Parentalidade – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog Guias, artigos, dicas e posts para pais e mães Sun, 08 Feb 2026 18:35:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.11 https://eyc7xs8f99a.exactdn.com/blog/wp-content/uploads/cropped-blog_favicon.png?strip=all&lossy=1&resize=32%2C32&ssl=1 Parentalidade – Blog do Tomo dos Pais https://otomodospais.com.br/blog 32 32 Como apresentar o namorado aos filhos? Veja dicas práticas https://otomodospais.com.br/blog/como-apresentar-o-namorado-aos-filhos/ https://otomodospais.com.br/blog/como-apresentar-o-namorado-aos-filhos/#respond Sun, 08 Feb 2026 18:35:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4074 Começar um novo relacionamento é um passo muito importante depois de um término. Mas muitos ficam nervosos na hora de apresentar o novo parceiro aos filhos.

Tem hora certa para apresentar o novo parceiro? Com quanto tempo de namoro eu conto? Ele vai sentir ciúmes? Vai comparar o novo namorado com o pai? Isso vai afetar meu relacionamento com meu filho? 🤔

São muitas perguntas – e neste texto você encontrará a resposta de todas. Veja dicas para tornar o encontro tranquilo, e histórias reais de mães que apresentaram o novo namorado aos filhos com sucesso.

Como apresentar o namorado aos filhos?

O passo mais importante é criar um ambiente favorável e confortável para todas as partes.

Os principais pontos são:

  1. Tenha certeza que seu filho não tem nenhum trauma relacionado à separação dos pais.
  2. Apresente o namorado aos filhos quando tiver certeza que o relacionamento vai durar.
  3. Não compare o pai do seu filho com o seu novo namorado.
  4. Crie memórias positivas com base nos interesses do seu filho. 
  5. Seja casual no começo, até a criança se acostumar com a ideia de um namorado novo para a mãe.

Para colocar tudo em prática, atente-se ao seguinte: 

  • Converse antecipadamente. Diga que um amigo bem especial convidou para um passeio. Pergunte se a criança quer ir e observe a reação. Pergunta o que ela acha, se gosta desse tipo de passeio, se quer ir em outro lugar, etc.
  • Comece devagar. Planeje uma atividade fora de casa, ou inclua o novo namorado em algum plano que já existe entre vocês, pra ele não parecer “invasivo”. 
  • Atividades em grupo são ótimas porque tiram a pressão da interação direta entre os dois, o tempo inteiro.
  • Não revele de cara se achar que o seu filho pode reagir mal. Muitas histórias começam com a mãe apresentando o namorado aos filhos como se ele fosse um amigo. E só depois conta o que aconteceu. Só não pode demorar demais para revelar, senão o filho sente que foi passado pra trás.
  • Planeje um passeio legal. Pode ser uma noite de filmes em casa, ir à praia, fazer trilha, etc. 
  • Escolha atividades que permitam criar conexão, como jogar bola ou brincar no parque. Por exemplo, ir ao cinema talvez não seja tão legal para o primeiro passeio, porque fica cada um na sua. 
  • Conte ao seu namorado o que o seu filho gosta. Brincadeiras preferidas, herói favorito, estilo de música que mais ouve, coisas que ele não curte, etc.
  • Aproveite os gostos comuns. Se o namorado e o seu filho torcem pelo mesmo time de futebol, que tal ir ao estádio?
  • Tire as dúvidas do seu filho depois que ele conhecer o namorado. Pergunte se gostou (da experiência, não da pessoa). Quando revelar que vocês estão saindo, lembre o seu filho que ele ainda é a prioridade nº 1.

Estas são as orientações gerais. Mais abaixo tem dicas específicas para crianças e adolescentes.

criança brincando no pula-pula, enquanto casal de namorados olha de fora

Mas, antes disso, que tal ler algumas histórias reais de casais que passaram por essa fase com sucesso? São várias histórias do Reddit que aplicam as estratégias acima.

O meu marido conheceu as crianças em uma festa de fim de ano em casa. Tinha clima de churrasco, primos e tias, então uma pessoa a mais não era o centro das atenções. Não agimos como namorados, só como amigos. Ele conversou naturalmente com meus filhos. No fim da festa, contei que estávamos saindo, e perguntei se eles queriam conhecer ele melhor. Elas concordaram e saímos para jantar. Depois de um tempo ele começou a vir em casa, brincamos todos juntos lá fora, cozinhamos juntos, fizemos noites de jogos. Respeitamos o tempo de todo mundo e estamos juntos há 6 anos!

Mantivemos tudo casual, no começo a gente se comportava como amigo. Se ele tiver filhos ou sobrinhos, todo mundo pode brincar junto no parque. Foi assim que eu fiz. No meu caso, o namoro não deu certo, mas até hoje a gente sai pra brincar junto. Só se comporte como casal na frente das crianças se vocês estiverem realmente certos que vai durar. 

Vocês podem brincar no parque. Tira um pouco da pressão de ser um passeio a três. Se preferir, esse primeiro contato pode ser mais breve. Depois você pergunta se o filho gostou, e sugere saírem de novo no futuro, com mais tempo.

Meus filhos tinham 4 e 8 anos quando conheceram meu marido. Ele conheceu minha filha em um café da manhã na nossa cafeteria preferida. Depois, ele foi pra minha casa para ensaiar (nós dois somos músicos) e ficou para o jantar. Só depois de alguns encontros desse é que mostramos carinho na frente das crianças.

Tem hora certa para apresentar o namorado aos filhos?

Tem mais a ver com a estabilidade do relacionamento do que com a idade da criança ou os meses de namoro.

Pergunte-se o seguinte:

  • Seu namorado sabe lidar com crianças ou adolescentes?
  • Você quer viver uma vida familiar com ele? 
  • O namoro está sólido mesmo?
  • Seu namorado está preparado para esse nível de comprometimento?
  • Seu namorado sabe qual papel vai assumir? Ele quer ser o “novo pai” do seu filho, ou quer ser parceiro dele?
  • Seu namorado é um exemplo positivo para o seu filho?

Com base nessas respostas você saberá quando é o momento. 😉

Como apresentar o namorado aos filhos pequenos?

  • Mencione o namorado casualmente antes da apresentação oficial.
  • Não se comportem como namorados na frente da criança logo de cara. Deixem ela ficar confortável com a pessoa primeiro.
  • Escolha um ambiente confortável, como parque, passeio que a criança goste, ou até em casa mesmo (com cuidado e sem a pessoa dormir lá).
  • Use objetos de transição, como presentes ou lembrancinhas que geram boas memórias.
  • Depois desse contato inicial explique a situação do casal de forma simples e que a criança entenda.
  • Tenha paciência e respeite o ritmo da criança. Talvez precise de alguns passeios até você poder contar que estão namorando.
  • Quando contar, explique o que significa: que agora tem mais uma pessoa na vida de vocês, que essa pessoa é muito bacana, mais alguém para brincar, e assim por diante.
  • Reforce que o filho é a prioridade nº 1 e que isso nunca vai mudar.
  • Não pressione ninguém a interagir. Deixe os laços se formarem naturalmente.

🎁 Um detalhe importante sobre os presentes: vá com calma. A ideia é criar lembranças positivas, não comprar o amor da criança.

Não é pro seu namorado chegar em casa com um urso gigante pra sua filha, ou com um videogame novo. É mais pro caso de vocês irem ao parque, o namorado se oferecer pra comprar um sorvete. O ideal é você falar antes qual o sabor de sorvete preferido dela. 😉

Se o namorado tiver a iniciativa, for junto com ela escolher, ajudar a montar a casquinha e entregar na mão dela, cria um vínculo positivo.

Homem comprando sorvete para as crianças

Como apresentar o namorado aos filhos adolescentes? 

Você pode aplicar todas as dicas acima, só precisa adaptar o contexto para um adolescente. Por exemplo, quando falar que gosta da pessoa, pode ser mais direta, porque adolescentes já entendem como funcionam as relações românticas.

Além dessas, recomendo as dicas abaixo. Elas são deste post aqui (em inglês). Quem escreveu foi um adolescente de 17 anos, sobre a experiência da mãe em apresentar o namorado para ele. Abaixo tem a tradução, e alguns complementos a partir de histórias postadas no Reddit.

  • Fale que você está gostando de uma pessoa. Algo como: “Olha, pode ser meio esquisito, mas estou gostando de uma pessoa. Você não precisa se envolver se não quiser, mas é importante você saber”.
  • Respeite a privacidade do adolescente. Pergunte se ele quer conhecer a pessoa, se está preparado para encontrá-la, quando e como quer fazer. 
  • Prefira passeios públicos do que receber o namorado em casa (a menos que o adolescente permita). Pode criar uma sensação de que tem alguém invadindo o espaço.
  • Pergunte como o adolescente quer se envolver. Se quer sair mais vezes, se “aprova” o namoro, se está tranquilo, se quer conhecer mais, etc.
  • Não espere que seu filho ame o seu namorado logo de cara. Dê tempo para a relação crescer.
  • Deixe os presentes pra lá, pelo menos no começo. Adolescentes são espertos e vão entender como “putz, esse cara tá tentando me comprar”. Só dê presentes se for algo realmente natural, e com o passar do tempo.
  • Seu namorado deve ser amigável, mas sem se esforçar demais para ser legal, sabe? Se não ele fica com essa cara aqui 👇 e seu filho pode achar um porre.
Adulto vestido como um adolescente estereotipado, com a legenda: how do you do, fellow kids?
Um adulto que se esforça demais para entrar no mundo dos adolescentes pode ficar caricato 😅

Estava pesquisando histórias de pais que apresentaram namorados para filhos adolescentes e achei uma ótima descrição do primeiro encontro:

Pai: Filhos, essa aqui é a Fulana, minha namorada.

Namorada: Oi, prazer em conhecer vocês!

Filhos: E aí, tudo bom? Viu, a gente tá indo jogar Fortnite.

(A porta se fecha e só dá pra ouvir barulho de tiro e a gurizada reclamando de hackers).

Mais fácil do que parece, né? 🤣 Pena que nem todo adolescente é tranquilo assim!

Espero que as dicas te ajudem a construir essa nova etapa do seu relacionamento. 🥰 Nem sempre é fácil, mas com paciência, tem como fazer!

O segredo para apresentar o novo namorado aos filhos é entender e respeitar o momento deles. Preste atenção em quanto tempo faz que você se separou do pai deles, se eles ficaram muito sentidos com a relação, se naturalmente aceitam melhor as mudanças de rotina, etc.

A partir daí, aplique as dicas, trace o melhor plano de ação, e aproveite muito essa nova fase da sua vida! Ah, e não se esqueça de comentar aqui embaixo como foi esse momento 👇

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Mãe cansada: porque a maternidade cansa e como lidar com o esgotamento https://otomodospais.com.br/blog/mae-cansada/ https://otomodospais.com.br/blog/mae-cansada/#respond Wed, 15 Oct 2025 16:48:36 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3483

Você está se considerando uma mãe cansada? Isso é mais normal do que parece! Pouca gente fala disso, mas maternidade é uma barra, né?

Muito trabalho, muita preocupação, pressão, e cobranças por todo lado… as mães passam por momentos de cansaço em várias fases da maternidade.

E não tem problema se sentir cansada, mas é importante identificar quando passa do limite. Sobrecarga, culpa, e burnout materno são problemas que precisam de atenção especial!

Entenda porque mães se cobram tanto, porque o cansaço é tão forte, frequente, e descubra se tem algum problema mais sério acontecendo com você.

Mas antes de começar… Lembre-se que você é uma mãe incrível! 💪 O cansaço (ou a maternidade como um todo) não te definem. Você é mais do que isso – é uma pessoa cheia de qualidades e que se preocupa demais com sua família. Estar aqui lendo este post é uma prova disso, parabéns!

O que significa quando a mãe diz que está cansada?

O cansaço materno pode ter várias formas. Pode ser desde cansaço físico, porque as crianças fazem muita bagunça, ou porque está dormindo pouco, até o cansaço mental por se preocupar demais com a família.

Algumas das situações mais comuns que deixam uma mãe cansada são:

  • Preocupação em excesso, com temas como futuro dos filhos, relação trabalho-família, vida pessoal, casamento…
  • Mães perfeccionistas, que tentam consertar cada “problema” dos seus filhos.
  • Sensação de perda da própria identidade depois de se tornar mãe.
  • Necessidade de realizar muitas tarefas ao mesmo tempo: ser mãe, dona de casa, funcionária, esposa… 
  • Susto com a maternidade, no caso das mães de primeira viagem que estão descobrindo a jornada ao mesmo tempo em que ela acontece.

Algumas mães inclusive passam por mais de uma situação dessas ao mesmo tempo. Tudo isso pode pode causar culpa, autocobrança em excesso, e sensação de esgotamento.

👇 Veja o que fazer em cada caso:

Dicas para mães que se preocupam demais

O cansaço aparece por sentir que é responsável por tudo que está ao redor. Desde a casa até a educação e saúde dos filhos. E que tudo tem que ser perfeito, todos os dias, o tempo todo.

Se isto te causa cansaço, tente o seguinte:

  • Lembre-se que se preocupar é normal, mas que a maioria das suas preocupações nunca acontecerá. Quando seu filho sai pra andar de skate na rua é mais provável ele aprender uma manobra nova do que quebrar o braço.
  • Acione sua rede de apoio – parceiro ou parceira, amigos, pais, enfim. Não tenha medo de admitir que a responsabilidade está pesada.
  • Crie uma rotina de mãe e uma rotina para seus filhos. Te dará mais segurança no dia a dia.
  • Se puder, pratique exercícios, nem que sejam 20 minutos por dia. Comprovadamente ajuda a distrair a cabeça, e resulta em diversos benefícios físicos e psicológicos.
  • Converse com outras mães. Compartilhe as preocupações e aprenda as estratégias delas para lidar com elas. Também te ajudará a entender que as preocupações são normais.

mãe sentada no chão com expressão cansada e preocupada e bebendo vinho para tentar relaxar

Dicas para mães perfeccionistas

Muitas mães têm expectativas altas sobre si e sobre as crianças – e não tem nada errado com isso! O problema é se frustrar quando elas não são alcançadas, ou se cansar tentando deixar tudo sempre perfeito. 

A maternidade é imperfeita mesmo, assim como nossas vidas, e está tudo bem!

Se você é uma mãe cansada por causa disso, tente o seguinte:

  • Aprenda a relaxar. Tire momentos para si, nem que sejam 15 minutos antes de começar o dia, ou antes de deitar. 
  • Deixe seus filhos errarem. Errar e aprender com os erros é uma das marcas de crianças brilhantes e com alta autoestima. Também diminui o seu cansaço.
  • Escreva as suas frustrações. Compre um diário e anote os seus sentimentos negativos. Depois, reflita sobre o que realmente estava sob o seu controle. Ignore tudo o que não estava.
  • Exercite o desapego. No caso, desapegue da ideia de que você pode controlar cada passo do seu filho. Observe e dê apoio enquanto ele cresce, mas aprenda os momentos de se distanciar.

Mãe cansada com bebê no colo

Dicas para mães que se perderam

Alguém que não se cuida, não tem um hobby ou vida social fora do cuidado com a casa e os filhos tende a virar uma mãe cansada logo.

A principal dica é se redescobrir! Descubra um hobby, um tema que você goste, um sonho que quer realizar. Trace planos para fazê-los. Pode ser algo que você deixou para trás depois de virar mãe, ou algo totalmente novo.

Você não precisa excluir a família dessas atividades, mas é importante que eles sejam um momento de relaxamento, para você desligar um pouquinho o “modo mãe” e ligar o “modo mulher” que sempre existiu.

Dicas para mães multitarefa

Todas têm um pouco disso: cozinheira, babá, motorista, professora, amiga, juíza, e muito mais. O resultado são mães cansadas por ter que fazer muito.

As principais dicas para descansar são:

  • Ativar a sua rede de apoio. Especialmente seu parceiro ou parceira, caso você não seja mãe solo. Divida as atividades de casa com ele. Se os seus filhos já tiverem idade, ensine-os sobre a importância de ajudar em casa também.
  • Faça uma coisa de cada vez. Quando possível, foque apenas no momento, ignore o resto. Por exemplo, quando brincar com as crianças, esqueça a louça que está na pia até terminarem. Assim a cabeça não fica tão sobrecarregada.
  • Organizar a rotina também é fundamental. O Tomo dos Pais tem alguns guias sobre isso: 

Dicas para mães de primeira viagem

O blog do Tomo dos Pais tem um guia completo para mães cansadas com o mundo de novidades que é cuidar do primeiro filho. Clique na imagem abaixo para ver: 

https://otomodospais.com.br/blog/?p=1127&preview=true

O que é burnout materno?

Em alguns casos o cansaço é tão intenso que se caracteriza como burnout.

Burnout é um esgotamento profundo. Te deixa sufocada e faz até as atividades mais simples parecerem impossíveis ou muito cansativas. É um cansaço mental, que em alguns casos também se manifesta com sintomas físicos.

O burnout materno é quando a mãe chega nesse ponto de esgotamento com a maternidade. É uma sensação permanente de insuficiência, indisposição e culpa, que também pode causar sintomas físicos.

Alguns possíveis sintomas do burnout materno (também conhecido como mommy burnout), são:

  • Dor de cabeça e no corpo.
  • Fadiga ou cansaço sem explicação.
  • Desânimo e crises de choro.
  • Alterações de humor.
  • Dificuldade de comer ou dormir.
  • Dificuldade para se concentrar.

Muita gente pensa que é frescura, mas é um assunto muito sério. Acontece muito com pessoas que trabalham demais, mas mães também se sentem assim por causa de todo o peso que é ser mãe.

Romantizamos as mães, as tratamos como heroínas, como anjos que cuidam da gente… Mas é um papel muito difícil de desempenhar. É uma atividade em tempo integral, não tem como pedir folga e gera uma alta carga de estresse.

Tem pessoas que passam por tudo isso com facilidade, mas para outras é um período conturbado e difícil de lidar. 

Como lidar com a sobrecarga materna?

Tem três dicas principais:

  • Se você sente-se sobrecarregada ou acha que está em burnout, converse com um médico ou psicólogo. Não é vergonha nenhuma buscar ajuda para cuidar da saúde mental. 
  • Não perca sua identidade ao virar mãe. Muitas mulheres param de cuidar de si ou abandonam hobbies para se dedicar às necessidades da família. Isso contribui muito com o esgotamento.
  • Entenda que não é possível dar conta de tudo. Leva tempo para aceitar, mas quanto mais você entender o que está sob o seu controle e o que não está, melhor fica.

Também é importante não lidar com o burnout sozinha. Família é todo mundo, então cada um tem que fazer a sua parte para diminuir a sua sobrecarga. 

Algumas formas de pessoas da família apoiarem uma mãe cansada são:

  • Não julgar. O que a mãe menos precisa é de mais pressão.
  • Demonstrar interesse. Se oferecer para fazer as tarefas domésticas, passar um tempo com as crianças, ou coisas do tipo. E não precisa a mãe pedir, viu?
  • Ouvir e apoiar. Às vezes a mãe precisa desabafar para tirar as coisas da cabeça. Ouvir com atenção, dar conselhos ou oferecer o ombro pra ela chorar é uma das melhores formas de aliviar a pressão.

Se você é uma mãe cansada, compartilhe estas 3 dicas com a família. São grátis e ajudam muito! 😉

Espero que este texto tenha esclarecido um pouco as coisas pra você!

mãe sentada no quarto cansada enquanto os filhos pulam na cama e fazem bagunça

No momento de sobrecarga e cansaço, algumas coisas que parecem óbvias não ficam tão claras. É como se uma névoa estivesse sempre pairando sobre a sua cabeça…

O mais importante é você lembrar sempre que:

  • Você não pode salvar o mundo, mas está dando o seu melhor para que a sua família seja a mais feliz de todas.
  • As pessoas reconhecem o seu esforço!
  • Você não é insuficiente e não precisa dar conta de tudo sozinho.
  • Mães erram – e isso não as torna menos incríveis.

👇 Que tal compartilhar algumas experiências aqui nos comentários? Desabafar talvez te ajude a lidar melhor com alguma situação – e certamente ajudará outras mães a entenderem que não estão sozinhas nesta jornada.

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O que é baby blues? Entenda tudo sobre a tristeza na gravidez https://otomodospais.com.br/blog/baby-blues-parto/ https://otomodospais.com.br/blog/baby-blues-parto/#respond Tue, 01 Jul 2025 14:49:25 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4175

O baby blues é um sentimento de tristeza que acontece logo depois do parto. É complexo, turbulento e assusta muitas mães, mas é normal e passageiro.

Muitas mães relatam sentimentos de culpa ou ansiedade durante a gravidez ou logo depois de ter o filho. Só precisa de tratamento se for depressão pós-parto, que é um quadro bem mais grave, mas com sintomas parecidos.

Aprenda a diferenciar essas situações, como descobrir se você está com baby blues e o que fazer para aliviar os sentimentos ruins durante a gravidez.

O que é o baby blues?

O baby blues é um transtorno emocional que pode acontecer pós-parto. Quando ele acontece, a mãe fica muito triste. Chora fácil, se sente frágil, se irrita com facilidade, e sente que ninguém a entende. Não acontece com todas as mães, e a intensidade é diferente para cada uma.

O nome vem de uma expressão em inglês. “Blues” significa um estado de tristeza ou melancolia, e “baby” é bebê. Uma tradução possível seria “tristeza pós-parto”. 

O baby blues é causado por mudanças físicas e hormonais da gestação, e pela responsabilidade de ser mãe. É como se fosse uma reação a essas mudanças.

A gente cresce ouvindo que a maternidade é linda, especial e perfeita… E ela é maravilhosa mesmo, mas também é uma barra! 😅

Ser mãe é encarar o corpo mudando, perder o sono para cuidar da criança, ter menos tempo para sair com os amigos, aprender a lidar com vários desafios de uma só vez, entre outras transformações.

Os sentimentos negativos do baby blues são uma resposta do corpo durante a adaptação à realidade de ser mãe.

imagem com filtro azul de uma mãe chorando no sofá, abraçando uma almofada

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas do baby blues são:

  • Maior sensibilidade.
  • Oscilações de humor.
  • Ansiedade.
  • Irritabilidade.
  • Crises de choro.

Essa tristeza não é tão intensa e duradoura quanto uma depressão. É possível a mãe passar por baby blues e continuar na ativa, se divertir, e fazer as atividades do dia a dia.

Como os sintomas são passageiros, eles também não provocam mudanças na autoestima. Depois que passa, a mãe volta a se sentir mentalmente bem, igual a antes do parto.

Cada mãe vive o baby blues de uma forma. Como a questão hormonal interfere, a intensidade varia de mãe para mãe. Ser mãe de primeira viagem também influencia, já que elas estão vivendo uma série de experiências únicas. 

Esses sintomas são muito parecidos com a depressão pós-parto, que é um quadro mais severo e requer apoio profissional.

A diferença é que o baby blues é menos intenso e tem “prazo de duração”. 

Quando inicia o baby blues? Quando termina?

O baby blues começa nos primeiros dias após o parto, geralmente entre 3 a 5 dias após o nascimento do bebê. Esse período coincide com algumas flutuações hormonais do corpo da mãe. 

Costuma terminar em cerca de 10 a 15 dias (duas semanas). Não é um tempo “absoluto”, já que o corpo de cada mãe é único, mas não costuma durar muito mais do que isso. Outros fatores que podem estender o baby blues são o contexto familiar e histórico de saúde.

Se os sintomas persistirem por longos períodos, ou aparecerem muito tempo depois do parto, não é baby blues. Aí precisa investigar as causas mais de perto com apoio de um profissional.

Mãe cansada com bebê no colo

O que fazer para aliviar o baby blues?

Essa tristeza na gravidez aparece por conta própria, e costuma sumir por conta própria também. Não precisa de tratamento profissional, marcar psicólogo, nem tomar remédios para se curar do baby blues.

O que faz diferença é o apoio da família para lidar com o pós-parto. Aliás, se você está triste, mande esse texto para a sua rede de apoio aprender como te apoiar nessa hora. 😉

A rede de apoio (companheiro, família, pais) precisa ajudar em tudo o que puder. Desde dar apoio moral e conversar sobre as experiências da maternidade, até assumir a maior parte das tarefas domésticas.

Aqui tem algumas ideias bem simples e práticas para ajudar:

  • Escutar com empatia.
  • Conversar e encoraje quando a mãe desabafar.
  • Fazer companhia e se atentar à saúde mental dela. 
  • Ajudar a fazer as tarefas de casa.
  • Ajudar a cuidar do bebê.
  • Se a mãe tiver outros filhos, passar tempo com eles também.
  • Organizar as visitas.
  • Fazer as compras no mercado.
  • Preparar as refeições e deixe prontas para ela.
  • Ajudar a cuidar dos animais de estimação.

O mais importante é validar os sentimentos dela. Ouvir, estar presente, e não julgar. A gravidez não é perfeita e a mãe se sentir cansada, triste ou indisposta faz parte do processo.

Uma situação que acontece bastante é alguém da família estendida (tias, primos, ou outros parentes distantes) soltar frases como:

  • “Não entendi porque está triste, seu filho nasceu tão saudável”.
  • “Você não queria ser mãe?”
  • “Um filho é um presente de Deus, deveria agradecer”.

❌ Nunca fale isso para uma mãe. Menos ainda se ela estiver passando pelo baby blues!

Esses são exemplos de frases que invalidam os sentimentos e os tratam como se fossem “frescura”. Durante a tristeza pós-parto, isso é o suficiente para iniciar crises de choro, ou fazer a mãe se sentir culpada por dias.

Outro ponto importante é alinhar as expectativas sobre a gravidez. Muita gente foca na parte boa, mas precisa saber que a tristeza faz parte, que tem momentos complexos, e que precisa de força para lidar com essa fase da vida.

Muitas mães de primeira viagem não estão 100% preparadas para a realidade da gravidez. Algumas nem imaginam o sentimento de tristeza em meio ao sonho da maternidade. 

👇 O vídeo abaixo fala bastante sobre isso. É uma conversa do humorista Rafinha Bastos com a atriz Samara Felippo. Ela faz um relato da própria gravidez e conta como lidou com esse momento. 

YouTube Video

Tristeza na gravidez é normal?

É normal ficar triste na gravidez. Segundo obstetras, cerca de 80% das mães passam pelo baby blues e cerca de 60% sofrem de ansiedade depois do nascimento do filho. 

Entre os sentimentos mais comuns estão ansiedade, culpa e medo. 

Ou seja: não espere ficar feliz 100% do tempo. Se não sentir tristeza, ótimo! Mas, se sentir, não quer dizer que você não ama seu filho, ou que será uma mãe ruim.

E não é só no baby blues, viu? Há mães que ficam tristes antes do parto, ou meses depois. Isso acontece por várias razões:

  • Não lidam bem com enjoos, peso na barriga, perda de sono.
  • Não gostam da mobilidade reduzida.
  • Preocupações sobre a própria saúde e a saúde do bebê.
  • Preocupações com a estética do corpo após a gravidez.
  • Medo de perder a própria identidade após ser mãe. 
  • Dificuldade em lidar com a responsabilidade.
  • Falta de espaço para expressar suas preocupações acerca da maternidade.

Como você viu, o baby blues tende a não ser tão intenso, e dura pouco. Os casos mais sérios são de depressão pós-parto, que atinge cerca de 25% das mães.

Qual a diferença entre baby blues e depressão pós-parto?

A depressão pós-parto são casos casos moderados ou grave de tristeza na gravidez. Os sintomas são parecidos com o do baby blues, incluindo:

  • Ansiedade e insônia. 
  • Tristeza e choro fácil.
  • Mudanças bruscas de humor.
  • Falta de prazer nas atividades do cotidiano.
  • Sensação de incapacidade em cuidar do bebê.

Os sintomas são mais intensos que o baby blues e demoram mais para passar. Eles podem aparecer logo após o parto e durar anos.

Casos de depressão pós-parto precisam de tratamento profissional. Vale conversar com o obstetra. Dependendo da indicação dele, procure psicólogo e psiquiatra.

Fora o apoio médico, família e amigos precisam apoiar, assim como nos casos de baby blues. Quem está ao redor da mãe precisa ajudar do jeito que puder: em tarefas domésticas, cuidando do bebê, dando apoio moral, e validando os sentimentos dela.

O importante é não deixar a mãe sozinha nesse momento. Muitas sentem que precisam passar por isso sozinhas, o que prejudica a saúde e a relação com o bebê.

Entre os fatores de risco para a depressão pós-parto estão:

  • Falta de apoio da família, parceiro e amigos.
  • Gravidez não-planejada.
  • Quadros anteriores de depressão ou de outros problemas psicológicos.
  • Ter sofrido violência doméstica.
  • Passar por muito estresse.
  • Problemas financeiros ou familiares.

Espero que o post tenha te ajudado a entender melhor a tristeza na gravidez! 

Sinto muito que esteja passando por isso, mas saiba que você não está sozinha. Muitas mães passam por isso, e com certeza as pessoas especiais da sua vida te ajudarão a passar por essa situação o mais rápido possível. 💝

Que tal enviar esse post para a sua rede de apoio, ou para outras mamães que estão vivendo esse drama? 😉

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As 4 atitudes mais importantes para criar filhos bem-sucedidos (segundo 70 pais de crianças brilhantes) https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-filhos-bem-sucedidos/ https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-filhos-bem-sucedidos/#respond Sun, 20 Apr 2025 18:55:29 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2476

Qual é o papel dos pais na criação de crianças e adolescentes inteligentes, confiantes e bem-sucedidos? O que realmente importa? Como desenvolver o potencial deles?

Margot Machol Bisnow, autora de um livro sobre como criar filhos empreendedores, entrevistou 70 pais para descobrir estes e outros segredos sobre a criação de filhos bem-sucedidos.

O resultado foram estas 4 lições que dão apoio para o crescimento pessoal e profissional. Conheça e aprenda como aplicar na vida dos seus filhos 💪

Deixe seus filhos serem independentes

Susan e Anne Wojcicki são duas irmãs de muito sucesso. Susan foi a primeira gerente de marketing do Google, depois virou CEO da empresa em 2014. Anne é co-fundadora da empresa de biotecnologia 23andMe.

Elas cresceram sabendo que seus pais confiavam nelas. 

As duas receberam liberdades que deixariam a maioria dos pais de cabelo em pé. “Já coloquei uma das minhas filhas em um avião aos 5 anos, sozinha, com uma etiqueta com o nome dela no pescoço, para visitar a avó em outro estado”, conta a mãe Esther.

“Meus filhos são independentes desde muito cedo”, complementa. “Tive três filhos em quatro anos, sem muito apoio, então isso veio da necessidade’.

As irmãs adoravam. E ajudou a construir autoestima.

Se você tiver medo de dar tanta liberdade quanto a Esther, comece dando tarefas em casa para seus filhos fazerem. Isso ensina as crianças a serem responsáveis e confiantes.

Ensine compaixão ativamente

Crianças bem-sucedidas aprendem cedo a entender os problemas dos outros. E, com o seu apoio, seus filhos também podem descobrir os prazeres de ajudar alguém.

Scott Harrison é o fundador da “Charity: Water”, uma ONG que cuida, administra, e restaura fontes para dar água potável às pessoas. Em 15 anos, desenvolveu 60 mil projetos em 29 países, trouxe água limpa para 12 milhões de pessoas, e levantou quase meio bilhão de dólares para a causa. 

Antes da mãe de Scott falecer, ela contou que esse sucesso se deve a fundamentos claros: trabalho duro, disciplina e senso de comunidade. Ela ajudava o filho a escolher roupas, livros e brinquedos para doar desde o Ensino Fundamental.

Ajudar os outros desenvolve a mentalidade empreendedora. Ao observar os problemas, as crianças passam a se perguntar: o mundo realmente precisa ser assim? Como eu posso ajudar?

Errem bastante (e aprendam mais ainda)

Nia Batts é co-fundadora da Detroit Blows, uma empresa de cuidados de cabelo. 

Quando Margot perguntou como ela teve coragem de trocar um emprego seguro na Viacom para começar um negócio do zero, a resposta foi: “aprendi a fracassar cedo, e com frequência, quando era jovem”. Ou seja: ela perdeu o medo de ousar.

“Minha mãe era advogada. Ela ganhava a maioria dos casos, mas perdia alguns”, explica Nia. “Lembro do meu pai me perguntando: ‘no que você falhou hoje?’. Ele me perguntava quando estava me levando para a escola, quando eu estava na faculdade, e mais ainda quando comecei a trabalhar”. 

É importante criar um ambiente em que os erros sejam aceitáveis. Ou não tentar algo novo com medo de se machucar.

“Acho que meus pais se empolgavam em observar o processo de crescer e aprender com o erro. Meu pai me ensinou que nas suas cicatrizes estão as suas bênçãos, e que em suas falhas estão as suas oportunidades”, finaliza Nia.

Siga e lidere ao invés de tentar controlar 

Seu filho precisa de tempo para encontrar o rumo.

Muitos pais passam por momentos em que não sabem para onde a criança ou adolescente está indo. Os pais das crianças bem-sucedidas consideram que esse é um momento de descoberta.

Essa é a parte difícil de ser pai ou mãe: você precisa ser um líder, mas seguir seus filhos, não importa para onde eles queiram ir.

Kenneth Ginsburg, autor do livro “Construindo resiliência em crianças e adolescentes”, faz esta reflexão:

É difícil não se intrometer. Queremos ajudar, consertar e guiar nossos filhos. Mas precisamos lembrar que, quando deixamos eles se encontrarem por conta própria, a mensagem que fica é: “sabemos que vocês são espertos e competentes”. 

Em outras palavras, descubra o que seus filhos querem, quais são as suas paixões, o que eles fazem bem, e o que os faz felizes. Deixe as habilidades se mostrarem e depois apoie.

Diga o quanto você tem orgulho quando eles descobrirem. E diga de novo, de novo e de novo, até ter certeza que eles acreditam.

Seus filhos podem não seguir a carreira que você imaginou, mas se perseguirem suas paixões, serão felizes e bem-sucedidos. E não é isso o que você quer?

Estas dicas foram publicadas originalmente em inglês no site da CNBC. Clique aqui para ver o texto original.

Se quiser conhecer o assunto em detalhes, clique aqui para comprar o livro da Margot, que fez as entrevistas com os pais.

Se você sentir dificuldade em colocar alguma das dicas acima em prática, recomendo a leitura do nosso guia de como criar filhos mais felizes. Muitas dicas são iguais ou bem parecidas. 😉

Se quiser mais dicas de leitura e de conteúdo como essa, mas completamente personalizadas para a sua família, assine o Tomo dos Pais. É um serviço que envia semanalmente conteúdos, atividades, DIY e muito mais para tornar a vida dos seus filhos épica! 🧙‍♂️

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Como criar um filho com autoestima (20 dicas que realmente funcionam) https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-um-filho-com-autoestima/ https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-um-filho-com-autoestima/#respond Thu, 21 Nov 2024 13:24:29 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2557

Desenvolver autoestima significa entender o próprio valor. Saber que o seu jeito é único e especial. Para isso, é preciso estar em um ambiente acolhedor, que respeita as diferenças e ensina que os erros são oportunidades de aprender e melhorar.

Isso não acontece de um dia para o outro. É necessário ter uma rotina de apoio positivo, especialmente com as crianças.

Precisa elogiar, demonstrar amor e dar apoio em tudo. Ao mesmo tempo, precisa deixar que elas lutem as próprias batalhas e construam independência e autoestima por conta própria.

Profundo, né? 😂 Mas na prática é mais simples. Existe uma série de atividades para trabalhar a autoestima, que você pode desenvolver junto dos seus filhos. Neste texto, você conhecerá as principais!

O que é autoestima infantil?

Autoestima é o quanto uma pessoa se dá valor, ou acredita que tem qualidades positivas. É o jeito como nos sentimos em relação a nós mesmos. Ninguém nasce com autoestima alta ou baixa — ao longo da vida, aprendemos a elevá-la.

A autoestima reflete no jeito que a criança trata a si e aos outros. Ter amor próprio dá confiança para tentar coisas novas, ajuda a fazer amigos, e a ter gentileza e compaixão com as dores e sentimentos dos outros.

Para ter autoestima, seu filho precisa se sentir seguro e amado. E saber que é uma pessoa útil e com habilidades importantes.

👉 Guia completo: como fazer seu filho mais feliz

Ter autoestima elevada também ajuda a desenvolver outras virtudes. Por exemplo:

  • Independência: quem tem autoestima encara os desafios e não depende tanto dos outros.
  • Autocompaixão: reconhecer as próprias falhas e aprender com elas.
  • Inteligência emocional: significa entender os próprios sentimentos.

As habilidades acima são muito importantes para ter sucesso nos estudos, trabalho e nas relações interpessoais. Por isso, tenha atenção aos sinais de baixa autoestima.

Adolescente triste sentado no chão com a cabeça encostada nos joelhos e abraçando as pernas

O que provoca a baixa autoestima?

Existem vários comportamentos que “engatilham” problemas de autoestima. Os mais comuns são:

  1. Comparação com os outros: se comparar com os outros é normal em alguma medida, mas algumas crianças começam a enfatizar demais as suas próprias fraquezas. Isso leva a um ciclo de sempre se sentir incapaz — e piora muito quando pais, colegas ou professores também as comparam.
  2. Pressão social: especialmente durante a adolescência, seu filho pode se sentir pressionado a ir bem na escola, passar no vestibular, ou começar a trabalhar logo. A preocupação em ter a aprovação dos pais ou colegas pode se transformar em dúvidas sobre a própria capacidade, se os resultados não forem o que seu filho espera.
  3. Sensação de incompetência: se o seu filho gosta muito de algo, mas não consegue desempenhar, pode desenvolver baixa autoestima.
  4. Medo de desapontar: em alguns casos, quando seu filho sente que pais ou amigos estão bravos ou decepcionados com ele, a autoestima sofre um baque. Se ele não recebe apoio para lidar com a situação, fica ainda pior.
  5. Problemas familiares: brigas entre familiares interferem na forma como as crianças entendem as emoções. Ao conviver em um ambiente cheio de negatividade, elas podem sentir que são as culpadas.
  6. Bullying: pode levar crianças e adolescentes a acharem que os comentários maldosos são verdadeiros, ou que de alguma maneira têm culpa pelos abusos.
  7. Problemas de saúde: por exemplo, não poder fazer educação física na escola, ou ter problemas que dificulta a socialização pode diminuir a autoestima.

Quais os sintomas da baixa autoestima?

  • Falar negativamente sobre si.
  • Se chamar de “feio, burro, incapaz” ou coisas assim.
  • Se comparar com os outros e sempre se achando pior.
  • Se preocupar demais com a opinião dos outros.
  • Ter dificuldade para socializar.
  • Sentir que não consegue realizar algo, mesmo se esforçando bastante.
  • Tem dificuldade em aceitar críticas ou elogios.
  • Evitar fazer coisas novas por medo de fracassar, ou desistir rápido.
  • Culpar sempre os outros pelo que não dá certo.

Algumas crianças com problema de autoestima desenvolvem estratégias para lidar com as próprias fraquezas e frustrações. Estas são algumas:

  • Esquiva: evitar situações que o deixem desconfortável, como participar de uma peça de teatro da escola, ou praticar esportes.
  • Dar desculpas: desistir dando desculpa do tipo “o jogo era muito fácil” ou “aprender inglês é muito chato”.
  • Humor: fazer piadinhas para disfarçar as inseguranças e tirar a atenção do que traz desconforto.
  • Comportamento controlador: tentar se impor demais sobre os outros. Por exemplo, querer sempre escolher a brincadeira ou as regras dos jogos.
  • Agressão: fazer bullying com os colegas para tentar encobrir a baixa autoestima e se sentir poderoso.

adolescente de sobretudo na rua olhando triste para o chão

Como criar filhos com autoestima?

Agora que você já sabe quais atitudes e comportamentos matam o amor-próprio, chegou a hora de aprender na prática como criar um filho com autoestima!

Abaixo você vê uma lista com 20 atividades para trabalhar autoestima diariamente. Algumas você e seus filhos devem fazer juntos, outras você apenas deve estimular e ficar observando.

Demonstre afeto

Uma das dicas mais fáceis e efetivas: diga que você ama seu filho. Fale frequentemente e mostre também com ações. Faça ele lembrar sempre que ele é especial para toda a família.

👉 As 6 melhores dicas para ser uma mãe mais amorosa (funciona bem também para pais!)

Escolha bem as suas palavras

Conversar com seu filho do jeito certo é fundamental, especialmente na hora de criticar. Precisa ser direto para ele entender o recado, mas não pode ser grosseiro ou insensível para não magoar.

Da próxima vez que precisar criticar seu filho por algo, faça assim:

Evite:

❌ Acusar, com frases como “você é preguiçoso”, “você não se esforça o suficiente, por isso vai reprovar”.

❌ Julgar sem tentar entender o motivo das ações do seu filho.

❌ Xingar ou faltar com respeito.

Faça:

✅ Diga porque está criticando: “Estou com medo de você reprovar na escola”.

✅ Mostre como é possível resolver. “Preciso que você fique uma hora por dia a mais estudando”.

✅ Demonstre apoio. “Amanhã eu sento com você e te ajudo com a lição”.

É difícil fazer isso de cabeça quente, se perceber que não consegue se controlar, vale a pena tentar estratégias tipo falar “depois conversamos sobre isso”, para que você tenha tempo para se acalmar e refletir antes de conversar com seu filho.

Critique em particular, elogie em público

Se vê muito isso em empresas, mas também serve para criar um filho com autoestima.

Quando elogiar, faça na frente de outras pessoas da família para que ele se sinta orgulhoso.

Quando precisar dar uma bronca, chame-o em reservado. Se ele repetir o comportamento, aí sim, você dá uma chamada em público, falando algo como “lembra do que conversamos sobre isso?”.

Elogie o esforço, não o resultado

Reconheça o esforço dos seus filhos para conquistar algo, e não apenas a conquista em si.

Seu filho não precisa tirar 10 em tudo para merecer um elogio sincero. Melhorar uma nota ruim já é motivo de comemoração.

E, se ele fizer um desenho bonito, pendure na geladeira, mesmo se alguma parte ainda estiver torta.

Só não pode mentir nos elogios. Se ele tiver jogado mal no futebol, diga que não dá para ganhar todas e que a garra conta muito.

👉 Adolescentes detestam quando os pais só criticam e não reconhecem o esforço. Descubra como eles se sentem.

Adolescente triste fingindo felicidade

Elogie de forma específica

Elogie o esforço dos seus filhos, mas vá além. Indique o que ele precisa fazer para melhorar. Ser específico ajuda a entender e torna o esforço mais recompensador, principalmente para as crianças menores.

Se ela estiver desenhando, atente-se para os pontos que ainda não estão muito bonitos. Elogie o esforço, mas também mostre como fazer melhor.

Se estiver jogando futebol, treine os chutes a gol ou as defesas, e assim vai.

Esforço sem estratégia pode levar a frustrações no futuro. Essa abordagem ajuda a evitar esse problema.

Se abra com seus filhos

Converse sempre sobre sentimentos com seus filhos.

Com as crianças menores, ajude a dar nome a cada emoção (como no filme “Divertida Mente” 😉).

Com as mais velhas, estimule a te contar quando estiverem felizes, nervosas ou ansiosas.

Isso é útil porque faz seu filho sentir que os sentimentos dele importam. E também porque crianças com baixa autoestima podem sentir dificuldades em lidar com as próprias emoções.

Se sentir dificuldade para puxar essas conversas, comece contando sobre seus próprios sentimentos. Diga se está feliz, se tem algo perturbando no trabalho, ou se está nervosa por alguma razão.

Descubra o potencial do seu filho

Ajude seu filho a descobrir o que ele faz bem. Tire o foco das fraquezas, ajudando a superar ou mostrando outras habilidades que o tornam especial.

Descubra o que seu filho gosta de fazer e incentive. Assista aos jogos de futebol dele, leve para aulas de dança, saiam juntos para fotografar, deixe ele fazer o jantar, e assim por diante.

Atente-se para a rotina e gostos dos seus filhos para conseguir ajudá-lo a alcançar seu potencial. A melhor forma de fazer isso é passando mais tempo com eles.

Ensine algo novo

Estimule o que seu filho já gosta de fazer, mas também apresente novas opções. Faça ele fugir da rotina e faça ele se surpreender comas próprias habilidades!

Atente-se aos interesses e habilidades que o seu filho já tem e procure maneiras de impulsioná-lo. Pode ser praticando junto, comprando equipamentos, ou pagando aulas particulares.

Estes são dois exemplos com guias no blog do Tomo dos Pais:

👉 Dicas e receitas para ensinar os filhos a cozinhar: uma das habilidades mais importantes da vida adulta. 👩‍🍳👨‍🍳

👉 Natação infantil: guia sobre o esporte mais completo para o corpo.

Além dessas, outras possibilidades são:

  • Programação: por meio de aplicativos ou cursos gratuitos na internet.
  • Esportes: futebol, basquete, vôlei, ginástica, skate, ciclismo.
  • Música: aulas de canto, violão, guitarra, bateria, cavaquinho.
  • Artes: teatro, pintura, dança, desenho.

Seu filho pode gostar de algo que você não conhece (ou não entende). Ao invés de sugerir outra atividade, entre nesse universo com ele! O segredo de como criar um filho com autoestima é se envolver sempre.

Rebata os comentários negativos

Quando seu filho fizer uma autocrítica muito negativa, intervenha. Diga que ele precisa parar de ouvir a voz que vem de dentro da cabeça porque muitas vezes ela não é verdade.

Rebata os comentários negativos com elogios e argumentos. Ensine o seu filho a falar de si como se estivesse falando de um amigo ou familiar.

Trate os erros como oportunidade

Procure não ser perfeccionista com seus filhos. Explique que está tudo bem errar e que nem todos acertam sempre. E mostre que é possível aprender com os erros.

Ao invés de brigar, explique qual foi o erro e reflita junto com seu filho: como podemos sair daqui melhores e prontos para errar menos daqui pra frente?

A frase abaixo ilustra bem essa ideia:

Meu pai ensinou que nas cicatrizes estão as bênçãos, e que nas falhas estão as oportunidades.

Nia Batts, empresária.

Não compare seus filhos

Como disse na primeira parte do texto, se comparar é um veneno para criar um filho com baixa autoestima. Nunca faça!

Não insinue que seu filho é pior que alguém. Isso pode fazê-lo esquecer das próprias virtudes.

E também não diga que seu filho é melhor que os colegas. Isso dificulta a criação de empatia.

Ao invés disso, lembre-o sempre que cada pessoa é única. Cada um tem suas próprias virtudes. E a combinação dessas habilidades pode mudar o mundo. 💪

Ensine a aceitar elogios

Dica de ouro se você já identificou algum problema de baixa autoestima infantil.

Pessoas assim tendem a ter dificuldade em aceitar elogios. Sentem que não é de verdade, que não merecem, ou que não fizeram nada de especial.

Por isso, sempre que seu filho superar as expectativas, elogie até ele entender que fez algo incrível.

Se ele disse que “não foi nada” ou “nem foi tão legal assim”, insista! 😛 Pode ser um pouco chato no início, mas faz diferença.

Deixe o passado para trás

Já viu aquele meme do cérebro colocando o VHS com todas as suas vergonhas pra tocar de madrugada? 😂

Quando isso acontece com uma pessoa com baixa autoestima, pode desencadear um ciclo de arrependimento.

Portanto, deixe os erros do passado no passado. Se brigar com seu filho, não jogue os erros na cara dele. Na maioria das vezes é melhor só focar no futuro mesmo.

Use afirmações positivas

Afirmações positivas são frases que causam bem-estar em quem ouve. Elas ajudam a vencer a autossabotagem e interromper os pensamentos negativos. Fale para seu filho e o ensine a lembrar (ou até falar em voz alta) durante o dia.

Esses são alguns exemplos:

  • Eu sou suficiente do jeito que eu sou.
  • Sou especial, querido e amado.
  • Acredito em mim mesmo e sou capaz.
  • Sou importante e tenho valor.
  • Sou feliz em ser eu.

Essa é uma técnica muito usada em meditação ou em atividades que buscam a paz interior e podem ajudar também na missão de criar um filho com autoestima.

YouTube Video

Ajude seu filho a encontrar sua voz

Dica específica para pais e mães de adolescentes! Você pode trabalhar esse ponto na infância, mas ele se torna mais problemático por volta dos 11 a 16 anos.

Você pode ter uma carreira programada para seu filho, mas ele precisa escolher se quer seguir. E você precisa apoiá-lo, mesmo que não goste do que ele escolher.

Quando você apoia, seu filho se sente capaz. Mostre que está tudo bem falhar, ou mudar de ideia depois, e ajude a desenvolver as habilidades que ainda faltam.

Talvez ele quebre a cara, mas você precisa deixá-lo tentar. Seja presente e proteja-o, mas sem ser coruja demais.

Dê suporte para seu filho conquistar o mundo

Ao longo da vida seu filho terá vários objetivos. Alguns deles alcançáveis, outros nem tanto. Apoie-o em ambos.

Se ele for pequeno e falar que quer ser um astronauta, leve-o a um planetário.

Quando tiver mais idade, explique que o caminho é difícil e que poucas pessoas realmente chegam lá. Tente não transmitir negatividade, apenas fale que tudo bem não ser um astronauta. Ele ainda pode estudar Física e trabalhar com as estrelas.

O mesmo vale para qualquer outro outro objetivo: construir uma pipa, aprender um passo de dança, ou ser artilheiro no futebol do bairro.

Converse com ele sobre esses objetivos e veja como pode ajudar, nem que seja só com apoio moral. Isso é fundamental para criar um filho com autoestima.

menina olhando para cima com pose confiante

Brinquem juntos

Tente criar esse hábito desde quando seu filho for bebê.

As brincadeiras de berçário ajudam a entender o mundo. Na infância, as brincadeiras ajudam a criança a entender que tem valor e é apreciada. Na adolescência, se transformam em passeios ou atividades físicas, que são ótimas para desabafar e fortalecer os laços.

Incentive seu filho a se exercitar

Movimentar o corpo traz uma série de benefícios para a saúde mental, inclusive aumento de autoestima:

Do ponto de vista emocional, quem está ativo diminui a ansiedade e o estresse e aumenta a autoestima e a disposição para fazer tudo no dia a dia.

Amilton Vieira, professor de Educação Física da Universidade de Brasília, ao site do Ministério da Saúde

Se o seu filho for sedentário, incentive a começar devagar. Nem que seja uma caminhada curta pelo bairro, ou ir de bicicleta para os compromissos próximos.

Se a baixa autoestima infantil estiver relacionada com a aparência, se exercitar ajuda mais ainda.

Deixe seu filho resolver problemas por conta própria

Não elimine todos os obstáculos da vida dos seus filhos. Quando seu filho aprende que o pai ou a mãe não cairá do céu para resolver os problemas, se torna independente.

Aprende a investigar as causas dos problemas e desenvolver planos para resolver. No processo, passa a se sentir mais capaz e melhora a autoestima.

Você precisa supervisionar esse processo e deixar os problemas certos para cada idade na mão deles.

É difícil saber até onde pode ir, mas com o tempo você pega a prática. 💪

Defina responsabilidades

A lógica é parecida com deixar seu filho solucionar problemas por conta própria. Quando seu filho tem responsabilidades, sente que as pessoas confiam nele.

Você pode treinar essa dinâmica desde quando ele for criança.

Nos anos iniciais, a responsabilidade pode ser guardar os brinquedos depois de brincar.

Quando for mais velho, ajudar a arrumar a mesa para o jantar ou limpar o quarto.

Espero que agora você saiba melhor como criar um filho com autoestima!

Se quiser mais recomendações como essas, mas 100% personalizadas para as necessidades da sua família, assine o Tomo dos Pais.

É uma newsletter semanal com as melhores dicas de educação e cuidado com os filhos. E o melhor: todas as recomendações levam em consideração o seu contexto familiar, para você aproveitar ao máximo e tornar a vida dos seus filhos épica. 🧙‍♀️🧙‍♂️ Conheça agora!

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Minha mãe invade a minha privacidade. Como fazer para ter mais liberdade? https://otomodospais.com.br/blog/minha-mae-invade-a-minha-privacidade/ https://otomodospais.com.br/blog/minha-mae-invade-a-minha-privacidade/#respond Thu, 03 Oct 2024 14:17:54 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3264

É natural crianças mais velhas e adolescentes quererem privacidade e mais liberdade. Mas também é natural para os pais monitorar os filhos.

Quando não há confiança mútua, vira uma verdadeira queda de braço. 🤦

De um lado, a acusação de “minha mãe invade a minha privacidade”. Do outro, a reclamação de “meus filhos escondem as coisas de mim”.

Este texto te ensinará como lidar com essa situação difícil sem perder a paciência. Aprenda a identificar se a sua mãe está passando dos limites, entenda por que ela faz isso e aprenda como ter mais privacidade em casa.

Pode uma mãe ou pai invadir a privacidade dos filhos?

Pais que não respeitam a privacidade dos filhos estão errados. Mas pais que não monitoram nada também! O segredo é encontrar um equilíbrio que seja confortável para todo mundo.

Privacidade é um direito. Você não precisa dar satisfação sobre tudo na sua vida pessoal, e querer privacidade não significa que você está escondendo algo.

Adolescentes precisam de tempo sozinhos para explorar novas ideias, emoções, e interesses sociais. Esse é um período importante para formar a própria identidade e descobrir qual tipo de pessoa você quer ser.

Mas também é uma época em que a gente pensa pouco nas consequências. Por isso os pais precisam monitorar: para garantir que você não vai tomar decisões absurdas sem se dar conta.

Não é que você seja um mau filho ou algo assim. É que ser adolescente significa lidar com muita coisa ao mesmo tempo, então algumas pessoas se perdem no caminho.

Nessa hora os pais precisam estar por perto para colocar o filho nos trilhos de novo. O problema é quando passam da conta, e esse monitoramento se transforma em controle!

O que é normal e o que não é?

Essas são algumas formas saudáveis de monitorar os filhos:

✅ Bater na porta e esperar você abrir antes de entrar no quarto.

✅ Perguntar antes de colocar ou tirar algo da sua mochila.

✅ Dar espaço para você falar com os seus amigos, mas fazer perguntas mais abertas sobre a sua rotina.

✅ Perguntar se você quer companhia durante a consulta com o médico.

✅ Conversar com professores sobre o seu rendimento em sala de aula.

✅ Limitar tempo de tela se as suas notas na escola baixarem ou você tiver um trabalho complicado pra fazer na escola.

Essas são formas não-saudáveis de controle e invasão de privacidade:

❌ Ficar espiando as suas conversas no telefone.

❌ Ficar fuçando nas gavetas ou armários do seu quarto.

❌ Entrar no seu quarto sem bater na porta.

❌ Ler o seu diário, e-mails, ou mensagens no celular.

❌ Mandar mensagens pros seus amigos em redes sociais.

❌ Ficar toda hora perguntando onde você está, com quem está, ou o que está fazendo.

😱 Tem pais que chegam até a arrancar a porta do quarto dos filhos! 

close de mão de um homem abrindo a porta sem bater
Uma das formas mais clássicas de invadir privacidade: entrar no quarto sem bater na porta

Se você assina o Star+, tem um episódio dos Simpsons que explica bem essa dinâmica. É o episódio 2 da 20ª temporada, em que a Marge instala um GPS no celular do Bart para vigiar cada passo dele.

Com quantos anos pode ter privacidade?

Privacidade é um direito de todo ser humano! Nem o governo pode monitorar o que você faz, nem os seus pais podem ficar no seu pé pra descobrir tudo sobre a sua vida. 

Então não é algo que você adquire com o tempo; a privacidade deve existir sempre. O que muda são as definições para as famílias, dependendo da idade e do perfil dos filhos.

Por exemplo…

  • Existem alguns tipos de jovens que precisam de mais supervisão do que outros – para seguir o exemplo anterior, pense no Bart e na Lisa Simpson.
  • Aos 11 anos é aceitável os pais olharem com quem os filhos estão conversando no WhatsApp, ou terem a senha do Instagram. Isso é necessário para proteção (até porque a idade mínima do Instagram é 13 anos).
  • Aos 13 anos, faz sentido perguntar com quem os filhos vão sair, que horas voltam, se vai ter algum adulto por perto, e essas coisas assim. 
  • A partir dos 17 anos, vigiar o celular e ficar lendo todas as mensagens é inaceitável. 

Se a sua mãe invade a sua privacidade, provavelmente é aqui que ela está errando. Muitos pais fazem isso.

Por que tem pais que não respeitam a privacidade dos filhos?

Em alguns casos é porque eles são tóxicos ou superprotetores. Em outros, é porque eles se preocupam com você e não percebem que estão passando da linha.

Quando a relação é tóxica, invasão de privacidade é só um de uma série de outros comportamentos horríveis. Os textos abaixo te ajudarão a descobrir se é o caso:

Este vídeo dá uma descrição da mãe tóxica. Também te ajudará a entender se é por isso que ela invade a sua privacidade.

YouTube Video

Se a sua mãe invade a sua privacidade, mas ela não é tóxica, abusiva, ou controladora, provavelmente ela quer te proteger.

Enquanto pesquisava para escrever esse texto, uma frase me marcou muito:

Ser pai é difícil. Você quer que os seus filhos sejam independentes, mas dá muito medo permitir isso.

Esse é um cenário mais comum do que você imagina, viu? Pais também têm defeitos, e nem sempre é fácil encarar que o filho está crescendo.

Também tem os pais que acham que a privacidade precisa ser adquirida através da confiança. Eles invadem a privacidade dos filhos porque sentem que precisam guiá-lo de perto para não aprontarem ou fazerem besteira.

Quando o filho demonstra que não tem nada a esconder e que não faz nada de errado, eles costumam dar mais liberdade.

Como faço para ter mais privacidade?

Só é possível tendo uma relação de confiança com seus pais. Ou seja: é difícil e leva tempo. 👀

Se você tem pais controladores ou tóxicos, tente o seguinte:

  • Fale que quer privacidade. Não será fácil e provavelmente não resolverá, mas é um passo importante.
  • Discuta limites para eles te vigiarem e explique em quais partes da sua vida você quer mais privacidade.
  • Crie espaços em que você terá controle total – como o seu quarto.
  • Se puder, deixe a porta trancada (mas não o dia inteiro, senão é capaz deles te deixarem sem porta mesmo).
  • Escreva um diário, com papel e caneta mesmo, para te ajudar a se expressar. Mantenha escondido em algum canto de casa, porque se uma mãe tóxica descobre, ela vai te encher o saco até conseguir ler.
  • Converse com adultos em quem você confia e peça a opinião deles. Pode ser um primo, um tio, ou professor.
  • Se você tiver amigos na mesma situação, converse com eles e peça a opinião deles também.
  • Passe tempo fora de casa em atividades extracurriculares. Faça algum hobby, pratique esportes, e por aí vai. Faz muito bem pra saúde mental!
  • Aprenda sobre meditação, yoga, ou exercícios de respiração. Essas são atividades que ajudam a manter a calma – e você precisará disso até chegar na idade de sair de casa. 

💡 Mas, lembre-se: Se você tem uma mãe tóxica, não espere que ela pare totalmente de invadir a sua privacidade, ainda mais se você for jovem.

Se a sua mãe não é tóxica, mas invade a sua privacidade, tente esses passos:

  • Converse com eles e diga que quer privacidade. Explique que você entende a necessidade de te acompanharem, mas eles estão passando da conta.
  • Definam juntos onde é o limite que eles podem ir. Por exemplo, nunca entrar no quarto sem bater.
  • Conte sobre a sua vida para os seus pais. Como estão as aulas, os amigos, as fofoquinhas do colégio, essas coisas. Mostre que você não tem nada a esconder, e que você quer eles presentes na sua vida (mas quer tempo sozinho também).
  • Pergunte o que você pode fazer para demonstrar que é maduro, confiável, e merece mais privacidade. Talvez seja melhorar as notas da escola, ou ajudar com tarefas em casa.
  • Façam negociações. Por exemplo, pode sair com os amigos sem incomodação se avisar pros pais onde vai e quem estará lá antes de sair. Ou pode ir dormir na casa de um amigo se passar o telefone dos pais dele.
  • Compartilhe seus planos para o futuro com seus pais e peça a opinião deles.
  • Passe tempo com os seus pais – por iniciativa própria, sem eles precisarem te arrastar pra fora do quarto. 

💡 Quando os pais não são tóxicos, normalmente a mãe para de invadir a privacidade quando você demonstra que só quer tempo para si, e não que quer esconder algo deles. Comunicação aberta é o segredo!

Cada família tem uma dinâmica única, então é importante adaptar essas dicas para a realidade da sua casa. Espero que elas te ajudem! 🙏 

Se sentir que tem liberdade para mostrar esse artigo aos seus pais, mande o link a eles. Vai ajudá-los a entender o seu ponto de vista sobre privacidade. 😉

O Tomo dos Pais nasceu para ajudar pais e mães a conhecerem seus filhos melhor. Acredito que essa é a base das boas relações: conversar e trocar interesses. Se sentir liberdade para isso, sugira a assinatura do serviço para a sua mãe. Todos os meses, ela receberá no e-mail dicas personalizadas de conteúdos, atividades de lazer, filmes, séries e mais para assistir com você. E, quanto mais ela confiar em você, menos ela vai invadir a sua privacidade.

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Como criar filho com pais separados sem traumas? https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-filho-com-pais-separados/ https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-filho-com-pais-separados/#respond Fri, 20 Sep 2024 14:59:48 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=3706

A separação nem sempre é fácil – dói para o casal e para os filhos. A rotina e a relação com os pais muda, e nem sempre as crianças e adolescentes entendem de verdade o que acontece.

O melhor jeito de criar filhos com pais separados é através da comunicação aberta e efetiva:

  • Explique a situação com sinceridade para seu filho.
  • Tente manter a rotina o mais próximo possível de como era antes da separação.
  • Não envolva os filhos nas discussões do casal.
  • Comunique à escola para eles ficarem de olho no comportamento da criança.
  • Use linguagem amorosa, dê muitos beijos e abraços no seu filho para mostrar que ele não tem culpa de nada. 
  • Mantenha comunicação com o pai ou mãe da criança para falar sobre as necessidades dela.

É uma situação complexa, mas seguindo as dicas deste post, fica mais fácil.

Continua lendo para ver mais detalhes e entender os possíveis traumas que a separação pode gerar nos filhos.

20 dicas de como criar filho com pais separados 

O segredo de criar o filho com pais separados está na comunicação e em manter a rotina ao máximo possível, na casa do pai e da mãe dele.

Veja dicas gerais de como fazer, estratégias específicas para pais que se dão bem, e o que fazer se você e o pai ou mãe da criança não se falam mais. 

O principal é:

  1. Manter canais de comunicação com o parceiro: Se não quiser pessoalmente, pode ser WhatsApp, e-mail, ou qualquer coisa assim. O importante é conseguir falar sobre as necessidades da criança.
  2. Mantenha a rotina: Isso deixa o filho mais seguro e confiante. Combine horários consistentes para escola, lazer, sono, alimentação, etc., para ambas as casas.
  3. Não faça competições: Você e seu parceiro precisam COLABORAR para criar seu filho, não COMPETIR para ser o preferido dele.
  4. Participem igualmente: Os dois pais devem estar por dentro da rotina do filho, acontecimentos da vida do filho, datas importantes e afins. 
  5. Seja sincero com o seu filho: Explique o que está acontecendo (de acordo com a idade dele). Deixe ele tirar dúvidas e não esconda a situação. Ajuda a entender que não é culpa dele.
  6. Seja flexível: Se for pelo bem-estar da criança, prepare-se para fazer ajustes na sua agenda para acomodar as necessidades do outro pai e da criança.
  7. Mostre otimismo: A criança precisa entender que os pais ainda a amam, e que essa separação não define o futuro dela. Mostre diariamente que ela é amada.
  8. Acione sua rede de apoio: Se ficar difícil dar conta de trabalho e família como pai ou mãe solo, peça ajuda de amigos ou familiares até se estabelecer. Mas, lembre-se de oferecer um ombro amigo a eles também, quando a sua vida estiver nos eixos.
  9. Respeite o pai ou mãe da criança: Talvez você não queira ver essa pessoa nem pintada de ouro, mas evite criar intrigas entre seu filho e ela. 
  10. Avise a escola: Comunique os professores sobre a situação. Eles te ajudarão a observar mudanças de comportamento ou possíveis sinais de algum trauma.

Lembre-se: você não tem mais um relacionamento com o pai ou mãe da criança, mas seu filho sim, e ele ainda a ama. 

homem com as mãos em uma balança com bonequinhos azuis e rosas, representando pai e mãe separados

Dicas para pais separados que se dão bem

Quando os pais se dão bem, a questão é mais entrar em acordo sobre rotina e tomar as decisões. As dicas acima continuam valendo, mas além delas: 

  1. Colaborem na tomada de decisões: Converse ativamente com o pai ou mãe da criança sobre educação, saúde, atividades extracurriculares, e por aí vai.
  2. Participem ativamente: Compareçam a eventos escolares, atividades esportivas e eventos culturais juntos, sempre que possível.
  3. Respeitem a privacidade do outro: Vocês se dão bem, mas não tem mais um relacionamento. Evite excesso de intimidade ou envolvimento com a vida do pai ou mãe da criança, para não confundir seu filho.
  4. Conversem com a criança: Incentivem seu filho a expressar os sentimentos sobre a separação de forma honesta. Talvez ele fale algo que vocês não gostem de ouvir, mas esse espaço é importante para ele.
  5. Celebrem juntos: Quando seu filho tirar nota boa na escola, avise ao pai ou mãe da criança. Quando ele fizer um desenho bonito, lembre o pai de pedir para ver quando passar os dias dele com a criança. Reforce o comportamento positivo. 

Dicas para pais separados que não se falam

Se a separação foi ruim, converse apenas o necessário para priorizar o bem-estar da criança. E, se sentir que o pai ou mãe não está colaborando, ou não dá pra resolver os problemas amigavelmente, procure seus direitos. 

O foco é proteger a criança do conflito, sem contaminá-la com as desavenças de vocês:

  1. Evite brigas: Mantenha os conflitos longe dos olhos e ouvidos do seu filho. Separação já é difícil, com os pais brigando, então…
  2. Comunique-se por canais mediados: Se não der mesmo pra se comunicar diretamente, faça por escrito, como e-mail, ou mediado por terapeuta ou advogado, para ter algum registro das conversas.
  3. Siga acordos legais: Quando for para o juiz, siga as indicações dele. E, se a outra pessoa não estiver cumprindo a parte dela, obtenha registros para poder cobrar depois.
  4. Defina limites claros: Estabeleça limites e expectativas sobre conversas e comportamento com o pai ou mãe. Ajuda a diminuir conflitos desnecessários.
  5. Converse com a criança: Reforce que você ama muito seu filho, e o pai ou mãe dele também, e que o problema não é culpa dele. É ideal fazer isso sempre, mas é ainda mais importante quando os pais não se dão bem.

Se a relação for realmente tóxica, procure ajuda profissional. Pode ser com mediação familiar ou terapia.

pais brigando ao fundo, e criança no meio, triste e abraçando um ursinho

Possíveis traumas de filhos de pais separados

Se você está lendo esse texto, já sabe que essa situação pode se tornar um problema, né?

Não acontece com todo filho de pais separados, mas os impactos emocionais são comuns. Eles dependem bastante da idade da criança, dinâmica familiar e de como foi a separação.

As principais questões são:

  • Ansiedade e estresse: Devido à dificuldade de lidar com as mudanças bruscas, e se adaptar à nova rotina com duas casas.
  • Sentimento de culpa: Muitas crianças pensam que fizeram algo de errado e por isso os pais estão se separando.
  • Conflito de lealdade: A criança pode se sentir dividida entre os sentimentos pelo pai ou pela mãe. Ou que os pais vão achar que ela tem um pai preferido, ou até que ela precisa escolher um lado…
  • Queda de desempenho escolar: Desânimo para estudar ou perda de interesse na escola (e em outras atividades também).
  • Dificuldades em relacionamentos futuros: Algumas crianças podem sentir dificuldade em confiar e se comprometer, com base no relacionamento dos pais.

Em casos mais graves, de separações muito mal gerenciadas, podem acontecer casos de depressão ou ansiedade. Nesse caso, precisa de apoio profissional para diagnosticar e tratar.

Pais separados devem sair juntos com os filhos?

Essa decisão varia de acordo com cada casal, pensando sempre no que é melhor para a criança.

Depende de vários fatores, incluindo relacionamento entre os pais, motivo das saídas, idade da criança e comunicação com os filhos.

👇 Leve isso em consideração antes de decidir:

  • Crianças mais velhas ou adolescentes tendem a entender melhor a dinâmica entre os pais separados.
  • Se o relacionamento dos pais for tranquilo, é ok sair de vez em quando, desde que isso não gere falsas expectativas na criança ou no parceiro.
  • Explique porque os pais estão saindo juntos. Diga que, mesmo eles não sendo mais um casal, ainda amam muito o filho e querem participar da vida dele, por isso saem juntos às vezes.
  • Se os pais brigam muito quando estão juntos, é melhor evitar as saídas conjuntas.
  • Pergunte se o filho está ok com os pais saírem juntos. Se ele desaprovar, é melhor evitar.
  • Não saiam juntos sem propósito. Isso pode confundir a criança, principalmente as mais jovens. Se for para algum evento importante, como aniversário, apresentação na escola, partida de futebol ou etc, aí tudo bem. 

menina segurando a mão dos pais

Quais os direitos de um filho de pais separados?

O divórcio não muda os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. 

Toda criança e adolescente tem direito à educação, saúde, moradia, lazer e educação. Os pais precisam cumprir financeiramente com isso, mesmo depois da separação, ou se a criança morar só com um deles. Por isso existem leis que regulamentam a pensão alimentícia.

O filho de pais separados também tem o direito de conviver com ambos os pais, respeitando os limites estabelecidos sobre a guarda. Isso inclui visitas alternadas, e em datas especiais, como aniversários, feriados ou férias escolares.

Da mesma forma, os pais participam igualmente de decisões importantes da vida dos filhos, como viagens no Brasil e para o exterior, mudança de cidade, colégio ou faculdade.  

Ou seja: apesar de ser uma mudança de rotina brusca na vida das famílias, as leis brasileiras fazem o possível para que os filhos não sejam afetados e recebam assistência durante toda a vida.

E quais são os direitos dos pais e mães divorciados?

Alguns direitos de pais e mães separados estão relacionados ao matrimônio. São os casos de separação de bens, ou divisão em participação de empresas.

Em relação aos filhos, o principal direito das mães é a pensão alimentícia, como forma de assegurar o cuidado da criança.

Também está em votação um pacote com diversos benefícios para mães que criam os filhos sozinhas

O principal direito dos pais separados em relação aos filhos é pedir guarda compartilhada, e se não conseguir, ter o direito de visitar os filhos regularmente.

Muitas pessoas pensam que a guarda total do filho é direito da mãe, mas não é bem assim. Este texto explica os detalhes das leis sobre isso.

No caso das visitas, elas devem ser combinadas com a mãe, sempre respeitando a privacidade dela, e os interesses e rotina do filho. 

A separação é difícil, mas nem sempre deixa traumas. Seguindo as dicas do post, certamente seu filho ficará mais tranquilo em relação a tudo.

Te desejo muita força para lidar com esse momento, mas tenho certeza de que você e sua família serão muito felizes. 💜

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O guia definitivo sobre os desafios da maternidade [para 2025] https://otomodospais.com.br/blog/guia-desafios-da-maternidade/ https://otomodospais.com.br/blog/guia-desafios-da-maternidade/#respond Tue, 20 Feb 2024 13:53:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=2041

Ser mãe não é fácil. É encantador, mas educar uma criança é uma tarefa árdua, cheia de sacrifícios e de desafios.

É comum ver fotos e vídeos nas redes sociais que mostram relações perfeitas entre mães e filhos. Mas o que ninguém te fala sobre a maternidade é que na maior parte do tempo não é assim. Existem momentos de desânimo, culpa, cansaço, e noites mal dormidas.

E esses desafios da maternidade dificilmente aparecem nas redes sociais. Por isso, muitas mães têm dúvidas sobre qual é a parte mais difícil e como superar os obstáculos.

E para ajudar essas mães foi que escrevemos este guia completo sobre os desafios da maternidade, com dicas e indicações de leitura para os principais. 💪

Qual é o maior desafio de uma mãe?

A maternidade é diferente para cada pessoa, então não tem resposta certa. Experiências de vida, idade, relacionamento, apoio familiar, e muito mais influenciam nos desafios da maternidade.

Abaixo listo os principais desafios, com base em algumas pesquisas sobre maternidade.

De acordo com um estudo da Universidade de Antioquia (Colômbia), nos 6 primeiros meses estas são as principais preocupações:

  • Recuperação no pós-parto: desconforto e problemas de autoimagem.
  • Cuidado com o bebê: amamentação, higiene e cuidado, entender o ritmo da criança, cólicas e alimentação.
  • Relacionamento: dividir as tarefas domésticas.

Algumas pesquisas publicadas aqui no Brasil apontam também desafios relacionados ao mercado de trabalho. Por exemplo, equilibrar trabalho e família, equilibrar trabalho e afazeres domésticos, preconceito na busca por emprego.

Por fim, tem os pontos que pouca gente fala sobre a maternidade:

  • O nascimento dos dentes dói.
  • Precisa aprender a lidar com ataques de raiva.
  • Ser paciente é um exercício constante.
  • O desfralde é complexo.

É bastante coisa, né? 😱

Mas ao ganhar experiência, você começa a tirar de letra! Principalmente com as dicas deste post! 😉

Se você é uma mamãe de primeira viagem (ou conheça alguma), abra o texto abaixo em outra aba e leia assim que terminar este:

Como superar os desafios da maternidade?

As dicas abaixo ajudam a superar a maioria dos desafios. Elas são pontos básicos para lidar com a maternidade.

Tenha uma rede de apoio

A rede de apoio são as pessoas que ajudam você a passar pela gravidez com mais tranquilidade. São seus amigos, seu parceiro ou parceira, e suas famílias.

Eles estarão lá para ensinar a trocar a primeira fralda, para olhar o bebê enquanto você tira um cochilo, ou para fazer as tarefas nos primeiros dias depois do nascimento.

Ter uma rede de apoio diminui o cansaço, o estresse, e dá segurança emocional. É imprescindível enquanto seu filho for bebê, criança e adolescente.

Não se culpe

A mãe perfeita não existe. Mães erram, pedem desculpas, e aprendem para melhorar.

Como diz o ditado, tem momentos em que o filho chora e a mãe não vê. Também fica doente, cai do balanço, ou vai mal na escola.

Não se culpe quando essas situações acontecerem. Lembre-se de que você está fazendo o seu melhor e encare estes momentos como oportunidades de crescer junto com o seu filho. 💪

Não se compare

A comparação com as outras mães é o combustível para a insegurança. 

Tem crianças que recebem presentes mais caros e outras mães que passam mais tempo com as crianças.

Se você não puder fazer isso, está tudo bem. Dê o seu melhor e seus filhos serão os mais felizes do mundo! 🥰

Cuide de você

Muitas mães ficam tão atarefadas que esquecem de cuidar de si mesmas. Não tiram tempo para se exercitar, sair sozinhas ou com as amigas, ou para tomar um banho bem relaxante.

É difícil mesmo incluir essas atividades na rotina (principalmente durante os primeiros meses do bebê). Mas você precisa tentar!

Quando a vida fica resumida à maternidade, podem surgir alguns problemas, como a baixa autoestima.

Tente reservar um tempo da agenda para fazer algo que te dê prazer, sempre que conseguir. Nem que sejam alguns minutos por noite para fazer um skin care.

Agora que você sabe o básico, vamos ver dicas específicas para os maiores desafios da maternidade.

Como superar os desafios do pós-parto?

Durante a internação:

  • Estimule a amamentação e faça contato pele a pele com o bebê. Isso fortalece os vínculos.
  • Caminhe no quarto assim que o médico liberar, para evitar risco de trombose.
  • Se fizer cesárea, lave a cicatriz todos os dias e seque bem.
  • Tire todas as dúvidas sobre a amamentação com a equipe médica.
  • Pergunte tudo sobre o repouso nos primeiros dias: quais atividades pode fazer, se sentirá dores ou desconforto, etc.

Em casa:

  • Beba muita água.
  • Tenha uma dieta balanceada.
  • Fique em repouso.
  • Converse bastante com seu parceiro e familiares sobre como está se sentindo. 
  • Aguarde liberação médica para retorno de atividades físicas e de relações sexuais.

Durante os primeiros 15 dias após o nascimento, as mães podem sentir tristeza e desânimo. Se acontecerem muitas variações de humor e crises de choro, entre em contato com o obstetra. É o famoso “baby blue”:

YouTube Video

Como lidar com a baixa autoestima?

Caso sinta-se triste consigo mesma depois da gravidez, siga estas dicas de autocuidado:

  • Tente tirar 1 hora por dia só para si. Peça ajuda para sua rede de apoio!
  • Faça pequenas pausas de 5 minutos para se cuidar – passar um creme, pentear os cabelos, vestir uma roupa bonita etc.
  • Coloque músicas que você gosta para tocar (baixinho para não acordar o bebê hein 🤭).
  • Converse com suas amigas e família, principalmente as que já foram mães.
  • Conte ao seu parceiro como você se sente.
  • Caso não tenha, compre um diário e escreva sobre os seus sentimentos.
  • Se não melhorar, converse com um obstetra.

Como superar os desafios para cuidar dos filhos?

Cada fase da vida das crianças requer cuidados específicos. O corpo deles se desenvolve aos poucos, então são mais frágeis no início da vida.

Eles são mais sensíveis nos 3 primeiros meses. Nesta fase da vida, os principais cuidados são estes:

  • Mantenha o quarto sempre limpo e arejado.
  • Vista-o com roupas confortáveis, de preferência de algodão.
  • Nos dias frios, a lã é um bom material para os casaquinhos.
  • Dê banho com água e sabão neutro em uma banheira com água morna.
  • Alimente-o apenas com leite materno. Isso deve ser feito até os 6 meses.
  • Leve o bebê ao médico em qualquer caso de problema de saúde, como quedas, cólicas ou resfriados. 
  • Qualquer sinal de febre também deve ser investigado por um pediatra.
  • Tenha o contato do pediatra salvo no celular para tirar dúvidas pontuais.

👇 Estas dicas também são muito importantes para cuidar do bebê:

mãe segurando termômetro marcando 27 graus. ao fundo, desfocado, bebê deitado de barriga para cima e chorando

Como saber por que o bebê está chorando?

Estas são as principais causas e tipos de choro:

Causa Como identificar O que fazer
Fome Antes de chorar, fica abrindo e fechando as mãos ou chupando o dedo.  Alimente o bebê. Até os 6 meses apenas com leite materno, a partir dos 6 meses com água e alimentos saudáveis.
Medo ou tédio Choro manhoso que acalma quando fala com o bebê ou pega no colo. Pegue no colo, faça carinho e brinque com ele.
Dor Choro agudo e muito alto. Fica com a face vermelha e mãos fechadas. Verifique a temperatura, veja se o corpo do bebê tem algum hematoma e, se persistir, leve ao médico.
Cansaço Choro alto e nervoso, tipicamente acontece no final do dia. O bebê franze as sobrancelhas e a testa. Abaixe as luzes e nine o bebê. Pode demorar um pouco para ele pegar no sono e parar de chorar. Pode tentar usar apps de ruído branco pra ajudar.

No início pode ser difícil distinguir, mas com o tempo você desenvolve essa habilidade. 😉

Outro ponto muito importante: nem sempre o bebê chora por manha. Na verdade, o choro é uma das primeiras formas de comunicação.

O bebê só aprende que consegue as coisas mais fácil se chorar a partir dos 6 meses a 1 ano. Escrevemos um post que explica isso:

Quais são os principais problemas de saúde dos bebês?

Para algumas mães, o maior desafio da maternidade é não se desesperar nessa hora. Respire fundo e lembre que você precisa acalmar o bebê e atendê-lo.

Mas o fato é que bebês e crianças ficam doentes com muita frequência.

Além disso, problemas que são super simples em humanos podem ser sérios para eles. É o caso da gripe, por exemplo.

Abaixo estão algumas doenças frequentes. Basta clicar nos nomes para ler um guia completo sobre elas:

Como manter meu filho seguro?

Os cuidados variam de acordo com a fase da vida.

Um dos grandes desafios da maternidade começa na infância: proteger sem privar seu filho de viver momentos incríveis. 

É importante aceitar que as crianças se machucam, caem no chão, ralam os joelhos e tudo o mais. 

O importante é aprender a lidar com cada um destes desafios da maternidade. As dicas abaixo te ajudarão. 😉

Dicas de segurança para bebês

  • Verificar a temperatura da água e dos alimentos antes de dar banho.
  • Deitar o bebê sempre de barriga pra cima.
  • Quando andar de carro, levar sempre o bebê na cadeirinha.
  • Colocar protetores nas tomadas.
  • Não deixar o berço perto da janela.
  • Usar protetores de quina.
  • Estar atenta aos movimentos e sinais de desconforto do bebê.

Dicas de segurança para crianças

  • Guardar objetos cortantes e produtos de limpeza em armários altos na cozinha.
  • Deixar remédios, isqueiros, fósforos e acendedores fora do alcance das crianças.
  • Manter protetores nas tomadas.
  • Manter o piso do banheiro sempre seco.
  • Evitar móveis com rodinhas (se tiver, deixe bem longe das janelas).
  • Caso seja uma criança mais nova, evitar televisão ou videogame no quarto.
  • Limitar o uso de aparelhos eletrônicos de acordo com o tempo de tela por idade.
  • Deixar o portão de casa sempre fechado.
  • Se morar em apartamento, colocar grades nas janelas e sacadas.
  • Na hora de praticar esportes, insistir no uso dos equipamentos de segurança. 

Como superar os desafios no relacionamento?

A comunicação com o seu parceiro e rede de apoio é fundamental.

É importante exercitar a confiança entre vocês desde a gravidez. Assim você não se sente sozinha ou isolada, como se os desafios da maternidade fossem exclusivamente seus.

É complicado dar dicas muito específicas porque depende muito da relação de vocês. Mas tenha sempre em mente que a sinceridade é o melhor caminho. 

Caso não esteja gostando de algo, fale diretamente, mas mantendo a educação. Explique o que você não gosta, o porquê, e debatam juntos maneiras de melhorar.

Esta é uma situação comum, mas que pouca gente fala: a mudança na relação com o marido depois do nascimento do primeiro filho.

Muitas mães passam por isso, mas o assunto ainda é um tabu. A comunicação ajuda a solucionar o problema. 

Outra situação frequente é a divisão das tarefas domésticas. Ter uma conversa franca e aberta é a melhor maneira de resolver. 

Falo em detalhes sobre estes dois desafios da maternidade no texto abaixo:

Como superar os desafios da maternidade no mercado de trabalho?

Existem três tipos de desafios principais relacionados ao mercado de trabalho.

O primeiro deles é o preconceito. Infelizmente ainda existe a ideia de que mães não são produtivas.

Muitas mulheres relatam situações desagradáveis em entrevistas de emprego, como as perguntas clássicas: “É casada? Tem filhos? Mas o seu marido te ajuda?”.

Outra situação frequente é a mudança no comportamento do recrutador depois que o assunto maternidade vem à tona. Já aconteceu com você? 🤦

Não existe solução rápida para o problema, já que ele é bem complexo. Mas trocar experiências com outras mães ajuda bastante. Tanto para lidar com a questão emocional, como para receber indicações de vagas mais inclusivas.

Caso não tenha, crie um perfil no LinkedIn e conecte-se com outras mães da mesma área que você. Esta carta aberta de uma mãe é um bom exemplo do tipo de conteúdo disponível na plataforma.

O segundo desafio da maternidade é o equilíbrio entre o trabalho e os afazeres domésticos. A solução passa por estes pontos:

  1. Conversar abertamente com o parceiro e pedir ajuda.
  2. Elaborar uma lista de tarefas para dividir entre vocês.
  3. Não precisa ser 50% para cada. Dividam de acordo com a rotina e troquem de tarefas de vez em quando para não enjoar.

Vale reforçar também que não importa se o marido quer ou não ajudar. É obrigação dividir as tarefas domésticas.

O terceiro desafio é equilibrar família e trabalho. Tem um guia completo sobre o tema aqui no blog do Tomo dos Pais! Para acessar é só clicar na imagem abaixo. 😊

O que ninguém te falou sobre a maternidade?

Além desses desafios da maternidade, existem algumas situações específicas. Poucas pessoas falam sobre elas mas certamente aparecerão na sua rotina em algum momento.

Para saber o que fazer em cada caso, é só clicar em cada item da lista. Você será levada a um post completo sobre o assunto aqui no blog do Tomo dos pais. 

O que é mais difícil na maternidade?

Reforço a mensagem do início do texto: não existe resposta certa porque a experiência de cada mãe é única. 

Para algumas mães, o maior desafio da maternidade é o desfralde. Para outras, é colocar o neném para dormir. Varia bastante (e esses dois são realmente bem complexos!)

Mas uma coisa é certa: muitos desafios estão relacionados com as transformações emocionais, físicas e de hábitos da maternidade.

Nem sempre as mães se sentem preparadas e pensam que não são boas o suficiente.

Esse pensamento é normal, mas lembre-se: você está fazendo o seu melhor e a sua família sabe disso. 🏅

Se precisar de mais algum apoio, conte com conosco do Tomo dos Pais! Ele surgiu para tornar a vida das mães mais fácil e a das crianças mais divertidas.

É uma assinatura no formato de newsletter com recomendações personalizadas para seus filhos. São dicas de passeios, educação, filmes, peças de teatro e muito mais!

A cada semana você recebe uma lista de conteúdos que te ajudarão a superar os desafios da maternidade.

E se tiver passando por algum desafio que não citamos aqui, comente aqui no post.

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https://otomodospais.com.br/blog/guia-desafios-da-maternidade/feed/ 0
Como criar um filho sozinha e ser feliz? 60 conselhos de mães solo https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-um-filho-sozinha/ https://otomodospais.com.br/blog/como-criar-um-filho-sozinha/#respond Mon, 19 Feb 2024 16:56:43 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4354

Criar um filho sozinha é difícil. Envolve disciplina, gestão de tempo, muita paciência, e de uma rede de apoio sólida. E, mesmo com tudo isso, estressa e desgasta muito.  

Este post tem conselhos práticos para te ajudar nessa jornada. São relatos de mães sobre várias áreas:

  • Dicas práticas de como cuidar da casa.
  • Conselhos sobre finanças.
  • Como educar a criança sozinha. 

São orientações para mães de meninos e meninas, que estão criando seus filhos sozinhas por várias razões, como fim do relacionamento, ou falecimento do parceiro(a).

🎁 No fim desse texto tem uma surpresa para tornar a sua jornada mais fácil.

Como criar um filho sozinha?

Antes de seguir, lembre-se: você é uma mãe incrível. Vai dar conta do recado. Seu filho terá muito orgulho de você!

É normal esquecer disso na hora em que a responsabilidade aperta e a gente não sabe se está fazendo a coisa certa. Mas, você está dando o seu melhor. Sua vida não é perfeita porque a de ninguém é, e não porque você não está fazendo o bastante.

Segundo vários relatos de mães que criam filhos sozinhas, os principais pontos para criar um filho sozinha são:

  • Trabalhar uma mentalidade positiva.

Os conselhos abaixo são os aprendizados de várias mães que criaram filhos sozinhas. São adaptações de comentários de fóruns como Reddit, grupos de mães no Facebook, e até reportagens de jornais.

Colocamos alguns links nas dicas abaixo, para caso queira se aprofundar nos detalhes de algum item.

  1. Entenda e aceite que a maternidade tem desafios, especialmente para mães solteiras e de primeira viagem.
  2. Aprenda sobre planejamento financeiro pessoal.
  3. Faça uma planilha de orçamentos. Tenha controle sobre quanto você gasta, quanto entra, e quanto sai. Pode ser no computador, ou em um caderno mesmo.
  4. Se puder, deixe as contas em débito automático no cartão, para poupar tempo na rotina.
  5. Descubra se você tem direito a algum benefício, como pensão, ou salário-família.
  6. Aprenda a dizer não, e a priorizar a família. É difícil negar sair com os amigos, ou comprar algo mais caro aos filhos, mas isso é importante no longo prazo.
  7. Aprenda a fortalecer a amizade com seu filho.
  8. Organize a sua rede de apoio. São as pessoas próximas, com quem você pode contar. Vizinhos de confiança, seus melhores amigos, familiares, etc.
  9. Não tenha medo de desabafar quando sentir a responsabilidade pesar.
  10. Compartilhe experiências e aprendizados com outras mães solteiras. Ajuda a se sentir menos solitária.
  11. Organize passeios com outras famílias. Reúna um grupo de amigos com filhos, e a cada semana, organizem um passeio, sob responsabilidade de um dos pais. Enquanto isso os outros descansam, e na próxima semana outro pai fica como responsável, revezando a cada semana. 🤝
  12. Monte uma rotina para você e para seu filho.
  13. Arrume tudo o que puder antes de dormir: roupas dos filhos para o dia seguinte, ingredientes para o almoço, listas de compras, etc.
  14. Use uma agenda para não se perder nos compromissos. Pode ser em papel ou digital.
  15. Inclua tempo para si mesma na rotina, sem as crianças. Se precisar, acione sua rede de apoio para conseguir esse espacinho na agenda.
  16. Participe de grupos de mães solo. Pode ser no Facebook mesmo. Tem grupos de desabafos, sobre novos relacionamentos, e outros mais gerais. Veja se tem algum da sua cidade.
  17. Ensine as crianças a ajudar em casa. Pode ser lavando a louça, arrumando a cama, guardando os brinquedos depois de brincar, etc. Adapte de acordo com a idade.
  18. Se possível, contrate alguém para te ajudar a limpar a casa, ou cuidar das crianças. Pense no seu tempo como uma mercadoria. Você não está “gastando dinheiro” com isso, está investindo no seu tempo e qualidade de vida.
  19. Aceite a frustração. Tem dias que não dá pra fazer tudo, e está tudo bem. Acontece, e isso não faz o seu filho te amar menos.
  20. Tudo bem se os dias não forem como você imaginou, sempre perfeitos. Na verdade, família nenhuma é perfeita!
  21. Também está tudo bem em se sentir triste às vezes. Não diminua seus sentimentos.
  22. Se a tristeza ou os sentimentos negativos forem frequentes, do tipo que não vão embora, busque auxílio psicológico.
  23. Exponha seu filho a bons exemplos. Professores, parentes próximos, seus amigos, etc. 
  24. Se você for mãe de menino, os vínculos com os homens da família são ainda mais importantes. Continue lendo para ver dicas específicas de como criar um filho homem sozinha.
  25. Converse com a criança sobre o pai dela, mesmo se o relacionamento de vocês não acabou muito bem, ou se a história for triste.
  26. Atente-se a sinais de traumas após a separação, se for o seu caso.
  27. Comunique-se com a escola do seu filho e explique a sua situação familiar. Não precisa dar detalhes, é só para planejar homenagens no dia dos pais.
  28. Sempre que surgir uma atividade dessas, pergunte ao seu filho se ele quer participar, e quem ele quer homenagear. Às vezes é você, às vezes é o avô, ou um tio.
  29. Procure se planejar com antecedência para apresentações da escola, jogos de futebol, ou outras atividades assim. Se não puder ir, peça para alguém da família acompanhar.
  30. Tenha sempre na sua lista de contatos o telefone dos parentes mais próximos, e dos profissionais indispensáveis, como pediatra e babá.
  31. Crie uma relação de confiança com esses profissionais, para acionar em casos de emergência.
  32. Não tenha medo de pedir e nem de aceitar ajuda. Criar um filho sozinha também é sobre cultivar uma rede de apoio.
  33. Acione sua rede de apoio com responsabilidade. Tenha bom senso, planeje com antecedência, e tome cuidado para não sobrecarregar as outras pessoas.
  34. Você também precisa estar disposta a oferecer ajuda se alguém precisar. É difícil no meio da rotina, mas mostre-se solícita.
  35. Defina as suas prioridades. Por exemplo: talvez você goste de ir para a balada todo final de semana, mas nem sempre será possível.
  36. Ao criar um filho sozinha, não dê tanta atenção para a opinião dos outros. Muita gente dará pitaco na sua vida, então aprenda a filtrar os conselhos realmente úteis.
  37. Defina metas pessoais. Não concentre toda a sua vida na criação dos filhos.
  38. Valorize os momentos fora de casa, nem que seja só caminhar um pouco na rua. Respire fundo e tente desacelerar.
  39. Pratique autocuidado. Não abandone seus hobbies, e tente tirar ao menos alguns minutos para si todos os dias. Pode ser para fazer meditação, skin care, tomar um banho mais demorado, etc.
  40. Faça as pazes com o passado. O relacionamento com o pai da criança foi um momento importante, mas não define o seu futuro.
  41. Seja flexível, e não tente controlar tudo. Criar um filho sozinha é entender que muitas coisas fogem do seu controle.  
  42. Não se compare. Isso aumenta o estresse e gera frustração. Ninguém é perfeito, por mais que pareça.
  43. Essa frase é clichê, mas: viva um dia de cada vez. Quando você estiver sobrecarregada com as suas obrigações, respire fundo e concentre-se apenas no dia de hoje.

mãe no sofá lendo com a filha, simbolizando o conceito de criar filho sozinha

Como criar filho homem sozinha?

Todas as dicas acima se aplicam para criar um filho homem sozinha (mulher também). Mas também precisa se atentar para alguns detalhes específicos sobre a educação dos meninos.

  1. Se você for separada, não prive o seu filho de ter uma relação saudável com o pai.
  2. Nunca fale mal do pai na frente dele. Além disso, evite envolver seu filho nos problemas do seu relacionamento.
  3. É normal seu filho perguntar sobre o pai. Não evite a conversa e responda com honestidade, adaptando as informações de acordo com a idade dele. 
  4. Se o pai do seu filho for uma pessoa tranquila e um bom exemplo, incentive a amizade entre os dois. 
  5. Deixe seu filho passar tempo junto com bons homens. Pode ser algum tio, irmão, ou primo seu, um professor bacana, ou alguém da igreja. Só precisa de alguém de confiança. É importante ele se conectar com alguém para aprender pelo exemplo.
  6. Não diga que o seu filho é o “homem da casa”. Muitas mães falam pra NUNCA fazer isso, porque coloca muita pressão em cima da criança ou adolescente. Você deve ensinar seu filho a ajudar em casa e a cuidar dos irmãos, mas ele não deve se sentir responsável pelo bem-estar da família.
  7. Confie em seu filho. Mantenha uma relação próxima, e dê liberdade para ele tomar decisões de acordo com sua idade. Não seja superprotetora! 
  8. Não tenha medo de expressar emoções ou se mostrar vulnerável. Isso ensina seu filho a lidar com os dias ruins, e mostra que ele não precisa ser invencível o tempo todo. Só tome cuidado para não sobrecarregá-lo.
  9. Passe o máximo de tempo junto com seu filho. Os interesses dele provavelmente são diferentes dos seus, então esta é a melhor forma de aprender sobre eles.
  10. Incentive a prática de atividade física. Além de ser saudável, ajuda a afastar o filho das telas, e também ensina sobre disciplina e alivia estresse.
  11. Se for alguma atividade em grupo, como futebol, ou arte marcial, também expõe seu filho a bons modelos de comportamento.
  12. Lembre que meninos mostram afeto e se conectam de forma diferente das meninas. Ter uma relação próxima com seu filho te ajudará a entender como funciona.
  13. Fazer atividades junto com ele é a melhor forma de criar laços. Pode ser atividade física, montar quebra-cabeças, jogar videogame, ou o que mais ele gostar.
  14. Deixe sua zona de conforto. Talvez você não goste de futebol, mas pode ser bacana aparecer na arquibancada para torcer por ele. 
  15. Ensine seus valores, mas deixe seu filho expressá-los como quiser. Respeite as diferenças dele.
  16. É importante seu filho ter seu próprio espaço. Se tiver como ele ter um quarto só dele, sem dividir com os irmãos, é melhor. 
  17. Quando chegar a hora de falar sobre sexo, ou outros assuntos delicados, se ofereça para ter a conversa, mas pergunte se ele quer falar com você, ou com outra pessoa de confiança. Alguns meninos preferem falar sobre essas coisas com homens.

mãe segurando o filho nos ombros, em uma atividade fora de casa

É difícil criar filhos sozinha?

Sim, criar filhos sozinha não é simples. Na verdade, ser mãe já é complexo. Sozinha, então, os desafios se multiplicam.

Os principais obstáculos são: 

  • Equilibrar família e trabalho.
  • Sobrecarga emocional.
  • Falta de suporte, inclusive financeiro.
  • Pressão para tomar todas as decisões.
  • Pouco tempo para cuidar da casa.
  • Estigma e julgamento.

bebê sentado no balcão, enquanto a mãe tenta trabalhar ao lado em u notebook, com uma expressão de dificuldade no rosto

Torne a vida do seu filho épica

O objetivo do Tomo dos Pais é te deixar mais tranquila, relaxada, e te ajudar a dar uma vida épica para o seu filho. Todas as semanas você recebe recomendações personalizadas direto no seu e-mail.

Poupa o seu tempo, te ajuda a educá-lo melhor, e apresenta sempre opções diferentes de atividades para fazer com ele.

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Essa é a nossa forma de te apoiar um pouco nos desafios de criar um filho sozinha. 🤗 Tenho certeza que te ajudará a ter um tempinho livre na agenda. 

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Como ser amigo do seu filho (sem perder a autoridade) https://otomodospais.com.br/blog/como-ser-amigo-do-seu-filho/ https://otomodospais.com.br/blog/como-ser-amigo-do-seu-filho/#respond Fri, 02 Feb 2024 13:39:00 +0000 https://otomodospais.com.br/blog/?p=4190

Para ser amigo do seu filho(a) e ganhar a confiança dele, você precisa entrar no mundo dele. As principais estratégias são: conhecer os interesses dele, fazer atividades junto e ouvir os desabafos sem julgar.

Nem sempre é fácil, especialmente para os pais que têm uma vida corrida, mas o resultado não tem preço: seu filho te verá como um parceiro ou parceira para a vida. Nunca esconderá nada de você e aceitará os seus conselhos.

Hoje você aprenderá como fazer na prática. São dicas que funcionam para pais e mães que querem fazer amizade com o filho, independente da idade dele.

E no final do post tenho uma dica que vai tornar todo o processo de criar um filho muito mais fácil! 🎁

Como fortalecer a amizade entre pais e filhos? 

Dividir paixões, estar sempre presente e dialogar bastante são as coisas fundamentais para você se tornar um grande amigo do seu filho. Estas são formas de fazer isso diariamente: 

  • Descubra o que ele gosta e quais são as suas principais motivações.
  • Respeite os hobbies e interesses deles, mesmo se você não concordar ou não entender muito bem. Esse é um dos segredos para criar filhos bem-sucedidos.
  • Deixe dias e horários fixos na agenda para fazer atividades com ele.
  • Faça atividades com toda a família junta, mas separe também momentos a dois com ele.
  • Dê várias ideias de atividades e deixe seu filho escolher o que gosta mais.
  • Desligue o celular quando estiver com seu filho, dedique sua atenção toda a ele nesses raros momentos.
  • Pergunte sobre a vida dele – escola, amigos, “namoradinhas” 🤣, etc. 
  • Seja um modelo positivo!
  • Mas deixe os limites claros. Você é amigo do seu filho, mas ainda é pai (ou mãe), ele ainda lhe deve respeito e obediência.
  • Crie tradições familiares, como o dia do filme, ou um dia de jogos.
  • Quando eles te contarem um problema, pergunte se eles querem só desabafar, ou se querem conselhos, não saia dando pitacos toda vez que ele falar algo.

Em resumo: mostre que você está lá por ele, nos momentos felizes e nos tristes. 

👇 Os posts abaixo tem dicas sobre como estar mais presente na vida do seu filho, mesmo se você acha que tem pouco tempo livre. Abra em outra aba e leia assim que terminar esse aqui.

O que fazer para se conectar aos filhos?

Estas são as melhores atividades para ser amigo do seu filho. Elas trabalham a cooperação e fortalecem os laços. Adapte de acordo com a idade e leve sempre em conta os interesses da criança ou adolescente na hora de escolher o que fazer. 

💡 Colocamos alguns links em alguns itens da lista, para caso você queira ler mais sobre a atividade.

  1. Ler junto.
  2. Jogar com o seu filho no videogame, celular ou computador. 
  3. Jogar jogos de tabuleiros ou de cartas.
  4. Cozinhar juntos.
  5. Praticar esportes, como natação, bicicleta ou futebol.
  6. Fazer caminhadas, piqueniques ou ir ao parque.
  7. Visitar museus.
  8. Fazer atividades manuais, como artesanato, pintura ou desenho.
  9. Assistir filmes, desenhos animados, ou animes juntos.
  10. Fazer uma viagem ou passeio mais longe.
  11. Construir uma cápsula do tempo.
  12. Recriar fotos antigas.
  13. Sair para acampar (ou fazer um acampamento no jardim mesmo, com barraca, fogueira, e assando marshmallows).
  14. Fazer um curso juntos de algo que vocês gostem.
  15. Montar quebra-cabeças. 
  16. Tocar algum instrumento juntos. Violão ou guitarra são ótimos, porque aí um faz a base e outro faz o solo.
  17. Sair juntos para ir ao cinema. Segunda-feira costuma ser mais barato e tem menos gente no shopping. 😉

Muitos pais têm receio com os videogames, mas eles são uma ótima ferramenta para se conectar com o seu filho.

👇 Os posts abaixo ensinam como o videogame pode ser construtivo para os jovens e dão dicas do que fazer para não viciar.

Como ser amigo do seu filho adolescente?

A questão de ser amigo do seu filho fica mais complexo a partir dos 12 ou 13 anos.

Adolescência é uma fase difícil, de muitas mudanças físicas, emocionais e sociais. É normal os jovens se afastarem dos pais nessa época. Eles estão na fase de formar a própria identidade.

Pratique o seguinte para ser amigo de um adolescente:

  1. Escute de forma ativa. Mostre interesse nas conversas, faça perguntas e tente descobrir o máximo sobre como está a vida dele.
  2. Respeite as opiniões dele e dê valor para as suas preocupações. Escolher a roupa pra festa no fim de semana pode ser trivial para você, mas pode ser muito importante pra ele.
  3. Estabeleça limites com conversa. Sempre que tiver decisões importantes, diga o que espera dele com clareza. Por exemplo, se sair fim de semana, não é pra beber. Se sair com os amigos, é pra voltar tal horário.
  4. Se precisar disciplinar, lembre-se: o castigo serve para ensinar, não para punir.
  5. Deixe seu filho opinar e argumentar. Se ele reclamar que “voltar às 20h é muito cedo”, peça pra ele explicar o motivo. Se ele tiver bons argumentos, tente encontrar um meio-termo que funcione para os dois. Se não convencer, explique, e mantenha sua posição.
  6. Lembre-se sempre: amizade não é fazer tudo o que o adolescente quer. É mostrar que você se preocupa com ele.
  7. Dê autonomia para o adolescente escolher as atividades e passeios que quer fazer com você.
  8. Respeite a privacidade do seu filho. Se ele estiver naquela fase de ter vergonha dos pais, deixe os momentos carinhosos para quando estiverem sozinhos. Ou quando der carona para a festa, não pare o carro literalmente na frente do lugar.
  9. Se ele te desagradar, evite reações impulsivas. Nunca grite, se acalme primeiro, depois chame para uma conversa franca.
  10. Não espere que toda conversa seja longa e profunda. Valorize as comunicações rápidas, como mensagens no WhatsApp.
  11. Seja honesto e transparente sempre. Se prometer algo a ele, se esforce para não quebrar, caso aconteça, peça desculpas.
  12. Mostre interesse na vida dele, mas não encha o saco para saber com quem ele está conversando, quem é a namoradinha, o que ele faz no quarto o dia inteiro, etc. Respeite sua privacidade.

Parece bastante coisa, né? Principalmente se o seu filho está passando pela fase do adolescente rebelde. Mas o esforço vale a pena, sério.

Se duvida, espere só o seu filho ter um problema na escola e vir te contar, ao invés de esconder. Você se sentirá a pessoa mais importante do mundo, sério. 😉

adolescente abraçando a mãe durante viagem, representando o conceito de ser amigo do seu filho

Como ganhar a confiança para se tornar a melhor amiga do meu filho?

Só por se esforçar e buscar mais informações você já está no caminho certo. 😉

O foco para ser amigo do seu filho o caminho é sempre sempre o seguinte 👇

  • Se comunique abertamente com seu filho, incluindo admitir os erros, e falar sobre suas dificuldades e problemas pessoais também (os que fizerem sentido compartilhar né).
  • Valorize os interesses e emoções dele.
  • Passe tempo de qualidade junto. Quanto mais, melhor.

Fazendo isso tenho que a amizade com o filho será para a vida toda!

E se estiver difícil fazer isso, aqui tem uma excelente dica: assinar a newsletter do Tomo dos Pais!

O Tomo dos Pais é um serviço de assinatura que te dá dicas para fortalecer a amizade com os filhos toda semana, direto no seu e-mail.

Você dá algumas informações básicas sobre a família, e nós selecionamos dicas personalizadas de atividades, passeios, brincadeiras, entre outros guias. Tudo personalizado para a idade do seu filho. 😁

Assim economiza o seu tempo de planejar a rotina e escolher as atividades. Você só abre o e-mail, escolhe o que gosta mais, se programa, e curte o filhão, sem estresse. 

Conheça mais e assine!

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