você se importa com ele e quer que ele seja a melhor versão possível de si. Por isso que quando ele não se esforça, você se chateia, porque você quer o melhor pra ele.
  • Dê prazos realistas para seu filho cumprir as atividades. Tendo um prazo final para te mostrar resultado, ele não fica adiando para sempre as tarefas. Talvez faça tudo em cima da hora, mas é um primeiro passo para deixar a preguiça de lado.
  • Defina as suas expectativas para ele. Explique que ele não precisa o melhor aluno do mundo, mas tem que se esforçar para melhorar.
  • Reconheça e elogie as habilidades do seu filho.
  • Converse sobre os seus próprios medos e obstáculos para ser produtivo, e como você superou.

criança frustrada com os estudos, com expressão aborrecida, ao lado de uma pilha de livros com uma maçã em cima, e um porta-lápis do outro lado

Meu filho tem preguiça de estudar. O que fazer?

Escreveremos um guia completo sobre como ensinar seu filho a estudar pois é uma das dificuldades mais comuns de um filho com preguiça. Mas aqui vai o resumo do que fazer:

  • Divida as tarefas complexas em trabalhos menores.
  • Afaste as distrações na hora de estudar.
  • Defina horários fixos para estudos todos os dias e sente do lado dele para ajudar.
  • Nesses horários, tire os eletrônicos do quarto. Se for usar para estudar, mexa você nos aparelhos e deixe ele apenas assistindo.
  • Convide seu filho para estudar, não espere que ele tome a iniciativa.
  • Procure tornar o estudo mais divertido e interativo.
  • Faça combinados com seu filho.

Por hoje ficamos por aqui!

Tenho certeza que as dicas vão te ajudar a mudar a visão de que você tem um filho preguiçoso. Depois que colocar em prática, escreva aqui nos comentários como as coisas melhoraram. E se pensar em outras estratégias, comente também para outros pais testarem!

É normal adolescente ser preguiçoso?

Essa pergunta é complicada… A preguiça por si só não indica um problema mais grave, como má qualidade de sono ou depressão. Mas ao mesmo tempo, não acontece com todos os adolescentes. Tem alguns que simplesmente têm muita energia, outros têm um ritmo menos acelerado.

Para saber se a situação na sua casa é normal, o segredo é observar atentamente a rotina do seu filho. Isso te ajudará a entender se é uma preguiça “normal”, falta de motivação, ou algum problema de saúde.

Por exemplo:

  • Seu filho está com preguiça de fazer as tarefas chatas, ou não tem disposição mesmo para fazer as tarefas divertidas?
  • Seu filho tem preguiça para certas coisas, ou parece estar sem energia?
  • As notas dele pioraram na escola?
  • O adolescente passou por algum trauma recentemente?
  • A vida em casa é tranquila, ou os pais discutem muito?
  • O adolescente está passando por conflitos com pais, colegas, amigos, namorada ou afins?
  • Seu filho tem uma rotina muito cheia? Ou tem tempo de descanso entre as atividades?

Responder a essas perguntas te ajudará a entender se o filho tem “motivos” para estar preguiçoso ou se você deve intervir.

Na maioria dos casos, a preguiça não indica nada de grave. O corpo dos adolescentes passam por muitas mudanças e eles não estão acostumados para elas. Às vezes, o que os pais interpretam como preguiça é simplesmente um tempo que o corpo precisa para recuperar as energias.

Durante a adolescência, o hormônio de crescimento é liberado durante o sono. Por isso, os adolescentes precisam descansar bastante e ter um sono de qualidade. É por causa disso que se recomenda não usar celular antes de dormir: tudo o que atrapalha o sono, atrapalha o desenvolvimento.

Muitos pais pressionam os adolescentes a dormirem menos, não tirar tempo para si, ou estar sempre fazendo alguma atividade extracurricular. A intenção é boa, todo pai só quer o melhor para o seu filho, mas às vezes não é preguiça. E às vezes essa pressão é que tira a vontade de fazer algo.

Outra situação corriqueira é que adultos fazem certas coisas sob pressão social, adolescentes não. Já parou pra pensar nisso?

Por exemplo, muitas gentes arrumam a casa porque a visita está chegando. Ou dão um passo além na hora de cozinhar para receber os parentes. Nem sempre isso é feito por vontade própria, às vezes é para passar uma boa impressão.

Muitos adolescentes não pensam assim. Eles veem o quarto bagunçado e pensam: “pra mim está arrumado, a bagunça não atrapalha, eu consigo encontrar tudo o que eu preciso”. E muitos pais interpretam isso como uma preguiça fora do normal, mas é coisa da adolescência mesmo.

Ou seja, o segredo para lidar bem com a preguiça dos adolescentes é aprender a estabelecer os limites entre quando intervir e quando deixá-lo descansar. Comunicação é fundamental nesse processo – converse com seu filho, exponha suas preocupações, ouça o lado deles e pensem juntos em uma alternativa que funcione para ambos.

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Meu filho não sabe perder: 8 dicas práticas para ensiná-lo https://otomodospais.com.br/blog/meu-filho-nao-sabe-perder-dicas-praticas/ https://otomodospais.com.br/blog/meu-filho-nao-sabe-perder-dicas-praticas/#respond Thu, 07 Sep 2023 14:20:33 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3620

Saber perder é uma virtude. Ninguém gosta, mas faz parte da vida, e quando aceitamos esse fato, conseguimos aprender com nossos erros. 

Isso faz muito sentido para os adultos, né? Mas para as crianças, nem tanto… Afinal, o objetivo da brincadeira é ganhar, né? Como é possível ter algo bom em perder?

Neste texto, você aprenderá como ensinar seu filho a aceitar a derrota. É uma habilidade que serve para as brincadeiras com os amigos mas principalmente para a vida em geral. 💪

Aplicando as dicas desse post, com certeza seu filho não tentará mais inventar regras para não perder um jogo, e nem fará chilique quando as coisas não saírem do jeito dele.

Como ensinar seu filho a aceitar a derrota?

Se o seu filho não sabe perder, você precisará de paciência, consistência, e de uma abordagem sensível e relacionada com os interesses dele. Siga as estratégias abaixo:

  1. Dê o exemplo: Não xingue a televisão se o seu time levar goleada, nem jogue o controle no chão quando perder no videogame. Ensine na prática as maneiras certas de lidar com a frustração.
  2. Converse com seu filho: Quando ele fizer birra porque perdeu no jogo, sente e explique que o comportamento não é legal, que isso afasta os amiguinhos, e que logo chega a vez dele ganhar.
  3. Recompense o esforço: Elogie o trabalho duro, independente do resultado. Isso ensina que o progresso é tão importante quanto a vitória (as vezes até mais). Além de ensinar a perder, você estará criando seu filho com autoestima.
  4. Brinque junto: Faça brincadeiras em que você e seu filho estão no mesmo time. Se perderem, estarão juntos e você mostrará na prática como aceitar a derrota e melhorar a partir dela. Jogos de videogame e cartas são ótimos para isso. 
  5. Faça brincadeiras colaborativas: Jogos de tabuleiro em que os jogadores estão juntos para resolver um objetivo ensinam a focar no trabalho em equipe e na diversão, além de eliminar a frustração por perder para outra pessoa.
  6. Ensine sobre as emoções: Incentive seu filho a se abrir e dizer como se sente quando perde. Se possível, peça para ele explicar. Não diminua os sentimentos dele, mas foque em ensinar que tem situações que ele não pode controlar.
  7. Estimule a reflexão: Depois de uma derrota, espere seu filho se recuperar e converse com ele sobre os aprendizados. Pergunte ao seu filho o que ele faria de forma diferente para ganhar e como pode melhorar. Ensine que a pessoa que está do outro lado passa por esse mesmo processo quando perde.
  8. Reconheça o progresso: Quando seu filho aceitar a derrota, parabenizar o adversário, ou tentar de novo, diga o quanto você sente orgulho. 

Seja presente na vida do seu filho e guie pelo exemplo. Pode demorar algum tempo, mas se fizer isso, ele aprende a perder e evoluir com os erros. E cenas como essa da foto ficarão no passado!

Menina gritando

Combine as estratégias com os gostos e interesses do seu filho. Se ele gosta de futebol, conte um caso sobre o time dele. Se gosta de lutas, explique que todo mundo aprende a cair porque é impossível nunca ser derrubado, e por aí vai.

Um jeito didático de explicar tudo isso é assistir Naruto com seu filho. Lá tem vários personagens que ilustram a importância de lidar com a derrota. Alguns lidam bem com ela, outros nem tanto:

  • Naruto era considerado o pior aluno na escola de ninjas, mas nunca se abalou e descobriu outras maneiras de lidar com a frustração.
  • Rock Lee (o personagem do vídeo abaixo) perdia todas as lutas para o Neji, mas descobriu sua força interior através do trabalho duro. Ele sofria muito por perder constantemente, mas usou isso como motivação, e ficou muito forte por isso.
  • Neji acreditava que o destino já estava traçado, mas uma derrota mudou sua percepção de mundo para sempre.
  • Sasuke tomou as piores decisões possíveis pela frustração de ser superado por alguém.

👉 Naruto é só um exemplo de anime com ensinamentos valiosos para as crianças. Veja uma lista com diversas opções para assistir em família.

YouTube Video

Qual é a importância de saber perder?

Aprender a perder fortalece o desenvolvimento pessoal e a habilidade de socializar bem com as pessoas.

Isso é importante para a infância, e também contribui para que seu filho seja um adulto saudável. Se ele não sabe perder, se sentirá impotente diante das fases difíceis da vida, e terá mais dificuldades em fazer e manter amizades.

Saber perder desenvolve as seguintes qualidades:

  • Resiliência: Quando a criança entende que não vencerá sempre, ela buscará formas de se recuperar, aprender com as falhas, e tentar novamente até dar certo.
  • Empatia: Perder ensina sobre os sentimentos das outras pessoas e se colocar no lugar delas. Será que o seu filho aguentaria um amiguinho fazendo chilique quando perde? Esse tipo de reflexão ajuda a entender e validar os sentimentos das outras pessoas, e não apenas os seus próprios.
  • Humildade: Perder de vez em quando é bom para a criança manter os pés no chão e reconhecer que ninguém é invencível, e que o sucesso nunca é garantido.
  • Socialização: Seu filho aprenderá a encorajar um colega que perdeu, ou a ter espírito esportivo para parabenizar o vencedor. Essa habilidade será fundamental quando ele for adulto! 
  • Crescimento pessoal: A derrota estimula o crescimento, através da autorreflexão e de estar ciente que sempre é possível melhorar.
  • Equilíbrio emocional: Quem sabe perder dificilmente dá chiliques ou tem reações desproporcionais diante da frustração, seja em uma brincadeira, seja em outra situação da vida.
  • Foco no esforço: A derrota ensina que a jornada é tão importante quanto a linha de chegada. Ou seja, que a vitória é a consequência de trabalho duro.

Percebeu que vai muito além das brincadeiras?

Lidar com a derrota é importante na hora de jogar bola com os amigos, de se recuperar depois de uma nota ruim na prova, ou depois de terminar um namoro.

Família com pai, mãe e duas crianças jogando futebol na praia

Quem sabe perder tem força para encarar os obstáculos de forma saudável e crescer a partir deles, não importa quais sejam.

Saber perder é uma virtude

Saber perder é uma virtude porque é assim que as pessoas crescem: transformando obstáculos em oportunidades. É um pouco daquela ideia de guardar as pedras no caminho para construir o seu castelo, sabe? 🏰

Quem não sabe perder não consegue fazer isso. As emoções negativas tomam conta, a pessoa não consegue visualizar as oportunidades, e ainda afasta quem está em volta.

Ninguém gosta de brincar com quem distorce as regras quando está na pior, fica enrolando pra pagar prenda na brincadeira, ou leva a bola pra casa depois de tomar gol. 

De vez em quando, tudo bem – somos humanos, e às vezes é difícil segurar a emoção. Principalmente quando aquele coleguinha pentelho fica zoando os outros quando ganha. 🤣 Mas não pode ser sempre.

Esse é, inclusive, um segredo das pessoas bem-sucedidas: ter liberdade para errar, e analisar as situações para aprender com elas. Esta foi a conclusão de uma pesquisadora que conversou com várias pessoas bem-sucedidas nos Estados Unidos.

Não esqueça de comentar aqui se as dicas desse texto te ajudaram! 😁

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Automutilação e cortes no braço: guia completo para pais e mães https://otomodospais.com.br/blog/automutilacao-cortes-no-braco-guia/ https://otomodospais.com.br/blog/automutilacao-cortes-no-braco-guia/#respond Wed, 07 Jun 2023 14:10:48 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3165

Automutilação é a prática de ferir a si mesmo, muitas vezes com cortes no braço, como uma forma de aliviar dor emocional. É muito preocupante, ainda mais quando se trata de adolescentes.

Se machucar nunca é a solução para os problemas, mas infelizmente muitos jovens buscam esse caminho. 😔

Este texto te ajudará a entender se está acontecendo aí na sua casa. Você aprenderá quais são os sinais, como reagir, e como conversar com o seu filho sobre o assunto.

E, se por acaso você é um adolescente, e encontrou esse texto no Google porque está sofrendo, quero te lembrar que:

Você não está sozinho ou sozinha. Suas dores são válidas e você pode curá-las. Lembre que você tem pessoas à sua volta te amam, se importam com você e querem te dar suporte. 

Precisa de coragem para pedir ajuda, mas por favor, não hesite em conversar com um adulto em quem você confia, ou com algum profissional de saúde. Você merece ser feliz e tem muita gente disposta a te ajudar a isso. 

O que é automutilação?

Automutilação é causar dor a si mesmo de forma intencional. Uma das formas mais comuns são os cortes no braço ou em outras partes do corpo.

A automutilação é uma forma de lidar com emoções complexas ou situações traumáticas. Normalmente, quem faz isso sente que não tem outra maneira de expressar seus sentimentos ou liberar o estresse. Mas se machucar não resolverá nenhum problema.

Muitas pessoas acham que automutilação é frescura, mas não é assim. É um assunto muito sério, que requer empatia e amor. Você precisa ouvir seus filhos, respeitar a dor deles, entender que o sofrimento deles é válido, e encaminhar para ajuda profissional.

Automutilação não é a solução para nenhum problema. Mas, também não é sinal de fraqueza, ou de falta de força de vontade. É uma resposta não-saudável a uma situação ruim. Existe ajuda disponível e ao seu alcance. 

Como a automutilação acontece? 

O comportamento de autoagressão pode se manifestar de muitas formas. Os pais precisam estar atentos a cortes, queimaduras, mordidas, arranhões, e puxões de cabelo. 

Nem todo adolescente em sofrimento mostra sinais visíveis. Muitos escondem suas cicatrizes, ou se machucam em locais como coxas ou abdômen. Nesse caso, os pais precisam observar mudanças de comportamento, como tendência a se isolar, comportamento ansioso ou facilmente irritável.

Se notar mudanças na personalidade do seu filho, ou perceber um ferimento sem explicação, converse com ele. Não precisa ser diretamente sobre isso, mas pergunte se está tudo bem, se ele quer conversar, ou se precisa de ajuda com algo.

Quantos jovens se cortam?

Infelizmente, esse é um problema muito comum em todas as partes do mundo, como revela este estudo.

Segundo uma pesquisa de 2018 publicada pelo The New York Times, 1 a cada 4 meninas dos Estados Unidos tentaram se machucar nos últimos 12 meses. O número de meninos foi 1 a cada 10. 

Não há dados atualizados sobre quantos jovens se cortam no Brasil, mas pesquisadores do Ministério da Saúde percebem um aumento de problemas de saúde mental em pessoas com menos de 18 anos.

As pesquisas informam ainda que jovens em alguma situação de vulnerabilidade ou que fazem parte de grupos minoritários estão mais propensos a riscos. População LGBTQIA+, migrantes e refugiados são exemplos mencionados pelo Ministério da Saúde. 

Enquanto fazia a pesquisa para escrever este post, encontrei um dado que me impressionou: todos os meses, são feitas cerca de 10 mil pesquisas no Google sobre o assunto. 😥 

Muitas pessoas pesquisam dicas de como fazer e como esconder dos pais. Se você é uma delas e caiu aqui:

Lembre que você nunca está sozinho. Várias pessoas em todo o mundo sofrem, mas se cortar não é a saída. Existem formas mais saudáveis de lidar com as frustrações.  

Por que as pessoas se cortam no braço?

Não existe uma única resposta para essa pergunta. Adolescentes cometem automutilação ou fazem cortes no braço por várias razões. Estas são algumas:

  1. Lidar com a dor emocional: algumas pessoas podem sentir que a dor ajuda a lidar com estresse emocional e com sentimentos como tristeza, ansiedade ou raiva.
  2. Sensação de controle: sensação de controle sobre seus próprios corpos e sobre suas emoções.
  3. Comunicar sentimentos: às vezes, é uma forma de expressar para os outros que estão passando por alguma dificuldade.
  4. Lidar com trauma: a automutilação pode surgir como resposta a algum evento traumático, como agressões ou abusos.
  5. Baixa autoestima: ao se sentir inadequado, ou que não tem valor próprio, o adolescente pode se cortar como forma de “punição”.
  6. Problemas de saúde mental: depressão, ansiedade ou outras condições do tipo podem desencadear comportamentos de automutilação.
  7. Falta de suporte: a sensação de que não tem apoio dos amigos e da família pode levar um jovem a se automutilar. 

Esses são apenas exemplos do que pode estar acontecendo. Apenas um profissional de saúde mental qualificado pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

A automutilação não tem rosto, idade, ou classe social. É um comportamento que atinge pessoas com vidas muito diferentes, inclusive adultos.

Nunca é tarde para buscar ajuda. Existem formas saudáveis de lidar com as frustrações da vida, não importa qual seja a sua idade. Conversar com alguém não é sinal de fraqueza. Na verdade, é o contrário!

Cortes no braço estão relacionados com depressão?

Automutilação pode surgir como sintoma de depressão ou como mecanismo de defesa contra ela.

Algumas pessoas sentem que a dor física proporciona um alívio temporário da dor emocional, o que leva à sensação de controle sobre os próprios sentimentos. O problema é que a dor emocional tende a voltar logo, o que leva a um ciclo.

Os cortes no braço podem ser uma forma de comunicar a angústia. Em quadros depressivos, nem sempre é fácil explicar para os outros como você está se sentindo. Os cortes são uma prova definitiva de que a pessoa precisa de ajuda.

A relação entre depressão e automutilação é complexa e multifacetada. O ideal é buscar ajuda profissional para entender cada caso.

Adolescente triste fingindo felicidade

Como é a cicatriz de corte no braço?

Depende muito. Geralmente, são cicatrizes pequenas, finas e lineares. Elas tendem a ser mais numerosas em algumas partes do corpo, como nos antebraços e nas coxas. Depois de um tempo, as cicatrizes ficam descoloridas.

Mas nem todas as pessoas que cometem automutilação têm cicatrizes visíveis. 

O que fazer nessa situação?

Se você suspeita (ou já descobriu) que seu filho ou filha está passando por problemas, o primeiro passo é conversar.

Nunca é uma conversa fácil. Seu filho ou filha pode sentir vergonha, ou tentar esconder até o último minuto. Por isso, tenha sensibilidade e não julgue. Encoraje a falar sobre os seus sentimentos e ofereça apoio.

Você precisará de empatia durante todo o tempo. Lembre que ser adolescente não é fácil. E é ainda mais difícil quando você precisa lidar com algum problema de saúde mental.

Se você não entende muito sobre esses assuntos, recomendo ler esses textos aqui do blog:

👇 Agora, veja algumas dicas de como conduzir a primeira conversa:

  • Não eleve a voz. Mostre preocupação, e não raiva. 
  • Estimule seu filho ou filha a desabafar.
  • Ouça com atenção, sem interromper, ou tentar diminuir a dor.
  • Não fale que “não é nada”, “vai passar”, ou coisas do tipo. Se for aconselhar, dê conselhos construtivos.
  • Tente entender os motivos do seu filho ou filha para se cortar.
  • Ajude seu filho a encontrar outros mecanismos e atividades para lidar com estresse. Pode ser atividade física, ler um livro, sair de casa para passear, ou vir conversar com você.
  • Remova objetos que seu filho possa estar usando para se machucar.
  • Crie um ambiente de comunicação aberta em casa. Faça seu filho ter certeza de que você está sempre disponível para ouvir.
  • Se precisar, converse com seu filho ou filha sobre os seus próprios sentimentos também. Assim você mostra que se abrir não é sinal de vulnerabilidade, e sim de confiança.
  • Depois da conversa, busque ajuda profissional.

A partir dessa conversa, você entenderá melhor o que se passa na cabeça do seu filho e poderá buscar ajuda. Comunicação é sempre o primeiro passo.

Vale lembrar que a comunicação aberta precisa acontecer durante todo o tempo, não só no momento da descoberta. É importante acompanhar o desenvolvimento do seu filho ou filha.

Mãe e filha sentadas no sofá de cabeça baixa e chorando

E, se você acha que seu filho ou filha está com frescura…

Você não poderia estar mais enganado!

Talvez você seja de uma geração em que não se falava sobre saúde mental. Ou, quando falava, era com algum preconceito. 

“É falta de um tapa”, “faz algo da vida que passa”, e “quem tem problemas sou eu, que tenho que trabalhar tanto pra sustentar essa casa” são fases clássicas desse período. E todas estão erradas!

Bater ou gritar só aumenta a dor emocional, que é justamente a causa do comportamento destrutivo.

Busque ajuda profissional

Essa é a única forma de entender completamente o que está acontecendo, quais são as causas, e quais são os próximos passos. Pode ser com psicólogo ou algum médico – se for o caso, eles indicarão o profissional mais indicado.

Se puder, marque consulta particular, para não perder tempo. Mas, se não puder, vá a algum serviço público de saúde, marque consulta e peça a indicação. 

E, se você é adolescente e está lendo até aqui, tenho um último recado:

A sua dor não te define. Você é muito mais do que seus pensamentos ruins. Você merece amor, felicidade, carinho, e tem um futuro brilhante em frente. Converse com alguém que você confia e saiba que existem recursos para te ajudar a superar os seus desafios. 

Você é forte, capaz, e merece o melhor. Continua lutando, um dia de cada vez, e você verá que não está sozinho ou sozinha. 

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É normal uma criança roubar? O que fazer e como parar https://otomodospais.com.br/blog/e-normal-uma-crianca-roubar/ https://otomodospais.com.br/blog/e-normal-uma-crianca-roubar/#respond Mon, 13 Mar 2023 13:27:41 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2797

É surpreendente, mas em alguns casos é normal crianças roubarem. Por exemplo, pegar as coisas sem permissão é natural para crianças pequenas. Elas ainda estão aprendendo como o mundo funciona e não sabem o que é certo e errado.

Os pais precisam intervir para que o comportamento não vire problema. Os métodos mais comuns de lidar com o roubo infantil são explicar porque é errado e fazer a criança devolver o que pegou.

É uma situação chata para os pais, mas se for um comportamento isolado, não é o fim do mundo. Com diálogo e autoridade, você soluciona. Esse erro não significa que seu filho está fadado a ser um criminoso. 😅

Neste texto, você entenderá em quais situações é normal uma criança roubar, como lidar com o roubo infantil e o que fazer para parar. Veja também em quais casos precisa se preocupar, a solução para dois tipos de roubos muito comuns, e quando buscar ajuda externa.

É normal crianças roubarem?

Essa é uma pergunta complexa e sem resposta definitiva. O melhor caminho é descobrir porque o seu filho roubou para entender se é um comportamento normal ou não.

👉 Crianças muito pequenas não entendem o conceito de propriedade. Ou seja, elas não sabem que roubar é errado, sendo assim, não agiram com má-intenção. Elas só seguem o instinto de pegar algo porque queriam muito.

👉 Crianças mais velhas podem roubar por influência de colegas ou crianças mais velhas. Nesse caso, não é um comportamento normal — o roubo foi fruto de uma pressão social e do medo de ser “deixado de lado”.

Não importa o motivo, você precisa intervir. Converse imediatamente com seu filho sobre o ocorrido e se faça presente na rotina dele. Com isso, você descobrirá porque ele sentiu necessidade de roubar e ajudará a superar esse comportamento.

Faça isso assim que descobrir o roubo. Quanto mais você adia, mais difícil fica de resolver.

criança sentada no chão com uma nota de dinheiro na mão, tirada da bolsa do pai

O que leva uma criança a roubar?

Existem vários fatores que levam uma criança a roubar. Depende muito da idade, do contexto de criação, dos exemplos que ela tem em casa, das companhias, entre outros.

Mas, em geral, os motivos mais comuns são:

  1. Dificuldade para entender as consequências: normal nas crianças muito pequenas. Elas não entendem que roubar causa dano para os outros e para si mesma.
  2. Curiosidade: a criança se sentiu atraída por algo e não conseguiu resistir à tentação ou oportunidade de ter aquilo.
  3. Falta de recursos: a criança sente desejo por algo, mas a família não tem dinheiro. Por isso, ela rouba para satisfazer a curiosidade.
  4. Problemas emocionais: situações como ansiedade, estresse, abusos, negligências, separação dos pais, entre outros eventos “traumáticos” podem desencadear o roubo como comportamento de defesa.
  5. Influência de amigos: seu filho se sentiu pressionado a roubar por medo de ficar fora do grupo ou de ser zoado pelos colegas.
  6. Dificuldade em controlar impulsos: seu filho pode ter dificuldade em resistir à adrenalina do roubo.
  7. Necessidade de atenção: muitas vezes o mau comportamento — incluindo roubar — está relacionado com o desejo de ter pais mais presentes.
  8. Maus exemplos em casa: um filho que vê o pai tirando vantagem do caixa na hora de receber o troco pode repetir este comportamento porque o considera normal e aceitável.
  9. Problemas de autoestima: para a criança, o roubo pode ser uma forma de parecer “descolado”

Tenho dois episódios de série para indicar, se você quer entender porque uma criança roubou.

O primeiro é o episódio dos Simpsons em que o Bart rouba um jogo de videogame. Ele faz isso por ver crianças mais velhas fazendo, e porque sente dificuldade de se controlar.

Infelizmente não tem dublado na internet. 😣 Mas se você assina a Disney+ consegue assistir. É o episódio 11 da 7º temporada. Abaixo tem um trecho (em inglês):

YouTube Video

O segundo episódio é de Todo Mundo odeia o Chris, em que o protagonista se envolve com gente errada para parecer descolado na escola.

Essas séries ajudam a entender que o roubo nem sempre é sinal de maldade. Quando os pais se preocupam e dão apoio, as crianças roubam uma vez e depois nunca mais.

Como lidar com roubo infantil?

Se você está lidando com uma criança que roubou, use a oportunidade para ensinar sobre responsabilidade e ética.

Comece conversando sobre o roubo. Dê uma bronca e explique porque é errado. Pode até fazer a clássica pergunta: “você gostaria se eu pegasse as suas coisas?”.

Depois que ela entender, pergunte porque ela quis roubar. Entenda o motivo e descubra se tem algo mais sério acontecendo, como problemas com ansiedade.

Por fim, escolha o castigo. A criança precisa entender que roubar tem consequências negativas. Faça ela devolver o que roubou e pedir desculpa para a pessoa. Dependendo da situação, também vale punições adicionais, como proibir de ver os amigos e deixar sem celular por um tempo.

👉 Este post ensina a disciplinar os filhos da forma correta (e corrigir outros tipos de desobediência)

Durante os dias, acompanhe o progresso do seu filho. Veja como está o comportamento dele. Se achar que mudou muito, converse com alguém da escola ou com um psicólogo para lidar com o problema.

Evite ficar mencionando o roubo. Depois da punição do seu filho, não volte a tocar no assunto. Isso o ajuda a entender que vocês viraram a página e agora podem começar do zero.

Dependendo do motivo do roubo, tome atitudes mais específicas também. Por exemplo, se for um roubo por influência de amigos, afaste seu filho dessas pessoas. Se foi por mau exemplo, converse com todos em casa para melhorarem os hábitos, e por aí vai.

👇 Veja abaixo algumas dicas de abordagens para cada um desses momentos, e dicas de como prevenir que aconteça de novo.

Duas meninas sentadas no sofá, uma delas segurando um urso de pelúcia grande, ouvindo a mãe dando uma bronca na sala

Como fazer uma criança parar de roubar?

Estas são as dicas para quando confrontar seu filho sobre o primeiro roubo.

  1. Fortaleça sua autoridade: não tenha medo de falar sério com seu filho. Desde que você mantenha a educação, não bata e não grite, não tem problema em demonstrar autoridade.
  2. Faça seu filho pagar: se não puder devolver, ou não conseguir encontrar o dono do item que ele roubou, faça seu filho pagar de outra forma. Uma das melhores maneiras é ajudar com tarefas de casa por um período determinado de tempo.
  3. Não humilhe seu filho: evite os castigos públicos. Não grite com ele na frente de outras pessoas, e nem levante a voz quando tiver outras pessoas perto. Tenha uma conversa a sós. Senão, corre o risco de ter uma quebra ainda maior na confiança entre vocês.
  4. Converse de acordo com a idade: se for uma criança muito pequena, fale “pegar algo sem permissão” ao invés de “roubo”, por exemplo.

Veja agora alguns princípios para fortalecer na criação do seu filho para que ele não roube mais:

  • Ensine honestidade: não dê sermões, mas mostre que honestidade tem valor. Elogie para seu filho sempre que ver alguém sendo honesto. Dê o exemplo e mostre que isso torna a vida das outras pessoas melhor.
  • Puna as mentiras: quando seu filho mentir para você, não deixe passar, mesmo se for algo bobo. Defina o castigo conforme a gravidade da mentira. Isso ensina que a desonestidade de qualquer tipo não compensa.
  • Ensine o que é propriedade: deixe seu filho ser responsável pelos brinquedos, e crie regras em casa para sempre pedir permissão antes de pegar algo, ou entrar no quarto de alguém. Quando ele pedir algo emprestado, explique porque é importante cuidar bem das coisas dos outros.
  • Confie no seu filho: é difícil logo depois do episódio de roubo, mas mostre aos poucos que você ainda está lá por ele, e sabe que ele não é um criminoso.
  • Faça combinados: se tiver condições para isso, dê uma mesada para seus filhos quando eles ajudarem com as tarefas, ou foram super bem na escola. Não dê dinheiro “à toa”, apenas quando eles merecerem. Isso ensina o valor das notas.
  • Demonstre interesse na vida do seu filho: apoie nos momentos felizes, compartilhe momentos juntos, e dê apoio durante as dificuldades. Procure atividades que envolvam toda a família sempre que possível.

Para fazer tudo isso, você deve estar mais presente na vida do seu filho. Se não sabe como, leia estes guias do blog do Tomo dos Pais 👇

Meu filho roubou um brinquedo. O que fazer?

Converse com a criança com calma e leve a idade dela em consideração. Se o seu filho for pequeno, talvez ele nem saiba o quanto isso é grave.

👇 Estes são os passos para lidar com o problema. Adapte de acordo com o contexto do que aconteceu na sua família:

  1. Pergunte o motivo. Vai te ajudar a entender se é inveja, vontade de chamar a atenção, se foi algum mal-entendido, ou algum outro motivo.
  2. Explique que roubar é errado. Fale sobre como o coleguinha se sentiu e pergunte como seu filho se sentiria se tirassem um brinquedo dele.
  3. Descubra quem é o dono. Se foi um colega da escola, faça seu filho devolver e pedir desculpas. Se não conseguir devolver em mãos, deixe o brinquedo onde alguém possa encontrá-lo.
  4. Depois de conversar, observe se o seu filho sente remorso e se está realmente arrependido. Caso não sinta, reforce a importância da empatia durante as próximas semanas. 
  5. Dê um castigo adequado para a idade. Lembre-se que o objetivo é ensinar e corrigir, não punir.

Ver seu filho roubar é difícil, mas encare como uma oportunidade de ensinar sobre respeito e honestidade.  Mostre ao seu filho que roubar é inaceitável. Ensine que errar não é problema, mas precisa encarar as consequências e usar a experiência para se tornar uma pessoa melhor.

Meu filho roubou dinheiro. O que fazer?

O caso é parecido com o de uma criança que rouba brinquedos. A abordagem geral é a mesma, mas algumas ações mudam:

  1. Pergunte porque seu filho precisava do dinheiro. Entenda se ele queria comprar algo, ficou com inveja de alguém, queria saber como era a sensação de roubar, e por aí vai.
  2. Se o roubo estiver relacionado com bullying, ameaça ou chantagem de outras crianças, converse com a direção do colégio, ou com os pais dos amigos, e avaliem juntos a melhor decisão.
  3. Se possível, faça ele devolver o dinheiro e se desculpar. Não fique com o dinheiro em hipótese alguma, mesmo se não descobrir quem é o dono. 
  4. Explique que dinheiro é valioso. Mostre que é difícil de ganhar, o quanto custa para comprar as coisas que ele gosta, e que realmente faz falta para alguém.
  5. Se ele tiver pego dinheiro da sua bolsa ou carteira, mostre também o quanto você se magoou e trabalhe maneiras dele recuperar a sua confiança.
  6. Defina um castigo adequado para a idade do seu filho e gravidade da situação.

Além de ensinar sobre o que é certo e errado, aproveite a oportunidade para ensinar sobre o valor do dinheiro. Fale sobre o quanto é suado para conquistar e que não pode tirar dos outros. 

Se o seu filho ainda não tiver uma noção clara sobre o valor, ensine a contar moedas e notas, explique quanto custa as coisas que ele gosta, e até deixe ele pagar por pequenos produtos no caixa do supermercado.

Quando preciso buscar ajuda?

Estes são alguns fatores que indicam que é hora de procurar um psicólogo:

  • Rouba e não sente remorso.
  • Rouba repetidas vezes.
  • Tem outros problemas comportamentais.

Se a criança for muito nova, perto dos 3 anos de idade, o roubo possivelmente faz parte do desenvolvimento dela, pela curiosidade de descobrir o mundo. Monitore de perto, e se não acontecer de novo não precisa de psicólogo.

Se acontecer em outro estágio da infância, se envolva ao máximo e acione o instinto de pai ou mãe para entender se é hora de buscar ajuda. Normalmente não é necessário na primeira vez em que o roubo acontece.

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